!@ {o polifônico, [Jornalismo de Intervenção # Por Leonor Bianchi]

O Anima Cine invadiu a redação d’O Polifônico!!!! É tempo para uma reflexão social inteligente e provocadora, característica deste gênero cinematográfico, e o curta animado ‘Imagine uma menina com cabelos de Brasil…’ nos remete bem a esse estado de reflexão crítica sem perder o bom humor…

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‘Imagine uma menina com cabelos de Brasil…’ A animação do ilustrador e animador Alexandre Bersot será exibida no Programa de abertura do Anima Cine Macaé, dia 25 de agosto, no CriaSana. Para ver toda a programação de filmes, acesse o site do festival aqui. O Anima Cine tem programação gratuita.

Realização: Curadoria de Cinema e Escola Livre de Comunicação e Artes
Comunicação: ImprensaBR

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Primeira animação feita na Bahia, Boi Aruá, está na sessão do Anima Cine Macaé Especial para o Cineclube Cinemofônico

Posted in Cineclube Cinemofônico, Cinema, Cultura, Videofonia by ImprensaBR on 16/05/2013

LB

Nossa região está recebendo um projeto de relevante interesse no setor cultural. Trata-se do Anima Cine Macaé, o primeiro festival internacional de cinema de animação da região Norte Fluminense.

O Polifônico é realizador do Anima Cine e, a partir de hoje, prestigiará o gênero Animação em suas sessões do Cineclube Cinemofônico.

Abrindo a programação especial do Anima Cine Macaé no Cinemofônico, apresentamos a obra-prima Boi Aruá (1984), longa-metragem de animação brasileiro dirigido por Chico Liberato.

Boi_Aruá

O desenho animado inspirado na literatura de cordel conta a história de um fazendeiro cujo poder é desafiado sete vezes pela extraordinária aparição de um boi misterioso, o Boi Aruá.

Baseado no imaginário do sertanejo nordestino, Boi Aruá é muito mais do que uma simples e didática adaptação do universo nordestino: é uma transposição extremamente criativa desta cultura para o audiovisual. Com um traço típico dos desenhos de cordel, mas à diferença de J. Borges, tem uma estética própria, singela e poética. A própria narrativa é peculiar, nada óbvia e com diálogos soltos, ficando completamente justificada dentro do mergulho mitológico desejado.

Boi Aruá é a primeira animação produzida na Bahia. O filme tem trilha orquestrada por Ernest Widmere e música de Elomar.

O enredo conta a história de um vaidoso e austero vaqueiro (Tibúrcio), que cisma em capturar um boi selvagem e encantado (Aruá). O desejo de laçar o boi mandinguento se torna uma obsessão que diz muito sobre a personagem. O boi é metamórfico – ora é um simples animal, ora uma espécie de Exu, ora vira uma constelação, ora é o próprio vaqueiro. No curso da história, a verdadeira natureza do Boi se revela ao vaqueiro Tibúrcio.

Sobre o diretor

Francisco Liberato já realizou 10 curtas. Sua carreira começa em 1972 filmando “Anti-strofe”, e seu o último, curta é “Um Outro”, de 2008.

Seu recente projeto é o longa-metragem “Ritos de Passagem”, no qual lançou mão da computação gráfica pela primeira vez um de seus filmes. Na produção, que já correu muitos festivais de cinema de animação, seu filho, João Liberato, assina a trilha sonora, que mistura música erudita com instrumentos regionais como alfaia e agogô.

ritos_de_passagem_chico_liberato

Em entrevista ao IRDB Instituto de Radiodifusão da Bahia, Chico contou quais são seus planos para o próximo projeto: “Resgatar a história da fundação do Brasil. Desenhar e animar tribos indígenas, o tráfico de escravos e a colonização portuguesa até desembocar nos dias atuais, cujo símbolo maior de encontro cultural é o carnaval”, disse.

Assista o trailer de Ritos de Passagem

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Comemoração de cinco anos do Cineclube Lumiar exibirá o clássico ‘O povo do cinema de Lumiar’

Flávio Nascimento e Luisa são personagens do filme que abriu uma nova possibilidade para o cinema em Lumiar, em 2004.

Flávio Nascimento e Luisa são personagens do filme que abriu uma nova possibilidade para o cinema em Lumiar, em 2004.

As comemorações do quinto ano de atividades do Cineclube Lumiar (Nova Friburgo), acontecerão no próximo domingo, no próprio cineclube.

Entre as atrações artísticas que estão programadas para o dia, não poderiam faltar as exibições de cinema. E neste dia o filme rodado em 2004 no vilarejo ‘O povo do cinema de Lumiar’ será exibido junto a outras fitas-surpresa.

O filme é um documentário de 20 minutos dirigido pela jornalista e produtora da Mostra Cinema Popular Brasileiro, Leonor Bianchi. Ambos, o filme e a Mostra comemoram dez anos em 2013 e a ocasião certamente será de muita emoção não apenas para a realizadora, que depois de apresentar o filme em 2004 na Ação Rural, em Lumiar, nunca mais voltou a exibir o curta no vilarejo onde foi gravado, mas principalmente para a comunidade local, que vem demandando há tempos da diretora do doc. uma nova exibição do filme. Ano passado, em novembro, o curta foi exibido na abertura da 9ª Mostra Cinema Popular Brasileiro, mas não em Lumiar e sim na cidade vizinha, São Pedro da Serra, na Casa Cultural Mata Atlântica.

O filme tem depoimentos de moradores antigos e de pessoas que vieram de outras cidades para Lumiar, como Maria Cristina (da Oficina Escola As Mãos de Luz), Flávio Nascimento (o Poeta), Luisa (contadora de histórias), o professor Ari Celso, professores do Colégio Estadual Carlos Maria Marchon, Mestre Messias (violeiro e artista plástico já falecido), assim como Seu Denir Klein, pai do Vovô (do bar do Vovô), que também já se foi, entre outros.

