!@ {o polifônico, [Jornalismo de Intervenção # Por Leonor Bianchi]

Sobre o Fórum de Cultura de Rio das Ostras e no que esta articulação implica

Posted in Cidadania, Cultura, Denúncia, Rio das Ostras by ImprensaBR on 04/07/2013

Há quanto tempo você mora em Rio das Ostras? O que você conhece sobre a história da cidade, seus agentes culturais, o avançar do setor nos últimos oito anos? Então, por gentileza, invista em você e leia este artigo, porque eu acho que os caras estão te usando como massa de manobra… agora, se você acha que tá bonito, vai fundo! Lá na frente você me conta como foi…  

É. Parece que depois do alerta divulgado ontem no jornal O Polifônico Jornalismo de Intervenção a galerinha que está preparando, sem a menor coletividade, o Fórum de Cultura de Rio das Ostras (o Fórum de Mentirinha), já começou a se articular para fazer um contra ataque ao artigo e à jornalista que o redigiu. Mas o fato não pode ser mais uma vez deturpado. O que está em questão é a construção da política cultural que Rio das Ostras passará a ter para os próximos anos. Por que a jornalista não pode expressar sua ideia e dizer que trata-se de um movimento ilegítimo se ela mesma criou toda uma articulação há quatro anos para fomentar justamente o debate que tardiamente um grupo de teatro está tentando dominar agora? Discordar com propriedade de causa é pilantragem, ou pilantragem é angariar a simpatia de jovens ingênuos sedentos de cultura pra formar frente de ataque contra qualquer opinião contrária a de vocês?

Não, não é legítimo esse movimento, não encontra resposta fora da meia dúzia que segura na colher que meche o caldo na panela, ou seja, não é de verdade esta proposta de se fazer um debate sobre a Cultura local em Rio das Ostras. Se fosse, pergunto aos que estão tentando desmobilizar o Conselho Popular de Cultura de Rio das Ostras, pensado e estruturado bem antes de 2013 pela mesma jornalista que redigiu o artigo mais lido nas últimas semanas no Polifônico, por que não se associaram a ele e criaram uma ferramenta paralela e de combate ao mesmo? Estranho, né? O fato permanece obscuro, os grupos criados no Face para cooptar alunos de Produção Cultural da UFF e pessoas que vieram de fora da cidade há pouco tempo e não tem ideia de como as coisas funcionam em Rio das Ostras continuam levantando agressões e difamações contra o Conselho Popular de Cultura de Rio das Ostras e contra a jornalista, que até xingada já foi em algumas postagens do grupo criado no Face pelo movimento de teatro que está articulando o Fórum de Cultura, o fórum de mentirinha.

Fica clara a incapacidade desses articuladores de agir sem jogar pedras quando se veem questionados. Fica claro, que se questionado, este movimento de teatro (o que está articulando o Fórum de Cultura e o que a jornalista chama de farsa) não sabe dizer por que só fez o convite para o Pré-Fórum que rolou no dia 30, depois dele ter acontecido. E mais: fica clara a cooptação do sistema de cultura no município por pessoas mal intencionadas, seu aparelhamento e a total exclusão deste dos verdadeiros agentes culturais que estão há muitos anos fomentando a produção cultural em Rio das Ostras.

Falta respeito, falta conhecimento de causa, falta moralidade, falta bom senso, falta união da categoria, falta sentimento de identidade local, de pertencimento ao lugar, mas, sobretudo, falta a personagem do gestor, que permite que tudo isso aconteça sem tentar criar uma unificação verdadeira entre as vozes, uma vez que existe oposição em torno de uma causa coletiva. Com esta postura, corre o grave risco de perder a confiança dos que depositaram nele a esperança de ver finalmente a Cultura em Rio das Ostras andar para frente depois de um longo inverno sob a égide de duas pessoas inescrupulosas, que dominaram de tal forma o setor, que se quer atendiam os agentes culturais locais em seus gabinetes para dialogar sobre suas demandas. Elas geriram a Cultura em Rio das Ostras dentro da lógica do ‘de cima pra baixo’; dentro do clássico modelo errado de pensar dos gestores de que quem deve fazer Cultura são eles, os gestores. Errado. Totalmente errado e é para isso que deve servir, também, um Conselho de Cultura, para questionar essas arbitrariedades. A função do gestor é gerir, apoiar, dar suporte, dialogar, e dialogar mesmo, não é receber no gabinete e quando o cara sai de lá (o agente cultural) ele vira de costas e ainda chama o cara de mala, de pentelho. Gestor de Cultura não é colocado na pasta pra ditar os projetos culturais que a cidade deve ter, não, minha gente. Eles devem receber com água gelada, cafezinho e tapete vermelho os agentes culturais locais, os quais, diga-se em negrito e itálico, pagam os seus salários! Mas não é isso o que acontece. Eles tratam os agentes como se fossem um bando de pedintes e assim foi em Rio das Ostras nos últimos 8 anos!!!

