!@ {o polifônico, [Jornalismo de Intervenção # Por Leonor Bianchi]

ANCINE lança pacote de editais de incentivo à coprodução com quatro países

Posted in Brasil, Cinema, Cultura, Videofonia by ImprensaBR on 20/03/2013

A ANCINE abriu nesta segunda-feira, dia 18, as inscrições para três editais de coprodução com Argentina, Uruguai e Portugal, além de um edital de desenvolvimento de projetos em parceria com a Itália. No total, serão investidos, pela ANCINE e pelas instituições correspondentes dos demais países envolvidos, R$ 4 milhões na produção de dez projetos de longa-metragem e no desenvolvimento de outros seis projetos.

Os editais com Argentina, Uruguai e Portugal preveem concursos para a concessão de apoio financeiro a projetos de produção de longas-metragens dos gêneros ficção, documentário ou animação, cujas filmagens ainda não tenham sido iniciadas até a data de abertura das inscrições. No Brasil, concorrem projetos apresentados por produtoras brasileiras que participem na condição de coprodutoras minoritárias. Projetos de coprodução com participação majoritária brasileira devem ser apresentados pelos sócios locais na Argentina, Uruguai e Portugal.

Com o Uruguai e a Argentina, os editais acontecem pelo terceiro ano consecutivo. No caso da Argentina, serão selecionados dois projetos de coprodução majoritariamente brasileiros, e dois projetos majoritariamente argentinos. Cada projeto selecionado receberá, em moeda local, recursos de valor correspondente a 250 mil dólares. As inscrições na Argentina são feitas através do Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales – INCAA.

Já o concurso relativo ao Uruguai contemplará dois projetos, sendo um majoritário de cada país, e cada um deles receberá o equivalente a 150 mil dólares. No Uruguai, a instituição responsável pelo edital é o Instituto do Cinema e do Audiovisual do Uruguai – ICAU.

O edital de coprodução com Portugal retoma, após hiato de um ano, a mais antiga e tradicional parceria desse tipo mantida pela ANCINE. Em moldes parecidos com os acordos com os países sul-americanos, a ANCINE e o Instituto do Cinema e do Audiovisual – ICA investirão, em moeda local, um total correspondente a 600 mil dólares em quatro projetos, dois deles com participação majoritária de produtoras brasileiras, e dois com participação majoritária portuguesa.

Finalmente, o acordo com a Itália diz respeito ao apoio para desenvolvimento de projetos com potencialidade para coprodução entre os dois países. É a segunda vez que a ANCINE e a Direzione Generale per Il Cinema da Itália estabelecem um programa conjunto desse tipo. O edital contemplará um total de seis projetos, sendo três a serem escolhidos pela ANCINE e três pelos italianos. No total, caberá às duas entidades um aporte de 160 mil euros (convertidos em moeda local) a serem utilizados para o desenvolvimento dos projetos de coprodução. A ANCINE escolherá dois projetos de autores iniciantes, cada um beneficiado com 25 mil euros, e um projeto de autor não iniciante que receberá 30 mil euros. De acordo com a definição do edital, é considerado autor iniciante aquele que teve produzido, no máximo, um roteiro de sua autoria ou dirigido, no máximo, uma obra de longa-metragem.

O prazo de inscrição para os quatro editais se encerra no dia 2 de maio de 2013. Os projetos devem ser encaminhados em envelope lacrado, por portador ou serviço de encomenda expressa para o endereço do Escritório Central da ANCINE. Os regulamentos dos concursos, os formulários e a documentação necessária para a inscrição podem ser consultados no portal da ANCINE www.ancine.gov.br.

Fonte: Revista de Cinema
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UFF abre inscrição para concurso para docentes. Há vagas para Rio das Ostras

Posted in Brasil, Coluna do Servidor, Educação, Estado, Rio das Ostras, Trabalho e Renda by ImprensaBR on 20/03/2013
A partir das 12h do dia 15 de março estarão abertas as inscrições para concursos de docentes da Universidade Federal Fluminense. Professores podem concorrer a vagas em 42 áreas de diversas unidades e polos da UFF. As inscrições vão até às 24h do dia 11 de abril e serão submetidas a julgamento. Caso a inscrição seja indeferida, o candidato pode recorrer enviando recurso ao seu departamento de ensino até o dia 16 de abril. As informações estão disponíveis no edital de número 20/2013 do “Diário Oficial da União”.
Os interessados devem primeiro se cadastrar no Sistema de Coordenação de Pessoal Docente (CPD) pelo site https://sistemas.uff.br/cpd. Depois do cadastro é preciso realizar o login no mesmo endereço e informar o CPF e a senha escolhida realizando, em seguida, as etapas do formulário. Para a inscrição são necessárias cópia digitalizada do comprovante de titulação exigida, cópia do currículo, que deve ser preferivelmente “Curriculum Lattes”, e cópia da GRU paga.
É preciso também pagar uma taxa de inscrição que é variável: para o cargo de Professor Auxiliar em regime de trabalho de 40 horas com dedicação exclusiva é cobrada uma taxa de R$ 220. Já para o cargo de Professor Auxiliar em regime de trabalho de 20 horas semanais o valor é de R$ 75. Estão isentos do pagamento da taxa de inscrição candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e aqueles que forem membros de família de baixa renda.
Além do edital 20/2013, que traz na íntegra todos os requerimentos e normas do concurso, também estão disponíveis no Diário Oficial o edital de processo seletivo simplificado para professores substitutos e os aditamentos aos editais: nº 320/2011; nº 153/2012; nº 168/2012 e nº 197/2012 todos datados de 13 de março deste ano.
Ao todo, os concursos selecionarão professores para vinte áreas da unidade de Niterói, cinco para a unidade de Macaé, seis para o polo de Campos dos Goytacazes, quatro para o polo de Rio das Ostras, um para o polo de Santo Antônio de Pádua, e seis para o polo de Volta Redonda. A lista completa das áreas, departamentos e datas das provas pode ser conferida abaixo:
–> Lista completa das áreas em www.noticias.uff.br/noticias/2013/03/concursos-inscricoes-15_03_13.pdf.
–> Edital 20/2013 e aditamentos dos editais em www.noticias.uff.br/noticias/2013/03/editais-e-aditamentos_concurso-de-docente.pdf.
Ascom UFF

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Mulheres são flagradas vendendo CDs e DVDs piratas em Rio das Ostras

Posted in Brasil, Cidade, Denúncia, Macaé, Rio das Ostras, Trabalho e Renda, Videofonia by ImprensaBR on 20/03/2013
Foto de Maurício Rocha (Secom PMRO), feita em 2011 depois de uma operação da Secretaria de Ordem Pública e Controle Urbano e da Coordenadoria de Fiscalização, ligada à Secretaria de Fazenda de Rio das Ostras, que apreendeu cerca de 500 mídias piratas que seriam comercializadas por ambulantes ilegais.

Foto de Maurício Rocha (Secom PMRO), feita em 2011 depois de uma operação da Secretaria de Ordem Pública e Controle Urbano e da Coordenadoria de Fiscalização, ligada à Secretaria de Fazenda de Rio das Ostras, que aconteceu no Centro da cidade.

Leonor Bianchi

A Avenida Amaral Peixoto (no trecho que corta a cidade ela não é chamada de rodovia) mais movimentada de Rio das Ostras, onde se concentra grande parte do comércio da cidade divide espaço com ambulantes piratas, há muito tempo. Casos de apreensão de produtos falsificados ou sem nota são notificados frequentemente no local.

Esta semana, vendedores ambulantes – duas mulheres de 35 e 45 anos – tiveram 1.400 mídias apreendidas pela Polícia Militar, enquanto tentavam vender CDs e DVDs,  que foram levados para a 128ª DP, em Rio das Ostras. Depois de autuadas e de pagarem a fiança na Delegacia, as mulheres surpreendidas pela PM com as mídias, foram liberadas e responderão em liberdade pelo crime de pirataria.

Venda de chips de celular acontece irregularmente à luz do dia, em Macaé

O comércio pirata não acontece apenas em Rio das Ostras. Em Macaé a atividade crece diariamente, é só caminhar pelo centro da cidade, nas orlas de Imbetiba e Cavaleiros para ver muitos mascates sem licença da prefeitura vendendo de um tudo.

Semana passada, uma mulher de aproximadamente 40 anos vendia chips de celular de uma operadora específica à luz do dia, no coração de Macaé, a metros da Câmara Municipal da cidade, a Rua Direita. Muitos guardas municipais fazem ronda no trecho, mas não vimos nenhuma abordagem á mulher que comercializava chips a R$ 5,00 sem nota fiscal e autorização legal para tanto.

Apreensão de mídias digitais piratas no DF subiu 11% em um ano, diz Comitê de Combate à Pirataria

A apreensão de mídias digitais (CDs e DVDs) em 2012 subiu 11% em relação ao mesmo período de 2011. Entre dezembro e janeiro do ano passado foram apreendidos 1.279.580 produtos, enquanto que, no ano retrasado, o saldo foi 1.143.364.

Os resultados das operações contra a pirataria e ao comércio irregular feitas em 2012 foram divulgadas hoje (8) pela Secretaria de Estado da Ordem Pública e Social do Distrito Federal (Seops), por meio do Comitê de Combate à Pirataria.

Houve um aumento de 57% nas fiscalizações feitas no mesmo período dos anos de 2011 e de 2012. Em 2011, foram feitas 633 fiscalizações, enquanto que no ano passado, o número aumentou para 998.

A operação Presença é uma ação preventiva e representa 47% desse total. Ela consiste na ocupação prévia dos agentes nas áreas de intensa movimentação, como os centros de Brasília, de Taguatinga, de Ceilândia e do Gama, e tem como objetivo fazer com que os fiscais permaneçam nos locais durante todo o dia.

A estratégia teve resultados positivos e registrou uma queda no número de apreensões nesses pontos. Na Feira dos Importados de Taguatinga, local considerado o maior ponto de comércio de mídias piratas do DF, a quantidade de mídias apreendidas diminuiu de 780 mil para 465 mil de 2011 para 2012, uma queda de 40%. 

Segundo o secretário da Seops, José Farias Rodrigues, o número é significativo, mas o foco é diminuí-lo cada vez mais. “A criação do comitê nos possibilitou trabalhar de forma integrada, trocando informações para que a gente possa combater com mais eficiência a pirataria e o comércio irregular”, disse Rodrigues.

O número de presos por pirataria, durante todo o ano de 2012 foi 183 pessoas, que foram indiciadas pelo crime de violação do direito autoral, que está previsto no Artigo 184 do Código Penal. Caso sejam condenadas, a pena pode variar de dois a quatro anos de prisão, além do pagamento de multa.

Fonte: Agência Brasil

 

Números da Pirataria no Brasil

A Câmara de Comércio dos Estados Unidos e o Conselho Empresarial Brasil Estados Unidos, em parceria com a Associação Nacional pela Garantia dos Direitos Intelectuais (Angari), apresentaram, em novembro de 2008, no Rio de Janeiro, relatório sobre o consumo de produtos piratas no Brasil realizado pelo IBOPE. A pesquisa “O impacto da pirataria no setor de consumo” revela que, neste ano, houve urna redução na compra dos falsificados em diversas categorias, em comparação com 2007. A pesquisa mostra ainda que o Brasil deixou de arrecadar, só nos primeiros dez meses deste ano, R$ 18,6 bilhões em impostos, quase 5% do total arrecadado entre janeiro e setembro deste ano, que foi de cerca de R$ 480 bilhões.

No período de 17 a 22 de setembro foram entrevistadas 1.715 pessoas, com idade acima de 16 anos, residentes nas cidades de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo e constatou-se que 63% dos consultados consomem produtos piratas sempre, às vezes ou já comprou algum item falsificado. No ano passado, este índice foi de 75%. “Essa redução se deve, principalmente, à atuação apreensiva da Receita Federal e de órgãos competentes. No Rio, por exemplo, há delegacias especializadas na pirataria”, avalia o diretor do Angari, José Henrique Werner.

Segundo o relatório, nos últimos dez meses foram apreendidos pela Receita Federal R$ 1 bilhão em produtos piratas, 22% a mais do que em 2006. Os itens mais apreendidos foram os eletroeletrônicos (R$ 79 milhões), cigarros (R$ 77 milhões), óculos (R$ 73 milhões), calçados (R$ 35 milhões) e artigos de informatica (R$ 58 milhões), entre outros. “É um trabalho de quatro anos que começa a dar resultados”, comenta a representante do Conselho Empresarial Brasil EUA, Solange Mata Machado. “Ações integradas entre as autoridades, em diversas cidades, estão proporcionando uma diminuição no consumo ilegal”, completa.

Compras

A pesquisa aponta ainda um crescimento de 24%, em 2007, para 34% neste ano de pessoas que nunca compraram produtos piratas. “Esse aumento pode ser avaliado de duas formas. A primeira é que houve uma mudança no hábito das pessoas porque há urna maior conscientização dos impactos negativos do consumo de falsificado. A segunda é que mudou a logística da rota dos piratas”, explica Werner. Para ele, devido a maior fiscalização nas fronteiras, os traficantes tiveram que alterar sua rota de distribuição, concentrada antes em São Paulo, o que possibilitou uma diminuição dos lugares conhecidos de vendas.

Solange avalia que um dos principais resultados da pesquisa, e que serve como base para aumentar ainda mais o número de não-consumidores de mercadorias falsificadas, é que surgiram dois tipos de perfis: 76% dos entrevistados são compradores eventuais, mulheres da classe média, que se soubessem que a compra ajuda o crime organizado, o tráfico de drogas ou fosse usados para propinas ou prejudicasse sua família, deixariam de consumir. E 24% são compradores convictos, homens de classe mais baixa, que não são sensibilizados com o fato do ato beneficiar práticas criminosas.

Pontos negativos

Werner, porém, entende que as reduções não são significativas. “Existem muitas pessoas que, mesmo conscientes dos impactos na economia brasileira, preferem comprar produtos piratas por ter preço mais acessível. Apenas 3 em cada 10 pessoas não compram falsificados”. A pesquisa revela que, como nos anos anteriores, 84% dos entrevistados alegam que os produtos ilegais custam menos que a metade do preço dos originais e que isto torna a compra atrativa.

De acordo com a Interpol (International Criminal Police Organization — ICPO), o Brasil movimenta entre R$ 60 bilhões e R$ 70 bilhões com o comércio pirata. No entanto, o que aconteceu nos últimos quatro anos foi uma intensa fiscalização pela Receita Federal. “Há muita coisa a ser feita, mas descobrimos, com este relatório, novos ganchos para atuar”.

Dados atuais

Segundo o Conselho Nacional de Combate à Pirataria, o Brasil deixa de arrecadar hoje R$ 40 bilhões por ano com pirataria e contrabando. Além disso, dois milhões de empregos formais deixam de ser criados por conta desse problema.

Fonte: Firjan

 

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O Forte de Imbetiba nas páginas do jornal A Província

Edicao 82 Inauguração do forte de Imbetiba

LB

Uma década após ser publicado o primeiro jornal de Macaé – o Monitor Macahense – uma das folhas mais importantes da imprensa brasileira – A Província – era editada pelo corajoso pensador, poeta, advogado, escritor, jornalista e abolicionista pernambucano José Mariano. O periódico era produzido na capital Recife, que naquela época disputava um bom posto na comercialização de açúcar com muitas outras cidades produtoras da iguaria, dentre elas, Campos dos Goytacazes, próxima a Macaé, de quem se desvinculou política e administrativamente em 1813.

Atentos à produção do açúcar em todos os pontos do Brasil, seus editores expõem em suas páginas notas sobre a balança comercial dos portos de diversas cidades brasileiras e tudo o que diz respeito à produção e comercialização de açúcar no país e fora dele. Neste contexto, Macaé aparece em muitas páginas do jornal A Província, ora com seu movimento portuário despontando entre os mais impulsionados daqueles tempos, ora como cidade de relevante interesse estratégico para a política econômica nacional, por diversos aspectos. Estar próxima à Capital Federal era um. Ser vizinha de Campos e estar localizada ‘no pé’ das Minas Gerais, outro. O jornal A Província, por isto, destaca Macaé em diversas edições ao longo de sua existência.

Editado entre 1872 e 1933, A Província atravessou o século que abriria as portas da modernidade e desvelou vez por todas a surpreendente cultura dos povos das Américas. Foi o século das ciências da mente e do homem. O século das guerras marcadas por destruições em massa. Guerras criadas com o auxílio do advento de máquinas poderosas, que só puderam existir com o aperfeiçoamento do domínio que o homem passou a exercer sobre a natureza e suas leis.

Dentre as diversas menções que A Província dedicou a Macaé, destaco a primeira, que aparece em 1875 e diz respeito a uma nova tecnologia: o processo de produção de açúcar cristalizado desenvolvido na Fazenda Atalaia. A nota foi publicada na página 2 da edição 680, uma quarta-feira, 15 de setembro.

Porém, meu grifo neste artigo vai para a citação que a folha pernambucana fez à inauguração do Forte de Imbetiba, na edição de quarta-feira, 13 de abril de 1910. A nota chamou atenção para a festa que aconteceria no dia 15 daquele mês por ocasião da inauguração do Forte. E não foi nota telegrafada não, como costumava acontecer naqueles tempos! Foi nota do editor José Mariano, um dos maiores jornalistas – com o rigor da palavra e a ética que a profissão exige – que o Brasil já conheceu.

Monte Frio comemora 400 anos, hoje 

No dia 16 deste mês, o Forte Santo Antônio do Monte Frio (que alguns chamam erroneamente de Monte Feio, segundo a assessoria de comunicação do Exército) comemorou 400 anos de fundação, e hoje, terça-feira, dia 19 de março de 2013, haverá uma grande festa no local para celebrar a data. Porém, mesmo quatro séculos passados, há quem desconheça – macaense ou não – a história deste importante patrimônio arquitetônico tão imponente e simbólico de Macaé.

Logicamente, pelo fato de não haver imprensa no Brasil há quatro séculos, não poderíamos nunca encontrar citação à inauguração do Monte Frio durante esta pesquisa, que neste momento debruça-se apenas em periódicos publicados no Brasil.

Esta primeira fortificação, o Monte Frio, virou ruína e hoje não existe mais. Deste antigo forte erguido com pedras pelos negros escravos, no lado de trás do monte onde hoje está a sede do Forte Marechal Hermes, só restaram a muralha de pedra centenária erguida pelos escravos e os canhões que compunham a artilharia da fortaleza, hoje desativados. Uma prainha discreta precipita-se abaixo de um rochedo, ao lado do Monte Frio, formando uma agradável baía a qual batizaram de Praia das Tartarugas. Área militar, restrita ao acesso do exército.

O Forte Santo Antônio de Monte Frio foi inaugurado em 1613 e desativado em 1859. “No século XVII, o Governo espanhol, ao qual Portugal estava submisso, teve a sua atenção despertada no sentido de combater piratas, que agiam com a cumplicidade de índios e mamelucos.

Na extração do pau-brasil por volta de 1614, o diplomata Gondomar, embaixador da Espanha em Londres, alertava o monarca Felipe II de que aventureiros ingleses se apresentavam para estabelecer e fortificar um porto entre o Rio de Janeiro e Espírito Santo, auxiliados pelos mamelucos Gaspar Ribeiro, João Gago e Manoel de Oliveira, que habitavam o lugar.

Foram tomadas providencias, a fim de prevenir-se contra novas tentativas dos corsários: o Governo de Madri transmitiu instruções ao governador-geral Gaspar de Sousa para que “estabelecesse de cem a duzentos índios numa aldeia sobre o rio Macaé (Miquié na linguagem dos indígenas, primitivamente chamado rio dos bagres) em frente à ilha de Santana e que fundasse um estabelecimento semelhante sobre o rio Seripe (ou Leripe) (atual rio das Ostras), onde o inimigo cortava as madeiras corantes”. E mais: “A cada aldeamento se daria um jesuíta. Devia comandar o primeiro, Amador de Sousa, filho do célebre Arariboia, e o segundo, seu sobrinho Manoel de Sousa”.

A fundação daquelas aldeias muito concorreu para o povoamento de parte até então abandonada da Capitania de São Tomé. Dando sentido prático às determinações do soberano, os jesuítas aldearam no local indígenas de Cabo Frio e os da nação Aitacás (provavelmente um ramo dos goitacás). Já Em 1630 aqueles religiosos que possuíam uma fazenda, que contava com um engenho, colégio e capela, construídos no morro de Santana.

Após 1759, quando foram expulsos os jesuítas em virtude de campanha movida contra sua Ordem pelo marquês de Pombal, ministro de D. José I, as terras foram redistribuídas e, à medida que se fundavam novas fazendas, a população aumentava, desdobrando-se em outras povoações com elementos vindos de Cabo Frio e Campos, na sua maior parte.

Durante longo período Macaé teve papel importante na economia norte-fluminense, funcionando o porto de Imbetiba como escoadouro da produção açucareira da zona campista, para ali transportada através do Canal Campos a Macaé, construído em 1874, e por diversos ramais ferroviários então existentes (Estradas de Macaé, Barão de Araruama, Urbana de Macaé e Quissamã). Essa função extinguiu-se, porém, com a construção da Estrada de Ferro Leopoldina, cujos trilhos passaram a ter preferência para o transporte da mercadoria, o que acarretou o declínio do porto” (1).

O Forte de Santo Antônio de Monte Frio teve suas obras concluídas em 1613. Posteriormente, em 1762, a fortaleza foi reconstruída por Conde de Cunha, por ordem do então Governador do Rio de Janeiro, Francisco de Castro Moraes. Em 19 de novembro de 1859 a fortificação foi desativada por ordem do Ministro da Guerra, Cel. Reformado Sebastião do Rego Barros, por este considerar que o Forte não servia mais à segurança daquele porto e por ser sua conservação extremamente onerosa para o Tesouro Nacional. Em 1893, foi reativado pelo então Presidente da República, Marechal Floriano Peixoto. Nesse tempo, cresciam a cada dia as operações do porto de Macaé e isso fez com que mais atenção fosse dada ao mesmo. A construção de um novo forte é iniciada. Entretanto, a estrada de ferro Leopoldina, com a ligação Rio Bonito – Macaé – Campos absorveu todo o transporte da produção agrícola dessa região, e isso consequentemente acabou baixando os custos desse transporte de mercadorias. É assim, que Macaé vê o comércio marítimo declinar até o fim da licença alfandegária do porto de Imbetiba, em 1903. As obras da Fortaleza seguiram o declínio do Porto. Em consequência dos vultosos gastos públicos (231 contos), entre 1898 e 1900, e, também, por falta de verba, a obra acabou sendo suspensa em meados de 1900.