O filme indaga o que o povo de Lumiar assiste na TV e no cinema e como a comunidade e a escola assumem o papel de protagonistas da narrativa histórica dos fatos locais utilizando o cinema e o audiovisual.

A sessão começa às 19h, a classificação indicativa é livre e a entrada é franca. O Cineclube Lumiar fica na Rua Dep. Amâncio Mario de Azevedo, 145, (em frente ao lago de Lumiar).

Não perca ‘O povo do cinema de Lumiar’ no próximo domingo, dia 24 de fevereiro, nas comemorações de cinco anos do Cineclube Lumiar.

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Favela dos meus amores: O filme não exibido neste Carnaval pelo Cineclube Cinemofônico

Posted in Brasil, Cineclube Cinemofônico by ImprensaBR on 10/02/2013

Nossa sugestão para a sessão do Cineclube Cinemofônico deste domingo de Carnaval poderia ser a versão telecinada (e postada em uma dessas modernas plataformas de exibição de vídeo na internet) do clássico ‘Favela dos meus amores’ (1935), de de Humberto Mauro.

Carmen Santos e Antonia Marzullo (tia da Marília Pêra).

Carmen Santos e Antonia Marzullo (tia da Marília Pêra).

Mas, lamentavelmente, assim como grande parte dos filmes produzidos no Brasil nas décadas que antecederam os anos 50,  muitas películas desapareceram, sumiram, ou simplesmente deterioraram-se nos precários acervos dedicados ao cinema brasileiro.

O caso de Favela dos meus amores – que sumiu deixando imensa lacuna em nossa cinematografia, ainda mais quando falamos de seu diretor, o chamado Pai do Cinema Brasileiro, Humberto Mauro, e seu legado ao cinema nacional -, assemelha-se ao do não menos importante Moleque Tião, dirigido por José Carlos Burle, em 1943. Baseado em uma reportagem sobre a vida de Sebastião Prata (Grande Otelo), foi o primeiro longa-metragem rodado nos estúdios da Atlântida.

“Parcialmente filmado no Morro da Providência, no Rio de Janeiro, o filme recebeu diversas interpretações pelos historiadores do cinema brasileiro (algumas bastante equivocadas) e ainda hoje seduz pelos relatos de sua excelente recepção crítica e pelo grande seu sucesso junto ao público.

A reportagem abaixo, sem fonte conhecida, anuncia o futuro lançamento do filme produzido e estrelado por Carmen Santos” (Rafael de Luna Freire, em Viva Cine).

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Favela dos Meus Amores foi o primeiro a retratar a vida no morro, em condições menos favorecidas, moradias pobres e a contar a história de uma escola de samba. A película contou a Escola de samba Portela, tanto na criação das cenas, como contagiando com o seu samba.

Favela dos meus amores tem musicas de Lamartine Babo, Noel Rosa, Carlos Braga e participação especial de Carmem Miranda. Humberto Mauro abriu um filão explorado pelo cinema brasileiro no período, derivando para os filmes musicais e as chamadas chanchadas.

Favela dos Meus Amores não é só uma demonstração paisagística, turística folclórica. Desperta o interesse da intelectualidade de esquerda, devido ao apelo do filme que realça a miséria que sempre reinou nos morros cariocas.

O argumento do filme é de Henrique Pongetti, o mesmo que chamou Humberto Mauro de”Freud de Cascadura”, por causa de suas incursões psicanalíticas em Ganga Bruta.

A filmagem foi quase que inteiramente no Morro da Providencia, na Saúde, Rio, e por essa razão, Humberto Mauro diria na década de 60, que tal autenticidade poderia razoavelmente lhe colocar como “precursor do neo-realismo italiano”. Tal frase levou Mauro à polícia para se “enquadrar”, pois ”numa cena importantíssima, que a censura queria cortar, alegando que mostrávamos muitos pretos, era triste demais.

Entretanto, Favela dos Meus Amores, porém foi sua acolhida na trincheira da intelectualidade da esquerda brasileira, que montada nos seus principais expoentes dos diversos ramos das artes, haja vista que, já empregava uma luta surda contra o autoritarismo reinante. Humberto Mauro, jamais deixou de se envolver abertamente nessa luta.

É um filme com ares grandiosos, notável e dessa simbiose foi feito assim, Favela dos Meus Amores: o melhor filme já realizado no Brasil em todos os tempos. A começar pelo elenco que tem os principais nomes da época como português Jayme Costa, Norma Geraldy, Rodolfo Mayer, e a vedete Eros Volúsia entre outros: Sílvio Caldas, Jaime Costa, Belmira de Almeida, Russo de Pandeiro, Pedro Dias, Itala Ferreira, Norma Geraldy, Armando Louzada, Antonia Marzullo, Rodolfo Mayer, Leopoldo Prata, Carmen Santos, Oswaldo Teixeira, Eduardo Viana, Eros Volusia.

O musical conta a história de “dois rapazes recém-chegados de Paris, que trazem maravilhosas idéias civilizadoras dentro do cérebro. Como, porém, voltaram sem vintém, começaram a apelar para um leilão dos móveis e objetos de arte que guarnecem sua ‘garconiére’, último vestígio da passagem da opulência. A grande ideia seria instalar um cabaré na favela! Para turistas à cata de novas sensações e também para os habitantes da cidade. O capitalista seria o Sr. Palmeira – português capacitado e amante de crioulas -, e o Sr. Palmeira ficou encantado com a ideia. No morro, famosos, um dos rapazes experimenta a maior surpresa: encontrou ali, vivendo entre os humildes, ensinando a ler às crianças, Rosinha, uma princesinha encantada, rainha do morro e logo – como é uso nos filmes – por ela se apaixonou. Rosinha era amada pelos cantores de samba do morro e… que acontece então?…”

O filme foi produzido pela Brasil Vox Filme com produção de Carmem Santos.

