!@ {o polifônico, [Jornalismo de Intervenção # Por Leonor Bianchi]

Comissão do COMPERJ quer criar regras para os investimentos

Posted in Estado, Infraesturutura, Região by ImprensaBR on 19/04/2011

Os investimentos previstos para o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) poderão ter que seguir um manual de regras. A tese foi defendida pelo presidente da Comissão Especial do Comperj da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Róbson Leite (PT), nesta terça-feira (19/04), durante audiência pública. A ideia é criar um estatuto para garantir que os recursos do empreendimento sejam aplicados no desenvolvimento social, ambiental e urbano dos 15 municípios envolvidos na obra.

Para o parlamentar, toda essa empreitada deve ser acompanhada pelo Poder Legislativo, pois, caso contrário, as consequências poderão ser as piores possíveis. “Não há dúvida de que o Comperj causará um grande impacto no Rio de Janeiro. Precisamos observar como esses municípios vão se comportar diante de todos esses recursos. O objetivo da comissão é garantir que todos esses investimentos sejam responsáveis pelo desenvolvimento sustentável dessas cidades”, afirmou o petista.

Maior empreendimento industrial da história da Petrobras e do Brasil, num total de R$ 8,5 bilhões, o Comperj deverá iniciar suas operações em 2012. O Complexo pretende aumentar a capacidade brasileira de refinar petróleo pesado, reduzir a importação de derivados como a Nafta e produtos petroquímicos, gerar produtos de segunda geração para os mercados interno e externo e revolucionar o perfil sócio-econômico da sua área de influência. Sua construção prevê a criação de 200 mil empregos diretos e indiretos, afetando os municípios de Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Guapimirim, Itaboraí, Magé, Maricá, Niterói, Friburgo, Rio Bonito, Rio de Janeiro, São Gonçalo, Saquarema, Silva Jardim, Tanguá e Teresópolis.

O gerente de Comunicação Institucional da Petrobras, Gilberto Puig, apresentou ao colegiado a Agenda 21, que é um plano de ação referente ao impacto ambiental do projeto. Puig informou que até o início do segundo semestre todas as agendas serão entregues. “Essas agendas representam o consenso de todos os fóruns municipais que estamos realizando. Estamos estudando as necessidades desses municípios de forma democrática e sustentável”, explicou, revelando que a Agenda 21 do Rio levou em consideração as áreas do entorno da Baía de Guanabara. Presente na audiência, o vereador da Câmara de São Gonçalo, Marlos Costa (PT), sugeriu a criação de uma frente parlamentar para acompanhar as obras. “É importante termos o Poder Legislativo municipal acompanhado os impactos que o Complexo irá causar em cada localidade”, analisou o vereador. Também estiveram no evento o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca, Felipe Peixoto; o subsecretário de Estado de Ambiente, Luiz Firmino; os membros da comissão Clarissa Garotinho (PR) e Sabino (PSC); e os deputados Nilton Salomão (PT), Altineu Côrtes (PR), Jânio Mendes (PDT) e Rosângela Gomes (PRB).

Fonte: ALERJ

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