!@ {o polifônico, [Jornalismo de Intervenção # Por Leonor Bianchi]

Primeira animação feita na Bahia, Boi Aruá, está na sessão do Anima Cine Macaé Especial para o Cineclube Cinemofônico

Posted in Cineclube Cinemofônico, Cinema, Cultura, Videofonia by ImprensaBR on 16/05/2013

LB

Nossa região está recebendo um projeto de relevante interesse no setor cultural. Trata-se do Anima Cine Macaé, o primeiro festival internacional de cinema de animação da região Norte Fluminense.

O Polifônico é realizador do Anima Cine e, a partir de hoje, prestigiará o gênero Animação em suas sessões do Cineclube Cinemofônico.

Abrindo a programação especial do Anima Cine Macaé no Cinemofônico, apresentamos a obra-prima Boi Aruá (1984), longa-metragem de animação brasileiro dirigido por Chico Liberato.

Boi_Aruá

O desenho animado inspirado na literatura de cordel conta a história de um fazendeiro cujo poder é desafiado sete vezes pela extraordinária aparição de um boi misterioso, o Boi Aruá.

Baseado no imaginário do sertanejo nordestino, Boi Aruá é muito mais do que uma simples e didática adaptação do universo nordestino: é uma transposição extremamente criativa desta cultura para o audiovisual. Com um traço típico dos desenhos de cordel, mas à diferença de J. Borges, tem uma estética própria, singela e poética. A própria narrativa é peculiar, nada óbvia e com diálogos soltos, ficando completamente justificada dentro do mergulho mitológico desejado.

Boi Aruá é a primeira animação produzida na Bahia. O filme tem trilha orquestrada por Ernest Widmere e música de Elomar.

O enredo conta a história de um vaidoso e austero vaqueiro (Tibúrcio), que cisma em capturar um boi selvagem e encantado (Aruá). O desejo de laçar o boi mandinguento se torna uma obsessão que diz muito sobre a personagem. O boi é metamórfico – ora é um simples animal, ora uma espécie de Exu, ora vira uma constelação, ora é o próprio vaqueiro. No curso da história, a verdadeira natureza do Boi se revela ao vaqueiro Tibúrcio.

Sobre o diretor

Francisco Liberato já realizou 10 curtas. Sua carreira começa em 1972 filmando “Anti-strofe”, e seu o último, curta é “Um Outro”, de 2008.

Seu recente projeto é o longa-metragem “Ritos de Passagem”, no qual lançou mão da computação gráfica pela primeira vez um de seus filmes. Na produção, que já correu muitos festivais de cinema de animação, seu filho, João Liberato, assina a trilha sonora, que mistura música erudita com instrumentos regionais como alfaia e agogô.

ritos_de_passagem_chico_liberato

Em entrevista ao IRDB Instituto de Radiodifusão da Bahia, Chico contou quais são seus planos para o próximo projeto: “Resgatar a história da fundação do Brasil. Desenhar e animar tribos indígenas, o tráfico de escravos e a colonização portuguesa até desembocar nos dias atuais, cujo símbolo maior de encontro cultural é o carnaval”, disse.

Assista o trailer de Ritos de Passagem

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