Como não podemos assistir Favela dos meus amores, vamos ler mais sobre este emblemático filme de Humberto Mauro, na análise de Marcos Napolitano, Professor Doutor do Departamento de História da USP. Em seu artigo “O fantasma de um clássico”: recepção e reminiscências de Favela dos Meus Amores (H. Mauro, 1935), ele aborda: “1) o papel de “Favela…” na construção de uma nova identidade nacional e de uma nova cultura popular urbana, tendo como centro o Rio de Janeiro; 2) os aspectos ideológicos e estéticos da recepção crítica do filme; 3) Seu papel como objeto de memória da história cultural brasileira. A partir destes três eixos de análise pretendo mapear o impacto de “Favela…” na formatação de uma nova cultura “nacional popular” no Brasil, cujo sentido ideológico era disputado à esquerda e à direita”.

O fantasma de um clássico” recepção e reminiscências de Favela dos Meus Amores O fantasma de um clássico” recepção e reminiscências de Favela dos Meus Amores

Veja algumas notas sobre o filme publicadas na imprensa carioca.

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Curta Criatura na sessão desta terça-feira no Cineclube Cinemofônico

Posted in Brasil, Cineclube Cinemofônico, Cultura, Videofonia by ImprensaBR on 22/01/2013

O curta Criatura, de Márcia Bretas, é nossa sugestão de hoje para a sessão de cinema do Polifônico, no Cineclube Cinemofônico.

O vídeo foi realizado na oficina do Festival do Recine, em 2005, ano em que foram restauradas imagens em 16 mm da antiga e extinta TV Tupi. Kinescopado, esse material, essas imagens, sem data, sem som, sem contexto (com cerca de dois segundos e meio no máximo) virou um filme. Na verdade, vários filmes, pois além do curta de Márcia, outros foram realizados ao longo da oficina Recine por quem participou da mesma.

“O festival do ano tinha como proposta central (re)significar essas imagens dentro de um cotexto atual e eu trabalhei em cima disso realizando um documentário que retrata um comportamento do ser humano que se repete em todos os lugares e através dos tempos”, comenta a diretora do curta.

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São Pedro da Serra ganha novo espaço de cultura

casa_da_mata_atlanticaFoi inaugurada, no dia 1 de novembro, a Casa Cultural Mata Atlântica. A Casa fica em São Pedro da Serra, Nova Friburgo e está aberta com uma extensa programação cultural.

Na Casa funciona o Empório Mata Atlântica com seu restaurante e a venda de produtos orgânicos, vinhos, pães e bolos integrais, compotas, conservas, cachaças de todo o Brasil e cervejas artesanais. Ainda na lojinha do Empório, podem ser encontrados artigos de vestuário feitos por artesãos de Nova Friburgo, artesanatos brasileiros e uma livraria especializada em história regional e meio ambiente.

Na última semana do ano (data a confirmar) acontecerá uma roda de choro com grandes instrumentistas. Além da música, a programação se estende ao cinema com o Cineclube Mata Atlântica, que realiza sessões aos sábados e domingos com entrada franca (acompanhe a programação do Cineclube através da fan page da Casa).

Videoteca Cinema Popular Brasileiro

A Casa Cultural Mata Atlântica guarda o acervo da Videoteca Cinema Popular Brasileiro. São centenas de títulos que podem ser assistidos na própria Casa, nas sessões do Cineclube ou em sessões pré-agendadas.

Os filmes da Videoteca podem ser solicitados para exibições em associações de diversas naturezas, escolas públicas e projetos de diversas naturezas. Para solicitar algum título é necessário enviar um e-mail para a Casa.

A Casa recebe reservas para hospedagem e camping.

Para saber mais sobre a Casa Cultural Mata Atlântica, acesse http://www.facebook.com/pages/Casa-Cultural-Mata-Atl%C3%A2ntica/458669617502689, ou mande um e-mail para casaculturalmataatlantica@gmail.com

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Beira Rio, documentário de Diogo Costa, vencedor da 9a Mostra Cinema Popular Brasileiro é o filme da sessão do Cinelube Cinemofônico desta terça-feira

Posted in Cineclube Cinemofônico, Cultura, Meio Ambiente, Videofonia by ImprensaBR on 27/11/2012

BEIRA RIO (documentário, 2011) from Diogo Costa Pinto on Vimeo.

Direção: Diogo Costa Pinto

Tempo de duração: 43min, Brasil, 2011

Gênero: Documentário

Ano: 2011

País de origem: Brasil

Estado/ Cidade: São Paulo/ São Jose dos Campos

Sinopse: No município de São José dos Campos uma comunidade se instala à beira rio para sobreviver dos benefícios da pesca. São 140 pessoas, a maioria ligada por laços de parentesco, que contam sobre sua identidade, suas dificuldades, sua relação com a família e os vizinhos, suas crenças e aspirações futuras.

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Veja quem foram os filmes vencedores da 9a Mostra Cinema Popular Brasileiro

Posted in Brasil, Cineclube Cinemofônico, Cultura by ImprensaBR on 12/11/2012

Beira Rio, de Diogo Costa Pinto foi o grande vencedor da mostra competitiva da 9a Mostra Cinema Popular Brasileiro com 122 curtições. Tudo volta para o mesmo lugar, de Marcus Curvelo com 54 ficou em segundo e em terceiro, Retrato Invisível, Denise Soares.

No município de São José dos Campos uma comunidade se instala à beira rio para sobreviver dos benefícios da pesca. São 140 pessoas, a maioria ligada por laços de parentesco, que contam sobre sua identidade, suas dificuldades, sua relação com a família e os vizinhos, suas crenças e aspirações futuras.

Os três filmes ganharão a tradução e a legendagem de seus filmes para o inglês através da empresa BVaz Idiomas, parceira da 9a Mostra Cinema Popular Brasileiro e quem oferece os prêmios.

