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Leituras complementares para a implantação da Hemeroteca Digital de Rio das Ostras

Por Leonor Bianchi

Assim como já noticiamos, estamos desenvolvendo uma pesquisa aprofundada nos acervos de periódicos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro a fim de descobrir em quais deles Rio das Ostras aparece. Nosso intuito é ainda mais amplo, ou seja, além de termos curiosidade de saber desde quando a cidade ou a região de Rio das Ostras começa a ser citada na imprensa jornalística do Brasil, interessa-nos conhecer onde se deram as primeiras citações à cidade na imprensa impressa. É, pode ser enfadonho o uso das palavras, mas é isso aí.

Neste sentido, seguem avançadas as leituras, produções de relatórios e levantamento de dados, que constituem o embasamento argumentativo do projeto da Hemeroteca Digital de Rio das Ostras.

Para enriquecer seu conhecimento sobre o tema, sugiro a leitura do texto ‘A Digitalização como Forma de Conservação e Disseminação do Acervo de Jornais da Biblioteca Monsenhor Galvão (A DIGITALIZAÇÃO COMO FORMA DE CONSERVAÇÃO) da bibliotecária da Biblioteca Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão do Museu Casa do Sertão (UEFS) Universidade Estadual de Feira de Santana, Ana Martha M. Sampaio. Nele a autora investe sobre a necessidade da preservação do acervo de jornais da referente biblioteca e para isto, sua digitalização e difusão. O contexto é a cidade de Feira de Santana na Bahia, o que mais chamou minha atenção, já que nosso escopo maior é a imprensa  regional e local.

Resumo

“O acervo de jornais antigos, da Biblioteca Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão (BSMG) é responsável pelo resgate da imprensa escrita feirense e da história social do município garantindo a população regional o direito de ter acesso ás informações contidas em jornais feirenses datados do século XIX e XX. Tais documentos se constituem em elementos de suma importância para o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas e colegiais, o que tem permitido a elaboração de projetos nas diversas áreas do conhecimento, concretizado através das diversas monografias, dissertações, artigos, teses, entre outras produções realizadas a partir das consultas na referida biblioteca, por isso, a conservação e preservação de tão importante acervo para a sociedade escrita são tão importantes, pois estes registros são um referencial teórico para a localidade que guardam a memória histórica e cultural de seu povo. O artigo aborda importância da preservação destes jornais para a comunidade de Feira de Santana e região. Porém o uso diário e a fragilidade que é peculiar ao suporte dos jornais acarretaram no desgaste de tão importante coleção para pesquisadores, bem como, alunos e a comunidade regional. Dessa maneira se faz mister a digitalização deste acervo, dos quais muitos já se encontram fora de uso sem condições de disponibilização ao usuário. Por outro lado, tal privação se constitui enquanto entrave ao desenvolvimento de novos trabalhos nas áreas da História, Sociologia, Literatura, Antropologia, Filologia, dentre tantas áreas, que tão bem poderiam usufruir as importantes informações contidas nas suas paginas amarelecidas pelo tempo. O mais agravante é fato que tais edições de jornais são as únicas conhecidas em toda a região e, portanto, no caso do desaparecimento destes exemplares informações sobre o cotidiano de Feira de Santana e região, estariam fadados ao completo desconhecimentos pela sociedade local.Contudo, a digitalização e conseqüente conservação da coleção de jornais da BSMG se faz urgente e necessária haja vista ser ela singular enquanto instrumentos de pesquisa e de informação e plural na infinidade de possíveis temas e interpretações por partes daqueles que tem na mesma a renovação do conhecimento acerca da realidade regional”.

O projeto acima acabou se delineando uma das ações mais significativas já feitas por uma biblioteca de interior no que diz respeito à preservação de seu acervo de periódicos. No final de 2010, muitos jornais já haviam sido digitalizados por iniciativa do projeto. Jornais estes de suma importância para a história das sociedades onde circulou.

São eles: 

– O Município

1892-1894 e 1908-1911

– O Propulsor

1896

– Gazeta do Povo

1891-1893

– Folha do Norte

1909, 1910, 1911, 1912, 1913, 1914, 1917, 1918, 1919, 1926, 1927, 1928, 1929, 1930, 1931, 1932, 1933, 1934, 1935, 1936, 1937, 1938, 1939, 1940, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 1946, 1947, 1948, 1949, 1950, 1951, 1952, 1953, 1958, 1960, 1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1970, 1971, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978.

– O Progresso

1901-1903; 1905-1908

– Folha da Feira

1932-1935

– O Coruja

1956

– Feira Livre

1979

Foto: Edvan Barbosa – Ascom/Uefs

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