!@ {o polifônico, [Jornalismo de Intervenção # Por Leonor Bianchi]

Todos os políticos são iguais?

Por Celso Vicenzi*

Virou clichê dizer que “todos os políticos e partidos são iguais”. É essa também a impressão de uma grande parcela de cidadãos que aderiu às manifestações em todo o país. Para chegar a essa quase-certeza (ou certeza, para os mais convictos), houve a colaboração intensiva da mídia no dia a dia da cobertura política. É verdade que boa parte dos políticos tem contribuído para que essa percepção prevaleça. Mas esse sentimento quase unânime foi também habilmente construído pelos meios de comunicação. Pura e simplesmente por omissão, por sonegar informação ao leitor, ao radiouvinte, ao telespectador, ao internauta.

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Análise de uma única votação, na Câmara dos Deputados, revela diferenças sobre as quais mídia raramente informa

Não interessa aos donos da mídia dizer “quem é quem” no cenário político nacional, estadual e municipal. Por isso, com raríssimas exceções, a cobertura de votações importantes costuma trazer apenas o resultado, sem mencionar claramente como votaram os partidos, os vereadores, os deputados e os senadores. Pode-se alegar que, nos veículos impressos ou na TV, não há espaço e tempo para tanto detalhamento. Dependendo da importância do que está em votação, por que não? Em que manual está escrito que não pode? Depende de que tipo de jornalismo se queira fazer. Na mídia impressa, certamente há espaço – que não ocupa mais do que um parágrafo – para indicar pelo menos o voto dos partidos. Idem nas TVs e rádios. São informações que não deveriam ser omitidas, sob pena de a população nunca saber como votam os seus representantes nas questões mais essenciais. Quem tem feito esse papel, com as limitações evidentes de alcance, tem sido as redes sociais.

A diferença de posições ideológicas entre os partidos, apesar dos pesares, fica evidente, por exemplo, no caso recente da votação de uma Moção de Repúdio à espionagem norte-americana que acessou bilhões de emails, telefonemas e dados de empresas e cidadãos brasileiros, além do governo. A Moção foi apresentada pelo deputado José Guimarães (PT) e aprovada por 292 votos. No entanto, 86 deputados votaram contra e 12 se abstiveram de aprovar um documento que se posiciona em favor da soberania brasileira e pede uma solução internacional para a violação do direito à privacidade e do sigilo que envolve as relações entre empresas e países. Quem votou “sim” expressou também “concordância com as iniciativas destinadas a criar uma agência multilateral, no âmbito do sistema das Nações Unidas, para gerir e regulamentar a rede mundial de computadores, poderoso instrumento de uso compartilhado da humanidade”. E externou, ainda, “apreensão com a segurança do cidadão norte-americano Edward Snowden, que está refugiado, há dias, no aeroporto de Moscou”.

Certamente há razões para tantos parlamentares manifestarem-se contrários ou absterem-se de apoiar uma moção contrária à violação das leis internacionais, que o governo brasileiro – e outras nações – classificaram como muito grave. O que importa, no caso, não é discutir o mérito. Mas observar que os partidos identificados mais à esquerda votaram unânimes pela aprovação. Quando se identificam os votos, o eleitor tem a chance de saber quem de fato o representa.

Neste caso, dos partidos maiores, votaram unânimes pela Moção o PCdoB (11 votos), PDT (24 votos), PT (70 votos), PPS (9 votos), PRB (9 votos) e PV (8 votos). Foram acompanhados pelo voto uniforme de partidos menores como PEN (2 votos), PHS (1), PSL (1), Psol (2), PTdoB (2) e o voto do catarinense Jorge Boeira (sem partido). Votaram contra: DEM (16 dos 20 votos), PMDB (11 contra e uma abstenção, de um total de 64 votos), PMN (2 contra em 3 votos), PP (17 contra em 24 votos), PR (4 contra e uma abstenção, em 24 votos), PRP (um contra e um a favor), PSB (2 contra e uma abstenção, em 21 votos), PSC (8 contra em 10 votos), PSD (20 contra em 32 votos), PSDB (3 contra e 10 abstenções) e PTB (2 contra em 13 votos).

Se houvesse uma prestação de contas rotineira, certamente seria possível que uma parcela cada vez mais significativa da população compreendesse que, mesmo numa época em que as cores partidárias perderam muito da sua autenticidade programática, é possível, sim, perceber diferenças muito claras entre os partidos e os parlamentares.

Os brasileiros e brasileiras têm o direito de saber como votam os parlamentares. E a mídia do país tem o dever de mostrar. Se não o faz, é porque tem interesse em desinformar. E impedir que o cidadão identifique, com mais clareza, quem de fato o representa.

Fonte: Outras Palavras

*Celso Vicenzi é jornalista, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas/SC, Prêmio Esso de Ciência e Tecnologia (1985). Atuou em rádio, TV, jornal, revista e assessoria de imprensa. Autor de “Gol é Orgasmo”, editora Unisul – ilustrações de Paulo Caruso. Escreve humor no tuíter: @celso_vicenzi. Para contato: vicenzi@newsite.com.br

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Como ludibriar o leitor

Por Luciano Martins Costa*, no Observatório de Imprensa

Uma das vantagens que os jornais supostamente oferecem em relação aos outros meios de informação é o sistema de organização das notícias: elas são distribuídas por seções temáticas, quase sempre agrupadas em cadernos específicos, facilitando a busca do leitor por seus assuntos preferidos.

O fato de esse pacote de informações se renovar diariamente reforça a percepção de uma ordem e uma correlação entre os acontecimentos, o que também funciona para passar ao leitor a confiança de que a cada dia ele está recebendo o que há de mais atual, e que com isso estaria adquirindo um conhecimento objetivo sobre a realidade que lhe interessa.

Por isso, quando a imprensa quebra esse elo, a consequência pode ser desastrosa.