“Em 1908, o Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca, então Ministro da Guerra, esteve na cidade por ocasião de uma das recepções semanais realizadas no Solar de Monte Elíseo, residência do Coronel José de Lima Carneiro da Silva, neto de Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias. Estavam presentes, além do coronel, outros descendentes do Patrono do Exército Brasileiro. Na ocasião, ficou decidido, como consta em documentos do arquivo do Distrito Federal, que a família de Caxias doaria 30 contos de réis para a conclusão das obras, agora sob um projeto mais reduzido do que o orçado originalmente. O governo, por sua vez, comprometeu-se com mais 15 contos de réis.

Ainda em 1908, o Ministro da Guerra, Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca, determinou a construção de uma bateria alta, no topo do morro da Fortaleza, numa cota de 41 metros. Tal opção deveu-se à exiguidade de recursos para o melhoramento e bem assegurar a sua defesa.

Em 21 de dezembro de 1908, depois de locada a bateria alta no topo do morro pelo tenente-coronel de engenharia José Bevilacquia, as obras foram reiniciadas, dirigidas pelo capitão de engenharia Alberto Lavenére Wanderley. Em 13 de fevereiro de 1909 o primeiro-tenente Feliciano Sodré assumiu as obras até o seu término, com a instalação de quatro canhões Armstrong 152 mm, c/50 TR, montados em reparos Wavasseur, recentemente desativados do Cruzador Tamandaré, da Marinha Brasileira.

O Forte foi inaugurado em 15 de abril de 1910, pelo então Ministro da Guerra o Exmo General José Bernadino Bormann, na presença do Marechal Hermes da Fonseca, Presidente Eleito da República e demais autoridades civis e militares. O presidente eleito e sua comitiva foram recebidos pelo Coronel José de Lima, neto de Caxias, seguindo, posteriormente, de carruagem, até o local da inauguração”. (2)

O jornal macaense O Regenerador deu destaque à inauguração do Forte Marechal Hermes com a seguinte nota: “Ficará gravada, com caracteres indeléveis na história de Macaé, e sua população jamais poderá esquecer tão grandiosa e espontânea vibração de sua alma patriótica”.

Um homem e um jornal republicanos

O editor do jornal A província, José Mariano Carneiro da Cunha, foi um abolicionista com uma história vitoriosa e morreu com homenagens de um herói para o povo do Recife. Nasceu em 1850, no engenho Caxangá, distritozinho de Ribeirão, lugarejo que na época pertencia ao município de Gameleira. O cenário dos engenhos e canaviais permeariam para sempre seu imaginário.

Estudou na Faculdade de Direito de Pernambuco – uma das mais antigas do Brasil – e teve como companheiro de classe Joaquim Nabuco com quem flanava pelas marginais do rio Capibaribe na companhia do amigo em comum Rui Barbosa.

Muito ligado ao seu tempo e aos ideais republicanos, José Mariano começou a escrever para jornais, agremiações, revistas, até que em 1872, no dia 6 de setembro, publica a primeira edição de seu próprio jornal: A Província. O jornal tinha cunho abolicionista e reuniu exponentes da época em sua tipografia, como o escritor Gilberto Freyre, que assumiu sua redação em 1928.

Com um ideal de combate à escravidão, a folha tinha discurso acirrado na defesa dos escravos e acabou ganhando a devida atenção da opinião pública na campanha abolicionista em Pernambuco.

O jornal sairia das ruas em 27 de novembro de 1878 para ser novamente editado seis anos mais tarde. Com o argumento de dar férias aos trabalhos jornalísticos e por outros motivos preponderantes, tais como a necessidade de mudanças de seu formato, que passou a ser maior depois, A Província parou de circular. A folha voltou a ser publicada posteriormente como órgão do Partido Liberal, em 1 de dezembro de 1885. Nesta fase a tipografia estava instalada na rua do Imperador, em Recife, uma das principais galerias por onde transitavam na cidade os homens do poder daquele tempo. Na última década do século XIX, A Província conquistou tanta reputação, que chegou a ser o maior jornal do Nordeste brasileiro, suplantando até o jornal mais antigo de Recife, O Diário de Pernambuco, fundado em 1825 e hoje o jornal Há mais tempo em circulação ininterrupta da América Latina.

Sem interromper sua circulação, uma nova e importante fase d’A Província foi iniciada em 19 de agosto de 1928, quando assume sua direção os jornalistas Gilberto Freyre e José Maria Belo. Lia-se na definição do pensamento dos novos dirigentes: “…tanto quanto órgão de informação e crítica, será A Província um jornal político, ligado pela mais consciente simpatia ao Partido Republicano de Pernambuco”. O jornal passa a ser diário e apoia o governo de Estácio Coimbra, “um jornal quase governista. Mas um jornal governista de métodos os mais puros e limpos”, segundo Gilberto Freyre.

Entretanto, sob a direção, tendo como redator-secretário Sousa Barros e gerente Otávio Morais, findando com a edição de 4 de junho de 1933, sendo vendidos o material tipográfico e a maquinaria.

Um jornalista embalsamado

Dono de uma história política e social magnífica, José Mariano é lembrado pelos pernambucanos e jornalistas de todo o Brasil até hoje. Ano passado fez um século de sua morte, em 8 de junho de 1912. Como legado deixou seus ideal de justiça, igualdade e liberdade.

José mariano integrou um importante núcleo progressista de Recife: o Clube do Cupim, fundado em 1884 e do qual também faziam parte ilustres simpatizantes, como Joaquim Nabuco, Barros Sobrinho, João Ramos, Alfredo Pinto, Phaelante da Câmara, Vicente do Café, e Leonor Porto (esta, fundaria e presidiria, depois, uma outra associação com intuitos semelhantes: a Aves Libertas).

Nessa época, uma pessoa de grande importância na comunidade era a esposa de José Mariano, a recifense Olegaria da Costa Gama. Pela sua bondade e dedicação aos escravos foi chamada de “mãe dos pobres” e “mãe do povo”. Olegaria sempre apoiava os escravos fugidos, roubados das senzalas, ou alforriados. Mesmo quando José Mariano foi preso e sofreu inúmeras humilhações e torturas terríveis, D. Olegaria continuou lutando em prol da abolição da escravatura. Em 1887, durante a campanha ao cargo de deputado geral de Joaquim Nabuco – colega abolicionista – D. Olegaria empenha suas joias para financiar as despesas da eleição.

José Mariano é considerado um orador comunicativo, um abolicionista corajoso, e um dos homens públicos que mais desfrutavam da simpatia popular em Pernambuco. Mesmo quando estava separado do povo e preso, demonstrava suas tendências abolicionistas e republicanas. Possuía atitudes corajosas e o seu nome representava uma bandeira. Conseguiu ser eleito deputado em 1886, mas a eleição é impugnada e José Mariano perde a cadeira.

No dia 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel assina a Lei Áurea que declara extinta a escravidão no Brasil. Junto à opinião pública nacional, consagram-se os líderes da campanha redentora: Joaquim Nabuco, José Mariano, José do Patrocínio, André Rebouças. Pouco mais de um ano depois, a República é proclamada pelo Marechal Deodoro da Fonseca, em 15 de novembro de 1889. A gestão de Deodoro dura somente dois anos e com sua renuncia, o Marechal Floriano Peixoto assume a Presidência da República.

O nome de José Mariano figura entre os deputados à Constituinte, em 1890, e, em 1891, ele é eleito Prefeito do Recife. Pouco tempo depois, Alexandre José Barbosa Lima – considerado um autoritarista e florianista – assume o Governo de Pernambuco. José Mariano lança-se de imediato em sua oposição, publicando uma série de artigos contra o Marechal Floriano Peixoto. Em decorrência disto, ele é preso em sua residência (no Poço da Panela), e trancafiado na fortaleza do Brum sob a acusação de pactuar com a Revolta da Armada.

Entretanto, liberto da prisão, José Mariano assume a cadeira de deputado. A população do Recife gosta muito dele. Todas as ruas e casas, desde o cais do porto até o Poço da Panela ficaram ornamentadas e embandeiradas para saudar o retorno do abolicionista. Na época, inclusive, ele fez um discurso célebre na Câmara, com cinco horas de duração, narrando o martírio vivenciado como prisioneiro.

Mas o clima geral era de muitos conflitos políticos. Nesse contexto, foi covardemente assassinado o famoso jornalista político José Maria de Albuquerque Melo, na rua 24 de Maio, enquanto visitava uma seção eleitoral e protestava contra ilegalidades praticadas pelo presidente da mesa, o chamado Major Pataca. O mesmo dispara vários tiros contra o jornalista e, como não lhe foi permitido o socorro médico, José Maria vem a falecer pouco depois. O incidente abala muito o Recife e repercute em todo o País. De imediato, José Mariano escreve um artigo sobre o assunto, intitulado A tragédia de Pernambuco, que sai publicado no Jornal do Comércio do Rio.

No dia 24 de abril de 1898, em decorrência das complicações de uma gripe, morre dona Olegaria. Ele se achava no Rio de Janeiro e sequer pode assistir aos funerais prestados pela população pernambucana. Esta, que a divinizava, se condoeu muito com o fato. Fala-se que foram muitos os pretos que se suicidaram, envenenando-se ou jogando-se no rio Capibaribe.

Após tal dolorosa perda, José Mariano se afasta das lutas políticas. Em 1899, ele é nomeado Oficial do Registro de Títulos, pelo Presidente Rodrigues Alves, e também é presenteado com um Cartório de Títulos e Documentos, na rua do Rosário, no Rio de Janeiro.

Infelizmente, não muito tempo depois, José Mariano adoece e vem a falecer no dia 8 de junho de 1912. Custeado pelo Estado, o navio Ceará transportou seu corpo embalsamado do Rio de Janeiro para o Recife. No Estado de Pernambuco foi decretado luto por três dias, e houve uma comoção geral em seu enterro. As pessoas jogavam flores em seu esquife e muitas choravam. Para homenagear esse ilustre abolicionista pernambucano, o periódico A Lanceta publica alguns versos, em sua edição de 12 de junho de 1912, que terminam assim: “Chore…chore o Brasil sua grande desdita. Porque o cedro tombou!

Foi erigida em sua homenagem, posteriormente, uma estátua no Poço da Panela, e deram o seu nome ao cais que ladeia uma das margens do rio Capibaribe, no centro do Recife. Seus contemporâneos, contudo, sempre desejaram que ele fosse lembrado como um excelente orador popular, um grande abolicionista e republicano, e, principalmente, um pernambucano que deu tudo de si ao próximo e à Pátria.

Fonte do trecho citado:

(1) IBGE
(2) Ascom Forte Marechal Hermes
Ilustração do jornal: Fundação Biblioteca Nacional

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Agentes culturais de Macaé elegem diretoria para o Conselho Municipal de Cultura

Posted in Brasil, Cidadania, Cultura, Estado, Macaé, Notas, Região by ImprensaBR on 14/03/2013

Dilma Negreiros (conselheira representante do Centro Integrado de Estudos do Movimento Hip Hop (CIEMH2)), Marcos Kuika (representante da Usina de Fomento Cultural) – 2° Secretário, Jones Rodrigues (representando a Associação de Músicos, Bandas e Entretenimentos de Macaé (AMUBAE)), Paulo de Tarso Peixoto (Vice-Presidente da Fundação Macaé de Cultura) – Presidente, Gilberto Alves – Vice-Presidente, Rúben Pereira (represente da vice-presidência de Acervo e Patrimônio Histórico da Fundação Macaé de Cultura) – 1◦ Secretário, e Raul Lavour (conselheiro representante da Missão Kerigma).

Por ErrePê*

Construído com a colaboração dos agentes culturais de Macaé (RJ), o Conselho Municipal de Cultura (gestão 2013 – 2014) foi eleito, ontem, numa Assembleia Ordinária, da qual saiu a seguinte chapa única, aclamada pelos presentes:

Paulo de Tarso Peixoto – Presidente

Gilberto Alves – Vice-Presidente

Rúben Pereira – 1◦ Secretário

Marcos Kuika – 2° Secretário

O Conselho Municipal de Cultura de Macaé foi criado em 2012 e sua primeira diretoria fez um “mandato tampão”, que terminaria em 31 de dezembro de 2012, mas foi mantido até ontem, quando a nova diretoria foi eleita para o biênio 2013 – 2014.

O Conselho Municipal de Cultura de Macaé surgiu de uma luta de muitos anos dos agentes culturais da cidade e tem como finalidade colaborar com a construção das políticas públicas municipais do setor.

Um ganho para toda a cidade que poderá ter em curto prazo um Plano Municipal de Cultura realmente discutido com os representantes das diversas vertentes culturais, integrantes da paisagem cultural local.

*Editor do Caderno de Cultura de O Polifônico 

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Um evento de relevância estratégica

Posted in Brasil, Cidadania, Comunicações by ImprensaBR on 05/03/2013

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Quais os principais desafios e oportunidades que se apresentam para as sociedades que buscam fortalecer um ecossistema midiático orientado pelo respeito à liberdade de expressão e pela atuação responsável e informada dos órgãos estatais, das empresas do setor e das entidades da sociedade civil?

É com o objetivo de compartilhar conhecimento qualificado sobre esta importante agenda com o público brasileiro e dos demais países da América Latina que acontece, entre os dias 6 e 8 de março de 2013, em Brasília, o Seminário Internacional Infância e Comunicação: Direitos, Democracia e Desenvolvimento. Estarão reunidos 250 especialistas dos mais diversos países, entre representantes de governos, parlamentos, organismos de cooperação internacional, empresas de comunicação, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil.

As diferentes formas pelas quais os meios de informação e comunicação impactam os processos de desenvolvimento – tanto do ponto de vista da inclusão social quanto da sustentabilidade – também estão no foco dos debates que estruturam o evento. Adicionalmente, a pauta do seminário reconhece que a crescente influência da mídia sobre as sociedades contemporâneas tem reflexos especialmente marcantes sobre as condições de socialização e formação de crianças e adolescentes – o que exige o contínuo aperfeiçoamento dos marcos legais referentes ao setor.

O encontro é uma realização da ANDI – Comunicação e Direitos em parceria com a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNPDCA), da Secretaria de Direitos Humanos (SDH); a Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), do Ministério da Justiça (MJ); e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), além de contar com o patrocínio da Petrobras e apoio da Fundação Ford.

O seminário faz parte ainda do projeto de cooperação técnica Liberdade de Expressão, Educação para Mídia, Comunicação e os Direitos da Criança e do Adolescente, desenvolvido pela SNJ, com a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores e a UNESCO.

Fonte: Andi

 

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Plano Estadual de Cultura RJ: Encontro Presencial de Patrimônio Material

Posted in Brasil, Cultura by ImprensaBR on 02/03/2013

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Videoteca Cinema Popular Brasileiro monta curadoria para projeto Cine Memória

Posted in Brasil, Cultura by ImprensaBR on 14/02/2013

Se você tem algum filme (curta, média, longa-metragem) que aborde os temas ‘patrimônio cultural, memória, e identidade cultural’, pode participar

Repensar o patrimônio histórico e cultural da cidade e do povo de Macaé (RJ) e das possibilidades de conexões entre Educação, Arte, História e Cultura é o objetivo do projeto Cine Memória da Videoteca Cinema Popular Brasileiro.

Buscamos re/valorizar a história local, ampliar conceitos, bem como construir novos caminhos e perspectivas para a cidade e sua população por meio da cultura e da identidade cultural dos moradores como um bem social.

Se você produziu algum filme que tenha como a preservação dos patrimônios culturais, a memória e a identidade cultural como temáticas, entre em contato conosco. Queremos exibir seu filme.

Não há restrições para o local de realização da obra, ano de realização da mesma e sua minutagem, ou seja, serão aceitos filmes de curta, média e longa duração.

Se você se interessou, mande um e-mail para cinemapopularbrasileiro@gmail.com para saber como funciona a inscrição e o envio dos filmes.

Videoteca Cinema Popular Brasileiro – Projeto associado à Mostra Cinema Popular Brasileiro
Jornal O Polifônico – Jornalismo de Intervenção – Órgão de imprensa apoiador da Mostra e da Videoteca
ImprensaBR Assessoria de Comunicação – Assessoria de Imprensa e Comunicação da Mostra e da Videoteca Cinema Popular Brasileiro

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Cartão do bem ou cartão do mal?

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Mudou o ano, mudou o governo, mas a política populista parece nunca ter estado tão forte e consolidada em Rio das Ostras.

Uma semana antes do Carnaval, o novo-velho prefeito da cidade, Alcebíades Sabino, concedeu o beneficio chamado ‘Cartão do Bem’ para 2.600 moradores de Rio das Ostras. A política de assistencialismo não é de hoje no rico município de moradores pobres e vem seguida de outras tantas como você lerá ao final desta matéria.

Para quem não lembra, ou para os novos moradores que nem sabem do fato, o benefício ‘Cartão do Bem’ foi criado em 2007 pelo antigo prefeito do PMDB Carlos Augusto Baltazar (2005 – 2008 e 2009 – 2012 à frente da Prefeitura de Rio das Ostras) como substituição à Cesta Básica dada pela Secretaria de Bem-estar Social. Era para ser destinado a moradores com renda per capita de, no máximo, um salário mínimo.

Quando foi criado, o Cartão causou muita indignação entre os munícipes mais esclarecidos pelo fato de aquele ser um ano que antecedia as prévias eleitorais e a criação de uma lei municipal estabelecendo transferência de renda para cerca de 10 mil pessoas soava como compra de votos à luz do dia. Na época, o cidadão tinha a possibilidade de retirar o dinheiro no Banco do Brasil ou então fazer compras utilizando-o como cartão de débito em qualquer estabelecimento que aceitasse o pagamento com Visa Electron. Os comerciantes não precisavam fazer nenhum tipo de cadastro para participar do programa.

Este ano, antes do Carnaval, Sabino fez um mutirão envolvendo 150 servidores da prefeitura para refazerem o cadastro dos beneficiários antigos e incluir outros novos para ganharem mensalmente do governo municipal a quantia de R$ 100,00, mesmo valor dado em 2007 para os beneficiários.

A cidade, que vive hoje uma explosão populacional, precisa de fortes investimentos em infraestrutura, saúde, educação, habitação, qualificação profissional e inovação em ciência e tecnologia. Porém, o que vemos é a perpetuação de uma política arraigada ao populismo e na dependência do indivíduo para com o Estado, que ao invés de viabilizar formas para que ele – cidadão – trabalhe, oferece-lhe benefícios em dinheiro, em troca de popularidade e quem sabe, de sua continuidade no governo para além desta nova-velha gestão que acaba de começar. Acaba de começar e já disse a o que veio…

Não fossem os R$ 100,00 de mesada que Sabino está dando para quase 3 mil moradores de Rio das Ostras, mais uma medida populista foi anunciada na semana passada: a construção – em parceria com a construtora mais denunciada nos últimos anos no Brasil, MRV – de casas populares na cidade. Mas esta ação populista será a pauta de outra matéria.

 

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Favela dos meus amores: O filme não exibido neste Carnaval pelo Cineclube Cinemofônico

Posted in Brasil, Cineclube Cinemofônico by ImprensaBR on 10/02/2013

Nossa sugestão para a sessão do Cineclube Cinemofônico deste domingo de Carnaval poderia ser a versão telecinada (e postada em uma dessas modernas plataformas de exibição de vídeo na internet) do clássico ‘Favela dos meus amores’ (1935), de de Humberto Mauro.

Carmen Santos e Antonia Marzullo (tia da Marília Pêra).

Carmen Santos e Antonia Marzullo (tia da Marília Pêra).

Mas, lamentavelmente, assim como grande parte dos filmes produzidos no Brasil nas décadas que antecederam os anos 50,  muitas películas desapareceram, sumiram, ou simplesmente deterioraram-se nos precários acervos dedicados ao cinema brasileiro.

O caso de Favela dos meus amores – que sumiu deixando imensa lacuna em nossa cinematografia, ainda mais quando falamos de seu diretor, o chamado Pai do Cinema Brasileiro, Humberto Mauro, e seu legado ao cinema nacional -, assemelha-se ao do não menos importante Moleque Tião, dirigido por José Carlos Burle, em 1943. Baseado em uma reportagem sobre a vida de Sebastião Prata (Grande Otelo), foi o primeiro longa-metragem rodado nos estúdios da Atlântida.

“Parcialmente filmado no Morro da Providência, no Rio de Janeiro, o filme recebeu diversas interpretações pelos historiadores do cinema brasileiro (algumas bastante equivocadas) e ainda hoje seduz pelos relatos de sua excelente recepção crítica e pelo grande seu sucesso junto ao público.

A reportagem abaixo, sem fonte conhecida, anuncia o futuro lançamento do filme produzido e estrelado por Carmen Santos” (Rafael de Luna Freire, em Viva Cine).

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Favela dos Meus Amores foi o primeiro a retratar a vida no morro, em condições menos favorecidas, moradias pobres e a contar a história de uma escola de samba. A película contou a Escola de samba Portela, tanto na criação das cenas, como contagiando com o seu samba.

Favela dos meus amores tem musicas de Lamartine Babo, Noel Rosa, Carlos Braga e participação especial de Carmem Miranda. Humberto Mauro abriu um filão explorado pelo cinema brasileiro no período, derivando para os filmes musicais e as chamadas chanchadas.

Favela dos Meus Amores não é só uma demonstração paisagística, turística folclórica. Desperta o interesse da intelectualidade de esquerda, devido ao apelo do filme que realça a miséria que sempre reinou nos morros cariocas.

O argumento do filme é de Henrique Pongetti, o mesmo que chamou Humberto Mauro de”Freud de Cascadura”, por causa de suas incursões psicanalíticas em Ganga Bruta.

