!@ {o polifônico, [Jornalismo de Intervenção # Por Leonor Bianchi]

Anima Cine Macaé homenageia Alvaro Marins (Seth) em sessão especial de encerramento, nesta 5a feira, 29, no CIEMH2

Posted in Brasil, Cinema, Cultura, Estado, Internacional, Macaé, Região, Turismo, Videofonia by ImprensaBR on 28/08/2013

luz anima acao cartaz

O Anima Cine Macaé homenageia Alvaro Marins, Seth. Caricaturista macaense renomado atuante na primeira metade do século XX. Seth foi nada menos que o primeiro animador de cinema do Brasil.

A sessão que encerra o Anima Cine Macaé é uma homenagem a este que é considerado o Pai da Animação Brasileira e a primeira animação feita no Brasil, Kaiser.

Na sessão serão exibidos três curtas premiados este ano no recém findado Anima Mundi e em outros festivais de animação e o estreante ‘Luz, Anima, Ação’, um longa ainda inédito do grande público, que depois de passar pelas telas apenas do Anima Mundi, agira no começo de agosto, será exibido para o público do Anima Cine Macaé. Imperdível!!!

A sessão do Anima Cine Macaé nesta quinta feira, 29 de agosto, começa às 19 h no CIEMH2, em Macaé, no Sol Y Mar. Entrada é franca e a classificação indicativa livre. Rua Eleosina Pereira de Queiroz Mattoso, 105.

O Anima Cine Macaé 2013 – Festival Internacional de Animação de Macaé é uma realização de Curadoria de Cinema e Escola Livre de Comunicação e Artes. www.animacinemacae.wordpress.com

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Começa hoje o Anima Cine – Festival Internacional de Cinema de Animação de Macaé

Posted in Brasil, Cinema, Cultura, Internacional, Macaé, Região, Rio das Ostras, Turismo, Videofonia by ImprensaBR on 24/08/2013

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Programação com 34 filmes de diversas nacionalidades segue até 29 de agosto na cidade do Pai da Animação Brasileira

O Anima Cine Macaé, Festival Internacional de Cinema de Animação de Macaé -, começa hoje, às 18h, no distrito do Sana, em Macaé. Ao todo serão exibidos 34 filmes entre curtas, super curtas e longas. O festival continua amanhã no Sana, quarta-feira, dia 28, em Bicuda e quinta-feira, dia 29 de agosto, o Anima Cine encerra seu circuito no CIEHMH² no Sol Y Mar, em Macaé.

Toda a programação do festival é gratuita e pode ser baixada pelo site www.animacinemacae.wordpress.com

Filmes premiados em grandes festivais de animação serão exibidos em Macaé, durante o Anima Cine

Segundo a curadora do Anima Cine, Leonor Bianchi, a programação foi pensada e construída em cima de uma demanda regional de contato e aproximação com o gênero. “Mesmo com os meios digitais de comunicação, muita gente no interior não conhece outro tipo de animação que não seja os desenhos da Disney e os mangás japoneses. Consideramos este aspecto e preferimos criar um panorama didático, digamos assim, para selecionar as obras. O formato pensado para esta curadoria seguiu a tendência das janelas dos festivais mais significativos de animação que existem hoje no mundo, mas não esquecemos de olhar para o nosso quintal, afinal somos interior, estamos no interior. Macaé é uma cidade transatlântica, mas aqui é interior do Brasil… Exibiremos filmes premiados em Annecy (o maior do gênero no mundo) e tantos outros que estão hoje, neste momento, sendo exibidos no Anima Mundi, o maior festival de animação do Brasil, mas também exibiremos animações locais, de gente de Macaé, a terra do pai da animação brasileira, o mote do Anima Cine Macaé, inclusive! Isso mostra a intenção da Curadoria em dialogar com as produções regionais sem desconsiderar que há uma grande escola de cinema de animação fora do Brasil. Uma escola mais antiga e que merece respeito, mas que hoje, com o acesso às ferramentas de produção de um filme animado, nada perde à criatividade dos animadores brasileiros. Alguns (muitos), inclusive, trabalham lá fora, mas assinam a realização de vários filmes como sendo feitos no Brasil. O Brasil tem se revelado um grande produtor de animação para cinema. A publicidade domina um nicho que acaba fomentando o surgimento de novos realizadores a cada dia”, comentou a curadora do festival.

O Anima Cine é uma realização de Curadoria de Cinema e Escola Livre de Comunicação e Artes.

Macaé: cidade onde nasceu Seth, o pai da animação brasileira

Muita gente ainda desconhece o fato, mas foi em Macaé, litoral norte do estado o Rio de Janeiro, que nasceu o primeiro animador de cinema do Brasil. Seu nome era Alvaro Marins, mais conhecido como Seth, apelido que criou para assinar seus trabalhos como caricaturista para a imprensa carioca da primeira metade do século XX. O ilustrador, desenhista, chargistas e caricaturista macaense foi o responsável pela animação de uma tirinha desenhada por ele mesmo e levada à tela do Cine Pathè em janeiro de 1917, no Rio de Janeiro. O filme animado era ‘Kaiser’, hoje considerado o primeiro filme de animação feito no Brasil por um brasileiro. Seth trabalhou em muitos Jornais cariocas Como ilustrador, desenhou inúmeras artes para a publicidade nos primeiros tempos da publicidade no Brasil e tem sua marca registrada na História da Animação Brasileira. Por ter nascido em Macaé e por considerarmos que ele merece ganhar um lugar de destaque na História da Animação Brasileira, Seth e a Animação ganharam este projeto como forma de resgate a esta parte da história da cidade e da animação brasileira.