Por exemplo, no domingo passado, o Globo publicou como sendo recente o resultado de uma pesquisa sobre credibilidade da imprensa que havia sido divulgada pela agência de Relações Públicas Edelman quatro meses antes. O estudo, feito anualmente há uma década, dizia que a mídia é a entidade mais confiável para os brasileiros, com 66% de aprovação, contra 64% das empresas, 59% das ONGs e 33% do governo.

O resultado, divulgado no primeiro trimestre deste ano, se refere a levantamento feito no ano anterior, ou seja, é um retrato desatualizado da realidade. Portanto, se apresentado como atual, é uma mentira. E por que razão o jornal carioca venderia aos seus leitores, como se fosse fresco, esse peixe congelado?

Os leitores atentos haverão de perceber que essa publicação, que foi imediatamente reproduzida por outros veículos noticiosos, passa a impressão de que a credibilidade da imprensa aumentou justamente quando caía a reputação de outras instituições, todas atingidas pela onda de protestos que ocorreram a partir de maio, ou seja, dois meses depois de distribuída pela Edelman a pesquisa referente a 2012.

Mas existe outro aspecto a ser considerado nessa questão. A publicação da pesquisa defasada sobre a credibilidade da imprensa foi feita em meio a uma série de outros levantamentos que mostram a queda da popularidade do atual governo.

Produzidos no calor dos protestos que paralisaram as grandes cidades brasileiras, esses estudos foram sendo levados ao público numa cronologia regular, a partir do início de junho, como se fossem resultados de consultas sequenciais, o que pode produzir em muitas pessoas a impressão de que o governo está rolando ribanceira abaixo.

Jogo perigoso

Essa técnica de manipulação é muito conhecida entre os marqueteiros e jornalistas, e costuma ser praticada em períodos eleitorais. Se serve para registrar as mudanças de humor de eleitores em meio às emoções produzidas pela propaganda dos candidatos, esse tipo de cobertura produz distorções fundamentais na percepção de outros contextos que devem ser vistos no longo prazo, como a avaliação da eficiência de um governo.

Funciona assim: o Datafolha produz uma pesquisa, constatando que a presidente Dilma Rousseff sofreu a primeira queda em sua alta taxa de popularidade, perdendo 8 pontos na aprovação popular, mas ainda venceria uma eleição em primeiro turno. Em seguida, os jornais reproduzem a pesquisa destacando declarações de líderes da oposição vinculando o governo às manifestações de rua e prevendo novas quedas de popularidade. Na sequência, nova pesquisa, desta vez com uma queda de 27 pontos porcentuais.

A notícia original, dada pela Folha de S. Paulo, usa o verbo “despencar”, que é repetido por todos os outros veículos, como num túnel de ecos. Novamente, repetem-se as “análises” com base em declarações de políticos da oposição, que vinculam os indicadores aos protestos que se multiplicam nas ruas.

Interessante observar que a mesma sequência de constatações é feita por outra série de pesquisas, estas produzidas para a Confederação Nacional do Transporte, mostrando tendência semelhante. No entanto, os jornais publicam esses resultados, com diferenças de poucos dias em relação aos levantamentos do Datafolha, como se fossem novas prospecções, quando são, na verdade, novas tomadas do mesmo contexto.

Dessa forma, passa-se para o leitor a impressão de que a aprovação do governo está “despencando”, para usar a palavra preferida dos jornais. No entanto, o que está “despencando” é a confiança dos brasileiros no processo democrático.

O fato mais relevante dessas pesquisas, que está sendo omitido pela imprensa, é a declaração de intenção no voto nulo ou em branco. Na última pesquisa do CNT/DMA, a presidente Dilma aparece com mais intenções de voto espontâneo do que o ex-presidente Lula da Silva e o dobro das intenções dirigidas aos possíveis candidatos Marina Silva e Aécio Neves. Na pesquisa estimulada, ela ainda venceria as eleições em dois turnos.

Além disso, a imprensa está escamoteando um dado fundamental nessa pesquisa, a mais recente: na pergunta sobre que partido o entrevistado quer ver na Presidência da República a partir de 2015, a resposta espontânea mostra que 22,1% apontam o PT, apenas 5,6% preferem o PSDB e 2,1% citam o PMDB.

No conjunto dos levantamentos, vistos desde o início de junho, o retrato mostra que o que caiu foi a confiança no processo político: mais de 50% dos brasileiros estariam dispostos a se abster em 2014. Com a redução do total dos votos válidos, ficaria mais fácil influenciar o resultado das urnas – e essa possibilidade parece estar no horizonte estratégico da mídia tradicional.

Mas esse é um jogo muito perigoso.

*Professor licenciado da UFBa

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Eleições Sindicato e Fenaj: confira os locais de votação

Posted in Comunicações, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 15/07/2013

A partir desta terça-feira (16 de julho), os jornalistas cariocas definem a diretoria e a Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio. Ao mesmo tempo, também até quinta-feira (18 de julho), haverá a eleição da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Na eleição do Sindicato, podem votar jornalistas sindicalizados que tenham acertado suas pendências com a entidade até o dia 5 de julho. Já para a disputa da Fenaj, o jornalista tem que ser sindicalizado até 15 de abril e pode acertar suas pendências financeiras no momento da votação.

Confira a seguir os locais de votação definidos pela Comissão Eleitoral.

