!@ {o polifônico, [Jornalismo de Intervenção # Por Leonor Bianchi]

O Brasil cada vez mais surrealista

Posted in Sem categoria by ImprensaBR on 08/02/2011

Lula considerava que seria julgado pelo Supremo, no escândalo do mensalão. Ia renunciar para nao sofrer impeachment. Escapou, mas nao foi o único, muitos se salvaram

Helio Fernandes

O Brasil é o País das siglas. São centenas, talvez milhares. Na campanha eleitoral deveriam perguntar aos candidatos, impossível que soubessem. No momento, queremos traduzir duas delas: JPC e CCJ.

Fonte: Site Tribuna da Imprensa

JPC é João Paulo Cunha, presidiu a Câmara. Engolfado e envolvido no mensalão, perdeu o cargo, surpreendentemente não foi cassado. Queria voltar à presidência da Câmara, nem Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves conseguiram.

Passamos então à outra sigla, CCJ, Comissão de Constituição e Justiça. Que em tempos idos, já foi presidida por deputados como Milton campos, Capanema, Afonso Arinos. É bem verdade que o filho de Picciani, de 27 anos, que só lê (e assim mesmo, raramente) livros de autoajuda, presidiu essa CCJ.

FUX NÃO SERÁ VOTO RELEVANTE NO MENSALÃO

O futuro ministro Luiz Lux vai votar no caso do mensalão, certamente. Mas não agora, ninguém sabe quando. E primeiro é preciso esperar o VOTO DO RELATOR, Joaquim Barbosa. São 40 (número sintomático) os que podem ser condenados pelo Supremo Tribunal Federal.

Ao contrário do que muitos apregoam, os Ministros do Supremo não ficam “agregados”, “subordinados”, digamos “corintianizados” ao presidente que os nomeou. É o caso do Ministro Fux, que normalmente ficará 13 anos no Supremo. (Tem 57 anos, a expulsória é aos 70. As próximas grandes perdas do Supremo: Ayres Brito, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello).

Ganharia manchetes, repercussão, seria louvado (no melhor sentido e estilo utilizado por Vinicius) se pedisse para incluir o ex-presidente Lula na lista dos que estão sendo julgados e dificilmente escaparão da condenação. (É lógico que não fará isso, muito menos o relator)

*** 

PS – É possível que alguns poucos, raríssimos, sejam absolvidos. Mas quando Joaquim Barbosa entregará seu voto ao presidente, que designará a data para julgamento?

PS2 – Ninguém sabe. Mas o então presidente Lula sabia de tudo. E o deputado Roberto Jefferson (que nome ou sobrenome, entrou na Historia dos EUA há 235 anos e não sairá mais) liquidou a própria carreira, mas jogou o ex-presidente na obscuridade e na insegurança.

PS3 – Já contei na Tribuna impressa e repito aqui: o então presidente estava certo de que sofreria o impeachment. (Comparei até a situação dele com a do presidente Nixon). Lula se preparava para negociar a RENÚNCIA e então não sofreria o impeachment e os 8 anos de cassação.

PS4 – Quando o inquérito terminou e foi para o Supremo, seu nome inteiramente esquecido, escondido, não incluído, Lula Festejou. Bebeu dias seguidos, mais, muito mais do que o normal.

PS5 – Antes, ele tinha tanta certeza de sofrer o impeachment, que bebeu para esquecer. Só que bebeu tanto, que esqueceu que não fora cassado. Quando se lembrou, festejou ao contrário. E incorporou ao seu dia-a-dia a arrogância, a petulância, a imprudência, a incompetência, mas a não inapetência.

PS6 – Para terminar: foi quando “fez” o acordo não escrito com os jornalões, se apoiaram mutuamente. Receberam dele montanhas de “recursos” (é como chamam a publicidade não escrita, “por fora”), que enriquece a todos.

PS7 – Lula é homem de palavra, os proprietários dos jornalões (que se dizem jornalistas) também. Tratavam Lula com toda a cordialidade, críticas apenas superficiais e sem atingir o presidente Lula.

PS8 – Além de todo o dinheiro desviado, o compromisso que já foi cumprido sem qualquer alteração: a RENOVAÇÃO de todas as concessões de rádio e televisão, sem chance para ninguém fora desses grupos.

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