 

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Segue online a 9a Mostra Cinema Popular Brasileiro

Posted in Brasil, Cineclube Cinemofônico, Cultura, Editorial, Educação, Estado, Turismo, Videofonia by ImprensaBR on 07/11/2012

LB

Começou na quinta-feira dia 1 a 9a edição da Mostra Cinema Popular Brasileiro. Este ano a mostra acontece presencialmente em espaços culturais de São Pedro da Serra e no Sarau Monster, dia 11, em Barra de São João, e também online, através do site da mostra (www.mostracinemapopularbrasileiro.wordpress.com).

Mais um ano de sucesso e reconhecimento do público são pedrense, que na noite de sábado lotou o espaço da sala de cinema da Casa dos Saberes e aplaudiu de pé a sessão!

A 9a Mostra Cinema Popular Brasileiro é competitiva para os filmes que estão no site, e o público pode curtir através do botãozinho do Facebook os filmes que mais gostar. Os três filmes mais curtidos ganharão a tradução do roteiro para o inglês. a premiação é oferecida pela empresa BVaz Idiomas, parceira da 9a Mostra Cinema Popular Brasileiro.

A 9a Mostra Cinema Popular Brasileiro passou ainda pela Casa Cultural Mata Atlântica, na Bocaina dos Blaudts, em São Pedro da Serra, onde foi exibido no dia 1, durante a abertura da mostra, o curta-metragem dirigido por mim ‘O Povo do Cinema de Lumiar’. O filme foi gravado em 2004 e exibido naquele ano na primeira edição da mostra no vilarejo friburguense. Com depoimentos de muitos moradores tradicionais da cidadezinha, o filme é um documento importante para a memória local e ficou marcado na história de Lumiar como sendo o segundo filme a ser rodado no lugar. Nos anos 70 uma obra abordando a Coluna Prestes, que esteve ali, foi gravado em Lumiar. Depois de sua exibição em 2004, o curta O povo do Cinema de Lumiar não tinha mais sido exibido para o público local, oque transformou a sessão de abertura da 9a Mostra cinema Popular Brasileiro um momento muito especial.

Para assistir aos filmes da mostra, acesse http://www.mostracinemapopularbrasileiro.wordpress.com.

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9ª Mostra Cinema Popular Brasileiro começa nesta quinta-feira, dia 1°

Posted in Brasil, Cineclube Cinemofônico, Cultura, Região, Turismo, Videofonia by ImprensaBR on 30/10/2012

Sessão de abertura será durante a pré-inauguração da Casa Cultural Mata Atlântica, em São Pedro da Serra 

A 9ª Mostra Cinema Popular Brasileiro começa nesta quinta-feira dia 1°, véspera de feriado nacional de finados, e segue até 12 de novembro. Este ano, pela primeira vez a mostra acontece também pela Internet. Na programação presencial duas cidades participam damostra: Nova Friburgo, onde a mostra começou, em 2004, e Barra de São João, distrito de Casimiro de Abreu, inseridaeste ano no circuito de exibição da mostra.

Exibições pela Internet possibilitarão ampliação do público

No dia 1°, a mostra abre o calendário 2012 pela Internet,pelo site www.mostracinemapopularbrasileiro.wordpress.comonde todos que assistirem aos filmes poderão votar através do botão Curtir e ajudar a eleger os três melhores filmes da 9ª Mostra Cinema Popular Brasileiro.

E embora a Internet tenha mudado um pouco o perfil da mostra, sua idealizadora e coordenadora geral, Leonor Bianchi, acredita que o ponto positivo dessa mudança seja a ampliação do acesso do público aos filmes da mostra, possibilitado pela exibição online dos mesmos. Ela afirma, que esta é uma nova maneira de assistir cinema, que se impõe cada vez mais, e a mostra quer conhecer quem são os realizadores que trabalham também para o ambiente virtual,e quem é o público do cinema exibido na rede.

Segundo a produção da 9ª Mostra Cinema Popular Brasileiro, este ano a mostra recebeu filmes de todas as regiões do Brasil, mas pelo fato de ter aberto sua programação também de forma online, houve uma redução significativa do número de filmes inscritos. “Sempre fizemos a mostra de maneira não competitiva e sempre recebemos filmes de excelente nível de todo o Brasil. De dois anos para cá escolhemostentar desenvolver um perfil competitivo além dos Panoramas Informativo, e Regional e isso atraiu mais inscrições, o que é um dado; as pessoas procuram inscrever seus filmes em mostras e festivais que tenham premiações. Este ano, pelo fato de termos levado a plataforma de exibição da mostra para o ambiente virtual, extrapolando as janelas das salas de cinema convencionais, comerciais ou em salas de cinema digital de centros culturais e educativos recebemos menos filmes que nos anos anteriores, cerca de 30% a menos”, comenta a idealizadora da Mostra Cinema Popular Brasileiro, Leonor Bianchi, explicando que muitos realizadores não inscrevem seus filmes porque em nível nacional e internacional centenas de mostras e festivais de cinema exigem que a obra seja inéditainclusive e, sobretudo, na Internet.

Mostra volta para Friburgo, na serra, mas terá sessão em Barra de São João, no mar

Ela comenta ainda, que depois de um ano sem acontecer em Nova Friburgo a mostra volta para o município para ficar e consolidar seu espaço no cenário das atividades artísticas, culturais e turísticas de São Pedro da Serra. “Ano passado a mostra aconteceu em Macaé e Rio das Ostrasquebrando um ciclo de sete anos sem interrupção de sua realização em Friburgo,nos distritos de Lumiar e São Pedro da Serra. A mostra aconteceu em 2004 em Lumiar e já no ano seguinte foi para o Espaço Cultural São Pedro da Serra, onde ficou até 2010.