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Rio das Ostras tem o terceiro melhor IDH do estado do Rio

Posted in Brasil, Infraesturutura, Internacional, Rio das Ostras by ImprensaBR on 31/07/2013

Cabo Frio e Arraial do Cabo estão entre os municípios com bom índice. Estado do Rio tem 63 cidades com índice abaixo da média do país.

O programa das Nações Unidas para desenvolvimento divulgou um retrato do Brasil nas últimas duas décadas. Na média, o índice de desenvolvimento humano dos municípios brasileiros melhorou. Houve aumento da renda e da expectativa de vida. A edução também avançou, mas ficou bem longe do ideal e foi o indicador que menos contribuiu para o resultado positivo. Rio das Ostras, baixada litorânea, aparece em terceiro lugar no ranking de municípios com o melhor IDH do estado do Rio de Janeiro. Cabo Frio e Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, estão entre as cidades com bom índice.

Os pesquisadores se basearem nos dados dos último três censos do IBGE. O estado do Rio de Janeiro tem 63 cidades com índice abaixo da média do país, que é de 0,727.

O município de Sumidouro, da Região Serrana, aparece com o pior desempenho, tendo IDH de 0,611, seguido por São Francisco de Itabapoana, do Norte Fluminense, que teve crescimento de 85% no IDH, mas, mesmo assim, continua em posição ruim no ranking.

Confira o ranking com os 10 primeiros melhores índices do estado:

1- Niterói
2- Rio de Janeiro
3- Rio das Ostras
4- Volta Redonda
5- Resende
6- Maricá
7- Macaé
8- Iguaba Grande
9- Mangaratiba
10- Nilópolis

Nota da editora

É claro que precisamos aprofundar a nota em um editorial onde vamos analisar a evolução desses dados. Lembro-me de uma matéria que fiz em 2006 sobre a favelização em Rio das Ostras, quando a cidade teve manchetes em praticamente todos os jornais da grande imprensa… os PIG da vida… na primeira página do mais elitizado e do mais popular do Rio, a cidade apareceu com um dos piores índices de desenvolvimento humano do estado. Em contraste com o dado Rio das Ostras tinha à época um dos PIBs mais altos do Rio de Janeiro. O país dos contrastes e suas cidades-contrastes. Rio das Ostras é apenas mais uma dentre tantas.

Fonte: G1

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Anima Cine Macaé exibirá lançamento feito em coprodução com o Canal Brasil

Posted in Brasil, Cinema, Cultura, Internacional, Macaé by ImprensaBR on 03/07/2013

O longa-metragem ‘Luz, Anima Ação’, dirigido por Eduardo Calvet e produzido por Felipe Haurelhuk será exibido no Anima Cine Macaé. O filme acaba de ser finalizado e, antes de ser exibido em Macaé, será exibido apenas uma única vez, uma semana antes, no maior festival de cinema de animação do Brasil, o Anima Mundi. Será um privilegio estar neste circuito de lançamento do filme! Não percam! Em agosto, no Sana (região serrana de Macaé) e em outros pontos da cidade.

www.animacinemacae.wordpress.com

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Festival de Animação de Macaé encerra inscrições de filmes

Posted in Brasil, Cinema, Cultura, Estado, Internacional, Macaé, Região by ImprensaBR on 28/06/2013

Anima Cine – Festival Internacional de Cinema de Animação de Macaé promete trazer para a cidade natal do primeiro animador brasileiro o melhor da animação mundial

Seguem até amanhã, 29 de junho, as inscrição de filmes no Anima Cine – Festival Internacional de Cinema de Animação de Macaé (RJ). O Festival acontecerá de 24 a 30 de agosto com sessões voltadas para todas as idades e também para o público estudantil das redes públicas de ensino. Na programação do festival, além das exibições de filmes, haverá palestras, debates e uma oficina de animação. Tudo de graça para o público.

Segundo a idealizadora do Anima Cine, Leonor Bianchi, Macaé é a cidade natal do primeiro animador de cinema do Brasil, Álvaro Marins, mais conhecido como Seth. “Macaé se orgulha deste marco ainda pouco conhecido, mas ainda não sabe a dimensão deste feito. Seth foi um ícone na ilustração brasileira e a cidade, agora, com este festival, estabelece, definitivamente, seu vínculo artístico e afetivo com o cinema de animação e com o feito do pioneiro Seth”.  

Seth trabalhou em muitos jornais e revistas cariocas como ilustrador, desenhou inúmeras artes para a publicidade nos primeiros tempos da publicidade no Brasil, no início do século XIX e tem sua marca registrada na história da animação brasileira.