Urnas fixas

Sindicato dos Jornalistas: todos os três dias de eleição, de 10h às 20h.
Jornal O Globo: todos os três dias de eleição, de 10h às 19h
Jornal O Dia: 16 e 18 de julho, de 10h às 19h
TV Globo: 17 e 18 de julho, de 10h às 19h
EBC: 17 de julho, de 10h às 19h
ABI: 16 de julho, de 10h às 19h

URNAS ITINERANTES

Dia 16
Multirio: 10h às 13h
UOL: 14h30min às 15h30min
Estadão: 16h às 18h
Rádio Tupi: 10h às 13h
Tribunal de Justiça: 14h às 15h30min
Jornal do Commercio: 16h às 19h
Prefeitura: 10h às 14h e 17h às 19h
Banerjão: 15h às 16h
Rádio e TV Bandeirantes: 10h às 13h
CUT: 14h30 às 18h

Dia 17
Petrobras: 10h às 13h
BNDES: 14h às 15h
Folha de S.Paulo: 15h30 às 16h30
Monitor Mercantil: 17h às 19h
Rádio Globo: 10h às 14h
Piauí: 15h às 16h30min
Revista Isto é: 17h às 19h
SBT: 10h às 13h
Folha Dirigida: 14h30min às 16h
Revista Época: 16h30min às 18h
TV Record: 10h às 16h
CNT: 16h30min às 19h

Dia 18
Banerjão: 10h às 14h
Brasil Energia: 15h às 16h
Terra: 16h30min às 18h
Rede TV: 10h às 13h
Inpress: 14h às 15h
Editora Abril e Revista Veja: 15h30min às 17h
FSB (Ipanema): 17h30min às 19h
Fiocruz (ENSP): 10h às 14h
Fiocruz (Edifício Sede): 15h às 18h
Palácio Guanabara: 10h às 13h
Firjan/Print: 14h30min às 15h30min
Destak: 16h às 18h

Fonte; SJPMRJ

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Franklin Martins assina a Lei da Mídia Democrática

Posted in Brasil, Comunicações, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 29/05/2013

Ex-ministro da Secom do Governo Federal assina o projeto de Lei da Mídia Democrática e fala que o avanço sobre a regulamentação do setor das Comunicações é inevitável e deve ser realizado de forma aberta e transparente.

O jornalista e ex-ministro da Comunicação Social dos governos Lula, Franklin Martins, assinou no último sábado (25/5) o Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Mídia Democrática, durante o evento Conexões Globais, realizado em Porto Alegre. O jornalista participou do debate “Comunicação e poder na era da internet”, onde destacou que o avanço sobre a regulamentação do setor das comunicações é inevitável e que deve ser realizado de forma aberta e transparente.

O processo de transformação econômica e tecnológica coloca a discussão da regulamentação das Comunicações na agenda do país, disse, ao mesmo tempo em que questionou como será feita a condução do debate – que, para ele, não pode ser feito em “salas fechadas”.

“Eu proponho que seja através de um debate aberto público, transparente, que culmine com a votação no Congresso Nacional, que é onde se resolvem os problemas do país. Sinceramente, hoje estamos avançando, e essa discussão está na agenda do país, não sairá mais. Agora, o que vai sair vai depender da disputa, da mobilização, do debate”, disse, destacando o projeto de Lei da Mídia Democrática, que, em sua opinião, conseguirá reunir as assinaturas necessárias para ingressar como um projeto popular no Congresso Nacional. “Ninguém segurará este debate”, disse.

Martins destacou que o uso de bens públicos na forma de concessão obriga o governo a estabelecer marcos regulatórios, e que, no Brasil, somente o setor das Comunicações não possui a regulamentação. “Estamos vivendo um processo de convergência de mídia, e, se não tiver uma pactuação para resolver os problemas pendentes, não conseguiremos avançar”, afirmou, lembrando também da necessidade da aprovação do Marco Civil da Internet. Ao final do mandato de Lula, o então ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, preparou um projeto de marco regulatório que não foi encaminhado pelo governo da presidente Dilma Rousseff.

“Nada que diga respeito à Comunicação Social na Constituição foi regulamentado, salvo um artigo, aquele que permitiu que 30% do capital das empresas fossem de propriedade de capital estrangeiro para atender a um pleito da Rede Globo e da Abril que, em 2002, estavam com a corda no pescoço. Para se atender a isso, foi regulamentado, o resto não foi”, disse, destacando alguns artigos que não têm regulação, como os que tratam da garantia da produção regional e independente nos meios de comunicação.

Em entrevista coletiva realizada antes do debate, o ex-ministro elogiou o Projeto de Iniciativa Popular: “É um bom projeto, maduro, centrado na regulamentação do que está na constituição, olha para o futuro, coloca os temas principais e é uma ótima base para discussão”, defendeu. Ele destacou ainda a importância que o texto dá para a pluralidade e a luta contra a concentração da propriedade.

Assinaturas

O projeto de Lei da Mídia Democrática foi divulgado no Conexões Globais entre os dias de 23 e 25 de maio, quando também foram coletadas assinaturas da Secretária de Comunicação e Inclusão Digital do Rio Grande do Sul, Vera Spolidoro, do Secretário Adjunto de Cultura também do Rio Grande do Sul, Jéferson Assumção, e dos ativistas digitais Ju Pagul, Marcelo Branco, Beá Tibiriçá e Uirá Porã, entre outras.

Clique aqui, conheça o projeto de Lei da Mídia Democrática e participe!

Fonte: Redação Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação

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Valor Econômico sem valor social na hora do passaralho

Posted in Brasil, Comunicações, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 28/05/2013

Com a batida alegação de corte de custos – que tem como fundo a administração em busca de lucros vultosos para os donos e acionistas de veículos de comunicação – o jornal Valor Econômico dispensou cerca de 50 profissionais nesta quinta-feira (23 de maio). A maioria das demissões atingiu a sede em São Paulo. No Rio de Janeiro, de acordo com informações de profissionais, quatro jornalistas foram cortados.

A empresa agiu com o mínimo de transparência possível ao efetuar essas demissões. Apenas nesta sexta-feira representantes do Valor aceitaram conversar com o Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo. Além disso, o Departamento de RH, que fica na capital paulista, se negou a fornecer informações sobre as dispensas referentes à sucursal carioca ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio – mesmo após várias tentativas por telefone.