A filmagem foi quase que inteiramente no Morro da Providencia, na Saúde, Rio, e por essa razão, Humberto Mauro diria na década de 60, que tal autenticidade poderia razoavelmente lhe colocar como “precursor do neo-realismo italiano”. Tal frase levou Mauro à polícia para se “enquadrar”, pois ”numa cena importantíssima, que a censura queria cortar, alegando que mostrávamos muitos pretos, era triste demais.

Entretanto, Favela dos Meus Amores, porém foi sua acolhida na trincheira da intelectualidade da esquerda brasileira, que montada nos seus principais expoentes dos diversos ramos das artes, haja vista que, já empregava uma luta surda contra o autoritarismo reinante. Humberto Mauro, jamais deixou de se envolver abertamente nessa luta.

É um filme com ares grandiosos, notável e dessa simbiose foi feito assim, Favela dos Meus Amores: o melhor filme já realizado no Brasil em todos os tempos. A começar pelo elenco que tem os principais nomes da época como português Jayme Costa, Norma Geraldy, Rodolfo Mayer, e a vedete Eros Volúsia entre outros: Sílvio Caldas, Jaime Costa, Belmira de Almeida, Russo de Pandeiro, Pedro Dias, Itala Ferreira, Norma Geraldy, Armando Louzada, Antonia Marzullo, Rodolfo Mayer, Leopoldo Prata, Carmen Santos, Oswaldo Teixeira, Eduardo Viana, Eros Volusia.

O musical conta a história de “dois rapazes recém-chegados de Paris, que trazem maravilhosas idéias civilizadoras dentro do cérebro. Como, porém, voltaram sem vintém, começaram a apelar para um leilão dos móveis e objetos de arte que guarnecem sua ‘garconiére’, último vestígio da passagem da opulência. A grande ideia seria instalar um cabaré na favela! Para turistas à cata de novas sensações e também para os habitantes da cidade. O capitalista seria o Sr. Palmeira – português capacitado e amante de crioulas -, e o Sr. Palmeira ficou encantado com a ideia. No morro, famosos, um dos rapazes experimenta a maior surpresa: encontrou ali, vivendo entre os humildes, ensinando a ler às crianças, Rosinha, uma princesinha encantada, rainha do morro e logo – como é uso nos filmes – por ela se apaixonou. Rosinha era amada pelos cantores de samba do morro e… que acontece então?…”

O filme foi produzido pela Brasil Vox Filme com produção de Carmem Santos.

Como não podemos assistir Favela dos meus amores, vamos ler mais sobre este emblemático filme de Humberto Mauro, na análise de Marcos Napolitano, Professor Doutor do Departamento de História da USP. Em seu artigo “O fantasma de um clássico”: recepção e reminiscências de Favela dos Meus Amores (H. Mauro, 1935), ele aborda: “1) o papel de “Favela…” na construção de uma nova identidade nacional e de uma nova cultura popular urbana, tendo como centro o Rio de Janeiro; 2) os aspectos ideológicos e estéticos da recepção crítica do filme; 3) Seu papel como objeto de memória da história cultural brasileira. A partir destes três eixos de análise pretendo mapear o impacto de “Favela…” na formatação de uma nova cultura “nacional popular” no Brasil, cujo sentido ideológico era disputado à esquerda e à direita”.

O fantasma de um clássico” recepção e reminiscências de Favela dos Meus Amores O fantasma de um clássico” recepção e reminiscências de Favela dos Meus Amores

Veja algumas notas sobre o filme publicadas na imprensa carioca.

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Paulinho da Viola abre o Carnaval em Rio das Ostras

Posted in Brasil, Cidade, Cultura, Rio das Ostras, Turismo by ImprensaBR on 09/02/2013

O cantor e compositor Paulinho da Viola abre, hoje à noite, no antigo camping de Costazul, a programação do Carnaval 2013 da cidade.

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São esperadas mais de 30 mil pessoas para o show. Segundo a prefeitura, a cidade deve receber 150 mil turistas durante o feriado.

Mais segurança este ano nas ruas, mais policiamento, e mais monitoramento pela cidade, que semana passada ganhou várias novas câmeras de vídeo, instaladas em pontos estratégicos.

Além do sambista, que de Rio das Ostras vai para Recife, onde fará shows nos dias 11 e 12, amanhã se apresenta na cidade o cantor Luis Melodia, na segunda-feira, o roqueiro pop dos anos 80, Leo Jaime, e na terça, encerrando o Carnaval em Rio das Ostras, o Baile do Simonal. Blocos e bailes para todas as idades   também animarão os foliões que escolheram Rio das Ostras para passar o Carnaval.  

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Mulheres organizam manifestação pedindo mais segurança e solução para os altos índices de estupros ocorridos em Rio das Ostras

Posted in Brasil, Cidadania, Cidade, Denúncia, Educação, Notas, Rio das Ostras by ImprensaBR on 23/01/2013

Movimento envolve docentes do Serviço Social do PURO, alunos da instituição e atores de diversos movimentos sociais da cidade

Rio das Ostras é conhecida, em todo o Brasil, por seus altos índices de estupros. E isso, há muitos anos, não é de agora, depois do crescimento populacional que ocorreu no município nos últimos oito, dez anos em função do arranjo produtivo do petróleo e gás da Bacia de Campos.

Só no mês de setembro do ano passado, dia sim dia não, uma mulher foi estuprada na cidade. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP), até Novembro de 2012 foram registrados 49 casos de estupros na cidade.

Com o objetivo de pedir às autoridades competentes ações de combate ao estupro na cidade, professores do curso de Serviço Social da UFF, alunos do PURO e sociedade civil organizada estão se organizando e convocando todos que se sentem agredidos com esta realidade para uma manifestação. A primeira reunião de organização da manifestação será na terça feira, dia 29 de janeiro, às 17h30, no auditório da UFF/ PURO, na rua Recife S/N, bairro Jardim Bela Vista.

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Curta Criatura na sessão desta terça-feira no Cineclube Cinemofônico

Posted in Brasil, Cineclube Cinemofônico, Cultura, Videofonia by ImprensaBR on 22/01/2013

O curta Criatura, de Márcia Bretas, é nossa sugestão de hoje para a sessão de cinema do Polifônico, no Cineclube Cinemofônico.

O vídeo foi realizado na oficina do Festival do Recine, em 2005, ano em que foram restauradas imagens em 16 mm da antiga e extinta TV Tupi. Kinescopado, esse material, essas imagens, sem data, sem som, sem contexto (com cerca de dois segundos e meio no máximo) virou um filme. Na verdade, vários filmes, pois além do curta de Márcia, outros foram realizados ao longo da oficina Recine por quem participou da mesma.

“O festival do ano tinha como proposta central (re)significar essas imagens dentro de um cotexto atual e eu trabalhei em cima disso realizando um documentário que retrata um comportamento do ser humano que se repete em todos os lugares e através dos tempos”, comenta a diretora do curta.

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Castilho: ausência de cobertura local debilita a democracia

Posted in Brasil, Comunicações, Observatório da Imprensa Local by ImprensaBR on 08/01/2013

Com a crise no modelo de negócios das empresas jornalísticas, um dos primeiros setores a sentir os efeitos dos cortes foi o do noticiário local — gerando uma lacuna que impede o monitoramento de vereadores, deputados e senadores pelos seus eleitores.

A esperança era que os milhares de blogs, twitters e integrantes de redes sociais pudessem preencher esse espaço, mas a realidade não corresponde à expectativa, pelo menos por enquanto. A maioria dos blogs e perfis no Twitter têm se preocupado mais com as idiossincrasias de seus autores e com questões político-partidárias do que com as necessidades e interesses de comunidades sociais urbanas e rurais.

O vácuo no noticiário local contribui para o isolamento entre os eleitores e os seus representantes em instâncias legislativas, criando condições para que vereadores, deputados e senadores administrem os seus cargos como se fossem um emprego privado, onde o eleitor só entra quando há a necessidade de renovar o mandato.

Este comportamento tornou-se meridianamente claro em episódios como os aumentos salariais autoconcedidos. Os parlamentares, por se sentirem isentos de qualquer preocupação em prestar contas, tomam decisões em beneficio próprio, sem o menor escrúpulo.

É uma situação potencialmente critica, conforme constatou, já em 2011, um informe da Knight Foundation, fundação norte-americana que estuda as consequências da crise na cobertura local. Nos Estados Unidos, a ausência de notícias locais é vista como um fator de enfraquecimento na relação entre governantes e governados, gerando um clima propício ao dirigismo autoritário.

No Brasil, a consequência do mesmo fenômeno é mais próxima da delinquência legislativa, pois serve de pretexto para a generalização do desvio do dinheiro público para fins privados ou corporativos. Também aqui a democracia está sendo minada pela falta de patrulhamento por parte do eleitor, do qual não nos damos conta porque a noção de direitos do cidadão ainda é muito recente entre nós.

A emergência dos blogs como ferramentas a serviço do eleitor é inevitável, mas tomará algum tempo porque implica a mudança de comportamentos e valores ainda muito entranhados na população brasileira. O tempo pode contribuir para que o distanciamento entre governantes e governados chegue a um ponto crítico.

*Carlos Castilho é jornalista e professor.

Fonte: Observatório da Imprensa

Continua no Observatório da Imprensa Local

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Castilho: ausência de cobertura local debilita a democracia

Posted in Brasil, Comunicações, Observatório da Imprensa Local, Outras Fontes by ImprensaBR on 08/01/2013

Com a crise no modelo de negócios das empresas jornalísticas, um dos primeiros setores a sentir os efeitos dos cortes foi o do noticiário local — gerando uma lacuna que impede o monitoramento de vereadores, deputados e senadores pelos seus eleitores.

A esperança era que os milhares de blogs, twitters e integrantes de redes sociais pudessem preencher esse espaço, mas a realidade não corresponde à expectativa, pelo menos por enquanto. A maioria dos blogs e perfis no Twitter têm se preocupado mais com as idiossincrasias de seus autores e com questões político-partidárias do que com as necessidades e interesses de comunidades sociais urbanas e rurais.

O vácuo no noticiário local contribui para o isolamento entre os eleitores e os seus representantes em instâncias legislativas, criando condições para que vereadores, deputados e senadores administrem os seus cargos como se fossem um emprego privado, onde o eleitor só entra quando há a necessidade de renovar o mandato.

Este comportamento tornou-se meridianamente claro em episódios como os aumentos salariais autoconcedidos. Os parlamentares, por se sentirem isentos de qualquer preocupação em prestar contas, tomam decisões em beneficio próprio, sem o menor escrúpulo.

É uma situação potencialmente critica, conforme constatou, já em 2011, um informe da Knight Foundation, fundação norte-americana que estuda as consequências da crise na cobertura local. Nos Estados Unidos, a ausência de notícias locais é vista como um fator de enfraquecimento na relação entre governantes e governados, gerando um clima propício ao dirigismo autoritário.

No Brasil, a consequência do mesmo fenômeno é mais próxima da delinquência legislativa, pois serve de pretexto para a generalização do desvio do dinheiro público para fins privados ou corporativos. Também aqui a democracia está sendo minada pela falta de patrulhamento por parte do eleitor, do qual não nos damos conta porque a noção de direitos do cidadão ainda é muito recente entre nós.

A emergência dos blogs como ferramentas a serviço do eleitor é inevitável, mas tomará algum tempo porque implica a mudança de comportamentos e valores ainda muito entranhados na população brasileira. O tempo pode contribuir para que o distanciamento entre governantes e governados chegue a um ponto crítico.

Por isso, ganha corpo a ideia de uma cooperação entre as empresas jornalísticas e blogueiros preocupados com a cobertura de temas locais. Uma parceria seria ideal porque os cidadãos podem oferecer notícias, imagens e sons cuja coleta sairia muito caro para empresas que estão trabalhando “no osso” em matéria de pessoal nas redações. Por seu lado, as empresas poderiam retribuir oferecendo capacitação técnica para os jornalistas “amadores” melhorarem a qualidade do noticiário publicado em seus blogs.

Quase todos os grandes jornais já criaram espaços para a participação dos leitores, mas isso ainda não configura uma parceria, pois há resistências dos dois lados. As empresas alegam que o treinamento de amadores ou praticantes do jornalismo não é sua função, ao mesmo tempo em que demonstram uma clara má vontade em tratar os leitores em pé de igualdade. Elas aceitam fotos, vídeos e notícias que não poderiam obter por custo, mas a relação pára aí. Por seu lado, os blogueiros se queixam que são usados como mão de obra barata ou gratuita no fornecimento de material local.

Enquanto as duas partes mantiverem essa desconfiança, ambas saem perdendo — os cidadãos, porque continuarão impedidos de monitorar seus representantes legislativos. A imprensa brasileira tem se preocupado ultimamente em patrulhar políticos, mas isso tem sido feito com uma forte influência de interesses corporativos ou eleitorais, o que não contribui para reduzir as reticências dos blogueiros.

Assim, estamos agora num limbo onde a falta de informação local prejudica o exercício da cidadania e impede a imprensa de transformar essa modalidade de cobertura jornalística em fonte de renda num tempo de vacas magras.

*Carlos Castilho é jornalista e professor.
Fonte: Observatório da Imprensa

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Mais de mil jornalistas foram demitidos pelo Brasil afora em 2012

O ano de 2012 foi marcado por enxugamento das redações, principalmente devido ao fim da publicação de veículos e à migração do impresso para o online. Levantamento feito pelo Comunique-se mostra que mais de 1.230 jornalistas foram demitidos nesse período. A maioria das dispensas foi motivada por cortes orçamentários e reestruturações.

Destaque para os 450 cortes promovidos pela Rede TV, quase um terço do quadro total de funcionários. Entre os jornalistas, Rita Lisauskas deixou o canal em janeiro, após ter postado em seu perfil no Facebook uma reclamação sobre os atrasos salariais. Em março, pelos menos oito pessoas foram cortadas do departamento esportivo, o equivalente a 40% do núcleo. A emissora passou o ano em destaque no noticiário, por causa de demissões, atrasos nos salários e pelo não pagamento de benefícios, como o 13º salário.

Na Record foram registradas 70 demissões. A ordem teria sido cortar em 12% os custos de Record News e R7, informação não confirmada pela empresa. No veículo televisivo, 40 jornalistas de Brasília, Santa Catarina e São Paulo deixaram de fazer parte da equipe. Em nota, a emissora afirmou fazer “uma reformulação em sua grade de programação”.

Grandes impressos também enfrentaram problemas. A “Folha de S.Paulo” demitiu ao menos cinco jornalistas. Em junho, a versão online passou a usar a tecnologia do paywall, cobrando pelo conteúdo produzido. Claudio Ângelo e Lucio Vaz (repórteres da sucursal de Brasília), Carolina Vilanova (repórter de ‘Mundo’) e Lucia Valentim (repórter do caderno ‘Ilustrada’) foram dispensados. Ex-correspondente e ex-secretário de redação, Vaguinaldo Marinheiro também perdeu o emprego.

Concorrente da “Folha”, o “Estadão” demitiu 20 jornalistas em fevereiro. Do mesmo grupo, o “Jornal da Tarde” encerrou suas atividades no Dia das Bruxas, 31 de outubro. Em julho, o JT havia dispensado cerca de 20 profissionais e sinalizou que deixaria de circular aos domingos.

Outro impresso que encerrou suas atividades foi o diário esportivo “Marca Brasil”. Os jornalistas que trabalhavam no periódico seriam transferidos para outras publicações do Grupo Ejesa/Ongoing, responsável pelo portal IG e pelas edições dos jornais “Meia Hora”, “O Dia” e “Brasil Econômico”. A empresa não confirmou, mas na redação os comentários eram de que cerca de 70 foram dispensadas. Em dezembro, 13 funcionários de deixaram a companhia.

No segmento das revistas, o Grupo Abril encerrou o ano com 150 demissões, entre jornalistas e funcionários do setor administrativo. A editora também anunciou o fim da revista mensal Quatro Rodas Moto e a dispensa de quatro jornalistas da publicação.

Fonte: Comunique-se

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A magia do Natal

Posted in Brasil by ImprensaBR on 24/12/2012

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Prefeito e vereadores eleitos em Rio das Ostras são diplomados

Posted in Brasil, Cidade, Editorial, Eleições 2012, Estado, Macaé, Notas, Política, Rio das Ostras by ImprensaBR on 19/12/2012

O Polifônico tem mudado paulatinamente seu viés editorial de política para cultura, arte, educação e meio ambiente. Ainda assim, interessa-nos registrar momentos importantes da vida política de Rio das Ostras, nossa principal praça (hoje) de atuação. Por isso, só por isso, posto agora algumas imagens do dia de ontem em Rio das Ostras… a diplomação do prefeito eleito para a gestão 2013 – 2016, Alcebíades Sabino, dos vereadores e suplentes que legislarão no período.

Não farei análise dos fatos, por hora, vou deixar os fatos falarem por si.

Gravei um vídeo, editei, mas nada dessas plataformas online aceitarem um curta em HD de 20 minutos. Demora muito e preciso ir à outra diplomação hoje, a do prefeito eleito em Macaé, Aluizio.

Sobre a diplomação de Sabino, vi sim a Câmara lotada como vi ontem em uma única ocasião nesses nove anos de imprensa local; em 2006 quando Cabral esteve em Rio das Ostras para a assinatura da primeira parceria público privada do Brasil para a área de saneamento básico. Esse mesmo povo que marcou presença ontem na diplomação dos próximos administradores, legisladores, gestores de Rio das Ostras, serão os mesmos a exigir que a cidade funcione nos próximos anos. Bem, assim espero…

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São Pedro da Serra ganha novo espaço de cultura

casa_da_mata_atlanticaFoi inaugurada, no dia 1 de novembro, a Casa Cultural Mata Atlântica. A Casa fica em São Pedro da Serra, Nova Friburgo e está aberta com uma extensa programação cultural.

Na Casa funciona o Empório Mata Atlântica com seu restaurante e a venda de produtos orgânicos, vinhos, pães e bolos integrais, compotas, conservas, cachaças de todo o Brasil e cervejas artesanais. Ainda na lojinha do Empório, podem ser encontrados artigos de vestuário feitos por artesãos de Nova Friburgo, artesanatos brasileiros e uma livraria especializada em história regional e meio ambiente.

Na última semana do ano (data a confirmar) acontecerá uma roda de choro com grandes instrumentistas. Além da música, a programação se estende ao cinema com o Cineclube Mata Atlântica, que realiza sessões aos sábados e domingos com entrada franca (acompanhe a programação do Cineclube através da fan page da Casa).

Videoteca Cinema Popular Brasileiro

A Casa Cultural Mata Atlântica guarda o acervo da Videoteca Cinema Popular Brasileiro. São centenas de títulos que podem ser assistidos na própria Casa, nas sessões do Cineclube ou em sessões pré-agendadas.

Os filmes da Videoteca podem ser solicitados para exibições em associações de diversas naturezas, escolas públicas e projetos de diversas naturezas. Para solicitar algum título é necessário enviar um e-mail para a Casa.

A Casa recebe reservas para hospedagem e camping.

Para saber mais sobre a Casa Cultural Mata Atlântica, acesse http://www.facebook.com/pages/Casa-Cultural-Mata-Atl%C3%A2ntica/458669617502689, ou mande um e-mail para casaculturalmataatlantica@gmail.com

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Rio das Ostras ganha livro sobre a história recente do município contada através da imprensa local

Em breve, Rio das Ostras terá seu primeiro livro dedicado à história local através do olhar da imprensa regional. Trata-se de ‘A imprensa na cidade que mais cresceu no Brasil – A história recente de Rio das Ostras revisitada em matérias jornalísticas produzidas entre 2005 e 2008′.

O livro faz parte do projeto Cadernos de Comunicação, criação da jornalista e editora deste jornal, Leonor Bianchi. O primeiro volume dos Cadernos abre a Série Memória da Imprensa Riostrense.

A publicação é independente e sairá pela editora #ruap em formato impresso (para demanda) e digital (CD).

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Veja quem foram os filmes vencedores da 9a Mostra Cinema Popular Brasileiro

Posted in Brasil, Cineclube Cinemofônico, Cultura by ImprensaBR on 12/11/2012

Beira Rio, de Diogo Costa Pinto foi o grande vencedor da mostra competitiva da 9a Mostra Cinema Popular Brasileiro com 122 curtições. Tudo volta para o mesmo lugar, de Marcus Curvelo com 54 ficou em segundo e em terceiro, Retrato Invisível, Denise Soares.

No município de São José dos Campos uma comunidade se instala à beira rio para sobreviver dos benefícios da pesca. São 140 pessoas, a maioria ligada por laços de parentesco, que contam sobre sua identidade, suas dificuldades, sua relação com a família e os vizinhos, suas crenças e aspirações futuras.

Os três filmes ganharão a tradução e a legendagem de seus filmes para o inglês através da empresa BVaz Idiomas, parceira da 9a Mostra Cinema Popular Brasileiro e quem oferece os prêmios.

 

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Segue online a 9a Mostra Cinema Popular Brasileiro

Posted in Brasil, Cineclube Cinemofônico, Cultura, Editorial, Educação, Estado, Turismo, Videofonia by ImprensaBR on 07/11/2012

LB

Começou na quinta-feira dia 1 a 9a edição da Mostra Cinema Popular Brasileiro. Este ano a mostra acontece presencialmente em espaços culturais de São Pedro da Serra e no Sarau Monster, dia 11, em Barra de São João, e também online, através do site da mostra (www.mostracinemapopularbrasileiro.wordpress.com).

Mais um ano de sucesso e reconhecimento do público são pedrense, que na noite de sábado lotou o espaço da sala de cinema da Casa dos Saberes e aplaudiu de pé a sessão!

A 9a Mostra Cinema Popular Brasileiro é competitiva para os filmes que estão no site, e o público pode curtir através do botãozinho do Facebook os filmes que mais gostar. Os três filmes mais curtidos ganharão a tradução do roteiro para o inglês. a premiação é oferecida pela empresa BVaz Idiomas, parceira da 9a Mostra Cinema Popular Brasileiro.