Por ter nascido em Macaé e por consideramos que ele merece um lugar de destaque na História da Animação Brasileira, Seth e a Animação ganharam este projeto como forma de resgate a esta parte da história da cidade.

“O Anima Cine Macaé pretende preencher a lacuna tão expressiva de ser Macaé a cidade de origem do primeiro animador brasileiro. Esperamos que este festival de cinema de animação torne-se referência em todo o Brasil e no mundo e que possa fazer jus ao fato de ter sido nesta cidade, Macaé, o local de nascimento do diretor de ‘kaiser’, o primeiro filme animado feito no Brasil por um brasileiro, o Seth, em 1917”, ressalta a idealizadora do Festival.

Primeira animação brasileira

O filme ‘kaiser’ estreou em 22 de janeiro de 1917, no Cine Pathé, no Rio de Janeiro, meses antes de o Brasil declarar guerra à Alemanha e iniciar sua participação na Primeira Guerra Mundial. Consistia de uma charge animada, mostrando o imperador Guilherme II colocando sobre a cabeça um capacete que representava o controle sobre o mundo. Em seguida, um globo terrestre crescia e engolia o líder alemão. Em outra cena, o Presidente Nilo Peçanha, em traço caricatural também aparecia explodindo numa gargalhada de progressão crescente.

Inscrições

As inscrições podem ser feitas pelo site do Anima Cine www.animacinemacae.wordpress.com através do preenchimento da Ficha de Inscrição disponível na plataforma online. O responsável pelo processo de inscrição deve estar atento ao Regulamento do Festival, também disponível no site e enviar, junto com a obra inscrita, o Termo de Autorização de Exibição da Obra Audiovisual, também encontrado no site, ambos assinados por ele.

Além dos filmes inscritos espontaneamente, o Anima Cine compôs uma Curadoria, que está convidando realizadores brasileiros e de outras partes do mundo a apresentarem seus trabalhos no festival.

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Cinema no Sana: Distrito serrano de Macaé receberá sessão de abertura do Anima Cine Macaé

Posted in Brasil, Cinema, Cultura, Estado, Internacional, Macaé, Turismo, Videofonia by ImprensaBR on 25/06/2013

Iniciativa partiu da produção do festival após receber inscrições de filmes realizados por alunos da Escola Municipal do Sana

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Peito do Pombo. Símbolo do Sana e de sua maior riqueza: a natureza.

Após receber inscrições de filmes realizados no Sana durante uma oficina de fotografia ministrada pelo multi artista Moisés Bruno Heguedusch Santos, a produção do Anima Cine – Festival Internacional de Cinema de Animação de Macaé, decidiu levar a abertura do projeto para o distrito serrano de Macaé. O objetivo é incentivar a produção local e prestigiar a comunidade, que ainda não conta com um cinema alternativo ou com um circuito cineclubista de exibição.

“Buscamos dialogar e conhecer a pessoa que tinha inscrito esses filmes no festival a fim de aproximar a produção da comunidade e saber se havia interesse desta em receber sessões do Anima Cine, e a resposta foi positiva”, conta a produtora executiva do Anima Cine, Leonor Bianchi.

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Planet of the apes, versão original, 1968, em Super 8, foi um dos filme exibidos no Sana, em 2001.

“O Sana tem tradição em produção cultural e artística desde os anos 60, mas ainda não aconteceu por lá um festival de cinema, o que, aliás, tem tudo a ver com a vocação turística do lugar. Conhecemos a Festa do Sana, a famosa banda Raiz do Sana, que tornou o lugarejo conhecido em todo o Brasil e até fora do país e motivou o aparecimento de muitos músicos e alguns festivais de música no arraial, sabemos da existência de diversos grupos e coletivos culturais que atuam na comunidade fazendo apresentações circenses, musicais, folclóricas, mas cinema ainda não vi chegar ao Sana. Em 2001, levei meu Super 8 para lá e exibi muita fita animada e uns curtas adultos no bar do Madeira, o Telektonon. Depois disso, com minha atuação em Lumiar e São Pedro da Serra com a Mostra Cinema Popular Brasileiro, acabei não retornando ao Sana para fazer mais exibições. Agora, com a presença do Anima Cine na comunidade, tenho expectativas de que consigamos criar um circuito exibidor alternativo no Sana. Estou em diálogo com pessoas da comunidade para começarmos a criar uma mobilização em torno do assunto e futuramente realizarmos uma oficina de cineclubismo, para que mais adiante possamos pensar em criar um cineclube no Sana. Um cineclube com programação permanente e gratuita. Minha intenção não é apenas levar o Anima Cine para o Sana e depois descer a serra sem deixar algo de concreto para a comunidade com a ida do projeto para lá. A ideia é que o festival tenha sim o seu papel enquanto formador de plateia, fomentador do turismo e do contato da comunidade local com a produção cultural macaense, brasileira e mundial de animação, mas que funcione também como um convite para a aproximação da comunidade com o cinema e a linguagem audiovisual, para que esta possa desfrutar do espetáculo cinematográfico permanentemente e não só no momento do festival”, observa a produtora executiva, que também assina a concepção do Anima Cine Macaé.