Ao responder a email do Sindicato do Rio, o Valor se limitou apenas a informar, de forma enigmática, que “não há procedimentos extraordinários, como vem sendo inadvertidamente noticiado por outras mídias”. A empresa chega ao absurdo de classificar as dispensas como “turn over normal”. E, apesar do grande corte de trabalhadores (28 só na redação em São Paulo), afirma que “não há qualquer programação de demissão em massa”.

Na reunião de sexta-feira (24/5) com o Sindicato de São Paulo a empresa apresentou proposta de estender por seis meses o plano de saúde dos profissionais demitidos. Os representantes dos trabalhadores pediram prazo maior. O jornal vai responder sobre a contraproposta na semana seguinte.

O Valor Econômico é um periódico que pertence às Organizações Globo e à Folha de S. Paulo e também surfou na onda bilionária dos jornais impressos brasileiros no ano passado, apesar dos registros de queda na circulação dos grandes periódicos nacionais. O setor faturou, em 2012, mais de R$ 3 bilhões em publicidade, apontam dados do Projeto Inter-Meios.

Fonte: SJPMRJ

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Silêncio: patrões de jornais e revistas estão mudos

Posted in Comunicações, Estado, Jornalismo de Intervenção, Trabalho e Renda by ImprensaBR on 28/05/2013

Em junho completam-se quatro meses de negociação salarial entre trabalhadores e os empresários de jornais e revistas do Rio de Janeiro. Ao que parece, os patrões querem fazer do acordo coletivo de 2013 um imenso rocambole – e, assim, seguem enrolando, evitando a assinatura da convenção.

A última contraproposta dos jornalistas cariocas foi aprovada em assembleia no dia 7 de maio: reajuste de 7%, acima da inflação, e pagamento dobrado, em dinheiro, dos feriados trabalhados. Ou seja, os mesmos ganhos conquistados nas negociações com os empresários de rádo e TV. Essa resolução de assembleia foi enviada aos representantes patronais, que prometeram uma resposta até a última sexta-feira (27 de maio). Mas os empresários seguem mudos, não respondem, nem agendam novas rodadas de negociações.

Por causa deste – e de outros – atrasos, os jornalistas de impressos ainda não tiveram o reajuste em seus salários neste ano. A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) também fica sem índice. Na prática, os patrões de jornais e revistas da cidade fazem pouco caso com as necessidades de seus trabalhadores.

Desde a data-base da categoria, em fevereiro, foi uma constante a demora dos representantes patronais em responder às reivindicações. E isso acontece num ano em que as empresas de rádio e TV assinaram acordo com os trabalhadores em apenas dois meses, com significativos ganhos para os jornalistas desse segmento.

No início de maio, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio realizou pesquisa online com a categoria sobre o reajuste. O resultado apontou que 83% dos profissionais que responderam não abrem mão de ganho real nos salários (acima de 6,63%). A maioria ainda apontou como prioridade o pagamento dobrado de feriados trabalhados. A assembleia do dia 7 de maio confirmou essas reivindicações.

LEIA MAIS: Acompanhe as negociações salariais de jornal e revista

Fonte: SJPMRJ

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Sindicato dos Jornalistas em processo de eleição. Confira a nominata das chapas

Posted in Cidadania, Comunicações, Estado, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 28/05/2013

A comissão eleitoral divulgou a inscrição de quatro chapas que concorrem na eleição da direção e da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio. A votação está marcada para os dias 16, 17 e 18 de julho, junto com a da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Confira a seguir a nominata das chapas.

Chapa 1 Linha Direta Com Os Jornalistas
Presidente: Bruno Cruz
Vice-presidente: Andrei Bastos
1º tesoureiro: Marcos Pereira
2º tesoureiro: Rosayne Macedo
Secretário-geral: Terezinha Santos
Conselho fiscal: Maurílio Ferreira, Bette Romero, Sônia Fassini
Delegados na Fenaj: Ilza Araújo, Miro Nunes
Suplentes: Marília Ferreira, Malu Fernandes, Carmen Pereira, Sandra Martins, Mônica Coronel
Comissão de Ética: Iara Cruz, Cristina Miguez, Márcio Ferreira, Luís Carlos Bitt, Françoise Vernot

Chapa 2 Sindicato É Pra Lutar – Oposição de Verdade
Presidente: Paula Maíran de Brito Machado
Vice-presidente: Randolpho Silva de Souza
Secretário-geral: Cláudia de Abreu
1º tesoureiro: Camila Aparecida Marins Alvarenga Theodor
2º tesoureiro: Maria Amélia Sabino Rozante Rocha
Conselho fiscal: Daniel Fonsêca Ximenes Ponte, Cecília de Moraes, Francimária Ribeiro Gomes.
Delegados na Fenaj: Gizele de Oliveira Martins, Vivian de Azevedo Virissimo
Suplentes: Regina Quintanilha, Raquel Júnia de Magalhães, José Olyntho Contente Neto, Samuel Tosta, André Vieira de Almeida Agostinho
Comissão de Ética: Sylvia Moretzson, Nilo Sérgio Silva Gomes, Álvaro Miguel de Britto Saraiva, Luiz Sérgio Caldieri, Dante Gastaldoni

Chapa 3 Sindicato De Todos Para Todos
Presidente: Alberto Jacob Filho
Vice-presidente: Hélio Araujo
Secretário-geral: Maria Mirtes
1º tesoureiro: César Romero
2º tesoureiro: Admar Branco
Delegados na Fenaj: Cláudio Monteiro, Jeline Rocha
Conselho fiscal: José Luís Laranjo, George Fant, Rui Zilnet
Suplentes: Jorge Borralho, Rosangela Maria Alves, Cláudia Dantas, Sérgio Cardoso, Carlos Alberto da Rocha
Comissão de Ética: Fátima Brito Lopes, Lica Oliveira, Ronaldo Rosas, Luiz Freitas, Alberto Jacob

Chapa 4 Democracia E Transparência
Presidente: Nelson Moreira da Silva
Vice-presidente: Humberto Nascimento
Secretário-geral: Rogério Marques
1º tesoureiro: Ricardo Villa Verde
2º tesoureiro: Marcos Galvão Fernandes de Vasconcelos
Conselho fiscal: Adriana Cruz, Cláudia Lima Costa, Ana Cristina Peixoto Figueira
Delegados na Fenaj: Henrique Acker, Luciana Cavalieri
Suplentes: Michel Alecrim Bastos Leite, Luiz Antonio Bap, Roberto da Silveira Duarte, Celia Abend, Carlos Alberto da Silva Trinta
Comissão de Ética: Octavio Costa, Umberto Trigueiros, Helio da Silva Cicero

Fonte: Site SJPMRJ

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Especialistas defendem financiamento para pequenas empresas de comunicação

Posted in Brasil, Comunicações, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 08/05/2013

Durante audiência pública na Comissão de Cultura, participantes solicitaram apoio do BNDES para emissoras públicas e comunitárias.

