!@ {o polifônico, [Jornalismo de Intervenção # Por Leonor Bianchi]

UFF e professores do PURO aderem à paralisação

Posted in Brasil, Cidade, Coluna do Servidor, Educação by ImprensaBR on 25/04/2012

Em visita hoje cedo ao Polo Universitário de Rio das Ostras, encontramos um cartaz pregado na porta avisando sobre a paralisação de servidores e docentes no dia de hoje. A adesão ao protesto está acontecendo em todo o país por servidores federais.

As principais reivindicações dos docentes são o reajuste salarial e melhores condições de trabalho. De acordo com professores do Polo,  o Foverno Federal descumpriu acordo firmado com a categoria em agosto do ano passado, de que pagaria, até 31 de março deste ano, 4% de reajuste, incorporando a Gratificação Específica do Magistério Superior (Gemas). E também definiria um Plano de Carreira aos docentes das Instituições de Ensino Superior (Ifes) que, ano a ano, vêm perdendo direitos e posições na pirâmide das carreiras federais.

Segundo a presidente da Aduff  (Associação de Docentes da UFF) e professora do curso de Serviço social do Polo Universitário de Rio das Ostras, Eblin Farage, a integração do PURO à paralisação é importante pois demonstra união aos demais servidores, além de fortalecer a mobilização. Em depoimento à ADUFF ela disse que a adesão do PURO à paralisação “é uma forma de fortalecer a principal reivindicação em pauta, que é a campanha salarial unificada. Não existe outro jeito de pressionar o governo. E o problema não para apenas na remuneração, mas se encontra também nas péssimas condições de trabalho”, afirmou.

Na entrevista, Eblin lembrou que são precárias as instalações do Polo, os locais de trabalho dos professores e as salas de aula, improvisadas. Segundo ela, essa falta de ordem no Polo se dá em função da “expansão desenfreada” do ensino público superior. E completa: “Os professores estão dando aulas em contêiner e em porão. Estão vivendo uma série de limitações para o exercício da docência”, declarou.

Segundo a matéria divulgada pelo jornal da ADUFF, “o diretor do pólo universitário da UFF na cidade de Rio das Ostras, Carlos Bazilio Martins, confirmou que as aulas são ministradas provisoriamente em contêineres, mas negou as condições precárias. Segundo ele, as instalações têm “piso amadeirado, isolamento acústico e ar condicionado”. Já a direção do pólo de Nova Friburgo, cidade da região serrana onde segundo a denúncia da Aduff são ministradas aulas em porões, não foi encontrada para comentar a situação’.

De acordo com a Aduff, uma greve geral pode ser anunciada em 17 de maio caso a proposta dos docentes não seja ouvida pelo Governo Federal.

Técnicos-administrativos do Polo também aderiram à paralisação.

Durante todo o dia, o Polo estará sendo ocupado por alunos, docentes e servidores, que farão um grande ato de mobilização entre os interessados diretamente na pauta e a sociedade local.

A paralisação afeta cerca de 50 mil estudantes da universidade que três mil docentes.

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