Este ano conquistamos uma nova parceria em São Pedro da Serra; a Casa dos Saberes. A Casa é coordenada pela advogada e educadora ambiental, Lia Caldas, e por Reinaldo Queiroz, morador antigo de São Pedro,pessoa envolvida desde sempre com as atividades culturais locais, e conta ainda com a colaboração de um extenso coletivo de militantes e ativistas ambientais e culturais de são Pedro da Serra e região. Seu público frequentador é eclético e vai desde o morador local, o agricultor, os educadores, os estudantes, as crianças… chegando aos turistas, atraindoos curiosos. Só por essa variedade de possibilidades de público que encontramos na Casa dos Saberes para dialogar com a mostra já estou empolgada com a parceria e com as exibições que acontecerão lá. Tenho certeza que serão dois dias intensos de exibição, além de estarmos dentro de um feriado nacional quando a mostra passar por lá”, destaca Leonor.

Ao todo serão exibidos 48 filmes durante a mostra. Escolha a sua sessão presencial ou virtual… e curta!

Os três filmes mais curtidos pelo público ganharão a tradução de seu roteiro para o inglês. Os prêmios são oferecidos pela empresa Bvaz Idiomas, parceira da 9ª Mostra Cinema Popular Brasileiro.

A 9ª Mostra Cinema Popular Brasileiro é realizada pelo jornal O Polifônico – Jornalismo de Intervenção (www.opolifonico.wordpress.com), Escola Livre de Comunicação e Artes (ELCA) (www.escolalivredecomunicacaoeartes.wordpress.com), com apoio da Associação Cultural Rio das Artes (ACRA,) (www.associacaoculturalriodasartes.wordpress.com), Bvaz idiomas (www.bvazidiomas.com.br) e Videolog.

Casa Cultural Mata Atlântica faz sua pré-inauguração com exibição do documentário ‘O povo do cinema de Lumiar’ gravado há nove anos e nunca mais exibido em público

Ainda na abertura da mostra haverá uma sessão especial durante a pré-inauguração da Casa Cultural Mata Atlântica, em São Pedro da Serra. Na sessão será exibido o curta-metragem documentário da jornalista e idealizadora da Mostra Cinema Popular Brasileiro ‘O povo do cinema de Lumiar’,realizado em 2004 e exibido apenas na primeira edição da mostra e nunca mais assistido novamente pelos moradores locais,que participaram do filme e pelas novas gerações. Na sequencia serão exibidos outros curtas. A sessão está marcada para às 18h00, e o endereço é Estrada Manoel Kinupp S/N°, Bocaina, São Pedro da Serra, Nova Friburgo (RJ).

No final de semana seguido do feriado de finados, nos dias 3 e 4 a mostra acontecerá na Casa dos Saberes, em São Pedro da Serra, às 19h, mantendo sua programação na Serra do Alto Macaé.

Mostra também terá sessão especial no Monster sarau, em Barra de São João

No dia 11, durante o Sarau promovido pelo Coletivo Monsterem Barra de São,mais curtas serão exibidos dentro da programação da 9ª Mostra Cinema Popular Brasileiro, que termina no dia 12 de novembro.Neste dia, a mostra acontecerá na Av. Oceânica N°, 249, Pousada da Barra, N◦ 249. A sessão vai acontecer dentro da programação do Sarau, marcado para começar a partir das 16h.

O coletivo Monster é formado por alunos do curso de produção Cultural da UFF PURO de Rio das Ostras e por moradores e agentes culturais de Rio das Ostras, Barra de São João e outras cidades da região. Leia mais sobre (link sobre o coletivo publicada em O Polifônico em meados de setembro).

Todas as sessões da 9ª Mostra Cinema popular Brasileiro têm entrada franca. A Classificação Indicativa dos filmes deve ser verificada na Programação.

Veja a Programação:

http://mostracinemapopularbrasileiro.wordpress.com/programacao-9a-mostra-cinema-popular-brasileiro/

Contato para mais informações: cinemapopularbrasileiro@gmail.com

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Cineclube Cinemofônico deste domingo de eleições apresenta: Vocação do Poder, de Eduardo Escorel e José Joffily

Posted in Cidade, Cineclube Cinemofônico, Eleições 2012 by ImprensaBR on 07/10/2012

O documentário Vocação do Poder, de Eduardo Escorel e José Joffily, é uma espécie de Big Brother Brasil misturado com horário político.

O filme, rodado no Rio de Janeiro durante as eleições municipais de 2004, acompanha o dia-a-dia de seis candidatos a vereador de primeira viagem, desde as convenções partidárias até a apuração das urnas e o resultado das eleições.

O resultado é um interessante painel político e sociológico – e mesmo psicológico – do Brasil. Claro que não é possível tomar essa amostra como um todo. Mas no universo delimitado pelos cineastas, Vocação do Poder faz uma leitura às vezes perturbadora do processo político nacional.

São seis candidatos às vagas de vereador da cidade, todos concorrendo pela primeira vez. Antonio Pedro é um empresário que já teve cargos públicos. Carlo Caiado, estudante de administração, começou na política como assessor de um deputado estadual. André Luiz Filho é filho de uma deputada estadual e de um ex-deputado federal, cujo mandato foi cassado depois que o filme já estava pronto.

Já a pastora Márcia Teixeira busca seus votos entre os membros de seu Projeto Vida Nova, que tem mais de 50 igrejas no Brasil e exterior. MC Geléia é compositor de rap e produtor musical que tenta conquistar seus eleitores na periferia. E, por fim, o advogado e professor universitário Felipe Santa Cruz, que atuou por muitos anos na política estudantil.

Os seis personagens do filme foram selecionados por meio de uma pesquisa na Internet, na qual os interessados em participar do documentário responderam perguntas sobre orientação política, partidária e condições da campanha.

Com cerca de 70 questionários respondidos, os cineastas buscaram selecionar pessoas de diferentes partidos e áreas de atuação na cidade.

Vocação do Poder acompanha o trabalho dos candidatos selecionados, como suas táticas de abordagem aos eleitores na rua, seus programas de TV e sua vida social e familiar.

Os documentaristas buscam a maior imparcialidade possível para compor um retrato de quem são e como agem os candidatos. Assim, também mapeiam a condição socioeconômica do Rio. Os candidatos praticamente nunca se encontram em cena e a platéia tem o privilégio de observar várias facetas do jogo político.

