!@ {o polifônico, [Jornalismo de Intervenção # Por Leonor Bianchi]

Cineclube Cinemofônico deste domingo de eleições apresenta: Vocação do Poder, de Eduardo Escorel e José Joffily

Posted in Cidade, Cineclube Cinemofônico, Eleições 2012 by ImprensaBR on 07/10/2012

O documentário Vocação do Poder, de Eduardo Escorel e José Joffily, é uma espécie de Big Brother Brasil misturado com horário político.

O filme, rodado no Rio de Janeiro durante as eleições municipais de 2004, acompanha o dia-a-dia de seis candidatos a vereador de primeira viagem, desde as convenções partidárias até a apuração das urnas e o resultado das eleições.

O resultado é um interessante painel político e sociológico – e mesmo psicológico – do Brasil. Claro que não é possível tomar essa amostra como um todo. Mas no universo delimitado pelos cineastas, Vocação do Poder faz uma leitura às vezes perturbadora do processo político nacional.

São seis candidatos às vagas de vereador da cidade, todos concorrendo pela primeira vez. Antonio Pedro é um empresário que já teve cargos públicos. Carlo Caiado, estudante de administração, começou na política como assessor de um deputado estadual. André Luiz Filho é filho de uma deputada estadual e de um ex-deputado federal, cujo mandato foi cassado depois que o filme já estava pronto.

Já a pastora Márcia Teixeira busca seus votos entre os membros de seu Projeto Vida Nova, que tem mais de 50 igrejas no Brasil e exterior. MC Geléia é compositor de rap e produtor musical que tenta conquistar seus eleitores na periferia. E, por fim, o advogado e professor universitário Felipe Santa Cruz, que atuou por muitos anos na política estudantil.

Os seis personagens do filme foram selecionados por meio de uma pesquisa na Internet, na qual os interessados em participar do documentário responderam perguntas sobre orientação política, partidária e condições da campanha.

Com cerca de 70 questionários respondidos, os cineastas buscaram selecionar pessoas de diferentes partidos e áreas de atuação na cidade.

Vocação do Poder acompanha o trabalho dos candidatos selecionados, como suas táticas de abordagem aos eleitores na rua, seus programas de TV e sua vida social e familiar.

Os documentaristas buscam a maior imparcialidade possível para compor um retrato de quem são e como agem os candidatos. Assim, também mapeiam a condição socioeconômica do Rio. Os candidatos praticamente nunca se encontram em cena e a platéia tem o privilégio de observar várias facetas do jogo político.

Um exemplo disso é a oposição quase completa que existe nas campanhas de André Luiz e MC Geléia. O primeiro, vindo de uma família que tem tradição na política e verba para campanha, é capaz de fazer uma megacarreata, encher a cidade de cartazes e outdoors.

Enquanto isso, o outro candidato raramente tem chance de ir além do corpo-a-corpo com o eleitor na região onde mora. O resultado disso se mostra claramente nas urnas.

Texto: Terra

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