!@ {o polifônico, [Jornalismo de Intervenção # Por Leonor Bianchi]

Aves presas, aves livres… ave aves de riodas…

Posted in Meio Ambiente by ImprensaBR on 16/12/2010

Meio Ambiente faz palestras em comemoração aos seis anos do Parque dos Pássaros

Por Leonor Bianchi

Imagine-se livre… asas ao vento… você é um pássaro e pode sentir o vento tocar suas penas e fazê-lo flutuar pelo céu deste imenso Brasil…

Tiziu

Agora, imagine-se voando em um local determinado por alguém, que escolheu trancá-lo numa gaiola gigante, de onde você pode olhar o mundo todo, mas não pode fazer parte dele… voa dentro da gaiola, apenas…

O viveiro gigante do Parque dos Pássaros é uma escolha polêmica feita pelos gestores públicos para ‘atrair turistas’ com o discurso ambiental politicamente correto alicerçado em argumentos que vão desde a preservação de espécies condenadas à extinção e a recuperação de aves debilitadas à possibilidade de avanços científicos nas pesquisas de reprodução em cativeiro.

Sanhaço

Questiona-se muito a prática de ‘engaiolar’ aves em um viveiro como o de Rio das Ostras e, sem querer entrar no mérito da questão, a prática de prender aves em uma gaiola para que sirvam de atrativo aos olhos humanos aflora uma sensação sinistra em mim.

As aves do Parque dos Pássaros clamam por liberdade! Há seis anos estão ali, presas… e a prefeitura ainda se orgulha, e muito, do mega viveiro… segundo ela, ‘o maior da América Latina”.

Não sei que tanto esse ‘querer ser o maior’ em tudo… mas enfim, ‘eles’ querem persistir neste enredo… e para frisar bem os seis anos do Parque dos Pássaros, a Secretaria de Meio Ambiente, agricultura e Pesca de Rio das Ostras fará uma comemoração. Será que vão comemorar a longevidade do pássaro mais velho que abriga o mega viveiro? Aliás, por que não homenageiam a pobre ave? De qual espécie será o pássaro mais antigo do Parque dos Pássaros? Observe que são coisas distintas; a ave com mais idade, e a que está a mais tempo morando no viveiro…

Canário da Terra. Foto de Cláudio Márcio Lopes

As ‘comemorações’ começam na segunda, dia 20. O biólogo Jorge André fará uma palestra, no Parque dos Pássaros, às 9h00, sobre o tema “Áreas protegidas no município”. Além do biólogo, técnicos da Secretaria farão palestras sobre “Animais peçonhentos”, “Recuperação de áreas degradadas, manejo e enriquecimento da biodiversidade da Mata Atlântica e Restinga”, “Ocorrência de tartarugas marinhas na região costeira de Rio das Ostras” e “Diversidade de aves no município”.

O município de Rio das Ostras possui quatro Unidades de Conservação: Área de Proteção Ambiental da lagoa de Iriry, Monumento Natural dos Costões Rochosos, Área de Relevante Interesse Ecológico de Itapebussus e o Parque Natural Municipal dos Pássaros. Além dessas áreas, parte da Reserva Biológica União está em Rio das Ostras, que também tem influência na APA do rio São João.

Recesso

O Parque dos Pássaros estará fechado nos próximos dias 24, 25, 31 e 1, para recesso de final de ano. Nos domingos, 26 de dezembro e 2 de janeiro, o espaço funcionará normalmente. 

Em Rio das Ostras, cativeiros de aves silvestres são mais comuns do que se imagina

Recentemente uma pessoa foi presa em Costa Azul, numa casa que abrigava um cativeiro com 15 aves silvestres. Após uma denúncia feita no dia 16 de novembro, a Inspetoria de Proteção Ambiental (Inpa) da Secretaria de Ordem Pública e Controle Urbano e do Batalhão de Polícia Florestal, com apoio da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, resgataram os pássaros, dentre eles, sanhaços, tico-ticos, canários da terra, tizius e trica-ferros. Este último chega a valer R$ 6 mil, o que motiva o tráfico de aves.

As aves resgatadas foram levadas para o Parque dos Pássaros, onde estão sob observação, até que possam ser encaminhadas ao Centro de Triagem do Ibama.

Trica Ferro

Segundo os policias do Batalhão Florestal, pessoas que mantém pássaros em cativeiro sem autorização podem ser autuadas através da lei de crimes ambientais 9605, artigo 29. Denúncias devem ser feitas pelos telefones do Batalhão de Polícia Florestal, 22 2774-8372 ou da Guarda Municipal, 153.   

O dono do cativeiro denunciado está respondendo por crime ambiental, e deverá pagar uma multa que pode chegar a R$7,5 mil.

Em Jardim Mariléa, na rua Duque de Caxias, em frente à Estação de Tratamento de Esgoto, uma dessas casas de modelo estadunidense mantém há mais de três meses uma placa com os dizeres “vendo aves silvestres’, pregada no portão. Não sei como não a ‘guarda ambiental’ não bateu lá ainda… como assim, vendo aves silvestres? É legal o comércio? O setor de Fiscalização da Postura, poderia averiguar a ‘denúncia’, aproveitando o aumento do efetivo de pessoal nas ruas da cidade às vésperas do Natal. Fica aí a sugestão, a denúncia… e a recuperação desses pássaros postos à venda seriam um motivo real para comemorar a liberdade das aves de Rio das Ostras.

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Uma resposta

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  1. Mariana said, on 30/04/2012 at 22:23

    Muuito booom ! É isso mesmo ! Peço se possivel me ajudar a divulgar esse face que fala sobre isso ! http://www.facebook.com/profile.php?id=100003776636785


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