A 9a Mostra Cinema Popular Brasileiro passou ainda pela Casa Cultural Mata Atlântica, na Bocaina dos Blaudts, em São Pedro da Serra, onde foi exibido no dia 1, durante a abertura da mostra, o curta-metragem dirigido por mim ‘O Povo do Cinema de Lumiar’. O filme foi gravado em 2004 e exibido naquele ano na primeira edição da mostra no vilarejo friburguense. Com depoimentos de muitos moradores tradicionais da cidadezinha, o filme é um documento importante para a memória local e ficou marcado na história de Lumiar como sendo o segundo filme a ser rodado no lugar. Nos anos 70 uma obra abordando a Coluna Prestes, que esteve ali, foi gravado em Lumiar. Depois de sua exibição em 2004, o curta O povo do Cinema de Lumiar não tinha mais sido exibido para o público local, oque transformou a sessão de abertura da 9a Mostra cinema Popular Brasileiro um momento muito especial.

Para assistir aos filmes da mostra, acesse http://www.mostracinemapopularbrasileiro.wordpress.com.

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9ª Mostra Cinema Popular Brasileiro começa nesta quinta-feira, dia 1°

Posted in Brasil, Cineclube Cinemofônico, Cultura, Região, Turismo, Videofonia by ImprensaBR on 30/10/2012

Sessão de abertura será durante a pré-inauguração da Casa Cultural Mata Atlântica, em São Pedro da Serra 

A 9ª Mostra Cinema Popular Brasileiro começa nesta quinta-feira dia 1°, véspera de feriado nacional de finados, e segue até 12 de novembro. Este ano, pela primeira vez a mostra acontece também pela Internet. Na programação presencial duas cidades participam damostra: Nova Friburgo, onde a mostra começou, em 2004, e Barra de São João, distrito de Casimiro de Abreu, inseridaeste ano no circuito de exibição da mostra.

Exibições pela Internet possibilitarão ampliação do público

No dia 1°, a mostra abre o calendário 2012 pela Internet,pelo site www.mostracinemapopularbrasileiro.wordpress.comonde todos que assistirem aos filmes poderão votar através do botão Curtir e ajudar a eleger os três melhores filmes da 9ª Mostra Cinema Popular Brasileiro.

E embora a Internet tenha mudado um pouco o perfil da mostra, sua idealizadora e coordenadora geral, Leonor Bianchi, acredita que o ponto positivo dessa mudança seja a ampliação do acesso do público aos filmes da mostra, possibilitado pela exibição online dos mesmos. Ela afirma, que esta é uma nova maneira de assistir cinema, que se impõe cada vez mais, e a mostra quer conhecer quem são os realizadores que trabalham também para o ambiente virtual,e quem é o público do cinema exibido na rede.

Segundo a produção da 9ª Mostra Cinema Popular Brasileiro, este ano a mostra recebeu filmes de todas as regiões do Brasil, mas pelo fato de ter aberto sua programação também de forma online, houve uma redução significativa do número de filmes inscritos. “Sempre fizemos a mostra de maneira não competitiva e sempre recebemos filmes de excelente nível de todo o Brasil. De dois anos para cá escolhemostentar desenvolver um perfil competitivo além dos Panoramas Informativo, e Regional e isso atraiu mais inscrições, o que é um dado; as pessoas procuram inscrever seus filmes em mostras e festivais que tenham premiações. Este ano, pelo fato de termos levado a plataforma de exibição da mostra para o ambiente virtual, extrapolando as janelas das salas de cinema convencionais, comerciais ou em salas de cinema digital de centros culturais e educativos recebemos menos filmes que nos anos anteriores, cerca de 30% a menos”, comenta a idealizadora da Mostra Cinema Popular Brasileiro, Leonor Bianchi, explicando que muitos realizadores não inscrevem seus filmes porque em nível nacional e internacional centenas de mostras e festivais de cinema exigem que a obra seja inéditainclusive e, sobretudo, na Internet.

Mostra volta para Friburgo, na serra, mas terá sessão em Barra de São João, no mar

Ela comenta ainda, que depois de um ano sem acontecer em Nova Friburgo a mostra volta para o município para ficar e consolidar seu espaço no cenário das atividades artísticas, culturais e turísticas de São Pedro da Serra. “Ano passado a mostra aconteceu em Macaé e Rio das Ostrasquebrando um ciclo de sete anos sem interrupção de sua realização em Friburgo,nos distritos de Lumiar e São Pedro da Serra. A mostra aconteceu em 2004 em Lumiar e já no ano seguinte foi para o Espaço Cultural São Pedro da Serra, onde ficou até 2010.

Este ano conquistamos uma nova parceria em São Pedro da Serra; a Casa dos Saberes. A Casa é coordenada pela advogada e educadora ambiental, Lia Caldas, e por Reinaldo Queiroz, morador antigo de São Pedro,pessoa envolvida desde sempre com as atividades culturais locais, e conta ainda com a colaboração de um extenso coletivo de militantes e ativistas ambientais e culturais de são Pedro da Serra e região. Seu público frequentador é eclético e vai desde o morador local, o agricultor, os educadores, os estudantes, as crianças… chegando aos turistas, atraindoos curiosos. Só por essa variedade de possibilidades de público que encontramos na Casa dos Saberes para dialogar com a mostra já estou empolgada com a parceria e com as exibições que acontecerão lá. Tenho certeza que serão dois dias intensos de exibição, além de estarmos dentro de um feriado nacional quando a mostra passar por lá”, destaca Leonor.

Ao todo serão exibidos 48 filmes durante a mostra. Escolha a sua sessão presencial ou virtual… e curta!

Os três filmes mais curtidos pelo público ganharão a tradução de seu roteiro para o inglês. Os prêmios são oferecidos pela empresa Bvaz Idiomas, parceira da 9ª Mostra Cinema Popular Brasileiro.

A 9ª Mostra Cinema Popular Brasileiro é realizada pelo jornal O Polifônico – Jornalismo de Intervenção (www.opolifonico.wordpress.com), Escola Livre de Comunicação e Artes (ELCA) (www.escolalivredecomunicacaoeartes.wordpress.com), com apoio da Associação Cultural Rio das Artes (ACRA,) (www.associacaoculturalriodasartes.wordpress.com), Bvaz idiomas (www.bvazidiomas.com.br) e Videolog.

Casa Cultural Mata Atlântica faz sua pré-inauguração com exibição do documentário ‘O povo do cinema de Lumiar’ gravado há nove anos e nunca mais exibido em público

Ainda na abertura da mostra haverá uma sessão especial durante a pré-inauguração da Casa Cultural Mata Atlântica, em São Pedro da Serra. Na sessão será exibido o curta-metragem documentário da jornalista e idealizadora da Mostra Cinema Popular Brasileiro ‘O povo do cinema de Lumiar’,realizado em 2004 e exibido apenas na primeira edição da mostra e nunca mais assistido novamente pelos moradores locais,que participaram do filme e pelas novas gerações. Na sequencia serão exibidos outros curtas. A sessão está marcada para às 18h00, e o endereço é Estrada Manoel Kinupp S/N°, Bocaina, São Pedro da Serra, Nova Friburgo (RJ).

No final de semana seguido do feriado de finados, nos dias 3 e 4 a mostra acontecerá na Casa dos Saberes, em São Pedro da Serra, às 19h, mantendo sua programação na Serra do Alto Macaé.

Mostra também terá sessão especial no Monster sarau, em Barra de São João

No dia 11, durante o Sarau promovido pelo Coletivo Monsterem Barra de São,mais curtas serão exibidos dentro da programação da 9ª Mostra Cinema Popular Brasileiro, que termina no dia 12 de novembro.Neste dia, a mostra acontecerá na Av. Oceânica N°, 249, Pousada da Barra, N◦ 249. A sessão vai acontecer dentro da programação do Sarau, marcado para começar a partir das 16h.

O coletivo Monster é formado por alunos do curso de produção Cultural da UFF PURO de Rio das Ostras e por moradores e agentes culturais de Rio das Ostras, Barra de São João e outras cidades da região. Leia mais sobre (link sobre o coletivo publicada em O Polifônico em meados de setembro).

Todas as sessões da 9ª Mostra Cinema popular Brasileiro têm entrada franca. A Classificação Indicativa dos filmes deve ser verificada na Programação.

Veja a Programação:

http://mostracinemapopularbrasileiro.wordpress.com/programacao-9a-mostra-cinema-popular-brasileiro/

Contato para mais informações: cinemapopularbrasileiro@gmail.com

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Rio de Janeiro sedia amanhã Seminário Nacional de Comunicação para a Cultura

Posted in Brasil, Cidadania, Comunicações, Cultura by ImprensaBR on 18/09/2012

O famoso prédio onde funciona o Palácio Gustavo Capanema, no Centro do Rio, receberá, a partir das 9h00 desta terça-feira (18), o Seminário Nacional de Comunicação para a Cultura.

O seminário, que acontecerá no Auditório Gilberto Freyre tem como objetivo iniciar um grande debate nacional sobre políticas públicas de comunicação para a cultura e reunir ideias que circunscrevam e conceituem esse campo a partir da perspectiva do poder público, das universidades, dos (as) ‘fazedores (as) de cultura’, dos (as) comunicadores (as) populares e dos movimentos organizados que atuam nessa interface. Este Seminário será aberto à participação do público.

No evento, além de estimular uma reflexão e discussão sobre o campo da comunicação e da cultura, será apresentado o Programa Comunica Diversidade, em processo de construção no âmbito do Sistema MinC e coordenado pela Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura. O Programa tem como intuito estimular iniciativas que ampliem e promovam o direito à comunicação e o exercício do pleno direito à liberdade de expressão cultural.

O Seminário será realizado no Auditório Gilberto Freyre do Palácio Capanema, à rua da Imprensa, 16, Centro, RJ, no dia 18 de setembro, das 9:30  às 19:00. Confira aqui a programação do Seminário.

Oficina de Indicação de Políticas Públicas para Cultura e Comunicação

A Oficina de Indicação de Políticas Públicas para Cultura e Comunicação será restrita a cerca de 120 convidados e representa o momento de formulação, pela sociedade civil, da política pública de comunicação para a cultura que orientará a elaboração de um plano setorial composto das ações que entrelaçam a comunicação à cultura para o cumprimento das metas do Plano Nacional de Cultura (PNC), até 2020.

Durante dois dias da Oficina, a pluralidade de vozes que sustenta a polifonia brasileira – negros, indígenas, intelectuais, ativistas, pessoas com deficiência, pessoas em sofrimento mental, comunidades tradicionais, fazedores da cultura popular, mulheres, representantes do movimento LGBT, do governo federal, ribeirinhos, pontos de cultura, midialivristas, segmentos organizados de rádio, televisão, audiovisual e internet, nas suas dimensões independente, comunitária, pública e privada – estará reunida para contribuir na proposição de ações de Comunicação para a Cultura, que resultarão no Programa Comunica Diversidade, do Ministério da Cultura.

As ações estabelecidas no PNC serão desdobradas em ações mais específicas no sentido de abarcar os cinco eixos do Programa, a saber: Eixo 1 – Educar para Comunicar, Eixo 2 – Produção e Distribuição de Conteúdos Culturais, Eixo 3 – Meios para a Comunicação, Eixo 4 – Comunicação e Protagonismo Social e Eixo 5 – Comunicação e Renda, buscando debater e consolidar o Programa Comunica Diversidade como uma agenda central no âmbito da cultura.

A Oficina acontece no Hotel Scorial, à rua Bento Lisboa, 155, Largo do Machado, RJ, nos dias 17 e 19 de setembro, das 9:30 às 19:00. Confira aqui a programação da Oficina.

Promovidos pelo Ministério da Cultura e Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) esses eventos constituem um processo político que pretende elaborar, de forma colaborativa, uma política pública de comunicação para a cultura para o Brasil contemporâneo. Ao final, será produzido um documento com os termos pactuados para o estabelecimento do Programa.

Fonte: http://culturadigital.br/comunicadiversidade/2012/09/17/os-seis-eixos-do-programa/

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Rio das Ostras no Observatório da Imprensa

LB

Caros leitores d’O Polifônico,

compartilho com vocês a nota que Dines deu ao Observatório da Imprensa Local no site do Observatório da Imprensa:

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed709_rio_das_ostras_tem_jornalismo_livre_e_independente

Acessem: www.observatoriodaimprensalocal.wordpress.com

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Movimento nacional pede revisão do marco regulatório para as comunicações

Na semana em que o Código Brasileiro de Telecomunicações (CBT) completou 50 anos, entidades da sociedade civil lançaram campanha pedindo revisão do marco regulatório para as comunicações.

A iniciativa intitulada “Para Expressar a Liberdade – Uma Nova Lei para um novo tempo” nasceu em maio deste ano, durante o Seminário Desafios da Liberdade de Expressão, promovido pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC. Porém, a mobilização para a elaboração de uma nova proposta de lei geral para as comunicações no País vem sendo amplamente discutida desde 2009, quando o poder público, o setor empresarial e a sociedade civil se reuniram na I Conferência Nacional de Comunicação.

A ação busca, além da revisão do marco regulatório em vigor, a instauração de um debate democrático para as políticas públicas de comunicação. Um dos principais argumentos trazidos pelos representantes do movimento é o de que o marco atual não promove a diversidade e o pluralismo, nem propicia a prática de princípios constitucionais do setor. Segundo a advogada do Instituto de Defesa do Consumidor, Veridiana Alimont, “a liberdade de expressão se garante quando todos têm condições de se expressar, seja tendo acesso a serviços essenciais, como o acesso à banda larga, seja tendo uma regulação e políticas públicas que garantam a diversidade de vozes e a pluralidade de ideias nos meios de comunicação em geral”.

Apesar das pressões, o Ministério das Comunicações informou que o projeto do novo marco regulatório, apresentado no final do governo Lula, ainda está em análise. Desta maneira, não há previsão de quando será levado à consulta pública.

Sugestão de Fontes

Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC
secretaria@fndc.org.br
Telefone: (61) 3244-0665

Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social
intervozes@intervozes.org.br
Telefone: (61) 3341.3637

Fonte: Andi – Agência de Notícias dos Direitos da Infância

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9a Mostra Cinema Popular Brasileiro: Para aonde e porquê marcha a humanidade?

Posted in Brasil, Cidade, Cultura, Videofonia by ImprensaBR on 29/08/2012

LB

Quem já participou ou participa de algum movimento social ou partido político, provavelmente, já se perguntou sobre o que é capaz de mobilizar as pessoas. Ao mesmo tempo em que a resposta parece escorregadia se mostra bastante palpável em alguns eventos que têm sido amplamente noticiados. No Brasil e no mundo se fala de marcha da maconha, marcha contra as drogas, marcha de Jesus, enfim, eventos que têm mobilizado uma quantidade significativa de pessoas.

Entre março e abril de 1930, Mahatma Ghandi e vários de seus discípulos iniciam uma marcha de protesto contra o domínio britânico na Índia. Naquele contexto, a metrópole britânica havia obrigado a Índia, sua colônia, a comprar bens manufaturados apenas do Reino Unido, proibindo os indianos inclusive de extrair sal em seu país. A marcha durou 25 dias, tinha cerca de 400 quilômetros do interior em direção ao litoral e o grupo parava de cidade em cidade para descansar, de maneira que conquistavam cada vez mais adeptos. Em 6 de abril, junto com cerca de 50 mil indianos, Gandhi foi preso, o que não impediu que a marcha chegasse a seu destino nas salinas em direção a Bombaim.

Antes disso, no Brasil, a Coluna Miguel Costa Prestes, mais conhecida como Coluna Prestes, foi um movimento liderado por militares, que faziam oposição à Republica Velha e às classes dominantes da época. Teve início em abril de 1925, no governo de Artur Bernardes (1922-1926).

No início da década de 1920, o Brasil vivia sob o domínio das oligarquias rurais e setores médios urbanos, como os militares, por exemplo, que começaram a questionar este poder e a pressionar por mais investimentos nas forças armadas.

O primeiro levante militar ocorreu no Rio de Janeiro, em 1924. Liderado pelos tenentes do exército, ficou conhecido como Tenentismo. surgiu uma nova rebelião, desta vez em São Paulo. Depois de muitos combates contra as tropas fiéis ao governo, os revoltosos se refugiaram no interior do Estado.

Enquanto isso, Luis Carlos Prestes, também militar, organizava outro grupo no Rio Grande do Sul. Em abril de 1925; as duas frentes de oposição: a Paulista liderada por Miguel Costa, e a Gaúcha, por Prestes, uniram-se em Foz do Iguaçu e partiram para uma caminhada pelo Brasil.

Com aproximadamente mil e quinhentos homens, a Coluna Prestes percorreu 25.000 quilômetros. Durante dois anos e meio atravessou 11 estados. Do sul, o grupo rumou para centro-oeste do país, percorreu o nordeste, até o estado do Maranhão. Na volta, os combatentes refizeram o caminho, até chegar à fronteira com Bolívia.

Nas cidades por onde passava, a Coluna Prestes despertava apoio da população e a atenção dos coronéis, que também eram alvo das críticas do movimento. Sempre vigiados por soldados do governo, os revoltosos evitavam confrontos diretos com as tropas, por meio de táticas de guerrilha.

Por meio de comícios e manifestos, a Coluna denunciava à população a situação política e social do país num ato quixotesco de Prestes. Quixotesco, mas qual visionário não seria um Don Quixote? Com sua marcha, a Coluna ajudou a abrir os caminhos para a Revolução de 30, enfraquecendo ainda mais o já fragilizado  sistema oligárquico vigente.

Luís Carlos Prestes tornou-se o ícone desta Marcha e ficou conhecido como “O cavaleiro da esperança”. Ele não foi o principal líder da Coluna. Quem tomou a frente do percurso foi Miguel Costa. Mas Prestes era o idealizador, aquele que alimentava o sentimento de liberdade política, voto secreto e justiça social.

Ainda no Brasil, em 1964, o Presidente João Goulart anunciou suas reformas de base. Em resposta, um movimento denominado Marcha da Família com Deus pela Propriedade conseguiu mobilizar cerca de 300 mil pessoas em repúdio a Goulart e suas reformas. A mobilização surpreendeu e sinalizou aos militares brasileiros que uma fração significativa da população era avessa às políticas de Goulart. Cientes do apoio da classe média e pressionados pelo governo estadunidense, os militares promovem um golpe de estado que lhes dão o comando das rédeas da nação até 1985. O Brasil passa a ser governado através de Atos Institucionais. Nossos avós e pais viveram um período em que valores democráticos, como a liberdade de expressão e participação política foram absolutamente cerceados. Pessoas foram mortas e muitas famílias desconhecem até hoje o destino que tiveram seu parentes, filhos, irmãos senão silenciados nos porões da Ditadura Militar.

No final da década de 1970, tem inicio um lento processo de redemocratização. Nos dias 10 e 16 de abril de 1984 os opositores do regime mobilizam uma enorme massa populacional, integrada também pela mesma classe média que serviu de base para os militares em 1964. Primeiro na Praça da Candelária, no Rio, depois na Praça do Anhangabaú, em São Paulo, são mobilizadas cerca de um milhão de pessoas. É o movimento das “Diretas Já”. Em 1985 a eleição presidencial não foi direta. Foi eleito por voto indireto Tancredo Neves, assumindo a presidência José Sarney, já que Tancredo faleceu antes de tomar posse. Ambos políticos chancelados pelos militares.

No início de 2011, um protesto chamado “marcha das vadias” se espalhou de Toronto, no Canadá, para outras capitais mundiais como um viral. A causa inicial teria sido o fato de um policial ter dito que as mulheres, na Universidade de Toronto, não deviam se vestir como vadias para evitar os estupros no campus.

Em 1987 teve início em Londres a “Marcha de Jesus”, que chegou ao Brasil e hoje coloca em marcha mais de sete milhões de fiéis.

A Primavera Árabe e a Marcha dos Indignados

André Gregório

O ocidente criou para si uma imagem tão forte de ter alcançado democracia perfeita que perdeu por completo a capacidade da autocrítica. No momento que o mundo árabe se rebelou contra seus governantes autoritários e conservadores, através de protestos e até mesmo luta armada, todos os países ocidentais se manifestaram a favor da luta do povo árabe pela liberdade e pelos seus direitos. O ocidente deu até mesmo um nome à essa luta: a Primavera Árabe. No primeiro momento uma atitude nobre por parte do ocidente. Alguns países até se uniram para apoiar a luta do povo líbio contra seu líder.

Alguns meses depois, os representantes dos governos ocidentais vêem o mesmo acontecer em seu próprio quintal. Com protestos na Inglaterra, nos Estados Unidos (Washington, Boston, Chicago, Los Angeles, Miami), no Canadá, Espanha, França, Itália entre outros, a Marcha dos Indignados dá forma de protesto ao grito por liberdade e direitos do povo ocidental. E os mesmos representantes que deram armas à luta pela liberdade do povo árabe , viraram as mesmas armas contra a luta de “seu” próprio povo. Calaram o direito do seu próprio povo de contestar e transformar. Assim como fizeram e estão fazendo os tão criticados líderes árabes.

Sem entrar muito no mérito ideológico, cabe ao ocidente perceber que está longe do ideal. Cabe ao ocidente perceber que a evolução social de cada cultura se da a partir dela mesma, e não imposta por uma cultura que se considera superior sem sequer notar que está ruindo de dentro pra fora; apodrecendo.

Primaveras audiovisuais

LB

Temos acompanhado a crescente adesão da juventude nas redes sociais através da Internet e o crescimento, nos últimos anos, de uma série de atos e mobilizações sociais marcadas pela grande rede de comunicação. Ao sair do espaço das redes virtuais e chegar às ruas, os movimentos sociais ganharam força e popularidade, e com eles muitos registros dessas ações cívicas vêm sendo realizados Brasil à dentro.

Um dos temas abordados pelos novos cineastas, documentaristas, são as manifestações sociais, as populações insatisfeitas nas ruas exigindo mudanças de governo, de leis, de sistemas econômicos.

A 9ª Mostra Cinema Popular Brasileiro, querendo dar visibilidade a produções audiovisuais e cinematográficas que tiveram origem em algum manifesto popular.

Pretendemos lançar uma reflexão sobre a democratização das novas mídias digitais no Brasil, a maior capacidade de acesso da juventude aos novos suportes de captação de imagem, e a difusão audiovisual no cenário das mobilizações sociais.

O fato de termos estabelecido este tema não significa que apenas filmes relacionados a ele possam participar da Mostra. O tema é uma inspiração, não deve ser restritivo.