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados debateu nesta terça-feira (7) formas de financiamento para pequenas empresas de comunicação, emissoras públicas e comunitárias.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), autora do requerimento para a audiência pública, sugeriu que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ofereça linhas de financiamento a fundo perdido para desenvolver a comunicação pública e alternativa no País.

Mídia e Cultura
A comissão também discutiu a possibilidade de criação de linhas de financiamento especiais para o setor, com juros menores. “As mídias alternativas e livres são fundamentais sob a ótica da cultura, porque essa diversidade cultural brasileira precisa ter meios de difusão para a liberdade de pensamento, do conhecimento, de expressão”, disse a deputada.

A chefe do Departamento de Cultura, Entretenimento e Turismo do BNDES, Luciene Fernandes Gorgulho, explicou que os recursos não reembolsáveis do banco são pequenos e já são usados em grande parte com ações que já vem sendo feitas há muitos anos, como apoio a ações de preservação do patrimônio histórico brasileiro, o apoio ao desenvolvimento de pesquisa e inovação, ações de combate à fome e à pobreza. “A proposta é meritória, mas esses recursos são utilizados em focos difíceis de descontinuar”.

A representante do BNDES apresentou as formas de financiamento que já estão disponíveis para o setor cultural e audiovisual. Segundo ela, além das linhas de crédito ao setor empresarial, o banco oferece fundos de investimento e recursos para o setor cinematográfico. Ela lembrou o apoio do BNDES ao desenvolvimento de séries de animação nacionais como Peixonauta e Meu Amigaozão.

Fomento à radiodifusão pública 
O diretor-presidente da Empresas Brasil de Comunicação (EBC), Nelson Breve, destacou a necessidade de liberação da contribuição para o fomento à radiodifusão pública, que está sendo questionado na Justiça e atualmente já tem cerca de R$ 1,5 bilhão depositado em juízo. “Se não resolvermos o problema do financiamento, vamos sempre ter dificuldade de competir com as emissoras comerciais e disputar audiência. Nossa lei diz que não podemos só fazer um tipo de comunicação que não chegue às pessoas, precisamos disputar audiência e para isso precisamos de investimentos em tecnologia, em conteúdo e isso requer recursos”, explicou.

Em março deste ano, a Justiça Federal considerou legal a contribuição das empresas de telecomunicações para o fomento à radiodifusão pública, mas o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil) recorreu em segunda instância contra a decisão. Do total dos recursos arrecadados, 75% serão destinados à EBC; 2,5% à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); e 22,5% ainda deverão ser regulamentados.

Digitalização de TVs educativas
Breve também lembrou que as emissoras de televisão educativas e comunitárias vão precisar de recursos para promover a sua digitalização. “Se tivermos um apagão analógico nos próximos três anos, se não houver uma política para fomentar a modernização e digitalizar todo o processo de produção dessas emissoras, vamos ter algumas que vão acabar simplesmente, porque não haverá acesso ao público”.

Dados divulgados pela Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom) mostram que 46% das pessoas leem jornais, mas que somente 11% são leitores da grande mídia, que ganha o financiamento público, geralmente integrantes dos grupos Globo, Record ou SBT. Os demais consomem informações cotidianas por meio de blogs, sites, ou jornais online.

A deputada Jandira Feghali disse que a comissão vai pedir uma audiência com um representante da diretoria do BNDES para discutir as formas de financiamento para o setor e promover reuniões com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) para debater a destinação de verbas publicitárias do governo.

Fonte: Agência Câmara Notícias

Com informações da Agência Brasil

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FGV abre inscrições para curso de Direito para jornalistas

Posted in Comunicações, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 07/05/2013

A Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (FGV DIREITO RIO) abriu edital de seleção para a 3ª edição do curso de Direito para jornalistas. As inscrições estão abertas até o dia 16 de maio e estão sendo oferecidas 40 vagas. O curso é gratuito e ministrado no Rio de Janeiro no período de 8 a 13 de julho.

A terceira edição do curso conta com a participação do diretor da FGV DIREITO RIO e membro no Conselho Nacional de Justiça no período de 2005 a 2009, Joaquim Falcão, do ex-ministro Carlos Ayres Britto, que foi presidente do Supremo Tribunal Federal. Além do jurista Nelson Jobim, que também foi presidente do Supremo Tribunal Federal e ministro das pastas da Defesa e da Justiça.

Durante o curso os profissionais selecionados terão aulas de diversas áreas do Direito como Penal, Tributário, Ambiental, constitucional, Econômico e Trabalhista.  A cadeira sobre Direitos Humanos, ministrada pela professora Paula Spieler, é uma das novidades dessa edição. Os profissionais de outros estados que forem selecionados poderão ter as passagens aéreas e hospedagens custeadas pela Fundação.

Os candidatos devem escolher um trabalho realizado nos últimos dois anos que tenha recebido algum prêmio ou tenha tido notória repercussão para anexar junto com uma foto, o currículo e o diploma (ou certificado de conclusão de curso). Todos os inscritos deverão no ato da inscrição aceitar o termo de compromisso no qual afirmam estar cientes que a presença em 75% das aulas é obrigatória.