Abertura do festival será dia 24 de agosto

O Sana foi o local escolhido para abrir o Anima Cine Macaé. A comunidade do charmoso vilarejo incrustado na Mata Atlântica do norte-fluminense e os turistas que subirem a serra poderão participar das sessões de cinema e da Oficina de Sonoplastia durante o final de semana de 24 e 25 de agosto. Haverá exibições de filmes para todas as idades, com entrada franca.

Anima Cine exibirá produção local vencedora do Prêmio Menino Caranguejo

iza ajuda a natureza

Alunos da Escola Municipal do Sana durante a oficina de fotografia que originou o curta animado ‘Iza ajuda a natureza’, selecionado para o Anima Cine Macaé.

A programação de filmes do Anima Cine ainda não está fechada porque as inscrições ainda estão abertas através do site do festival, até 29 de junho. Ainda não há confirmação da Curadoria a respeito dos filmes que serão exibidos, mas, considerando a relevância e especificidade de uma animação produzida no Sana, distrito macaense, inscrita no festival, a Curadoria Nacional do Anima Cine considerou que a obra audiovisual já estaria classificada. “Um dos objetivos do Anima Cine é incentivar as produções locais e regionais. Quando vi que o distrito do Sana tinha duas produções inscritas no festival, procurei assistir os filmes e considerei pertinente selecionar um das obras. Trata-se de um filme cujo tema levantado é a preservação ambiental. Tenho dito sempre, que o Sana pode ser o lugar ideal para o Anima Cine abrir uma janela de exibição voltada para a temática socioambiental. E como existem produções do gênero voltadas para essa temática! Daria para fazer um festival só de animações sobre o assunto. A inscrição espontânea do curta-metragem ‘Iza ajuda a natureza’ (2’24’’/ 2011) no Anima Cine é a prova disso. O filme foi feito por sete alunos do primeiro grau da Escola Municipal do Sana durante uma oficina de fotografia ministrada por Moisés Bruno Heguedusch Santos. A animação ganhou o 6º lugar no Prêmio Menino Caranguejo, do Instituto Caranguejo de Educação Ambiental, de Joinvile (SC) e será exibida junto com outros curtas na sessão de abertura do Anima Cine Macaé, dia 24 de agosto.

A animação é feita com técnica stop motion e bonecos de massinha. A direção de arte do filme trabalhou com cenários produzidos a partir de materiais reutilizáveis, como papelão e recortes de tecidos. O professor da oficina, Moisés Bruno Heguedusch, assina a edição do curta, mas as crianças da escola criaram o argumento e o roteiro do filme, nomearam a personagem e construíram toda a evolução da estória.

Sambando dará uma Oficina de Sonoplastia

Durante o Anima Cine haverá uma Oficina de Sonoplastia oferecida pelo Sambando – Núcleo Social de Cultura e Arte – um dos principais fomentadores ativos da cultura no Sana e entidade parceira do Anima Cine. O Sambando será a sede do Anima Cine no Sana.

A oficina será ministrada por Rodrigo Bucair, percussionista, fundador, presidente e professor do Sambando.

Poderão participar jovens com mais de 13 anos. As inscrições serão gratuitas e começarão uma hora antes do início da oficina, na base da produção do Anina Cine no Sana, no sábado, 24 de agosto. A Oficina de Sonoplastia terá duração de três horas diárias dividas entre os dias 24 e 25 de agosto.

Participe do Anima Cine Macaé! De 24 e 25 (Sana), de 26 a 30 de agosto de 2013 no Sana e no Solar dos Mellos, em Macaé, Rio de Janeiro (BR).

Curta a Fan Page do projeto.

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Festival Internacional de Cinema de Animação de Macaé promete trazer para a cidade natal do primeiro animador brasileiro o melhor da animação mundial

Começou no dia 11 de maio e seguirá até 29 de junho o período de inscrição de filmes no Anima Cine – Festival Internacional de Cinema de Animação de Macaé (RJ).

O Festival acontecerá de 19 a 25 de agosto com sessões voltadas para todas as idades e também para o público estudantil da rede pública de ensino.

Na programação do Festival, além das exibições de filmes, haverá palestras, debates e uma oficina de sonoplastia. Tudo de graça para o público.

Segundo a idealizadora do Anima Cine, Leonor Bianchi, Macaé orgulha-se de ser a cidade natal do primeiro animador de cinema do Brasil, Álvaro Marins, mais conhecido como Seth. “Macaé tem orgulho deste marco ainda pouco conhecido no mundo. Seth foi um ícone na ilustração brasileira e a cidade, agora, com este festival, estabelece, definitivamente, seu vínculo artístico e afetivo com o cinema de animação e com o feito do pioneiro Seth”.

Seth trabalhou em muitos jornais cariocas como ilustrador, desenhou inúmeras artes para a publicidade nos primeiros tempos da publicidade no Brasil, e tem sua marca registrada na história da animação brasileira.

“Esperamos que este festival de cinema de animação torne-se referência e que possa fazer jus ao fato de ter sido nesta cidade, Macaé, o local de nascimento do diretor de ‘kaiser’, o primeiro filme animado feito no Brasil por um brasileiro, o Seth, em 1917”, ressalta a idealizadora do Festival.