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Nota de rodapé para o Cinema Popular Brasileiro

LB

Quem conseguiu ler o post do João Rocha (ele não é meu amigo) no grupo Macaé Cine? Ele cita meu nome e eu fui excluída desse grupo. Rúben Pereira tá aqui lendo essa postagem do meu lado e os caras me excluíram em função da grita que dei semana passada, depois de tentar diálogo centenas de vezes via mensagem fechada com a Thalita, organizadora do projeto, e não obter êxito.

Era pra ser um post, mais um, quem sabe não seria levada a mais um bate bola, ops, bate boca desnecessário nesta rede…

Desnecessário, vírgula!

Aliás, pra quem só lê minhas gritas virtuais e não sabe o que há por trás delas, fique esperto e deixe de ser malicioso(a), pois estas só chegam pro universo virtual aberto, público, depois de eu ter tentado de todas as formas possíveis e imaginárias o diálogo amistoso e saudável, produtivo para todos, e isso é razoável para uma jornalista, que, como todos aqui (todos não afirmaria… tem muita gente perdida na rede ainda, e como tem!!!), tenho, e muito, o que fazer nesta encarnação além de tentar buscar o diálogo com o mundo pelas redes sociais esquizofrênicas…

Netqueta não existe! Essa moda no Brasil de não expor as pessoas pela rede é inviável com o que a rede se propõe a ser! Tem que expor mesmo! O cara luta anos pela lei da transparência no Brasil e no Facebook não admite que os antiéticos sejam revelados e expostos em suas entranhas! Que lógica tem isso? Muita demagogia, sabe. O povo tem o que merece…

E cá pra nós, povo brasileiro, aqui no Brasil ninguém ainda sabe usar a rede dentro de toda a sua potencialidade, não é mesmo? Tem muita gente só apertando enter por aí… e apertando onde não era pra apertar!

Sobre o tal rapaz João Rocha que preferiu falar de mim por traz, excluindo-me de seu grupinho fechado no facebook e na vida real (srsrssr) e sobre seu ‘({[projeto de cinema]}’, o que eu penso a respeito – ainda que ele não tenha me perguntado diretamente e tenha preferido expor o que pensa sobre mim e seu projetinho apenas para seu grupo fechado no face… (srsrsr) -, é que ele não entende realmente o que é e como funciona a cadeia produtiva do cinema, como funciona essa cadeia aqui no Brasil, como funciona essa mesma cadeia nos grotões onde ainda não existe cinema e como funciona essa cadeia nas cidades emergentes onde predominam as salas comerciais.

No meu entendimento ele está brincando de fazer exibição de cinema, e isso é sério pra caramba porque diz respeito exatamente a uma discussão que vem sendo travada há décadas no cinema brasileiro por quem faz a política pública no setor. E ainda que seja enfadonha a indagação: Que cinema queremos? Será que esse rapaz sabe responder isto?

E ele pessoalmente em sua mostra, que quer ele com este cinema? Um festival megalômico, que não deveria atender a um desejo privado, mas sim fundamentar-se no caráter de utilidade pública. O problema é que neste projeto acontece justamente o inverso. O que seus produtores argumentam e tomam como a maior justificativa para  a manutenção do projeto na cidade, não é o clamor dos cinéfilos locais, pois nem isso o cineclube Macaba Doce, que existe há três anos em Macaé, conseguiu criar no cenário dada sua inércia fatal… Eles não tem sequer um público fiel, um público que dissesse: sim, queremos esta mostra em Macaé, pois ela é necessária para a cidade, nela nós nos vemos, com ela nos identificamos! Não. Nesse projeto do João Rocha e amigos, fica clara que a proposta do autor é a autopromoção – haja vista os troféus idênticos aos do Oscar estadunidense e do tapete vermelho colocado na porta do Solar dos Mello, durante a mostra no ano passado, a primeira edição do projeto.

Isso é extremamente sério na medida em que há uma turma que apóia o surgimento de uma mostra em qualquer esquina do Brasil, atualmente. São escolas diferentes. Eu penso mais antes, prefiro me associar a um projeto já existente antes de ousar lançar outro igualzinho em paralelo quase que pra disputar público, um público que, diga-se em negrito, ainda precisa muito ser educado para assistir cinema… Os caras acham bom ter uma mostra em qualquer esquina, mas não oferecem estrutura para isso. Refiro-me ao Estado, aos modelos vigentes de financiamento e ‘apoio’ para estes projetos. Então isso é um dos pontos de um grande debate no setor… só esclarecendo quem dá pitaco sem saber que a coisa tem uma dinâmica outra…

Geralmente essas mostras não geram empregabilidade e não têm sustentabilidade financeira, seus proponentes não têm relações mais consolidadas com os locais onde fazem essas mostras, mas pro relatório que a ANCINE redige no fim do ano, esses cara são bons porque entram pra cadeia e ajudam a criar um falso índice a respeito do cinema nacional e sua cadeia produtiva.

Hoje, no Brasil, a maioria das aferições que a ANCINE faz para a coleta de dados e por fim, a criação de relatórios e índices a respeito do desenvolvimento da indústria são bastante questionáveis, ainda que exista em paralelo e em contraste com isto que afirmei, dentro mesmo do corpo desta agência reguladora, pessoas sérias tentando trabalhar honestamente.

Voltando a grita (a minha), e ao fato de o tal João Rocha ter me excluído de seu grupinho…  ainda tem quem diga que esse povo é do bem… dúvidas? A cada segundo tenho certeza de que não há alguma… quanto mais for expurgada por pessoas como essas, mais perto do que tanto busco encontrar estarei. Quem age comigo desta maneira, ou seja, repelindo-me, livra-me de sua companhia aduladora e medíocre.

Infelizmente Rubinho disse que não vai comentar o post pra não pegar mal pra ele. Agora veja, o cara fala tanto em cultura, defende tanto a cultura e quando tem que abrir a boca, prefere se calar… realmente devo estar tentando diálogo com quem não quer dialogar comigo.

Mas de tudo sempre fica uma mensagem, ainda que secreta dentro de nós…

Por fim, gostei de saber que esses anos todos trabalhando em prol do acesso das populações mais carentes à cultura, à educação, à arte, à comunicação e por fim, ao cinema brasileiro não foram em vão. Ajudaram a iluminar suas mentes e fizeram com que compreendessem que para abrir qualquer pauta sobre o assunto ‘exibição de cinema’, seja em Rio das Ostras, Macaé… região, uma notinha de ropapé a Leonor Bianchi e ao seu Cinema Popular Brasileiro vocês não tem como não dar, ainda que secretamente, entre vocês mesmos.

Humildade é para os sábios, não um dom que todos podem lançar mão.

Obrigada pela nota de rodapé que eu mesma não li… para o bem ou para mal. Para além do bem e do mal estou eu desta lógica binária grega, arcaica. Prefiro o devir no meio do caminho, a sinapse no discurso, um lapso no pensamento…

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Mostra de Cinema em Rio das Ostras recebe inscrições até setembro

Posted in Brasil, Cidadania, Cidade, Cultura, Educação, Região, TV O Polifônico, Videofonia by ImprensaBR on 15/08/2012

Este ano o tema da Mostra Cinema Popular Brasileiro são as ‘Primaveras Audiovisuais’

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Para aonde e porquê marcha a humanidade?

LB

Quem já participou ou participa de algum movimento social ou partido político, provavelmente, já se perguntou sobre o que é capaz de mobilizar as pessoas. Ao mesmo tempo em que a resposta parece escorregadia se mostra bastante palpável em alguns eventos que têm sido amplamente noticiados. No Brasil e no mundo se fala de marcha da maconha, marcha contra as drogas, marcha de Jesus, enfim, eventos que têm mobilizado uma quantidade significativa de pessoas.

Entre março e abril de 1930, Mahatma Ghandi e vários de seus discípulos iniciam uma marcha de protesto contra o domínio britânico na Índia. Naquele contexto, a metrópole britânica havia obrigado a Índia, sua colônia, a comprar bens manufaturados apenas do Reino Unido, proibindo os indianos inclusive de extrair sal em seu país. A marcha durou 25 dias, tinha cerca de 400 quilômetros do interior em direção ao litoral e o grupo parava de cidade em cidade para descansar, de maneira que conquistavam cada vez mais adeptos. Em 6 de abril, junto com cerca de 50 mil indianos, Gandhi foi preso, o que não impediu que a marcha chegasse a seu destino nas salinas em direção a Bombaim.

Antes disso, no Brasil, a Coluna Miguel Costa Prestes, mais conhecida como Coluna Prestes, foi um movimento liderado por militares, que faziam oposição à Republica Velha e às classes dominantes da época. Teve início em abril de 1925, no governo de Artur Bernardes (1922-1926).

No início da década de 1920, o Brasil vivia sob o domínio das oligarquias rurais e setores médios urbanos, como os militares, por exemplo, que começaram a questionar este poder e a pressionar por mais investimentos nas forças armadas.

O primeiro levante militar ocorreu no Rio de Janeiro, em 1924. Liderado pelos tenentes do exército, ficou conhecido como Tenentismo. surgiu uma nova rebelião, desta vez em São Paulo. Depois de muitos combates contra as tropas fiéis ao governo, os revoltosos se refugiaram no interior do Estado.

Enquanto isso, Luis Carlos Prestes, também militar, organizava outro grupo no Rio Grande do Sul. Em abril de 1925; as duas frentes de oposição: a Paulista liderada por Miguel Costa, e a Gaúcha, por Prestes, uniram-se em Foz do Iguaçu e partiram para uma caminhada pelo Brasil.

Com aproximadamente mil e quinhentos homens, a Coluna Prestes percorreu 25.000 quilômetros. Durante dois anos e meio atravessou 11 estados. Do sul, o grupo rumou para centro-oeste do país, percorreu o nordeste, até o estado do Maranhão. Na volta, os combatentes refizeram o caminho, até chegar à fronteira com Bolívia.

Nas cidades por onde passava, a Coluna Prestes despertava apoio da população e a atenção dos coronéis, que também eram alvo das críticas do movimento. Sempre vigiados por soldados do governo, os revoltosos evitavam confrontos diretos com as tropas, por meio de táticas de guerrilha.

Por meio de comícios e manifestos, a Coluna denunciava à população a situação política e social do país num ato quixotesco de Prestes. Quixotesco, mas qual visionário não seria um Don Quixote? Com sua marcha, a Coluna ajudou a abrir os caminhos para a Revolução de 30, enfraquecendo ainda mais o já fragilizado  sistema oligárquico vigente.

Luís Carlos Prestes tornou-se o ícone desta Marcha e ficou conhecido como “O cavaleiro da esperança”. Ele não foi o principal líder da Coluna. Quem tomou a frente do percurso foi Miguel Costa. Mas Prestes era o idealizador, aquele que alimentava o sentimento de liberdade política, voto secreto e justiça social.

Ainda no Brasil, em 1964, o Presidente João Goulart anunciou suas reformas de base. Em resposta, um movimento denominado Marcha da Família com Deus pela Propriedade conseguiu mobilizar cerca de 300 mil pessoas em repúdio a Goulart e suas reformas. A mobilização surpreendeu e sinalizou aos militares brasileiros que uma fração significativa da população era avessa às políticas de Goulart. Cientes do apoio da classe média e pressionados pelo governo estadunidense, os militares promovem um golpe de estado que lhes dão o comando das rédeas da nação até 1985. O Brasil passa a ser governado através de Atos Institucionais. Nossos avós e pais viveram um período em que valores democráticos, como a liberdade de expressão e participação política foram absolutamente cerceados. Pessoas foram mortas e muitas famílias desconhecem até hoje o destino que tiveram seu parentes, filhos, irmãos senão silenciados nos porões da Ditadura Militar.

No final da década de 1970, tem inicio um lento processo de redemocratização. Nos dias 10 e 16 de abril de 1984 os opositores do regime mobilizam uma enorme massa populacional, integrada também pela mesma classe média que serviu de base para os militares em 1964. Primeiro na Praça da Candelária, no Rio, depois na Praça do Anhangabaú, em São Paulo, são mobilizadas cerca de um milhão de pessoas. É o movimento das “Diretas Já”. Em 1985 a eleição presidencial não foi direta. Foi eleito por voto indireto Tancredo Neves, assumindo a presidência José Sarney, já que Tancredo faleceu antes de tomar posse. Ambos políticos chancelados pelos militares.

No início de 2011, um protesto chamado “marcha das vadias” se espalhou de Toronto, no Canadá, para outras capitais mundiais como um viral. A causa inicial teria sido o fato de um policial ter dito que as mulheres, na Universidade de Toronto, não deviam se vestir como vadias para evitar os estupros no campus.

Em 1987 teve início em Londres a “Marcha de Jesus”, que chegou ao Brasil e hoje coloca em marcha mais de sete milhões de fiéis.

A Primavera Árabe e a Marcha dos Indignados

André Gregório

O ocidente criou para si uma imagem tão forte de ter alcançado democracia perfeita que perdeu por completo a capacidade da autocrítica. No momento que o mundo árabe se rebelou contra seus governantes autoritários e conservadores, através de protestos e até mesmo luta armada, todos os países ocidentais se manifestaram a favor da luta do povo árabe pela liberdade e pelos seus direitos. O ocidente deu até mesmo um nome à essa luta: a Primavera Árabe. No primeiro momento uma atitude nobre por parte do ocidente. Alguns países até se uniram para apoiar a luta do povo líbio contra seu líder.

Alguns meses depois, os representantes dos governos ocidentais vêem o mesmo acontecer em seu próprio quintal. Com protestos na Inglaterra, nos Estados Unidos (Washington, Boston, Chicago, Los Angeles, Miami), no Canadá, Espanha, França, Itália entre outros, a Marcha dos Indignados dá forma de protesto ao grito por liberdade e direitos do povo ocidental. E os mesmos representantes que deram armas à luta pela liberdade do povo árabe , viraram as mesmas armas contra a luta de “seu” próprio povo. Calaram o direito do seu próprio povo de contestar e transformar. Assim como fizeram e estão fazendo os tão criticados líderes árabes.

Sem entrar muito no mérito ideológico, cabe ao ocidente perceber que está longe do ideal. Cabe ao ocidente perceber que a evolução social de cada cultura se da a partir dela mesma, e não imposta por uma cultura que se considera superior sem sequer notar que está ruindo de dentro pra fora; apodrecendo.

Primaveras audiovisuais

LB

Temos acompanhado a crescente adesão da juventude nas redes sociais através da Internet e o crescimento, nos últimos anos, de uma série de atos e mobilizações sociais marcadas pela grande rede de comunicação. Ao sair do espaço das redes virtuais e chegar às ruas, os movimentos sociais ganharam força e popularidade, e com eles muitos registros dessas ações cívicas vêm sendo realizados Brasil à dentro.

Um dos temas abordados pelos novos cineastas, documentaristas, são as manifestações sociais, as populações insatisfeitas nas ruas exigindo mudanças de governo, de leis, de sistemas econômicos.

A 9ª Mostra Cinema Popular Brasileiro, querendo dar visibilidade a produções audiovisuais e cinematográficas que tiveram origem em algum manifesto popular.

Pretendemos lançar uma reflexão sobre a democratização das novas mídias digitais no Brasil, a maior capacidade de acesso da juventude aos novos suportes de captação de imagem, e a difusão audiovisual no cenário das mobilizações sociais.

O fato de termos estabelecido este tema não significa que apenas filmes relacionados a ele possam participar da Mostra. O tema é uma inspiração, não deve ser restritivo.

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Senado toma decisão histórica em defesa do Jornalismo

A FENAJ e seus 31 sindicatos filiados vêm a público agradecer aos 60 senadores brasileiros que, no início da noite de hoje, aprovaram em 2º turno a PEC 33/09, que restabelece a exigência do diploma de curso superior em Jornalismo como condição para o exercício profissional. O Senado, absolutamente sintonizado com a opinião pública e com a categoria dos jornalistas, deu um passo fundamental para a correção de uma decisão obscurantista do STF, que eliminou a exigência do diploma para acesso à profissão. Os jornalistas e a sociedade brasileira agradecem este ato em defesa do Jornalismo.

A FENAJ agradece especialmente ao senador Antônio Carlos Valadares, autor da PEC 33, ao senador Inácio Arruda, que fez a relatoria da matéria, e à senadora Lídice da Mata, que cobrou daqueles que buscavam protelar a apreciação da proposta o compromisso público, assumido há meses, de votá-la. Eles foram incansáveis na defesa da PEC, demonstrando uma compreensão singular da importância do Jornalismo nas sociedades democráticas e do papel do profissional jornalista. Igualmente, agradecemos ao presidente da sessão desta terça-feira, senador Casildo Maldaner, e aos líderes partidários que colocaram a votação da PEC33 entre as prioridades da casa. Também agradecemos a todos os senadores que apoiaram a proposta e que se empenharam pela sua aprovação.

A exigência da formação superior em Jornalismo é uma conquista histórica dos jornalistas e da sociedade. Depois de 1969, quando foi instituída, esta exigência contribuiu decisivamente para modificar a qualidade do Jornalismo brasileiro, representando uma das garantias ao direito à informação independente e plural, condição indispensável para a verdadeira democracia.

O diploma de jornalista foi derrubado da nossa legislação profissional por decisão do STF em 17 de junho de 2009 que permitiu que qualquer cidadão, sem qualquer formação, possa exercer esta profissão de grande responsabilidade social. A decisão da maior corte de Justiça representou um retrocesso não somente para a categoria dos jornalistas, mas para toda a sociedade brasileira, que perde com a desqualificação do Jornalismo.

O Congresso Nacional respondeu de pronto a este processo de judicialização da vida nacional, de caráter nitidamente conservador. No mesmo ano de 2009, foram apresentadas duas PECs restabelecendo a exigência do diploma para o exercício profissional.

Hoje, após a aprovação da PEC 33 no Senado, a categoria e a sociedade voltam suas atenções para a Câmara dos Deputados, que terá de apreciar a PEC 33 em conjunto com a PEC 386, de autoria do deputado Paulo Pimenta e relatoria do deputado Maurício Rands. Ambas têm o mesmo propósito: resgatar a dignidade dos jornalistas brasileiros e contribuir para a garantia do jornalismo de qualidade.

O momento é de comemoração da grande vitória, mas a mobilização dos jornalistas brasileiros, organizada pela FENAJ e pelos Sindicatos de Jornalistas de todo o país, apoiada por entidades do campo do Jornalismo como o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) e a Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), e respalda pela energia contagiante de estudantes de Jornalismo que engajaram-se em manifestações desde a fatídica decisão do STF em 2009 até a vigília no Senado nesta sexta-feira, vai continuar para que a PEC seja aprovada em tempo recorde na Câmara dos Deputados.

A vitória é nossa e a fazem os que lutam!

Diretoria da FENAJ e Sindicatos de Jornalistas do Brasil.

Brasília, 7 de agosto de 2012.

Fonte:SJPMRJ

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Senado aprova diploma obrigatório para jornalistas

O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (7), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC)33/2009 , conhecida como PEC dos Jornalistas. A proposta, aprovada em segundo turno por 60 votos a 4, torna obrigatório o diploma de curso superior de Comunicação Social, habilitação jornalismo, para o exercício da profissão de jornalista. A matéria agora segue para exame da Câmara dos Deputados.

Apresentada pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), a PEC dos Jornalistas acrescenta novo artigo à Constituição, o 220-A, estabelecendo que o exercício da profissão de jornalista é  “privativo do portador de diploma de curso superior de Comunicação Social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação”.

Pelo texto, é mantida a tradicional figura do colaborador, sem vínculo empregatício, e são validados os registros obtidos por profissionais sem diploma, no período anterior à mudança na Constituição prevista pela PEC.

A proposta tenta neutralizar decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de junho de 2009 que revogou a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. De 1º julho de 2010 a 29 de junho de 2011, foram concedidos 11.877 registros, sendo 7.113 entregues mediante a apresentação do diploma e 4.764 com base na decisão do STF.

Debate

A aprovação da PEC, no entanto, não veio sem polêmica. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) lembrou que o STF julgou inconstitucional a exigência do diploma. Para o senador, a decisão do STF mostra que a atividade do jornalismo é estreitamente vinculada à liberdade de expressão e deve ser limitada apenas em casos excepcionais.

Na visão de Aloysio Nunes, a exigência pode ser uma forma de limitar a liberdade de expressão. O parlamentar disse que o interesse na exigência do diploma vem dos donos de faculdades que oferecem o curso de jornalismo. Ele também criticou o corporativismo, que estaria por trás da defesa do diploma.

– Em nome da liberdade de expressão e da atividade jornalística, que comporta várias formações profissionais, sou contra essa medida – disse o senador.

Defesa do diploma

Ao defenderem a proposta, as senadoras Ana Amélia (PP-RS) e Lúcia Vânia (PSDB-GO) se disseram honradas por serem formadas em jornalismo. Para a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a aprovação da PEC significa garantir maior qualidade para o jornalismo brasileiro.

O senador Paulo Davim (PV-RN) destacou o papel da imprensa na consolidação da democracia, enquanto Magno Malta (PR-ES) disse que o diploma significa a premiação do esforço do estudo. Wellington Dias (PT-PI) lembrou que a proposta não veta a possibilidade de outros profissionais se manifestarem pela imprensa e disse que valorizar a liberdade de expressão começa por valorizar a profissão.

Já o senador Antonio Carlos Valadares, autor da proposta, afirmou que uma profissão não pode ficar às margens da lei. A falta do diploma, acrescentou, só é boa para os grandes conglomerados de comunicação, que poderiam pagar salários menores para profissionais sem formação.

– Dificilmente um jornalista me pede a aprovação dessa proposta, pois sei das pressões que eles sofrem – disse o autor.

Valadares contou que foi motivado a apresentar a proposta pela própria Constituição, que prevê a regulamentação das profissões pelo Legislativo. Segundo o senador, se o diploma fosse retirado, a profissão dos jornalistas poderia sofrer uma discriminação.

– A profissão de jornalista exige um estudo científico que é produzido na universidade. Não é justo que um jornalista seja substituído em sua empresa por alguém que não tenha sua formação – declarou o senador.