Para se inscrever basta preencher o formulário e anexar os documentos necessários. Clique aqui para se inscrever e baixar o edital.

Fonte: FGV

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Livro revela perfil do jornalista brasileiro

Posted in Comunicações, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 06/05/2013

O Núcleo de Estudos sobre Transformações no Mundo do Trabalho da Universidade Federal de Santa Catarina (TMT/UFSC) lança, hoje, o relatório Perfil do jornalista brasileiro – Características demográficas, políticas e do trabalho jornalístico em 2012.

A publicação apresenta os resultados de enquete com 2.731 profissionais, realizada entre setembro e novembro do ano passado pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política (PPGSP), em convênio com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). O projeto teve o apoio da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ).

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O estudo foi coordenado pelos professores Alexandre Bergamo, Jacques Mick e Samuel Lima. O lançamento ocorre às 19h, no miniauditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. A programação prevê a apresentação dos principais resultados da pesquisa e análises sobre a relevância do estudo para os campos da sociologia e do jornalismo no Brasil, pelos coordenadores do PPGSP, Ricardo Gaspar Müller, e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC (POSJOR), eu, e pela professora do PPGSP Maria Soledad Etcheverry Orchard e pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, Valmor Fritsche.

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Primeiro caderno da coleção Cadernos de Comunicação foi lançado na última sexta-feira, durante festa de 21 anos de Rio das Ostras

Amigos da autora do projeto, Leonor Bianchi, e moradores de Rio das Ostras, prestigiam a iniciativa e levaram o livro para casa. O primeiro livro da coleção, ‘A imprensa na cidade que mais cresceu no Brasil. A história recente de Rio das Ostras revisitada em matérias jornalísticas produzidas entre 2005 e 2007, da jornalista Leonor Bianchi marca um importante momento para a literatura sobre a imprensa na cidade. O livro sai pela editora #ruap, do grupo de comunicação do jornal O Polifônico (www.opolifonico.wordpress.com).

Os exemplares estão à venda pelo site do projeto em formato digital (www.cadernosdecomunicacao.wordpress.com) e por demanda através do Clube do Autor. Em breve, será distribuído também em e-book.

No site dos Cadernos de Comunicação, os interessados poderão ler trechos de algumas reportagens que compõem o livro, com 120 matérias produzidas pela jornalista para o jornal Primeira Hora, de Armação dos Búzios.

Adquira seu exemplar através do site.

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Pré-lançamento do livro ‘A imprensa na cidade que mais cresceu no Brasil: A história recente de Rio das Ostras revisitada em matérias jornalísticas produzidas entre 2005 e 2007’

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É hoje, a partir das 17h, na Concha Acústica de Rio das Ostras.

O registro do cotidiano é tarefa própria da atividade jornalística. Em muitas vezes, esse registro torna-se a mais completa, se não a única documentação dos fatos de uma comunidade. As notícias e o jornalismo acabam por compor, também, o fio da memória local. O jornalismo, mesmo involuntariamente, escreve a história do lugar. Este livro condensa um período importante na história recente de Rio das Ostras, os anos de 2005, 2006 e 2007.

O objetivo desta publicação é reunir informações que permitam à comunidade local (re)conhecer a identidade, a ideologia e o discurso da imprensa local através da recuperação da história social recente da cidade, e apresentar essa memória para quem não conhece ou passou a conhecer a cidade nos últimos quatro, cinco anos.

A história de Rio das Ostras, nestes últimos 21 anos – tempo em que a mesma emancipou-se político-administrativamente de Casimiro de Abreu -, pode ser contada perfeitamente através das páginas dos jornais locais. É claro, devemos considerar que muitos desses jornais servem apenas para a sustentação ideológica dos grupos políticos dominantes no cenário local. Por isso, é preciso estar atento aos discursos enunciados por esses veículos e como eles são interpretados pelos leitores. Afinal, se falamos de construção de um fio narrativo da história local produzido pelos jornais impressos, precisamos saber interpretar seus enunciados e como estão contando a história, sob qual ótica pretendem ‘oficializar’ a história.

Escolhemos nos debruçar sobre a história recente do município e de sua imprensa local para entendermos um pouco mais sobre este belíssimo balneário, quem são suas personagens para além do povo, do cidadão comum, do trabalhador que ajuda, diariamente, a construir a cidade que mais cresceu no Brasil nos últimos 10 anos, segundo dados de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Sorrir com dente é tranquilo…quero ver sorrir banguela…

Vale lembrar, que além de subsecretária de Turismo, em Rio das Ostras, na atual gestão, a tal Valéria Pinheiro (amiga íntima do prefeito Sabino) foi jornalista da Secom de Rio das Ostras durante os últimos …. ah, sei lá, 1000 anos! Excluí essa pessoa do meu perfil pessoal há um ano quando ela tb fez um comentário mais infeliz que este, o qual não vem ao caso revelar novamente agora. Desde quando jornalista ganha 10 mil reais, gente? Ela já ganhava na Secom!!!!

Valeu a crítica do Diário Riostrense! Bom senso até pros chapa branca? Estou surpresa, mas não pasma.

Leiam mais em:http://diarioriostrense.blogspot.com.br/2013/04/rio-das-ostras-ofender-concursados.html

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Quem sãos os jornalistas brasileiros

Posted in Brasil, Comunicações, Jornalismo de Intervenção, Trabalho e Renda by ImprensaBR on 03/04/2013
  • 64% dos jornalistas no mercado de trabalho é mulher
  • 98% têm formação superior
  • 40,4% têm pós-graduação
  • 59,9% dos jornalistas recebem até cinco salários mínimos
  • 55% atuam em veículos de comunicação, produtoras de conteúdo, etc…
  • 40% atuam fora da mídia, em atividades de assessoria de imprensa ou afins.