Primeira animação brasileira

O filme ‘kaiser’ estreou em 22 de janeiro de 1917, no Cine Pathé, no Rio de Janeiro, meses antes de o Brasil declarar guerra à Alemanha e iniciar sua participação na Primeira Guerra Mundial. Consistia de uma charge animada, mostrando o imperador Guilherme II colocando sobre a cabeça um capacete que representava o controle sobre o mundo. Em seguida, um globo terrestre crescia e engolia o líder alemão.

Desde 1907 os cinemas brasileiros já apresentavam vinhetas animadas no encerramento dos cinejornais. Contudo, ‘Kaiser’ foi a primeira animação autônoma brasileira a ser exibida.

Fotograma do filme kaiser
Fotograma do filme kaiser

Inscrições

As inscrições podem ser feitas pelo site do Anima Cine www.animacinemacae.wordpress.com através do preenchimento da Ficha de Inscrição disponível na plataforma online. O responsável pelo processo de inscrição deve estar atento ao Regulamento do Festival, também disponível no site e enviar, junto com a obra inscrita, o Termo de Autorização de Exibição da Obra Audiovisual, também encontrado no site, ambos assinados por ele.

Além dos filmes inscritos espontaneamente, o Anima Cine compôs uma Curadoria, que está convidando realizadores brasileiros e de outras partes do mundo a apresentarem seus trabalhos no Festival.

Na maior rede social do mundo, curta a página do Anima Cine.

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Mercado mundial de filmes movimentou US$ 34,7 bilhões em 2012

Posted in Cinema, Internacional by ImprensaBR on 26/03/2013

O mercado global de cinema (box office, ou seja, apenas venda de ingressos) cresceu 6% em 2012 em relação a 2011, chegando a US$ 34,7 bilhões em todo o mundo.

Segundo relatório anual da MPAA, a associação que reúne os maiores estúdios da indústria cinematográfica norte-americana, a Europa foi a única região em que não houve crescimento. O mercado chinês cresceu 36% no ano, chegando a US$ 2,7 bilhões, e ultrapassando o Japão como maior mercado internacional fora dos EUA/Canadá.

O mercado chamado pela MPAA de internacional (fora dos EUA/Canadá) foi o que puxou o crescimento. Nos últimos cinco anos a participação do mercado internacional no faturamento total da indústria passou de 65% em  2008 para 69% em 2012. Nesse período, o mercado norte americano se expandiu 12%, contra 32% do internacional, liderado por China, Brasil e Rússia.

A América Latina foi o mercado que mais cresceu nestes cinco anos: 73%, contra 53% da Ásia/Pacífico e 10% da Europa, Oriente Médio e África (EMEA). No último ano, porém, o quadro se inverteu, e a Ásia cresceu 15% contra apenas 6% da América Latina.

Com todo esse crescimento, a América Latina ainda é a região com menor força neste mercado. Faturou em 2012 US$ 2,8 bilhões, contra US$ 10,4 bilhões e US$ 10,7 bilhões da Ásia e EMEA, respectivamente. A região representou em 2012 apenas 8% do mercado global.

No ranking dos maiores mercados de cinema no mundo o Brasil figura em décimo lugar, com receitas de US$ 800 milhões. No topo da lista está a China, com US$ 2,7 bilhões, seguida do Japão, com US$ 2,4 bilhões, Reino Unido, França, Índia, Alemanha, Coreia do Sul, Rússia e Austrália.

O relatório completo pode ser lido aqui.

Tela Viva

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Inscrições abertas para festival de cinema lusófono e francófono

Posted in Brasil, Cinema, Internacional by ImprensaBR on 26/03/2013

Estão abertas até o dia 2 de julho as inscrições para sexta edição do Fest’Afilm, Festival Internacional de Cinema Lusófono e Francófono de Montpellier. O evento acontece na cidade francesa entre os dias 28 de novembro e 1º de dezembro. Haverá competição de curtas-metragens.

Mais informações no site: www.festafilm.wix.com/2012

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Prefeitura de Rio das Ostras suspende instalação de postes na ponte estaiada

Posted in Cidade, Internacional, Notas, Rio das Ostras by ImprensaBR on 20/03/2013

A Prefeitura de Rio das Ostras suspendeu na última quarta-feira, 13, a instalação de postes de iluminação na ponte estaiada, na Rodovia Amaral Peixoto, pela concessionária Ampla. O prefeito Sabino esteve pessoalmente no local para solicitar a suspensão do trabalho, que estava sendo realizado de forma irregular pela empresa, sem autorização da Administração Municipal.

O prefeito estava acompanhado dos fiscais de obras e do ambiente, servidores da Secretaria de Serviços Públicos, além do secretário de Obras, Wayner Fajardo. A instalação foi suspensa, uma vez que o projeto não havia sido enviado pela Ampla à Secretaria de Serviços Públicos para análise de viabilidade e aprovação.