Agência Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Morre Celso Blues Boy – Papa do Blues Brasileiro deixa legião de fans ao falecer aos 56 anos de Câncer na garganta

Posted in Brasil, Cidade, Cultura, Estereofonia, Notas by ImprensaBR on 06/08/2012
Por Rúben Pereira*
O cantor, compositor e guitarrista Celso Blues Boy morreu na manhã desta segunda-feira (6 de agosto) em Joinville, Santa Catarina. O músico faleceu às 8h50. O corpo está sendo encaminhado para Blumenau para ser cremado. Seguindo uma decisão do próprio músico, seu corpo foi encaminhado diretamente ao crematório sem ser velado. O músico falece aos 56 anos depois de contrair câncer de garganta.Depois de inúmeras apresentações em Rio das Ostras e Macaé nas últimas décadas, em junho deste ano durante o Rio das Ostras Jazz e Blues Festival fez apresentações eletrizantes.Debaixo de uma chuva torrencial no sábado à noite destilou o melhor de seu repertório lavando todos presentes ao delírio.

Celso Ricardo Furtado de Carvalho nasceu no Rio de Janeiro, em janeiro de 1956. Na década de 1970, com apenas 17 anos, começou a tocar profissionalmente com Raul Seixas, além de acompanhar nome da MPB como Sá & Guarabira e Luiz Melodia. Seu nome artístico é uma homenagem ao seu ídolo B.B. King, com quem chegou a tocar na década de 1980.

O vascaíno foi guitarrista das bandas Legião Estrangeira e Aero Blues, considerado o primeiro grupo de blues do Brasil. Em 1980 passou a ser mais conhecido, quando mandou uma fita para a Rádio Fluminense, no Rio, voltada para o repertório roqueiro. Quatro anos depois gravou seu primeiro disco, ‘Som na Guitarra’, que inclui seu maior sucesso: ‘Aumenta que Isso Aí É Rock’n Roll’.

No ano passado, Celso Blues Boy gravou seu primeiro DVD, ‘Celso Blues Boy ao Vivo’, no Circo Voador, no Rio de Janeiro, que também foi lançado em CD. O cantor morava há 12 anos em Joinville.

* Editor do Caderno de Cultura d’O Polifônico.

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Em meio ao julgamento M E N S A L Ã O mais uma carta S E R E N A

Posted in Brasil, Política, Polifonia em Poesia by ImprensaBR on 03/08/2012

taro LLLLXTU carta 15 iluminação justiça, Por Líbero Santana

 

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Jingles políticos em Rio das Ostras: o ‘chiclete de orelha’ dos candidatos já está tocando por aí

Posted in Brasil, Cidade, Eleições 2012, Política by ImprensaBR on 01/08/2012

LB

Esta semana começaram a circular na Internet, através das redes sociais mais frequentadas, os vídeos de alguns candidatos de Rio das Ostras com seus respectivos jingles da campanha 2012.

Sendo uma forma específica de comunicar, o jingle exerce funções diferentes do jornal impresso e da televisão numa campanha eleitoral. Ele promove a sensação de euforia e comunhão identitária em quem o escuta. É um forte instrumento de manipulação, e os ritmos mais usados pelos compositores para fazer essas canções, seguem a risca o que toca nas paradas de sucesso das rádios populares do Brasil. O resultado são jingles políticos feitos em ritmo de pagode, samba, axé, forró, rock, música romântica (vejam essa!!!) e até tecnobrega, o que mais vamos escutar este ano em todo o Brasil, e em Rio das Ostras não seria diferente.

Em seu estudo ‘A Função Sinestésica do Jingle Político’, a jornalista e pesquisadora Silvia Thais De Poli (1) caracteriza o Jingle “como uma peça publicitária que como tal, possui características de Propaganda. De forma geral, a Propaganda tem por objetivo determinar a convicção de consumir, relacionando sentimentos a ideias, estimulando o desejo de garantir valores almejados pelo seu público-alvo. O jingle é um das formas utilizadas para se alcançar a coerência comportamental necessária além de apresentar o candidato como a solução para as necessidades do cidadão”. O foco do estudo da jornalista é compreender a música do jingle como construtora da identidade social e individual, e explicar o que motiva uma resposta sinestésica do ouvinte/leitor a essa música (o jingle político).

Ainda segundo a pesquisadora “a composição do jingle político é formada pela união entre a melodia e a poética. Reforçando a ideia linguística, a melodia contempla recursos psicológicos e, especificamente, a sinestesia. Os compassos curtos, que são tocados por arranjos bem marcados pelos baixos alternados, caracterizam um movimento denominado Marcha’. E segue […] “geralmente utilizado na execução de músicas folclóricas, cantigas infantis, canções patriotas, religiosas e tradicionais – esse tipo de movimento rítmico é muito popular por atingir o ‘povo’, que provavelmente estranharia outro movimento mais complexo como o Jazz ou a Música Clássica.

Existe uma diferença entre a velocidade e os tempos das notas, já que o andamento é moderato e a duração das figuras – em sua maioria – são rápidas com o compasso acelerado. Essa diferença de notas representa uma preocupação em tocar essa música de forma ‘alegre e entusiasmada’ com o andamento lento, pois se esse também fosse acelerado o ouvinte poderia não compreender nitidamente a mensagem transmitida pela canção”.

Não pretendemos nos ater à função emocional da música no contexto social de forma ampla, mas contextualizá-la no cenário atual das campanhas eleitorais em Rio das Ostras. E nesta perspectiva, encontramos Rafael Sampaio, e livro ‘Propaganda de A a Z: como usar a propaganda para construir marcas e  empresas de sucesso’. Nele, Sampaio afirma que “as pessoas ouvem o Jingle e não esquecem. É aquilo que a sabedoria popular denomina de “chiclete de orelha”. A vantagem dos jingles, em razão do formato, é que essas peças musicais contém, além da mensagem, o clima, a emoção objetivada e um expressivo poder de “recall”. O jingle é algo que fica, uma vez que as pessoas guardam o tema consigo e muitos anos depois ainda são lembradas pelos consumidores. Devido ao poder de memorização que a música tem, o jingle é uma alternativa de comunicação muito poderosa”.

O jingle no Brasil

O jingle apareceu no Brasil em 1932, no de rádio de Ademar Casé, o ‘Programa Casé’, mas antes disso, a história do jingle político começa antes disso, na campanha do então do então presidente da República, Marechal Hermes das Fonseca – conhecido popularmente como “seu Dudu”, em 1914.

Tanto na política quanto na publicidade a história do jingle é antiga no Brasil e nos remete ao voto livre no país. Na década de vinte do século XIX eram normais as paródias musicais de cunho político, que satirizavam candidatos e políticos. Analisando mais profundamente essas músicas, vemos que as mesmas podem ser vistas como um jingle político. Segundo o cientista político Luiz Claudio Lourenço, isso poderia nos levar a conclusão de que o jingle político no país surge antes mesmo do jingle comercial tanto aqui e quanto nos Estados Unidos.

Foi na década seguinte, com as megalômicas campanhas eleitorais de Getulio Vargas, que o jingle passou a ter importante uso político e não saiu mais deste campo. Getulio soube utilizar bem este elemento como uma estratégia para ganhar a simpatia e as eleições.

Jânio Quadros também fez do jingle sua marca quando foi às ruas com varre, varre vassourinha. A canção o acompanharia em todas as suas campanhas políticas até 1985, quando venceu as eleições para a prefeitura de São Paulo.

Nos anos 30, no cinema o que estava em voga eram os filmes que imitavam a cinematografia estadunidente. Produtoras brasileiras só rodavam chanchadas, filmes de enredo ingênuo, humorístico, regados a muita marchinha de carnaval. E foi nessa mesma estética que os primeiros jingles políticos no Brasil eram criados. Durante 30 anos, de 1930 a 1960, foram os hinos, as marchas, o samba e as músicas carnavalescas que predominaram entre os gêneros musicais mais utilizados pelos jingles políticos. E para fazer mais sucesso, a escolha e preferência por cantores famosos da época para interpretar os jingles já eram uma prática dos políticos.

Desde seu surgimento, o jingle político não parou mais de ser utilizado e, ainda com as novas mídias e tecnologias de comunicação, permanece vivíssimo ecoando em nossos ouvidos durante o período eleitoral.

Em seu artigo ‘Jingles Políticos: estratégia, cultura e memória nas eleições brasileiras’ o cientista social Luiz Cláudio Lourenço (2), nos lembra, que “as relações entre música e política no Brasil são mais antigas que a própria república e se já aparecem na composição de nosso primeiro hino nacional, hoje hino da independência, na pareceria Evaristo da Veiga e D. Pedro I. Esta relação, política e música, passou pela música de escárnio e a paródia política que foram as raízes dos jingles políticos-eleitorais que perduram até hoje”.

Márcia Vidal Nunes (3), em seu livro ‘O rádio no horário eleitoral de 2002: a sedução sonora como estratégia de marketing’, estuda a linguagem sonora no meio radiofônico nas campanhas eleitorais brasileiras. Segundo ela, o jingle congrega algumas características próprias: emocionalidade, fala reiterativa, conversa fixadora e imagem marca. Características estas que se apresentam em todos os jingles políticos. Seria o jingle, então, o elemento de síntese da imagem do candidato, de suas virtudes e pontos fortes, assim como de suas propostas com uma linguagem emotiva, que reforce estes pontos, tentando fixar no eleitor uma ideia-chave, um conceito, sobre a candidatura (4).

Quanto vale o show?

Hoje, encontramos na Internet milhares de agências de publicidade que oferecem o serviço, mas embora a produção de um jingle, que gira em torno de R$ 1.000,00 não seja exorbitante dentro dos gastos da campanha eleitoral, a criação, produção e pagamento do cachê do intérprete pode ultrapassar R$ 10.000,00.

Esteja atento aos chicletes que soarão no seu ouvido nessas eleições e não caia no samba à toa. Lembre-se da sociedade do aplauso, a mesma que lota estádios de futebol aos domingos, mas que na hora de escolher seu representante governamental diz que não gosta de discutir política.

Listamos os links dos jingles de alguns candidatos ao governo de Rio das Ostras para que você conheça e reflita sobre suas mensagens e de forma alguma queremos com isso dar publicidade a esses candidatos ou reforçar sua imagem, ao contrário. Só não poderíamos deixar de fora deste breve artigo o tema que nos trouxe aqui. Vale ainda a ressalva de que linkamos estes abaixo apenas, pois não há postagens ainda na Internet de jingles de outros candidatos.

Jingles históricos de campanhas para a Presidência da República

http://www.youtube.com/watch?v=o2ETCBNaJrs&feature=related

Depoimento dos irmãos Jean e Paulo Garfunker (20 anos compondo jingles para campanhas políticas)

 http://www.youtube.com/watch?v=edIoPfGV3Hs

Jingle do Sabino para sua campanha a prefeito de Rio das Ostras, em 2008

Perceba que à época ainda havia um forte apelo romântico na composição, diferentemente de seu jingle atual, que remete o ouvinte a um estado de euforia e menos meditação. Nesse tempo, Rio das Ostras estava recebendo novos eleitores, mas não como hoje, que o número de habitantes e votantes no município evoluiu significativamente. Observe na nova música do candidato para a campanha 2012, a marchinha e uma tentativa de menção ao novo, atual, eletrônico. Mudaram os eleitores, mudou o apelo.

http://www.youtube.com/watch?v=X3Bg9-UzJok

Jingle da campanha 2012 de Sabino

http://www.youtube.com/watch?v=Rt_bjKCM6RU

Jingle da campanha 2012 de kátia Brandão, candidata ao legislativo de Rio das Ostras

http://www.youtube.com/watch?v=-4flweaIsjI&feature=related

Jingle da campanha 2012 de Rosenildo Correa Viana, candidato ao legislativo de Rio das Ostras

http://www.youtube.com/watch?v=vR4uWOrJF_0

 (1)  Jornalista, Pós-graduanda em Sociologia Política pela Universidade Federal do Paraná e mestranda no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Comunicação e Linguagens pela Universidade Tuiuti do Paraná. Participa como integrante do grupo de pesquisa JORXX.

 (2)    Cientista social, professor do Departamento de Sociologia da Universidade Federal da Bahia.

 (3)    Doutora em Comunicação e Política da USP.

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Rio das Ostras, Rosemberg Cariry, e os Núcleos Audiovisuais de Desenvolvimento Sustentável

Posted in Brasil, Cidade, Comunicações, Cultura, Economia, Videofonia by ImprensaBR on 01/08/2012

LB

O Conselho Superior de Cinema terá sua diretoria renovada. Rosemberg Cariry, que presidia a atual gestão enviou um e-mail, que deveria ser lido por todos que pleiteiam cargos no setor de Cultura nos próximos mandatos políticos.

Estou temerosa pelos rumos que as discussões sobre cultura – e dentro dela o setor audiovisual -, vem tomando em Rio das Ostras. Pelo que consta, querem transformar Rio das Ostras numa ‘roliúdi’ roceira metida à besta e superfaturada. Vejo o caminho inverso do que Rosemberg fala em seu documento acontecer aqui em casa, por que seria?

Em tempo… a…

Cultura (gestão) tem que ser feita e pensada por gente do lugar. Não adianta falar de glocalização, de absorção de culturas e transcriação de saberes e tradições porque isso não funciona na vida burocrática. Fica lindo apenas nos livros densos de antropologia, mas no gabinete e nas ruas, nos muros, nas telas, a cultura é feita de outra maneira. E quem pensa essa cultura, para vibrar por ela, precisa sentir-se pertencente ao lugar, a essa cultura. A afirmativa não é hermética, apenas uma identificação do que funciona e do que não funciona na gestão deste setor.

Não gostaria de ver a nova gestão que virá – seja qual for – suplantar as iniciativas culturais que brotam do povo, dos agentes culturais locais, mas sei que o caminho para que o setor tenha uma gestão coletiva e coerente com o modelo mais básico de gestão cultural que está rolando mundo afora e Brasil a dentro, será de muita luta e alguns desgaste, prevejo.

Leia a carta e-mail enviado por Cariry.

IDEIA PARA ELABORAÇÃO DO PROGRAMA DOS NÚCLEOS AUDIOVISUAIS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (correspondentes aos núcleos de agricultura familiar)

Valorização, consolidação e inclusão das micro, pequenas e médias empresas, voltadas para a produção audiovisual regional, já instaladas ou que venham a ser instaladas, de forma a integrá-las no processo nacional de desenvolvimento sustentável do audiovisual.

Um breve diagnóstico aponta que muitas destas micro, pequenas e médias empresas, ONGs e núcleos familiares, ligadas a atividades audiovisuais, tematicamente especializadas na produção de vídeos (cantorias, romarias, turismo, religiões afro-brasileira, espiritismo, música, futebol e etc) devem ser atraídas para a inclusão legal, através do apoios às suas atividades produtivas e treinamento especializado das suas equipes.

Isto significará milhares de micro, pequenas e médias empresas incluídas ao processo de legal do crescimento econômico brasileiro e as pequenas e micro empresas irão produzir centenas de horas de conteúdo audiovisual, tecnicamente melhorado, que poderão fluir não apenas no mercado informal de DVDs (como acontece agora), mas também nas TVS comunitárias e públicas e mesmo em algumas salas, através de circuito popular de exibição digital, a exemplo de alguns filmes de longas-metragens que fazem imenso sucesso no mercado informal. Terá especial atenção, neste programa, as pequenas produtoras de filmes de Arte que trazem prestígio para a nação e valorizam o nosso capital simbólico, neste caso se aposta também na juventude e na renovação de linguagem.

Através de uma ação interministerial (Ministério da Cultura, Ministério da Educação, Ministério da Indústria e Comércio, Ministério de Ciência e Tecnologia, Ministério do Trabalho, Ministério da Economia e etc) seriam criadas linhas de créditos específicos, editais específicos, programas de inclusão e de melhoramentos para as micro, pequenas e médias empresas, nas cinco regiões do país. A SAV e o SEBRAE, junto com outros ministérios e secretárias, podem trabalhar juntos neste projeto. Uma ação como esta vem de encontro aos esforços do governo federal para o crescimento e sustentabilidade da indústria e do processo econ�?mico brasileiro.

É preciso criar novos paradigmas e tirar do audiovisual o seu escopo excludente e a sua aura de inatingível, reservada apenas para as empresas de maior porte e os grandes produtores, em uma concentração de renda antissocial e contrária à integração nacional e ao pacto federativo.

Temos duzentos milhões de habitantes neste país e um filme nacional considerado de sucesso tem um 2 milhões de espectadores, portando todo o dinheiro investido na cultura vai para financiar o privilégio de 1% fs população, confinada ao espaço do shopping center. A pergunta que não quer calar é: existe vida inteligentes fora dos shoppings center? Por que não fazemos o menor esforço para que o cinema saia dos guetos dos shoppings center? A quem interessa este atual modelo? Perguntem ao homem Aranha e a resposta virá no extrato da sua conta bancária.

É preciso seguir o exemplo da agricultura familiar, responsável pela parte do alimento que chega à mesa do cidadão brasileiro. No caso do audiovisual estamos falando do pão do espírito, em “Padaria espiritual”, como queriam os modernistas cearenses, no ano de 1892, antecipando em 30 anos a semana de arte de 22.

No novo modelo, seriam financiadas também micro, pequenas e médias empresas de distribuidores e exibidores, com atuação regional e nacional. Volta-se à ideia dos cinemas de família (3 a 10 salas por empresa), em cidades pequenas e de porte médio, bem como os cinemas itinerantes (centenas de cinemas ambulantes, como na Índia), rodoviários e hidroviários, com apoio do BNDS, Banco do Nordeste e outros bancos de desenvolvimento regionais, SEBRAE, da SAV, da ANCINE e de outros ministérios através de um programa comum. Também os cineclubes seriam convidados a participar deste processo, retomando o exemplo do projeto do CINEPOP. Seriam assim financiadas, por todo o país, núcleos sustentáveis de micro, pequenas e médias empresas regionais de exibição e distribuição, de modo a criar um novo modelo social, econ�?mico e cultural para o cinema brasileiro. Podemos ser a Nova Índia, assegurando para o produto audiovisual brasileiro mais de 60% do mercado interno. Isto
significaria também uma grande injeção de recursos na economia popular, podendo tal projeto ser compreendido dentro das políticas de distribuição de renda e de compensação postas em prática pelo Governo brasileiro. Todas as salas seriam com exibição digital através de tecnologias já existentes, desenvolvidas pelas universidades brasileiras. Os cinturões digitais instalados no diversos estados contribuiriam para a difusão destes conteúdos audiovisuais.

Outra proposta que pode transformar por completo o panorama atual do audiovisual no Brasil e que, no mínimo, 50% de todos os filmes realizados no país, depois de cinco anos do seu lançamento, fossem submetidos a uma comissão pública, com membros de diferentes áreas da cadeia produtiva e das representações sociais, �?para serem licenciados, ao custo médio – por exemplo – de R$200.000,00 ou R$ 300.000,00 cada um, para exibição em todo os circuitos de TVs públicas, TVs Educativas, TVs comunitárias, de infovias (banda larga), hospitais, asilos de terceira idades, creches, sindicatos, comunidades quilombolas, etc e etc. Sendo também acessível o seu uso pelas escolas públicas e universidades brasileiras. Este programa será desenvolvido pela Programadora Brasil, devidamente transformada, com um conselho com representante de todas as regiões do país e não apenas do sudeste, que ampliará a compra de direitos também para distribuição em bancas de revistas e livrarias da produção nacional, a preços populares (tipo cinco reais um DVD). Ao mesmo tempo em que o produtor audiovisual brasileiro estaria sendo visto por milhões, estaria também sendo reforçadas as produtoras como pequenos núcleos sustentáveis de produção. Este dinheiro obtido com a venda das licenças financiaria ou ajudaria a financiar o novo projeto da pequena empresa e o surgimento de uma indústria sustentável e de um cinema verdadeiramente popular. Viveríamos um boom de desenvolvimento no setor.

PROJETO SUSTENTÁVEL DE DESENVOLVIMENTO AUDIOVISUAL REGIONAL

A SAV, juntamente com a ANCINE, cuidará de articular novos arranjos produtivos, através de Fundos Regionais Audiovisuais e projetos sustentáveis para o desenvolvimento audiovisual nas cinco regiões do Brasil.

A ideia de criação destes fundos e projetos sustentáveis para o desenvolvimento audiovisual, nas regiões, parte da premissa de que é preciso mudar o quadro que se está desenhando de forma concentracionário e asfixiante da diversidade, ampliando a produção audiovisual em todo o país, incentivando novos modelos de produção (novos arranjos produtivos) e de construção estética.

No Nordeste, a sugestão é de que o fundo seja composto por recursos do FSA, do FNE (Fundo Constitucional para Desenvolvimento do Nordeste), do Banco do Nordeste, do BNDES e por empresas públicas e privadas que já participam de muitas produções cinematográficas (trata-se agora de ordenar, de racionalizar, de melhor operacionalizar estes investimentos).

O Nordeste (assim como as outras regiões do Brasil) pode se tornar uma Nova Índia, no que se refere à produção do audiovisual popular. É preciso lembrar que a indústria do forró, do axé, dos festejos de São João (incluindo o mega negócio que é o carnaval no Nordeste), independente dos poucos méritos culturais e estéticos, cresceu à margem de todas as multinacionais do disco e mesmo das grandes redes de televisão e é hoje um negócio de milhões e milhões de reais, forçando a indústria de entretenimento do sudeste a ficar como seu reboque.
Se foi possível para estes setores é possível também para o audiovisual.

Quando falamos em região não estamos falando em espaços fechados e em econ�?micas estáticas. É preciso pensar os fundos regionais abertos para a produção inter-regional. Tudo isto, somado aos editais estaduais existentes, voltado apenas para os realizados dos estados, seria de grande importância e ajudaria a mudar o atual perfil da produção brasileira.

Uma outra ideia que toma corpo é que cada uma das regiões tenham uma TV Pública (TV NORDESTE, por exemplo), via satélite, reunindo o melhor das programações das TVs educativas, culturais, comunitárias e universitárias regionais. Em cada um destas TVS regionais haverá reserva de conteúdo para outras regiões, de tal forma que seja estabelecida uma grande e generosa rede de produção e exibição de conteúdo brasileiro. Todo o país poderia se ver via satélite.

O produtor Luiz Carlos Barreto apoia e integra todas estas ideias ao plano que ele está propondo, juntamente com várias entidades do cinema brasileiro, para discussão junto ao Governo Federal, ao MinC, à Ancine, à SAV e outras instituições.