Um exemplo disso é a oposição quase completa que existe nas campanhas de André Luiz e MC Geléia. O primeiro, vindo de uma família que tem tradição na política e verba para campanha, é capaz de fazer uma megacarreata, encher a cidade de cartazes e outdoors.

Enquanto isso, o outro candidato raramente tem chance de ir além do corpo-a-corpo com o eleitor na região onde mora. O resultado disso se mostra claramente nas urnas.

Texto: Terra

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Nota de rodapé para o Cinema Popular Brasileiro

LB

Quem conseguiu ler o post do João Rocha (ele não é meu amigo) no grupo Macaé Cine? Ele cita meu nome e eu fui excluída desse grupo. Rúben Pereira tá aqui lendo essa postagem do meu lado e os caras me excluíram em função da grita que dei semana passada, depois de tentar diálogo centenas de vezes via mensagem fechada com a Thalita, organizadora do projeto, e não obter êxito.

Era pra ser um post, mais um, quem sabe não seria levada a mais um bate bola, ops, bate boca desnecessário nesta rede…

Desnecessário, vírgula!

Aliás, pra quem só lê minhas gritas virtuais e não sabe o que há por trás delas, fique esperto e deixe de ser malicioso(a), pois estas só chegam pro universo virtual aberto, público, depois de eu ter tentado de todas as formas possíveis e imaginárias o diálogo amistoso e saudável, produtivo para todos, e isso é razoável para uma jornalista, que, como todos aqui (todos não afirmaria… tem muita gente perdida na rede ainda, e como tem!!!), tenho, e muito, o que fazer nesta encarnação além de tentar buscar o diálogo com o mundo pelas redes sociais esquizofrênicas…

Netqueta não existe! Essa moda no Brasil de não expor as pessoas pela rede é inviável com o que a rede se propõe a ser! Tem que expor mesmo! O cara luta anos pela lei da transparência no Brasil e no Facebook não admite que os antiéticos sejam revelados e expostos em suas entranhas! Que lógica tem isso? Muita demagogia, sabe. O povo tem o que merece…

E cá pra nós, povo brasileiro, aqui no Brasil ninguém ainda sabe usar a rede dentro de toda a sua potencialidade, não é mesmo? Tem muita gente só apertando enter por aí… e apertando onde não era pra apertar!

Sobre o tal rapaz João Rocha que preferiu falar de mim por traz, excluindo-me de seu grupinho fechado no facebook e na vida real (srsrssr) e sobre seu ‘({[projeto de cinema]}’, o que eu penso a respeito – ainda que ele não tenha me perguntado diretamente e tenha preferido expor o que pensa sobre mim e seu projetinho apenas para seu grupo fechado no face… (srsrsr) -, é que ele não entende realmente o que é e como funciona a cadeia produtiva do cinema, como funciona essa cadeia aqui no Brasil, como funciona essa mesma cadeia nos grotões onde ainda não existe cinema e como funciona essa cadeia nas cidades emergentes onde predominam as salas comerciais.

No meu entendimento ele está brincando de fazer exibição de cinema, e isso é sério pra caramba porque diz respeito exatamente a uma discussão que vem sendo travada há décadas no cinema brasileiro por quem faz a política pública no setor. E ainda que seja enfadonha a indagação: Que cinema queremos? Será que esse rapaz sabe responder isto?

E ele pessoalmente em sua mostra, que quer ele com este cinema? Um festival megalômico, que não deveria atender a um desejo privado, mas sim fundamentar-se no caráter de utilidade pública. O problema é que neste projeto acontece justamente o inverso. O que seus produtores argumentam e tomam como a maior justificativa para  a manutenção do projeto na cidade, não é o clamor dos cinéfilos locais, pois nem isso o cineclube Macaba Doce, que existe há três anos em Macaé, conseguiu criar no cenário dada sua inércia fatal… Eles não tem sequer um público fiel, um público que dissesse: sim, queremos esta mostra em Macaé, pois ela é necessária para a cidade, nela nós nos vemos, com ela nos identificamos! Não. Nesse projeto do João Rocha e amigos, fica clara que a proposta do autor é a autopromoção – haja vista os troféus idênticos aos do Oscar estadunidense e do tapete vermelho colocado na porta do Solar dos Mello, durante a mostra no ano passado, a primeira edição do projeto.

Isso é extremamente sério na medida em que há uma turma que apóia o surgimento de uma mostra em qualquer esquina do Brasil, atualmente. São escolas diferentes. Eu penso mais antes, prefiro me associar a um projeto já existente antes de ousar lançar outro igualzinho em paralelo quase que pra disputar público, um público que, diga-se em negrito, ainda precisa muito ser educado para assistir cinema… Os caras acham bom ter uma mostra em qualquer esquina, mas não oferecem estrutura para isso. Refiro-me ao Estado, aos modelos vigentes de financiamento e ‘apoio’ para estes projetos. Então isso é um dos pontos de um grande debate no setor… só esclarecendo quem dá pitaco sem saber que a coisa tem uma dinâmica outra…

Geralmente essas mostras não geram empregabilidade e não têm sustentabilidade financeira, seus proponentes não têm relações mais consolidadas com os locais onde fazem essas mostras, mas pro relatório que a ANCINE redige no fim do ano, esses cara são bons porque entram pra cadeia e ajudam a criar um falso índice a respeito do cinema nacional e sua cadeia produtiva.

Hoje, no Brasil, a maioria das aferições que a ANCINE faz para a coleta de dados e por fim, a criação de relatórios e índices a respeito do desenvolvimento da indústria são bastante questionáveis, ainda que exista em paralelo e em contraste com isto que afirmei, dentro mesmo do corpo desta agência reguladora, pessoas sérias tentando trabalhar honestamente.

Voltando a grita (a minha), e ao fato de o tal João Rocha ter me excluído de seu grupinho…  ainda tem quem diga que esse povo é do bem… dúvidas? A cada segundo tenho certeza de que não há alguma… quanto mais for expurgada por pessoas como essas, mais perto do que tanto busco encontrar estarei. Quem age comigo desta maneira, ou seja, repelindo-me, livra-me de sua companhia aduladora e medíocre.