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A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) lança nesta quinta-feira, 4 de abril, em entrevista coletiva à Imprensa, o relatório final da pesquisa “Perfil profissional do jornalista brasileiro”. A atividade será às 14h30, no Hotel Aracoara, em Brasília. O lançamento do relatório da pesquisa marca as atividades do Dia do Jornalista – 7 de abril.

A pesquisa é um projeto do Núcleo de Estudos sobre Transformações no Mundo do Trabalho da Universidade Federal de Santa Catarina (TMT/UFSC) em parceria com a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e com apoio do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) e da Associação Brasileira de Pesquisadores do Jornalismo (SBPJor). Foi a primeira vez que se realizou uma pesquisa com jornalistas baseada num estudo prévio das dimensões da categoria – aproximadamente 145 mil profissionais – e com amostragem de todas as regiões do país.

Os resultados se baseiam em respostas de 2.731 jornalistas, de todas as unidades da federação e também dos exterior, a um questionário online. Com margem de erro inferior a 2%, foi desenvolvida com a participação voluntária dos profissionais.

Entre as características demográficas da categoria, o relatório aponta significativa expansão na presença feminina no fazer jornalístico. Segundo os dados da pesquisa, hoje há mais mulheres (64%) do que homens atuando no mercado de trabalho. Apesar disso, os homens ocupam predominante os cargos de chefia.

Quase a íntegra dos jornalistas que atuam no Brasil têm formação superior (98%), segundo os dados. Desses 91,7% têm graduação em Jornalismo. Dos graduados, 61,2% são formados no ensino privado e 40,4% deles têm curso de pós-graduação. Foram identificados 317 cursos de Jornalismo no país.

De acordo com o levantamento, 59,9% dos jornalistas recebem até cinco salários mínimos. O índice de desemprego observado na categoria coincide com a taxa no país, que fechou o ano de 2012 com 5,5%. A cada 4 jornalistas, 1 está filiado a sindicato, ou seja 24,2% são associados a entidades sindicais. Dos jornalistas, 55% atuam em mídia (veículos de comunicação, produtoras de conteúdo etc.), 40% atuam fora da mídia, em atividades de assessoria de imprensa ou comunicação ou outras ações que utilizam conhecimento jornalístico, e 5% trabalham predominantemente como professores.

Estes e muitos outros dados serão apresentados aos participantes da Entrevista Coletiva, que contará com a presença de diretores da FENAJ, do FNPJ, da SBPJOR e de um dos coordenadores da pesquisa, o professor Samuel Pantoja Lima (da Universidade de Brasília, cedido ao Departamento de Jornalismo da UFSC). O relatório será publicado no livro “Perfil do jornalista brasileiro – Características demográficas, políticas e do trabalho jornalístico em 2012″, em impressão pela Insular (Florianópolis).

O QUE:
 Entrevista Coletiva de lançamento nacional do relatório da pesquisa “Perfil do jornalista brasileiro”.
ONDE: Hotel Aracoara (Salão Fernando Costa) – Setor Hoteleiro Norte, Quadra 5, Bloco C Brasília – DF, Fone (61) 3252-5252.
QUANDO: 4 de abril, quinta-feira, às 14h30.

Fonte: FENAJ.

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Assessores têm assembleia nesta terça-feira

Posted in Comunicações, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 01/04/2013

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio convoca assembleia geral para escolha da comissão organizadora da eleição da Diretoria, do Conselho e da Comissão de Ética para o triênio 2013/2016. O encontro vai ser realizado na segunda-feira (8/4), a partir das 20h, no auditório da entidade (Evaristo da Veiga 16/17º andar, Cinelândia).

Segue abaixo o texto da convocação feita pela presidente do Sindicato, Suzana Blass, publicado na edição de sexta-feira (22 de março) do Jornal do Commercio.

SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
CNPJ 34057448/0001-63

ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA

A Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, abaixo-assinado, no uso de suas atribuições e cumpridos os dispositivos estatutários e constitucionais, CONVOCA todos os jornalistas associados quites e em pleno gozo de seus direitos para a Assembléia Geral Ordinária, a realizar-se no dia 08 de abril de 2013, em sua sede social, na Rua Evaristo da Veiga, 16, 17º andar, às 20 horas, em primeira convocação e às 20 horas e 30 minutos, em segunda convocação, com qualquer número de associados presentes, para discutir e votar a seguinte Ordem do dia:

1) Eleição da Comissão Eleitoral que irá organizar as eleições que renovarão a Diretoria, o Conselho e a Comissão de Ética para o triênio 2013/2016.

Rio de Janeiro 21 de março de 2013
Suzana Blass
Presidente

SJPMRJ

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Projeto de iniciativa popular será aprovado em plenária nacional

Posted in Brasil, Comunicações, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 01/04/2013

O documento que proporá uma nova regulamentação para a comunicação do país está em fase de elaboração e ainda terá os apontamentos das entidades participantes da campanha. Após sua aprovação em plenária nacional, o documento seguirá para ampla divulgação e coleta de assinaturas.

A campanha “Para Expressar a Liberdade” realizará sua plenária nacional no próximo dia 19 de abril, em São Paulo, para apresentar e aprovar o projeto de iniciativa popular de um novo marco regulatório das comunicações e organizar a pauta nacional de divulgação do documento. O projeto é uma iniciativa da sociedade civil frente à paralisação do governo federal em dar início à criação de um novo marco legal para regulamentar o setor das comunicações no Brasil.

O documento, que está em fase de elaboração, receberá os apontamentos das entidades participantes da campanha entre os dias dois e 16 de abril, e, durante a plenária nacional, será avaliado e aprovado. Após isso, será divulgado amplamente no país para a coleta de assinaturas.

Estão previstas também as datas de 26 de abril, aniversário da TV Globo, e primeiro de maio, dia do trabalhador, para a realização das ações de promoção nacional do tema da democratização da comunicação e do início de coleta de assinaturas do projeto de lei. Para isso, estão envolvidos na campanha diversos setores da sociedade, de movimentos sociais, partidos, sindicatos e outros.