A instalação dos postes também alterava, indevidamente, a paisagem da ponte, atrativo turístico da cidade. A Ampla foi ainda notificada pela fiscalização ambiental, já que durante a intervenção houve dano ao Manguezal, Unidade de Conservação Ambiental do Município. Os veículos da concessionária também foram multados, pois estavam estacionados de forma irregular.

Fonte: Ascom Rio das Ostras

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Uma década de Rio das Ostras Jazz & Blues Festival

Posted in Brasil, Cidade, Cultura, Estereofonia, Internacional, Região by ImprensaBR on 07/05/2012

Por Marina Soares*

mscultura@gmail.com

Completando sua 10ª edição, em 2012, O Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, vem dar exemplo de como a Cultura, pode ser um negócio rentável e elemento dinamizador para economia, a partir do apoio dos órgãos públicos e da competência em gestão

O produtor do maior evento realizado em Rio das Ostras falou a evolução do projeto nesses 10 anos do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival

Certamente, não é de imediato que se assimila a ideia de uma cidade como Rio das Ostras, que, a princípio, não possui uma organização pública para Cultura – com uma secretária do setor, Conselho, Plano ou mesmo perspectivas de planejamento sendo divulgadas – venha ser a cidade a sediar o maior Festival de Jazz e Blues da América Latina, segundo a revista “Downbeat”, especializada no gênero, que divulgou na sua edição do mês de maio o Festival de Jazz & Blues, que leva o nome da cidade de Rio das Ostras para o mundo.

Por outro lado, foi a partir da frágil vocação turística de Rio das Ostras (se comparada, por exemplo, a sua vizinha Búzios), que o produtor cultural Stenio Mattos, idealizador do projeto, a convite de um amigo, o secretário de turismo da época, deu início em 2002 ao seu ousado empreendimento de realizar um festival de jazz & blues em Rio das Ostras, sem prever exatamente quais seriam suas chances de continuidade, quando aconteceu pela primeira como um festival de música instrumental. Contudo, foi identificando essa fragilidade e o retorno do público, que Stenio, percebeu que o Festival poderia dar uma relevante colaboração para o desenvolvimento do turismo local.

Sem dúvida hoje, em sua décima edição, o Festival de Jazz & Blues de Rio das Ostras, tem atraindo o público de diversos lugares, que apaixonado pelos gêneros, vem disfrutar dos momentos de emoção, ao acompanhar ao vivo, o que seria a marca mais importante do jazz: a improvisação dos temas musicais realizada pelos músicos, que também anseiam por essa ocasião para apresentar todo seu apuro técnico e se desafiarem na busca de inovação em suas execuções.

Deste modo, o festival passou a chamar a atenção do público local, que mesmo não sendo amantes do jazz ou tendo o costume de apreciar os gêneros, se orgulham de ter um evento deste porte na cidade, percebendo o momento do festival como uma oportunidade de trabalho e de movimentar a economia do comércio de Rio das Ostras, que no decorrer dos anos se viu exigida a melhorar a qualidade dos seus serviços.

Quando saímos um pouco do óbvio e pensamos em toda representatividade do fenômeno do jazz para a sociedade, podemos entender por que essa manifestação da cultura popular moderna, permanece até hoje sendo absorvida pelos mais diversos estilos musicais, que  “bebem” na sua fonte e em seguida reproduzem as suas invenções na indústria de entretenimento de massa.

Rio das Ostras Capital do Jazz & Blues, segundo a Lei 6056/2011

Pensando também, o espaço real como produtor de subjetividade, não é menos relevante  considerar o fato de Rio das Ostras, uma cidade tradicionalmente turística e de veraneio,  “cortada” por uma rodovia –  que vem a sugerir trânsito, passagem, “fluxo da vida”, como diria Hobsbawm¹, ao descrever as características simbólicas do jazz – ser exatamente o lugar a acolher um festival do gênero, que carrega como um dos seus simbolismo, o desejo pela  liberdade pessoal (representado em algumas músicas pela metáfora da estrada como caminho para viagem ao paraíso) e mas do que isso, pensando a própria condição do Jazz como fenômeno musical que se encontra no espaço do “entre”, da passagem, ao  transgredir a música clássica oficial de uma minoria, mas sem ocupar o lugar da música da indústria de entretenimento de massa (quando não se propõe a padronizar as suas execuções musicais), pode-se, a grosso modo, começar a  compreender por que o sucesso do Festival de Jazz & Blues, se deu também pelas correspondência simbólica da cidade de  Rio das Ostras.

Na palestra realizada no último dia 04, no PURO/UFF, o proprietário da Azul produções, responsável pelo festival, Stenio Mattos citou a criação da lei 5.554/2009, que insere o evento no calendário oficial anual do estado do Rio de Janeiro, fazendo com que seja “obrigatória”, para não dizer necessária a sua realização. Demonstrando, ser a cultura o produto que movimenta e tende a desenvolver a economia de Rio das Ostras.

Tendo vista, que o Festival provou ser capaz de atender a demanda turística ao longo dos anos, o caminho agora para o seu pleno amadurecimento, poderia ser sua participação mais ampla no desenvolvimento do setor cultural local. Neste sentido, o diálogo que foi aberto com  Pólo/UFF para a realização de palestras e workshops durante o festival e da oportunidade de alguns postos de estágios para alunos do  curso de Produção Cultural desta universidade, já seria uma iniciativa positiva.