Peço à secretaria do Conselho Superior de Cinema que deixe devidamente registrada em ata estas propostas que não são minhas. Em verdade, são propostas democráticas e transformadoras de amplos segmentos sociais da nação brasileira.

 

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Nada Deve Parecer Impossível De Mudar

Posted in Brasil, Cidadania, Cidade, Eleições 2012, Esporte, Matheus Thomaz by ImprensaBR on 04/07/2012

Por Matheus Thomaz

Desconfiai do mais trivial,na aparência singelo.

E examinai, sobretudo, o que parece habitual.

Suplicamos expressamente:

Não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,

Pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada,

de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada,

nada deve parecer natural

nada deve parecer impossível de mudar.

(Bertolt Bretch)

Terminou o prazo para a formalização das candidaturas tanto a prefeito como de vereador para as eleições deste ano. Outro veículo de informação local afirmou que serão 4 os postulantes ao cargo de prefeito de Rio das Ostras. Uma chapa com um azarão da burguesia local, um braço político do Garotinho, o Deputado Sabino e o atual vice-prefeito. Essas quatro candidaturas resultam do fracionamento das forças que dominam Rio das Ostras desde sua emancipação.

Porém existe mais uma candidatura! O Partido Socialismo e Liberdade, PSOL, apresentou sua chapa ao pleito. Concorrendo sem alianças o partido aposta na onda solar da primavera carioca. A convenção aconteceu na última sexta-feira, dia 29 de junho. Mais de 100 pessoas estiveram na Câmara de Vereadores para dar apoio e prestigiar o lançamento. Não teve queima de fogos, carreata ou quaisquer outros estardalhaços.  O objetivo não era um espetáculo para a sociedade ou mais uma encenação da sociedade do espetáculo, os ventos ali eram sugestivos de mudança. Ventos que semeiam campos e junto aos passarinhos da liberdade espalham as sementes das flores primaveris.

A chapa do PSOL é composta por dez candidatos a vereadores e tem como candidata a Prefeita Lena, de 39 anos, auxiliar de serviços gerais contratada da Escola Jacintho e presidente da Associação de Moradores do Âncora. Líder comunitária aguerrida que nunca se furtou em enfrentar e denunciar a gestão municipal no seu (dês)gorverno a favor de uns poucos. Sua luta é por questões elementares como água, iluminação, segurança, saúde, transporte e educação.

O PSOL vai apresentar um programa consistente para a cidade de Rio das Ostras. O conjunto da militância já tem uma boa análise geral e de algumas áreas específicas das políticas sociais como: educação, transporte e saúde. É parte da discussão do PSOL também a questão do combate às opressões, a questão da mulher, dos LGBT’s. Rio das Ostras tem uma questão ambiental muito séria, a forte tensão entre busca de lucros pela especulação imobiliária e a preservação de características naturais e uma ocupação planejada do espaço. Será apresentado o debate do ecossocialismo com propostas concretas. É também preocupação a questão democrática e a participação popular com a idéia de fortalecer os conselhos de políticas e de direitos.

A proposta é uma mudança de prioridade nas finanças públicas, a cidade não será mais uma sala de negócios de meia dúzia de empresas em quanto que a população e as políticas públicas ficam com as migalhas que caem do banquete farto da burguesia. O PSOL se propõe a fazer uma grande auditoria em todas as contas e contratos de serviços da prefeitura, passar um pente fino nas finanças públicas. Reduzir o desperdício e melhorar a qualidade do gasto público, acabar com o cabide de emprego com cortes de cargos desnecessários como fiscal de corredor e secretário do carro oficial.

Havia uma energia forte na convenção. Trabalhadores e estudantes lá presentes tinham um brilho nos olhos, eles sabem que estão fazendo história. Terão uma batalha dura e difícil pela frente, enfrentar toda a máquina eleitoral do governo municipal e estadual e mais as altíssimas cifras que essas candidaturas arrecadam junto a empresários muito interessados em política. Dirão que os lutadores são como o Incrível Exército de Brancaleone, partirão para desqualificação. Mas tentarão a todo custo os fazer invisíveis! Farão isso por que temem esses jovens com brilhos nos olhos e coragem nos corações. Temem a força do povo, temem a consciência política da população.

Já experimentaram esses ventos fortes de lutas. Acredito que não tenham se esquecido do último sete de setembro, o Grito dos Excluídos de Rio das Ostras. O grito foi tão ensurdecedor que fez o prefeito sair zonzo, calado e derrotado de seu palanque. Essa voz já se levantou em outros momentos como no 15-O, como a Marcha da Maconha, Marcha da Liberdade, nas grandes manifestações protagonizadas pela comunidade universitária da UFF, nas mais de 500 pessoas que foram às ruas protestar contra as quatro secretarias falcatruas que foram criadas. Ainda assim tentarão dizer que esses movimentos são vazios.

Dirão que esses do PSOL são só uns pobres jovens sonhadores, que a política não é para eles. Que não se chega a lugar nenhum sem aliança e coligação. Que a política sempre foi assim, que sem gastar uma dinheirama não se elege. Repetirão centenas de vezes que só um deles tem chance de ganhar, que votar no PSOL é desperdiçar o voto.  Que é impossível fazer diferente! Que eles sabem como fazer política.

Em todo esse contexto a candidatura do PSOL representa a esperança.

É a mais singela expressão de que nada deve parecer impossível de mudar.

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Greve deve atingir as quatro universidades federais no Rio

Professores da UniRio e da UFRRJ já estão parados. Docentes da UFF cruzam os braços nesta terça-feira e UFRJ discutirá assunto

Cecília Rito, do Rio
UnB: docentes iniciam greve por tempo indeterminado
Greve atinge 41 unidades de instituições de ensino superior, como a UnB (na foto). (Wilson Dias / Agência Brasil)

Das quatro universidades federais do Rio de Janeiro, duas estão em greve. Nesta segunda-feira, cursos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) e da Universidade Federal Rural do Rio (UFRRJ) estavam paralisados. Na terça-feira, a Universidade Federal Fluminense (UFF) também vai aderir ao movimento. Está marcada para as 14h a assembleia geral de greve, seguida por um ato público. No mesmo dia, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também realizará assembleia para definir se os professores cruzam os braços. Na semana passada, houve uma reunião em que foi aprovado o indicativo de greve. No dia 17, a UFRJ fez paralisação em alguns cursos.

Leia também:
Sobe para 41 o número de unidades federais de ensino superior em greve

Os integrantes do Sindicato dos professores da UFRJ (Adufrj) realizaram assembleias em todos os cursos, com exceção de enfermagem, letras e do Centro de Ciências da Saúde. “Independentemente de aprovar ou não a greve, a indignação é muito grande”, afirma o presidente do sindicato, Mauro Iasi. Os professores reivindicam um plano de reestruturação da carreira e melhores condições de trabalho e infraestrutura.

Um dos problemas das universidades é consequência do Reuni, programa do governo federal que tem por objetivo ampliar o acesso ao ensino superior. Na UFRJ, vieram à tona as deficiências no curso de medicina em Macaé, cidade do Norte Fluminense, onde os alunos sequer contam com um hospital universitário para as aulas práticas. O resultado foi a transferência de 50 estudantes para a campos do Fundão, onde o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho não atende as demandas dos próprios alunos.

Na UFF, alguns cursos abertos em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, usam contêineres como sala de aula. A presidente do sindicato dos professores da UFF, Eblin Farage, lembra que faltam laboratórios, recursos para obras iniciadas e técnicos do administrativo. “Não há condições de desenvolver o tripé estudo, pesquisa e extensão. Não é uma discussão exclusiva do professor, mas também do aluno, que fica prejudicado com tudo isso”, afirma Eblin.

A Unirio, a UFFRJ e a UFF trabalham com a ideia de “construção da greve”. Um movimento que deve ganhar adesão do corpo docente com o passar dos dias. Na Rural, o sindicato dos professores da universidade estima que 90% estejam em greve. “Não há notícias de um curso inteiro que não tenha aderido. Existem questões locais, mas observadas em várias universidades, todas ligadas ao programa de extensão (Reuni). Hoje, há problemas em obras iniciadas durante a expansão, falta de docentes e um número pequeno do setor administrativo para dar conta da expansão. Também existem dificuldades estruturais que dizem respeito à infraestrutura instalada, sem serem renovadas ou recuperadas”, explica Alexandre Mendes, professor de direito e integrante do comando local de greve da UFFRJ.

A categoria quer a incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios (e não os 17 de atualmente), variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo de 2.329,35 reais do Dieese e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho. A reestruturação da carreira, ponto central da greve, começou a ser discutida em 2010, segundo o Andes. O governo federal propôs que as federais não entrassem em greve e ampliassem o prazo de negociação até o dia 31 de março. Como o tempo estabelecido se esgotou sem avanços, os professores prometeram o que já vinham alardeando.

Fonte: Veja

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Protagonize! Jornal perde a pauta do ATO Público em Rio das Ostras e sugere que militantes que estiveram presentes escrevam coletivamente uma matéria jornalística para o veículo

Fiquei de fora e perdi a pauta

Por Leonor Bianchi

Caros leitores do jornal O Polifônico, seria interessante que os militantes se unissem mais uma vez para relatar a quem não pode estar no ato, ontem como o mesmo aconteceu, quem esteve presente, como expuseram as falas, como se portaram as forças sindicais, os servidores públicos, moradores, comerciantes locais… a prefeitura deve ter se infiltrado como sempre faz e mandado a PM e a GM aumentarem a ronda e o efetivo no local. Alguém deu as caras? E os pré-candidatos para o legislativo??? Muitos por perto? E os vereadores que aprovaram a lei da criação das novas quatro secretarias, alguém? A TV cobriu? Quem, quero assistir!!!

Interessa saber como foi o ato e que mensagem ele conseguiu transmitir.

Seria interessante àqueles que foram a redação de uma matéria coletiva com depoimentos de muita gente que esteve na rua, ontem! Quero muito ler sobre o ato no jornal e acho que assim como eu, que não pude estar na praça, muitas outras pessoas também querem, mas como não fui… não tem matéria hoje no jornal… e quem deve ter feito matéria…. além de não ter nem de longe comprometimento com a militância e com o jornalismo, vai reproduzir – como já diz a palavra -, uma réplica, uma cena-simulacro da manifestação.

Lamento mesmo não poder estar com todos, ontem. Outra pauta obrigou-me a não estar lá. Pauta esta tão importante quanto a que caiu por eu tê-la perdido. Por isso, peço, sugiro a todos que façam uma matéria jornalística popular sem neuras academicistas e/ou preocupações com a forma.

O Polifônico está aberto para publicar e não queremos exclusividade, afinal há zilhões de outros jornais e sites que precisam de pautas, que precisam saber o que de fato acontece em Rio das Ostras, e a notícia não pode perder a atualidade. Escrevam e lancem na rede, já!

Relatar faz parte da memória da militância que estamos aprendendo a construir em Rio das Ostras desde o ano passado como o lindo ato do Grito dos Oprimidos!!!!!

Ilustrem a matéria com vídeos, fotos, cartazes!!!!

E Mais, estou fazendo desde já um blog para os movimentos sociais de Rio das Ostras e ‘convoco’ a colaboração de quem quiser. N’O Polifônico já há editoria sobre o assunto (Cidadania, Coluna do Servidor), mas podemos e devemos aprofundar a pauta. Há espaço para tanto e o momento é agora! É a história e a memória da cidade que escolhemos para viver que está em questão, é a nossa vida, somos nós e nossas famílias em questão. Somos nós esse sujeito histórico que precisa ser o detentor da caneta ou dos teclados e dedos que escrevem as páginas da História.

SEJA UM PROTAGONISTA DE SUA HISTÓRIA!

Abraços.

A luta não pode parar!

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Fórum Rio das Ostras + 20: Inscrições vão até 16 de maio

Posted in Brasil, Cidade, Educação, Infraesturutura by ImprensaBR on 14/05/2012

O Pólo Universitário de Rio das Ostras (Puro) da Universidade Federal Fluminense está com inscrições abertas até o dia 16 de maio para o Fórum Rio das Ostras + 20, que será realizado nos dias 25 e 26 de maio na UFF. As inscrições podem ser realizadas no endereço www.puro.uff.br/node/930.

Veja a Programação:

Expedição Ambiental

Usina de Beneficiamento de Resíduos da Construção Civil e Usina de Compostagem.

Atenção: Levar lanche para fazermos um Piquenique no Parque da Cidade!

Coordenação: Prof. André Cotta – Chefe do Departamento de Artes e Estudos Culturais – UFF

Local: concentração em frente ao Polo UFF de Rio das Ostras

Rua Recife s.n, Bairro Bela Vista – Rio das Ostras

Horário de Saída 7h 30 m as 8 h (Concentração)

Horário de Retorno: 12 h

Número de Vagas 24

ABERTURA DO FÓRUM RIO DAS OSTRAS +20

Mesa de Abertura

Coordenadora: Claudia A. Corrêa Zanellus – Coordenadora do Núcleo de Educação Ambiental (NEAM)

Local: Auditório do Polo Universitário de Rio das Ostras

Horário: 18 h

Palestra

Tema: O meio ambiente nos 20 anos de história do Município de Rio das Ostras

Palestrante: Ivan Noé Freitas Antunes – Presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente

Coordenador: Prof. Dr. Flávio S. Machado – Membro do Conselho Municipal de Meio Ambiente

Local: Auditório do Polo UFF de Rio das Ostras

Horário: 19 h

DIA 26 DE MAIO

Sábado

Credenciamento

Local: Hall do Polo Universitário de Rio das Ostras

Horário: 8 h as 9 h

Palestras:

  •  Desenvolvimento sustentável – Sr. Mauro Prioste (Engenheiro /SEMAP)
  • Erradicação da Pobreza – Sr. Márcia Almeida (Secretária /SEMBES)
  •  Economia Verde – Prof. Dr. Flávio S. Machado (Polo UFF Rio das Ostras)

Coordenação: Prof. Sandra Maria do Amaral Chaves – Coordenação do Curso de Enfermagem

Local: Auditório do Polo Universitário de Rio das Ostras

Horário: 9 h as 12 h

Intervalo para almoço

Opcional: Cantina do Polo Universitário de Rio das Ostras

Self service R$ 1,70 100gr.

Reservas no ato da inscrição

OFICINAS

Tema: Desenvolvimento sustentável

Coordenadora: Claudia A. Corrêa Zanellus (NEAM)

Local: sala 01

Horário: 14 h as 17 h

Número de vagas: 30

Tema: Erradicação da Pobreza

Coordenadora: Prof.ª Renata Giovanella (Membro do Conselho Municipal do Meio Ambiente)

Local: sala 02

Horário: 14 h as 17 h

Número de vagas: 30

Tema: Economia Verde

Coordenadora: Prof.ª Sandra M. do A. Chaves (Coordenadora do Curso de Graduação em Enfermagem)

Local: sala 03

Horário: 14 as 17 h

Número de vagas: 30

Período de inscrição: 07 a 18 de maio de 2012.

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Atrações do festival de Nova Orleans virão ao Brasil

Por Carlos Calado

chuva que caiu no meio da tarde do último domingo (6), pouco antes dos shows de Foo Fighters, David Sanborn, Bonnie Raitt e Rebirth Brass Band, não chegou a prejudicar o encerramento da 43ª edição do New Orleans Jazz & Heritage Festival, um dos maiores eventos musicais do mundo.


A cantora Esperanza Spalding

A produção do evento ainda não divulgou números de público, mas calcula-se que cerca de 500 mil pessoas passaram pelos portões do Fairgrounds, o hipódromo local, durante os dois disputados finais de semana.

Com quase 500 atrações musicais, esse eclético evento é, no fundo, uma combinação de vários festivais. Se decidir acompanhar as atrações de apenas um dos 12 palcos, o frequentador poderá assistir a um festival de jazz moderno ou outro de jazz tradicional, um de blues ou outro de gospel, um de ritmos locais da Louisiana ou outro de música pop e assim por diante.

Em número maior a cada ano, os turistas brasileiros puderam conferir shows que virão ao Brasil neste ano. Como o do saxofonista, cantor e ator Donald Harrison, que mistura jazz moderno, funk e outros ritmos de Nova Orleans, com direito a fantasias típicas do carnaval local. Ele será uma das atrações da 10ª edição do Bourbon Street Fest, em São Paulo e Rio, em agosto.

Outra atração desse festival brasileiro será a Preservation Hall Jazz Band, verdadeira instituição do jazz tradicional de Nova Orleans, que festejou seus 50 anos em três palcos diferentes do Jazz Fest, além de uma exposição de fotos, na área fechada do hipódromo.

Na sexta feira (4), o bem humorado trombonista Delfeayo Marsalis –atração confirmada do Bourbon Festival de Paraty (RJ), em junho– comandou a Uptown Orchestra, uma big band dedicada à tradição dançante do swing, mas que se abre para o jazz moderno, como no saboroso arranjo de “Señor Blues” (de Horace Silver).

Já o veterano saxofonista David Sanborn –escalado para o Festival de Jazz & Blues de Rio das Ostras (RJ), em junho– foi uma boa surpresa, no programa de domingo. Ao lado do organista Joey DeFrancesco, Sanborn exibiu uma excitante sessão de soul-jazz e rhythm & blues, recriando clássicos como “Let the Good Times Roll” e “I’ve Got News for You”, ambos do repertório de Ray Charles (1930-2004).

Escalado como atração princ ipal do palco de jazz, no sábado, o pianista e compositor Herbie Hancock recebeu a difícil missão de disputar a plateia com a veterana banda de rock Eagles. Talvez por isso tenha recorrido a seu repertório eletrificado dos anos 1970 e 1980, incluindo releituras dos hits “Watermelow Man” e “Chameleon”. Em seu quarteto atual, destaca-se a guitarra inventiva do africano Lionel Loueke.

A baixista e cantora Esperanza Spalding também fez uma apresentação bastante concorrida, exibindo o criativo material de seu recém-lançado álbum “Radio Music Society”. Porém, começar um show com 40 minutos de atraso, aparentemente por um problema com o baixo acústico, faz pensar se essa talentosa jazzista já não estaria “se achando” uma pop star.

Dois anos após a estreia da série de TV “Tremé”, que retrata a reconstrução de New Orleans após a tragédia desencadeada pelo furacão Katrina (em 2005), já é evidente seu impacto sobre a cena local. Músicos que participaram de seus capítulos, como Trombone Shorty, Kermit Ruffins, Donald Harrison e John Boutté, estão atraindo o interesse de plateias imensas que eles não tinham antes. É o chamado “efeito Tremé”.

Fonte: Agência de Notícias jornal de Floripa

O jornalista Carlos Calado hospedou-se em Nova Orleans a convite do New Orleans Convention & Visitors Bureau

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Uma década de Rio das Ostras Jazz & Blues Festival

Posted in Brasil, Cidade, Cultura, Estereofonia, Internacional, Região by ImprensaBR on 07/05/2012

Por Marina Soares*

mscultura@gmail.com

Completando sua 10ª edição, em 2012, O Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, vem dar exemplo de como a Cultura, pode ser um negócio rentável e elemento dinamizador para economia, a partir do apoio dos órgãos públicos e da competência em gestão

O produtor do maior evento realizado em Rio das Ostras falou a evolução do projeto nesses 10 anos do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival

Certamente, não é de imediato que se assimila a ideia de uma cidade como Rio das Ostras, que, a princípio, não possui uma organização pública para Cultura – com uma secretária do setor, Conselho, Plano ou mesmo perspectivas de planejamento sendo divulgadas – venha ser a cidade a sediar o maior Festival de Jazz e Blues da América Latina, segundo a revista “Downbeat”, especializada no gênero, que divulgou na sua edição do mês de maio o Festival de Jazz & Blues, que leva o nome da cidade de Rio das Ostras para o mundo.

Por outro lado, foi a partir da frágil vocação turística de Rio das Ostras (se comparada, por exemplo, a sua vizinha Búzios), que o produtor cultural Stenio Mattos, idealizador do projeto, a convite de um amigo, o secretário de turismo da época, deu início em 2002 ao seu ousado empreendimento de realizar um festival de jazz & blues em Rio das Ostras, sem prever exatamente quais seriam suas chances de continuidade, quando aconteceu pela primeira como um festival de música instrumental. Contudo, foi identificando essa fragilidade e o retorno do público, que Stenio, percebeu que o Festival poderia dar uma relevante colaboração para o desenvolvimento do turismo local.

Sem dúvida hoje, em sua décima edição, o Festival de Jazz & Blues de Rio das Ostras, tem atraindo o público de diversos lugares, que apaixonado pelos gêneros, vem disfrutar dos momentos de emoção, ao acompanhar ao vivo, o que seria a marca mais importante do jazz: a improvisação dos temas musicais realizada pelos músicos, que também anseiam por essa ocasião para apresentar todo seu apuro técnico e se desafiarem na busca de inovação em suas execuções.

Deste modo, o festival passou a chamar a atenção do público local, que mesmo não sendo amantes do jazz ou tendo o costume de apreciar os gêneros, se orgulham de ter um evento deste porte na cidade, percebendo o momento do festival como uma oportunidade de trabalho e de movimentar a economia do comércio de Rio das Ostras, que no decorrer dos anos se viu exigida a melhorar a qualidade dos seus serviços.

Quando saímos um pouco do óbvio e pensamos em toda representatividade do fenômeno do jazz para a sociedade, podemos entender por que essa manifestação da cultura popular moderna, permanece até hoje sendo absorvida pelos mais diversos estilos musicais, que  “bebem” na sua fonte e em seguida reproduzem as suas invenções na indústria de entretenimento de massa.

Rio das Ostras Capital do Jazz & Blues, segundo a Lei 6056/2011

Pensando também, o espaço real como produtor de subjetividade, não é menos relevante  considerar o fato de Rio das Ostras, uma cidade tradicionalmente turística e de veraneio,  “cortada” por uma rodovia –  que vem a sugerir trânsito, passagem, “fluxo da vida”, como diria Hobsbawm¹, ao descrever as características simbólicas do jazz – ser exatamente o lugar a acolher um festival do gênero, que carrega como um dos seus simbolismo, o desejo pela  liberdade pessoal (representado em algumas músicas pela metáfora da estrada como caminho para viagem ao paraíso) e mas do que isso, pensando a própria condição do Jazz como fenômeno musical que se encontra no espaço do “entre”, da passagem, ao  transgredir a música clássica oficial de uma minoria, mas sem ocupar o lugar da música da indústria de entretenimento de massa (quando não se propõe a padronizar as suas execuções musicais), pode-se, a grosso modo, começar a  compreender por que o sucesso do Festival de Jazz & Blues, se deu também pelas correspondência simbólica da cidade de  Rio das Ostras.