Infelizmente Rubinho disse que não vai comentar o post pra não pegar mal pra ele. Agora veja, o cara fala tanto em cultura, defende tanto a cultura e quando tem que abrir a boca, prefere se calar… realmente devo estar tentando diálogo com quem não quer dialogar comigo.

Mas de tudo sempre fica uma mensagem, ainda que secreta dentro de nós…

Por fim, gostei de saber que esses anos todos trabalhando em prol do acesso das populações mais carentes à cultura, à educação, à arte, à comunicação e por fim, ao cinema brasileiro não foram em vão. Ajudaram a iluminar suas mentes e fizeram com que compreendessem que para abrir qualquer pauta sobre o assunto ‘exibição de cinema’, seja em Rio das Ostras, Macaé… região, uma notinha de ropapé a Leonor Bianchi e ao seu Cinema Popular Brasileiro vocês não tem como não dar, ainda que secretamente, entre vocês mesmos.

Humildade é para os sábios, não um dom que todos podem lançar mão.

Obrigada pela nota de rodapé que eu mesma não li… para o bem ou para mal. Para além do bem e do mal estou eu desta lógica binária grega, arcaica. Prefiro o devir no meio do caminho, a sinapse no discurso, um lapso no pensamento…

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Cineclube Cinemofônico exibe o documentário ‘Bem de Raiz – Episódio População Rural e Ribeirinhos’

Posted in Cineclube Cinemofônico by ImprensaBR on 02/05/2012

Seguindo a programação especial temática sobre o Dia do Trabalhador, o Cineclube Cinemofônico exibe hoje através do site do jornal O Polifônico, o documentário curta-metragem ‘Bem de Raiz – Episódio População Rural e Ribeirinhos’.

O filme integra uma série audiovisual de cinco episódios sobre as condições de vida e as expectativas das populações atingidas pela instalação do AHE Jirau no Rio Madeira.

Está série faz parte do “Estudo Complementar Qualitativo de Aspectos Socioeconômicos e Culturais das Localidades da Área de Influência do AHE Jirau, diagnóstico produzido durante a elaboração do Programa Básico Ambiental (PBA), no âmbito do licenciamento do AHE Jirau.

A produção de 2008 é assinada pela Abaeté Estudos Socioambientais.

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Dia do Trabalhador é tema do Cineclube Cinemofônico

Posted in Cineclube Cinemofônico, Cultura, Videofonia by ImprensaBR on 29/04/2012

Ao longo desta semana o Cineclube do jornal O Polifônico – o Cinemofônico – apresenta um programa dedicado às obras cinematográfica do cinema mundial que contextualizam o universo do trabalho e do trabalhador.

Abrimos o programa com o filme de Elio Petri, A Classe Operária Vai ao Paraíso, ícone do cinema italiano dos anos 70.

Reunindo três grandes nomes do Neo-Realismo Italiano; o próprio diretor, o ator Gian Maria Volontè, e o compositor Ennio Morricone o filme permanece forte nos dias de hoje, mesmo com tantas mudanças sociais e econômicas no cenário mundial.

Depois de ter permanecido anos sem entrar nas listas de mostras de cinema e principalmente das salas de cinema, foi lançado em DVD em 2009 (Versátil).

Elio Petri, nasceu em Roma em 1923 e faleceu em 1982. Seu pai era operário, e a convivência com a vida dos trabalhadores levaram-no a integrar no maior partido comunista do Ocidente, o PCI, onde esteve à frente de inúmeras atividades culturais desenvolvidas para a juventude. Formado em Literatura pela Universidade de Roma colaborou na imprensa onde escrevia críticas para o L’Unità, jornal oficial do partidoA militância no PCI durou pouco. Em 1956, por discordar da invasão soviética da Hungria, decidida pelo Kremlin para sufocar a tentativa de revolta do país contra o regime, deixa o partido.

Um tour-de-force do grande Volontè

Texto de Sérgio Vaz

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Gian Maria Volontè tem neste filme uma das melhores atuações de sua carreira brilhante. É uma interpretação extraordinária, um tour-de-force, uma coisa assustadora. Ele faz o papel de Lulu Massa, um operário de uma grande fábrica de peças de metal em uma cidade industrial do Norte da Itália (deve ser Milão, mas o filme não diz isso claramente); trabalha muito, e bem, e por isso é benquisto pelos chefes e mal visto pelos colegas mais ativistas, engajados no movimento sindical. Mas não é uma pessoa feliz ou tranqüila – muito ao contrário. É um sujeito atormentado, à beira de um ataque de nervos, ou de um surto psicótico; questiona tudo na vida; é um chato de galocha na relação com a atual mulher, Lídia (Mariangela Melato), uma cabeleireira, e com o enteado, assim como na conflituosa relação com a ex-mulher e o filho. É também daquele tipo comum de pessoa pobre e inculta que encontra em classismos racistas uma forma de se considerar melhor que os outros: como tanta gente do Sudeste brasileiro em relação a quem nasceu da Bahia para cima, ou como tanto branco americano pobre e fodido, white trash, em relação aos imigrantes ou negros, orgulha-se de ser do Norte da Itália, “quase na fronteira com a Suíça”, e tem desprezo pela gente do Sul.

Numa visita a um ex-colega de fábrica, Militina (Salvo Randone), internado em um hospício, Lulu pergunta a ele como é que uma pessoa percebe que está ficando doida.

Todos os dias, na entrada e na saída da fábrica, Lulu e seus colegas de trabalho ouvem as ladainhas de dois grupos opostos que lhes falam com megafones: de um lado, os sindicalistas, defendendo a tese de que a luta deve ser paulatina, lenta, gradual, para que se possam obter conquistas, vantagens, melhorias salariais e de condições de trabalho; de outro lado, estudantes de extrema esquerda que defendem a radicalização total, o enfrentamento aberto, a greve geral. Imagino que a posição dos sindicalistas fosse, na época do filme, 1971, a do PCI que Petri havia abandonado; a dos estudantes era a dos extremistas que depois partiriam para a luta armada, as Brigadas Vermelhas.