Contudo, mesmo diante dos resultados concretos do festival, que coloca a cidade Rio das Ostras no patamar de capital do jazz, segundo lei estadual 6.056/2011 e das discussões atuais sobre o planejamento do setor público para a cultura (desde a instauração da Lei Federal 2343/2010 do Plano Nacional de Cultura), não foi possível identificar em nenhum momento da palestra como o festival, pode ampliar sua atuação, estimulando o desenvolvimento de políticas públicas municipais, que contribuam, inclusive, para expansão do projeto, com a perspectiva de aumento do orçamento para o próprio festival e programas culturais que venham a abranger outras linguagens, possibilitando não somente a formação de plateia, mas também a formação e criação de mão-de-obra qualificada e remunerada de artistas, técnicos e produtores locais, a partir da abertura de novos postos de trabalho e desta forma, permitir a expansão do setor cultural de Rio das Ostras.

¹Hobsbawm, Eric. História Social do Jazz. Ed. Paz e Terra, Rio de Janeiro 2009.

* Marina Soares é Produtora Cultural e Editora do Caderno de Cultura do jornal O Polifônico.

Fotos: Leonor Bianchi

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Abaixo a ditadura!!!!!! O Polifônico repudia a ação da Prefeitura de Rio das Ostras no episódio provocado por ela durante a pintura do muro do PURO durante a Semana de Cultura Afro-Brasileira

Abaixo a ditadura!!!!!! O Polifônico repudia ação da Prefeitura de Rio das Ostras no episódio provocado por ela durante a pintura do muro do PURO, na Semana de Cultura Afro-Brasileira do Polo.

Rio das Ostras – Lamentavelmente uma intervenção artística que consistia na pintura de um muro da cidade acabou em desgaste para professores e alunos do PURO e para os artistas convidados pelos organizadores do projeto ‘1a Semana de Cultura Afro-Brasileira de Rio das Ostras’, promovido interdisciplinarmente por docentes e discentes do Polo.

A Semana contou com diversas atividades, dentre as quais, destacamos a presença do grupo de jongueiros ‘Tambores da Machadinha’, de Quissamã, que coroou a todos os presentes na noite de 17 último com uma apresentação visceral, ensinando a professores, alunos e comunidade o valor que precisamos dar à cultura popular brasileira, afro-brasileira. Referências tão próximas e tão distanciadas de nosso cotidiano vieram à tona ali no ‘terreirão do PURO’… Lindo! O jongo deixou a todos inebriados, energizados, enigmatizados, revigorados e prontos para enfrentar qualquer coisa que viesse à frente. Os tambores da machadinha são muito fortes!

Sexta-feira, de manhã, depois de toda a energia compartilhada na noite anterior, levantei cedo como de praxe para honrar os compromissos da extensa agenda da jornalista encarnada em mim… e segui para mais um dia cheio, daqueles, em Macaé. A pauta era um seminário (falcatrua!!!!) de cultura promovido pela Fundação Macaé de Cultura, que reuniu meia dúzia de gatos pingados em torno de um projeto já pronto pela prefeitura e pela Fundação. Gastei meu tempo… mas aprendi alguma coisa… sobre as quais não vem ao caso agora…

Não poderia cobrir o último dia da Semana de Cultura Afro-Brasileira, mas fui ao PURO entregar dois filmes – O vento forte do levante e Clementina de Jesus, a Rainha Quelé – para serem apresentados na sessão de cinema, durante à tarde, na agenda da Semana.

Jornalista de plantão, obviamente aproveitei o ensejo e papeei um tantinho com os dois desenhistas que estavam esboçando uma ilustração no muro de fora do PURO, para pintarem em cima, depois. O muro fica em frente ao cruzamento da avenida dos Bandeirantes com a rua Recife, no Jardim Bela Vista. Quem não conhece? Em frente rola há anos um ponto de prostituição que a fiscalização também, há anos, finge não ver…

Descobri ali dois rapazes, dois brasileiros famintos por conhecimento, por educação, por arte, por liberdade, por cultura, por um espaço para expressarem sua maneira de perceber o contexto no qual estão inseridos…

Sempre correndo, abracei esses brasileiros, agradeci o depoimento que me deram em vídeo e embarquei rumo a Macaé para o seminário falcatrua.

Surpreendentemente, abrindo o facebook horas mais tarde, li um post chocante, o qual me faz estar aqui, agora.

Não sei se posso replicá-lo, mas basicamente ele comenta o final trágico e triste que teve a atividade da pintura no muro do PURO.

Os artistas que estavam ali convidados, trabalhando, os alunos e organizadores da Semana de Cultura Afro-Brasileira, a comunidade, eu, todos foram afrontados e constrangidos diante de tamanha falta de educação, bom senso e, sobretudo, de cultura dos gestores públicos de Rio das Ostras.