Na palestra realizada no último dia 04, no PURO/UFF, o proprietário da Azul produções, responsável pelo festival, Stenio Mattos citou a criação da lei 5.554/2009, que insere o evento no calendário oficial anual do estado do Rio de Janeiro, fazendo com que seja “obrigatória”, para não dizer necessária a sua realização. Demonstrando, ser a cultura o produto que movimenta e tende a desenvolver a economia de Rio das Ostras.

Tendo vista, que o Festival provou ser capaz de atender a demanda turística ao longo dos anos, o caminho agora para o seu pleno amadurecimento, poderia ser sua participação mais ampla no desenvolvimento do setor cultural local. Neste sentido, o diálogo que foi aberto com  Pólo/UFF para a realização de palestras e workshops durante o festival e da oportunidade de alguns postos de estágios para alunos do  curso de Produção Cultural desta universidade, já seria uma iniciativa positiva.

Contudo, mesmo diante dos resultados concretos do festival, que coloca a cidade Rio das Ostras no patamar de capital do jazz, segundo lei estadual 6.056/2011 e das discussões atuais sobre o planejamento do setor público para a cultura (desde a instauração da Lei Federal 2343/2010 do Plano Nacional de Cultura), não foi possível identificar em nenhum momento da palestra como o festival, pode ampliar sua atuação, estimulando o desenvolvimento de políticas públicas municipais, que contribuam, inclusive, para expansão do projeto, com a perspectiva de aumento do orçamento para o próprio festival e programas culturais que venham a abranger outras linguagens, possibilitando não somente a formação de plateia, mas também a formação e criação de mão-de-obra qualificada e remunerada de artistas, técnicos e produtores locais, a partir da abertura de novos postos de trabalho e desta forma, permitir a expansão do setor cultural de Rio das Ostras.

¹Hobsbawm, Eric. História Social do Jazz. Ed. Paz e Terra, Rio de Janeiro 2009.

* Marina Soares é Produtora Cultural e Editora do Caderno de Cultura do jornal O Polifônico.

Fotos: Leonor Bianchi

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Seminário Desafios da Liberdade de Expressão, nesta sexta-feira, terá transmissão online

Posted in Brasil, Cidadania, Comunicações, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 03/05/2012

No dia 04 de maio, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC – realizará o seminário “Desafios da Liberdade de Expressão”, em São Paulo. O seminário terá transmissão online (garantida pelo circuito Fora do Eixo) acessível pela página http://www.ustream.tv/channel/fnd.

Os interessados/as poderão interagir e fazer perguntas pelo chat disponível na página.

O objetivo da atividade é envolver um conjunto amplo de entidades e lideranças nacionais para construir coletivamente uma campanha em defesa da liberdade de expressão e por um novo marco regulatório para as comunicações do Brasil.

O evento acontecerá nesta sexta, dia 4, das 9h às 17h30, no auditório do Sindicato dos Engenheiros (rua Genebra, 25 – Centro, São Paulo – SP).

FNDC

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Caixa lança hoje, em São Paulo, quatro programas de apoio a projetos culturais

Posted in Brasil, Cultura by ImprensaBR on 03/05/2012

Será lançado hoje,  na CAIXA Cultural São Paulo – com show de Hermeto Pascoal e Aline Morena – o lançamento dos editais.  Marcos K. Kimura, gerente da filial, comentará o aumento do investimento da CEF em cultura

A Caixa Econômica Federal anuncia logo mais, em evento fechado para jornalistas e produtores culturais, o conteúdo de quatro editais para 2013: o de Ocupação dos Espaços da Caixa Cultural, o de Apoio ao Artesanato Brasileiro, o de Apoio a Festivais de Teatro e Dança, e o de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro (bienal).

O edital 2013 de Ocupação dos Espaços da CAIXA Cultural selecionará projetos para a formação das pautas a serem realizadas no período de março de 2013 a fevereiro de 2014, nas unidades da CAIXA Cultural localizadas em Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Esse edital contempla projetos nas áreas de artes visuais (fotografia, escultura, pintura, gravura, desenho, instalação, objeto, vídeo instalação, intervenção e novas tecnologias ou performances), artes cênicas (teatro, dança e performance de palco), música e cinema. Além destas modalidades, podem ser apresentados projetos de palestras, encontros, cursos, workshops, oficinas e lançamento de livros.

Já o Programa CAIXA de Apoio ao Artesanato Brasileiro contempla as várias etapas do processo produtivo, visando ao desenvolvimento de comunidades artesãs e à valorização do artesanato tradicional e da cultura brasileira.

O Programa CAIXA de Apoio a Festivais de Teatro e Dança selecionará projetos de festivais de teatro e dança que acontecerão em todo o território nacional, no período de janeiro a dezembro de 2013.

Por fim, o Programa CAIXA de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro é bienal e selecionará projetos para museus de implantação ou modernização de sistemas de segurança e monitoramento, além de exposições permanentes e de acessos adaptados a pessoas com necessidades especiais, para execução em 2013/2014.

A CAIXA Cultural é um centro cultural único, por estar a partir deste ano presente em sete cidades brasileiras, levando arte a preços acessíveis, ao mesmo tempo que oferece espaço nobre para muitos artistas desenvolverem seus trabalhos (a cada ano, a CAIXA Cultural abre as portas para cerca de 250 eventos).

Os regulamentos com todas as informações necessárias para a participação serão publicados no site dos Programas Culturais da CAIXA (http://www.programasculturaiscaixa.com.br)

Serviço

Lançamento dos editais de Ocupação dos Espaços da Caixa Cultural, Apoio ao Artesanato Brasileiro, Apoio a Festivais de Teatro e Dança, e Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro (bienal)

Apresentação de Hermeto Pascoal e Aline Morena

Data: 03 de maio de 2012

Horário: 19h30

Local: CAIXA Cultural SP– Edifício Sé – Praça da Sé, 111

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Moradores de Rio das Ostras farão ato pela liberdade

Posted in Brasil, Cidadania, Cidade, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 02/05/2012

No próximo dia 18, sábado, a partir das 14h, na praça José Pereira Câmara, Centro, moradores de Rio das Ostras realizarão um ato pacífico em prol da liberdade. 

Segundo os organizadores da Marcha da Liberdade de Rio das Ostras “a idéia é reunir vários segmentos sociais na praça, num ato pacífico contra as opressões e a favor da LIBERDADE”.

Calma, você não está lendo uma notícia errada. O Ato aconteceu em 2011 e agora, quando faz um ano da Marcha da Liberdade em Rio das Ostras,  publicamos a nota para não deixar a mobilização cair no esquecimento.

Fica a sugestão para a organização de um novo Ato este ano. O jornal O Polifônico apoia a Marcha pela Liberdade!

Texto coletivo dos Organizadores da Marcha da Liberdade de Rio das Ostras

Estamos vivenciando um período de duras repressões aos movimentos sociais, a determinadas categorias profissionais (saúde/ educação/ segurança etc) e a segmentos da sociedade que defendem seus direitos (LGBTT/ negros/ índios/ quilombolas etc). Ao mesmo tempo, o sentido de coletividade vem impulsionando a força popular de mobilização e as pessoas estão indo às ruas expressarem suas reivindicações. A internet torna-se um veículo importantíssimo de comunicação e articulação entre os grupos, transmitindo idéias e promovendo ações que representam estes anseios. Mas isso não basta. Temos que ir para as ruas!

Neste dia 18, Rio das Ostras vai acompanhar o Brasil inteiro promovendo a Marcha da Liberdade. Brasileiros de todos os cantos do país estão convidados a irem para as ruas e, juntos, vamos dizer um basta à repressão e criminalização dos movimentos sociais. Basta à coerção e assédio moral nos locais de trabalho. Basta ao preconceito quanto orientação sexual e religiosa. 

Nossa região sofre grande influência das atividades de exploração de petróleo que, ao mesmo tempo que gera riquezas e “desenvolvimento”, traz consigo uma poeira grossa, que a cultura política local insiste em varrer pra debaixo do tapete ou esconder atrás de monumentais pontes de concreto. Não vamos ser coniventes com aqueles que querem esconder a miséria que existe aqui,que querem apagar a identidade de um povo, que querem nos calar.

Pra quem quiser saber mais:

http://www.marchadaliberdade.org/2011/06/a-marcha-pelo-brasil/

http://www.youtube.com/watch?v=OYUWhvytmJY&feature=player_detailpage

Sobre o Ato:

Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta… que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda…” Nas palavras de Cecília Meireles, somos convidados a nos sensibilizar com algo que, embora pareça tão distante do real, permeia nossas vidas e nos alimenta nessa caminhada.  

E se você ganhasse mal e fosse pra rua protestar por melhores salários e acabasse na cadeia ou com pimenta nos olhos? E se você fosse negro e, ao sair de casa pra trabalhar, alguém te chamasse de vagabundo pelas costas? E se você fosse gay e quisesse dar um beijo na boca do teu amor no meio da Amaral Peixoto em plena luz do dia, você faria? E se você fosse mulher e chegasse numa delegacia pra denunciar que foi espancada pelo companheiro e o policial de plantão te perguntasse, ironicamente, o que você fez pra merecer aquilo? E se fosse natal e teu filho, como todos os amigos da escola, pedisse um Nintendo Ultra Mega de presente e você não tivesse dinheiro pra comprar? E se te perguntassem se VOCÊ É LIVRE, o que você responderia?

Somente sentimos a dimensão de ser livre quando somos, de algum modo, oprimidos. Quando nos são retirados direitos (sejam eles o de ir, o de vir, de falar, de questionar, de ser, de escolher), cala-se em nós a maior capacidade que temos: a de sermos humanos. No mundo das abelhas, por exemplo, existe uma hierarquia natural e inalterável. A rainha nasce e morre rainha, enquanto as operárias passam a vida na labuta da produção do mel. As operárias não questionam esta condição. E a gente, o que faz?

Para que não se cale em nós a condição humana, a opressão precisa ser sentida coletivamente. Se você se sente oprimido sozinho, pouco ou quase nada de seu incômodo será ouvido. A liberdade requer o outro. Somente sentimos a dimensão de ser livre quando somos todos, quando somos juntos. E somente nessa convivência é que praticamos a liberdade. Seja quando nos sensibilizamos pela questão do outro, seja quando pensamos juntos novos caminhos para determinada situação. É nessa troca que começamos a entender as diferenças, não para tolerá-las, porque tolerar implica que talvez sejamos melhores que o outro, mas para VIVER COM. Viver com as diferenças e fazer delas não um motivo para diminuir o outro, mas para fortalecer a todos nós perante as opressões que sofremos histórica e cotidianamente.

O “inimigo” não é o teu vizinho nem teu colega do trabalho. Ele é uma máquina invisível e constante que vai comprimindo nossas utopias e nossa liberdade em nome dos interesses de quem comanda essa engrenagem. Recuse-se a ser apenas uma peça nisso tudo. E experimente ser quem você é, coletivamente.

Clique aqui e leia o jornal produzido para a Marcha da Liberdade de 2011 em Rio das Ostras. 

Colaborou com o envio do texto: Organização da Marcha da Liberdade de Rio das Ostras

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Estudantes e professores, organizem-se! Lula recebe título de Doutor ‘Honoris Causa’ de universidades públicas do Rio de Janeiro

Posted in Brasil, Educação, Estado by ImprensaBR on 28/04/2012

A Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) entregarão os títulos de Doutor “Honoris Causa” concedidos individualmente pelas instituições ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia conjunta a ser realizada no dia 4 de maio, às 10h, no Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, Centro, Rio de Janeiro.

Credenciamento – O credenciamento para a cobertura é obrigatório e será realizado por meio da Assessoria de Imprensa da Uerj apenas pelo e-mail imprensa.comuns@gmail.com, com informações dos integrantes da equipe (nome, profissão e identidade) e telefone para contato. O prazo máximo para o credenciamento é 2 de maio.
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Esse e-mail foi enviado pelo WebMail da UFF
NTi – Núcleo de Tecnologia da Informação e Comunicação

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UFF e professores do PURO aderem à paralisação

Posted in Brasil, Cidade, Coluna do Servidor, Educação by ImprensaBR on 25/04/2012

Em visita hoje cedo ao Polo Universitário de Rio das Ostras, encontramos um cartaz pregado na porta avisando sobre a paralisação de servidores e docentes no dia de hoje. A adesão ao protesto está acontecendo em todo o país por servidores federais.

As principais reivindicações dos docentes são o reajuste salarial e melhores condições de trabalho. De acordo com professores do Polo,  o Foverno Federal descumpriu acordo firmado com a categoria em agosto do ano passado, de que pagaria, até 31 de março deste ano, 4% de reajuste, incorporando a Gratificação Específica do Magistério Superior (Gemas). E também definiria um Plano de Carreira aos docentes das Instituições de Ensino Superior (Ifes) que, ano a ano, vêm perdendo direitos e posições na pirâmide das carreiras federais.

Segundo a presidente da Aduff  (Associação de Docentes da UFF) e professora do curso de Serviço social do Polo Universitário de Rio das Ostras, Eblin Farage, a integração do PURO à paralisação é importante pois demonstra união aos demais servidores, além de fortalecer a mobilização. Em depoimento à ADUFF ela disse que a adesão do PURO à paralisação “é uma forma de fortalecer a principal reivindicação em pauta, que é a campanha salarial unificada. Não existe outro jeito de pressionar o governo. E o problema não para apenas na remuneração, mas se encontra também nas péssimas condições de trabalho”, afirmou.

Na entrevista, Eblin lembrou que são precárias as instalações do Polo, os locais de trabalho dos professores e as salas de aula, improvisadas. Segundo ela, essa falta de ordem no Polo se dá em função da “expansão desenfreada” do ensino público superior. E completa: “Os professores estão dando aulas em contêiner e em porão. Estão vivendo uma série de limitações para o exercício da docência”, declarou.

Segundo a matéria divulgada pelo jornal da ADUFF, “o diretor do pólo universitário da UFF na cidade de Rio das Ostras, Carlos Bazilio Martins, confirmou que as aulas são ministradas provisoriamente em contêineres, mas negou as condições precárias. Segundo ele, as instalações têm “piso amadeirado, isolamento acústico e ar condicionado”. Já a direção do pólo de Nova Friburgo, cidade da região serrana onde segundo a denúncia da Aduff são ministradas aulas em porões, não foi encontrada para comentar a situação’.

De acordo com a Aduff, uma greve geral pode ser anunciada em 17 de maio caso a proposta dos docentes não seja ouvida pelo Governo Federal.

Técnicos-administrativos do Polo também aderiram à paralisação.

Durante todo o dia, o Polo estará sendo ocupado por alunos, docentes e servidores, que farão um grande ato de mobilização entre os interessados diretamente na pauta e a sociedade local.

A paralisação afeta cerca de 50 mil estudantes da universidade que três mil docentes.

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Jornal O Polifônico tem novo Caderno de Cultura

Posted in Brasil, Cidade, Cultura by ImprensaBR on 23/04/2012

Rio das Ostras – A partir de hoje, leitores do jornal O Polifônico contam com uma nova Editoria de Cultura. Com mais conteúdo, o Caderno de Cultura d’O Polifônico trará sempre um painel atual sobre a cena cultural em Rio das Ostras e região sem deixar de noticiar e destacar fatos importantes a respeito da política cultural no Brasil e no mundo.

Se você tem alguma sugestão de pauta, faz apresentação musical, conta histórias, já fez dezenas de curtas-metragens em telefone celular, se faz malabares no sinal de trânsito, bate tambor, dança cateretê, fotografa, é poeta, artista plástico, entre em contato com nossos editores e divulgue n’O Polifônico o seu trabalho.

O Caderno de Cultura d’O Polifônico destaca a entrevista com o estudante de Produção Cultural do PURO, Aloisio Moraes, que participa de uma prêmio de empreendedorismo cultural de porte nacional, publicada na edição Número Zero do jornal O Polifônico impresso (13 a 20 de abril/ 20120, em diversos pontos da cidade).

Além da entrevista, o Caderno de Cultura d’O Polifônico traz outro conteúdo exclusivo: uma apresentação memorável do historiador Mario Alves de Oliveira, maior biógrafo do poeta Casimiro de Abreu, sobre seu livro Casimiro de Abreu, Obra Completa, lançado em 2011 pela editora Academia Brasileira de Letras (ABL).

Fechando a edição do dia, na sessão Cinemofônico, sugerimos o filme Manequim da Dona Flor, com uma das moradoras mais idosas de Rio das Ostras. O curta-metragem foi realizador através de uma oficina de vídeo feita na cidade, em 2008, tendo sido finalizado em 2009. Infelizmente não encontramos muitas informações sobre a obra tampouco sobre a oficina e os realizadores do filme.

O Caderno de Cultura do Jornal O Polifônico é assinado coletivamente pela Produtora Cultural Marina Soares, pelo músico e pesquisador de Memória Regional, Rúben Pereira e pela Editora Chefe e Diretora d’O Polifônico, Leonor Bianchi.

Abraços,

Os Editores.

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Thaís Macedo se apresenta pela primeira vez em Belém, neste sábado

Posted in Brasil, Cidade, Cultura, Estereofonia by ImprensaBR on 22/03/2012

A cantora macaense revelada em Rio das Ostras, Thaís Macedo fará um show em Belém mostrando o trabalho de seu primeiro CD “O Dengo que a Nega tem”, neste sábado, dia 24, às 21h, na Casa d’noca.

No repertório do primeiro CD gravado no ano passado estão MandamentoMinha Arte de AmarFilosofia, Morena do mar, Candeeiro da Saudade e ainda Samba pras Moças,Alguém me Avisou Deixa Clarear, que serão interpretadas na primeira apresentação de Thaís Macedo na capital parense.

Segundo Thaís, a idéia era fazer um CD demonstrativo para ter como material de divulgação, mas o apoio da família, amigos foi grande e então ela resolveu fazer um disco com 12 faixas. “Escolhemos as oito inéditas e quatro regravações”, revelou.

O álbum foi produzido por Carlinhos Sete Cordas e conta com a participação de grandes arranjadores como o maestro Rildo Hora, Ivan Paulo e Fernando Merlino.

Com apenas 23 anos, Thais já é considerada uma das promessas da nova geração do samba, que se destaca não só pela voz e pelo carisma, mas pelo gingado natural e estilo próprio.

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MTur endurece regras para apoio financeiro a eventos

Posted in Brasil, Turismo by ImprensaBR on 15/03/2012

Na última segunda-feira (12) foi publicada, no Diário Oficial, a Portaria nº 112 que dispõe sobre novos parâmetros para o repasse de verbas destinadas ao apoio de programas e ações do Ministério do Turismo (MTur). O documento uniformiza a sistemática a ser seguida e define as exigências para a realização de qualquer evento com recursos do MTur.

Entre outras observações, as apresentações dos projetos candidatos a receber verbas deverão ser feitas com pelo menos 50 dias de antecedência da sua implementação, com o objetivo de possibilitar uma melhor avaliação por parte dos técnicos do ministério e estar com todas as exigências devidamente sanadas pelo proponente com antecedência mínima de trinta dias da data de início da execução do objeto.

A utilização de marcas, nomes ou símbolos que representem promoção de autoridades, bem como o pagamento de cachês a bandas continuam proibidos.

Os eventos tradicionais e de reconhecido apelo “popular” poderão receber apoio, desde que realizados há pelo menos três anos ou edições.

A portaria também fixou um novo limite para repasse aos eventos ligados ao fortalecimento turístico: o teto ficou em R$ 400 mil, dependendo ainda de variáveis como, por exemplo, o número de habitantes do município solicitante. O limite anterior era de R$ 500 mil. Para acontecimentos apoiados por emendas parlamentares, o limite é de R$ 400 mil por ação. Caso haja apoio de duas emendas, o limite passa para R$ 800 mil.

Na opinião do ministro do Turismo, Gastão Vieira, as medidas irão fortalecer os eventos cujo alvo seja a promoção da imagem dos destinos turísticos.”O ministério programa uma fiscalização mais rígida a partir da portaria. Os eventos atenderão, de forma objetiva, à promoção e valorização das atividades turísticas em nossos roteiros, que fazem parte do amplo trabalho de preparação do setor para a Copa do Mundo da FIFA de 2014″, afirmou.

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Produção de petróleo e gás da Petrobras sobe 2,6%

Posted in Brasil, Cidade, Infraesturutura, Macaé, Meio Ambiente, Outras Fontes by ImprensaBR on 24/02/2012
Rio das Ostras é o nome de uma das plataformas responsáveis pelo aumento
São Paulo (AE) – A Petrobras informou nesta sexta-feira, 24, que a produção média de petróleo e gás naturalno Brasil e no exterior em janeiro foi de 2.731,1 mil barris de óleo equivalente por dia (boed). O volume ficou 2,6% acima do registrado no mesmo mês de 2011 e 0,5% maior do que a produção de dezembro de 2011.
Considerando apenas os campos no Brasil, a produção média de petróleo e gás natural alcançou 2.490,5 mil de boed, um aumento de 2,8% em relação a janeiro do ano passado e de 1% na comparação com dezembro de 2011. A produção exclusiva de óleo no Brasil alcançou 2.110,1 mil barris por dia, uma elevação de 2% em relação a janeiro de 2011 e de 1,2% em relação a dezembro.
Em comunicado, a estatal explica que contribuíram para esses resultados a entrada em produção de novos poços nas plataformas P-57, no campo de Jubarte, na P-56, no campo de Marlim Sul, e do Teste de Longa Duração (TLD) de Aruanã, no pós-sal da porção sul da Bacia de Campos, operado pelo navio plataforma FPSO Cidade de Rio das Ostras.
A produção de gás natural dos campos nacionais atingiu 60,4 milhões de m2/d, um aumento de 7,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado e estável em relação ao mês anterior.
Fonte: Agência Estado

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