E aí é que está: não fica muito clara a posição de Petri. Ele não toma partido de nenhum dos dois lados. Mostra-os, simplesmente, sem demonstrar qualquer simpatia ou repúdio a qual um deles.

De operário alienado, “não dotado de consciência política” (como o define a sinopse do filme no site dedicado ao cineasta Petri,http://www.eliopetri.org), Lulu passará não para o lado dos sindicalistas moderados, mas para o dos estudantes radicais. Essa opção fará com que ele perca tudo o que tem – até mesmo o resto de lucidez.

A classe operária italiana nos anos 70 – é o que parece que Petri quer dizer – está materialmente melhor do que no início do século XX, por exemplo, cuja vida miserável vimos retratada no belíssimo Os Companheiros/I Compagni, de Monicelli, de 1963; as necessidades básicas podem ser satisfeitas, suas casas já não são miseráveis, podem comprar bens de consumo. No entanto, estão longe, muitíssimo longe de qualquer tipo de paraíso, fazendo um trabalho duro, pesado, que não lhes dá satisfação alguma, de nenhum tipo.

Uma câmara tão conturbada quanto o personagem central

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Para contar a história desse homem conturbado, num mundo conturbado, Elio Petri usa uma câmara absolutamente conturbada. Abusa dos close-ups, muitas vezes usa o quadro inteiro, a tela inteira, para pegar apenas um pedaço do rosto dos atores. E abusa ainda mais da câmara de mão. Sua câmara é inquieta como um menino hiper-ativo de dois anos de idade. O espectador sai do filme cansado, quase tão cansado como um operário depois de uma dura jornada de trabalho de oito horas diante do torno.

Mas é, sem dúvida nenhuma, um filme forte, poderoso, impressionante.

Como o filme é tudo isso, é marcante, importante – ganhou a Palma de Ouro em Cannes em 1972, dividida com outro filme do cinema político italiano, O Caso Mattei, de Francesco Rossi –, estranhei a ausência de referências a ele em vários dos meus alfarrábios. Ele não está no livro de Pauline Kael, nem no guia de Leonard Maltin, nem no Off-Hollywood Movies, nem no Roger Ebert. Esquisito.

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Cineclube Cinemofônico homenageia o cineasta Linduarte Noronha

Posted in Cineclube Cinemofônico by ImprensaBR on 30/01/2012
Em homenagem ao grande homem do cinema brasileiro, Linduarte Noronha, falecido nesta madrugada, em João Pessoa, o Cineclube Cinemofônico exibe na tarde desta segunda-feira o filme Aruanda, ícone de uma nova proposta estética para o cinema nacional nos idos dos anos de 1960. 
Obra precursora do que viria a ser um dos maiores movimentos culturais de nosso país, o Cinema Novo, Aruanda aborda o momento de fundação de um quilombo de escravos fugidos da Serra do Talhado e revisita a mesma região flagrando os descendentes de escravos que viviam de forma primitiva. 
… “O documentário não se limita a mostrar flagrantes de uma vida atrasada, mas pretende apresentar o mecanismo dessa vida”. Mas, “Noronha ultrapassa poeticamente a exposição de um mecanismo econômico. Ele tem a intuição do deserto: a terra seca é a personagem principal da fita”…
…”Embora preocupado em realizar um trabalho de cunho sociológico e antropológico antes de mais nada, Noronha fez também um filme poético em torno de uma libertação, a fuga dos escravos e a criação de Palmares, acontecimento que seria várias vezes retomado”, na cultura brasileira, “como símbolo discutível, de liberdade”. (Jean Claude Bernardet – Brasil em tempo de cinema).
Linduarte Noronha era pernambucano e tinha 81 anos. Internado com dificuldades respiratórias advindas de uma pneumonia, ele sofreu uma parada respiratória.

 

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Arquitetos do Poder no Cineclube do jornal O Polifônico

Posted in Cineclube Cinemofônico by ImprensaBR on 23/12/2011
O jornal O Polifônico indica o filme “Arquitetos do Poder”, em sua editoria Cinemofônico – o Cineclube do jornal O Polifônico. A película fala das relações entre mídia e política no Brasil. É a história da comunicação política brasileira, desde as campanhas de Getúlio Vargas e JK até o presente.
Uma investigação sobre as relações entre a mídia e a política e a evolução no uso das técnicas do marketing político ao longo da história recente do Brasil. Partindo de uma análise das campanhas de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitscheck — o primeiro a usar a TV — e Jânio Quadros, observa-se o desenvolvimento de mecanismos de propaganda para sensibilizar os eleitores, adequando-se os candidatos ao aperfeiçoamento de sua imagem e técnicas de comunicação. Jornalistas, políticos e marqueteiros, como Duda Mendonça, Paulo de Tarso, Ronald de Carvalho, Wlaney Pinheiro e outros comentam diversos episódios dramáticos das campanhas eleitorais de 1989, 1994 e 2006 — como a famosa edição do debate dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Mello, em 1989.
Produzido pela Urca Filmes/IUPERJ (com o apoio da UERJ, UCAM, FAPERJ e FINEP), o filme traça um panorama das relações entre mídia e política no Brasil. Construído a partir de depoimentos e imagens de arquivo comentadas, o filme conta a história da comunicação política brasileira, desde as campanhas de Getúlio Vargas e JK até o presente, passando pela emblemática eleição de 1989 e ilustrando a crescente influência do marketing na política, bem como a relação da mídia nacional com os escândalos do poder. Os diretores autorizaram os editores da Revista Estudos Políticos, Cesar Kiraly e Cristina Buarque de Hollanda, a divulgar alguns minutos iniciais do trabalho.

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