Lamentável ver que Rio das Ostras não consegue se unir nem para montar um Sistema de Cultura. Lamentável ver que mesmo estando na cidade há 40 anos pagando impostos, ainda somos atropelados por pessoas que se quer conhecem e valorizam a história do lugar.

Sinceramente, é menos desgastante ver essa pândega de fora, mas há que se esclarecer os menos informados. O movimento de teatro criado para dominar essa articulação política que envolve a criação dos instrumentos de fomento à Cultura em Rio das Ostras não é apenas amoral, burlesco, é patético e sem legitimidade. O único propósito disso tudo é o beneficiamento de meia dúzia de gatos pingados, uns com cargos comissionados na Cultura, outros tantos na luta por um lugar ao sol, desempregados, honestos, mas ingênuos, outra porção de invasores com pires na mão aguardando sair uma boquinha na pasta e tantos mais sedentos de qualquer coisa que paute o tema Cultura em Rio das Ostras. Aí fica fácil conclamar uma revolução! Os caras estão sedentos e esfomeados, ora! Quando você oferece um golinho d’água e um pratinho de arroz com feijão… você resolve momentaneamente aquela demanda essencial e o cara já passa a te chamar de ‘meu amigo’. Ingenuidade de quem adere a esse tipo de tratamento a esta altura do campeonato, num momento em que o Brasil vai às ruas exigir moralidade na gestão pública! Sem saber nada sobre a trajetória da jornalista que redigiu tal artigo tão polêmico pelo fato de elucidar (pontos, estes sim polêmicos) os menos informados, passaram a ser dirigidos pelos comissionados, que prontamente, ao lerem o artigo publicado ontem neste jornal correram às redes sociais para marcar (em tom de urgência) uma reunião com o intuito de acabar com a jornalista que estava contradizendo o movimento ‘deles’. Mas a liberdade de imprensa é legítima, ora! Os caras não acham legítimo fazer o Fórum? A jornalista tem direito de argumentar e elucidar os ‘moradores novatos’ sobre o quadro real do que se passa em Rio das Ostras. Tudo é legítimo! E o trabalho dessa turma o tempo mostrará… não é a jornalista, é o trabalho que eles mesmos farão. Não foquem na jornalista, foquem em seus trabalhos e o façam! Lamentável ver que novos moradores e alunos de 18, 20, 22, 25 anos de idade do curso de Produção Cultural do PURO estejam servindo de massa de manobra para esse movimento ilegítimo feito a toque de caixa, às escuras e dizendo-se democrático e unificado. Unificado com meia dúzia, né? O que eu vi de conselhos serem criados em Rio das Ostras não está no gibi. Infelizmente quem tenta fazer o que o jornal O Polifônico fez ontem e está fazendo agora é taxado de inescrupuloso, de recalcado, é ameaçado de morte, estigmatizado em todas as cirandas sociais da cidade… enfim… os caras que se dizem os donos dos conselhos te detonam e tentam te difamar até conseguirem apoio de uma minoria que andava de cabeça baixa e de repente passam a ter um representante para guiá-los. Realmente, como andam comentando nesses últimos dias os sociólogos e historiadores brasileiros, vivemos uma crise das representações e o primeiro que se levanta dizendo ter a solução é automaticamente aclamado pelas massas. E sem argumentos, como embasar uma defesa? Os caras partem pro inacreditável, ou seja, tentam te difamar, te caluniar, desfazer do seu trabalho… até chegarem efetivamente na agressão verbal. Sempre foi assim em Rio das Ostras e pelo visto ainda é e será. Cabe a essa nova geração que está chegando na cidade se calçar de mais informações sobre a vida do município e das pessoas que agora estão levantando a bandeira da Cultura na cidade e não deixar que esses ratos que hoje tentam a qualquer custo dominar o setor cultural na cidade o façam.

Cultura é tão ou mais importante que Educação, Saúde, Segurança Pública, Habitação, mas parece que fazer política cultural virou moda na mão de gente sem noção, que só pelo fato de ‘achar’ que é artista está apto a debater com propriedade e coerência um tema tão relevante na atualidade.

ACORDA GALERA! Este movimento é uma farsa! Lutem por um Conselho de Cultura REAL em Rio das Ostras. Lutem por instrumentos que possam ser operados por vocês e não por um grupo fechado que fingirá que você tem voz, mas na hora do debate não te envia nenhuma convocação… LUTEM por uma Rio das Ostras de verdade, séria! Meu recado pra vocês é este.

Sucesso para os homens de bem. Justiça aos sem caráter. Bom senso aos que ignoram o assunto.

Luz e Paz a todos nós!

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