Agressivamente, segundo fontes, uma junta de fiscais, guardas municipais e até policiais militares abordaram os jovens artistas enquanto pintavam o muro – a ilustração remetia à diversidade étnica e à valorização da cultura afro-brasileira –

As cores usadas na pintura eram o vermelho, amarelo, verde e preto… cores da bandeira da áfrica… só que para os aculturados que os abordaram, provavelmente o tema envolvido era maconha e Bob Marley. Antas!

Criaram uma cena horrível no local, um local onde brotava a liberdade de expressão, a arte, a inocência… agrediram pessoas que trabalhavam e ameaçaram processar a universidade por danos ao patrimônio. De arrepiar!

O Polifônico repudia a atitude dos responsáveis por esta ação vergonhosa. Vemos uma cidade que deseja tanto prestar-se ao arranjo produtivo do turismo, mas permanece cega as suas próprias linhas conceituais, metodológicas, enfim… O que acontece na cidade não fica só aqui e as belas propagandas que só aqui são veiculadas, ao contrário das páginas online d’O Polifônico, não são exibidas em nível nacional… tampouco fora do Brasil… sendo assim, esta mesma prefeitura, que tenta vender ao máximo a imagem de cidade do progresso, despreza incoerentemente a imagem negativa que passa Brasil à dentro e mundo à fora sobre o que de fato acontece nesta ilha imperial.

Hoje cedo recebi um email de um dos rapazes que conheci naquela manhã, pronto para mostrar ao mundo sua arte. Este e-mail também me traz aqui, agora.

“Venho aqui para falar que fui totalmente repudiado pela guarda municipal, em relação aquela linda homenagem que estávamos fazendo no muro do PURO. Foram feitas duas abordagens: primeiro vieram dois guardas na viatura, mas só fizeram algumas  perguntas e foram embora. Depois vieram nos dois cidadãos à paisana (que trabalham na guarda) chegaram de forma totalmente grosseira, sem manter o mínimo de respeito na comunicação já chegaram  me oprimindo nem me deram bom dia !!! Não sei o que eles viram em meus olhos mas seja lá o que foi pelo visto não gostaram muito pois não pararam de olhar-me dos pés a cabeça. Por eu e meu amigo pedir para eles se identificarem eles chegaram em certo ponto a dizer que poderia nos levar presos, pois alegavam que o trabalho artístico que ali estava sendo feito era crime(Homenagem ao dia 20 de novembro )  não sei a que se aplicaria o poder ali mas estava ali dando minha contribuição livre, e voluntaria, Junto aos organizadores do evento, e minha arte foi totalmente repudiada pelo poder publico, olha tem uma aluna que tem um vídeo que mostra a hora em que finalizamos a arte, e que pode ajudar depois vejo e arrumo….  “Não aguento mais essa ausência de respeito e incentivo à  cultura por parte das autoridades.”

Prefiro não dizer qual deles assina o e-mail para não expô-lo. Publico os depoimentos de ambos os artistas com quem conversei naquela manhã (antes do ocorrido – em vídeo) e a fala de indignação de um deles (enviada à redação do jornal O Polifônico via e-mail). Tirem suas impressões.

Diante deste cenário imoral de atuação dos gestores públicos, estimulo os envolvidos no episódio (refiro-me aos artistas e comunidade acadêmica, sociedade sempre!!!) a redigirem com seus termos (eu não presenciei o fato) uma nota de repúdio à ação da Prefeitura de Rio das Ostras no caso, para publicizarmos através deste jornal e em todas as redes possíveis!!!!!

Precisamos gerar o desconforto necessário demandado por essa gangue e passar a mostrar para o mundo como agem esses ratos. Creio que seja mais uma forma de nos articularmos contra posturas oriundas de ações repressivas e cerceadoras, além, é claro, de podermos causar grande incômodo aos que armaram essa armadilha sinistra, divulgando ao mundo como preferem ‘trabalhar’.

Não imagino, de fato, qual seja o sentido, o entendimento, que esta prefeitura tem por ‘cultura’, mas posso afirmar uma coisa: a única cultura que ela conhece é a do temor, do medo, do assédio.

Lamento, minha amada Riodas… o que estão fazendo com você. Lamento, pessoal da Semana de Cultura Afro-Brasileira. Vivi com vocês momentos mágicos e inesquecíveis durante a semana toda e é muito triste acompanhar o que estão fazendo com vocês, com o Polo, com o ganha pão de todos vocês, de todos nós. Lamento, estudantes, por vocês estudarem numa cidade que tem gestores públicos tão irresponsáveis como Rio das Ostras têm, sempre teve… lamento, mas não fico só me lamentando… estamos todos em ação e por isso mesmo incomodamos.

Engulam-nos vivos e absorvam ao menos nossos pensamentos e nossas maneiras de raciocinar. Isso já seria uma prerrogativa menos escrota.

Contem comigo e com o jornal O Polifônico para mais esta batalha!

Preciso de vocês fortes e com vigor!!! Todos vocês! Rumo à 2ª Semana de Cultura Afro-Brasileira de Rio das Ostras!!!

Salve o cinema brasileiro!

Leonor Bianchi

Os entrevistados cederam uso de áudio e vídeo ao jornal.

 

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