O projeto de inciativa popular é o principal instrumento político de ação e de pressão para o avanço e conscientização da sociedade quanto à renovação da legislação. Foi definido como ação prioritária na última plenária nacional do movimento, realizada em dezembro de 2009. O Código Brasileiro de Telecomunicações, que regulamenta o setor atualmente, é datado de 1962. Não atende nem as novas demandas tecnológicas, nem as mudanças que ocorreram desde então na sociedade brasileira.

O objetivo é envolver e conscientizar todos os cidadãos e cidadãs e todos setores da sociedade brasileira sobre a busca por uma liberdade de expressão como direto de todos, como dita a Constituição Federal Brasileira, e explicar a necessidade da renovação do marco que regulamenta a Comunicação no país.

A plenária será aberta ao público. Acontecerá das 9 às 17 horas, em local a ser definido.

Redação do Fórum Nacional pela Democratização da ComunicaçãoCampanha Para Expressar a Liberdade.

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O ministro dos meios de comunicação

Posted in Brasil, Comunicações, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 01/04/2013

Apoiado em falso argumento, Paulo Bernardo enterra o debate sobre uma nova lei de comunicação de massas. E estuda um presente para as empresas de telefonia

Quem alimentava esperanças de assistir no Brasil a uma discussão séria e fundamentada sobre a atualização das leis de comunicação pode desistir. O último projeto elaborado pelo governo, obra do ex-secretário Franklin Martins ainda no governo Lula, foi enterrado oficial mente pelo atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Em entrevista recente a O Estado de S. Paulo, Bernardo não deixou dúvidas: o governo Dilma não está disposto a bancar a regulamentação da mídia nem a considera necessária. “Temos de discutir menos apaixonadamente essa questão da mídia. Entendo que a democracia brasileira pressupõe mídia livre e liberdade de expressão. Não queremos mudar isso”, afirmou o ministro, numa platitude bem ao gosto dos donos dos meios de comunicação, embora desprovida de qualquer conteúdo. O ministro não é bobo e deveria saber: quem normalmente alerta para os efeitos deletérios do oligopólio midiático existente no País deseja mais e não menos liberdade. E não somente liberdade concentrada nas mãos de uns poucos.

0 sistema de regulação no Brasil, cuja principal regra, a lei de radiodifusão, foi criada nos anos 1960, estimula a lei da selva, em que prevalece a vontade dos mais fortes. Contém vícios do passado e não resolve impasses do presente. Não há impedimento à propriedade cruzada, o que estimula os monopólios, licenças são negociadas ao arrepio da Constituição, o que explica o aumento do proselitismo religioso eletrônico, e políticos permanecem livres para ser donos ou sócios de emissoras de rádio e tevê, uma afronta ao jogo democrático. Fora isso, as mudanças tecnológicas em curso, com o crescimento da internet e a convergência (hoje se pode ler um texto jornalístico ou assistir à tevê no celular e no computador) exigem por si só uma rediscussão dos marcos regulatórios do setor. Nada disso tem a ver com censura, ao contrário do discurso conservador e conveniente a quem opera sem nenhum freio.

Essas constatações tão simples parecem insuficientes para comover Bernardo. E dá-se assim, por meio de suas mãos, uma morte semelhante, por asfixia, do debate igualmente enterrado no governo Fernando Henrique Cardoso, que chegou a preparar em vão três marcos regulatórios do setor.

Entende-se o empenho de Bernardo. O ministro é o símbolo de uma nova burocracia petista emergente nos últimos anos. De posições melífluas e discrição conveniente, eleitoralmente pragmática e paroquial, a nova turma abrigada no governo atua nos bastidores e joga para expandir seus poderes pessoais na Esplanada. Antes de assumir a pasta da Comunicação no governo Dilma, Bernardo, cuja base política fica no Paraná, «ocupou o Planejamento na administração Lula, quando o ministério tinha um papel secundário (todas as principais decisões estavam concentradas na Casa Civil, ocupada pela futura presidenta, e na Fazenda de Cuido Mantega). Por ser discreto, ou melhor, por não ter causado maiores problemas, ganhou espaço em Brasília, assim como sua mulher, Gleisi Hoffmann, atual titular da Casa Civil. Não se conhece nenhuma boa ideia de Bernardo no ministério. A praticamente um ano e meio da Copa de 2014, teme–se por um apagão na telefonia durante os jogos. Os serviços telefônicos, aliás, nunca estiveram tão ruins.

Quanto aos meios de comunicação, sua posição é clara faz bastante tempo. Desde a posse, em 2011, o ministro tem demonstrado grande disposição para enterrar o assunto. Seu primeiro ato foi barrar a tramitação do projeto de Franklin Martins, que estava pronto para seguir ao Congresso após longas e tensas conferências realizadas Brasil afora. A maioria dos grupos de comunicação recusou-se a debater o tema, mas as audiências públicas seguiram em frente e produziram resultados. Porém, Bernardo considerou o projeto incipiente.

Segundo consta, Bernardo não agiria por conta própria. Diante dos desafios na economia, Dilma Rousseff não pretenderia desenterrar o assunto, ao menos não agora, informam fontes do Palácio do Planalto. A principal razão seria a de desaprovar a regulação elaborada por Martins. Dilma consideraria o projeto “antiquado”. Além disso, ecoaria no governo a crítica midiática ao suposto viés autoritário da proposta. O Planalto não aprovaria, por exemplo, a criação de uma “agência nacional de comunicação” para regulamentar o conteúdo, embora o Reino Unido, berço do conceito moderno de liberdade de expressão, esteja prestes a criar um conselho semelhante (texto de Gianni Carta à pág. 30).

Na entrevista ao Estadão, o ministro das Comunicações anunciou ainda a intenção de desonerar em 6 bilhões de reais as operadoras de telefonia, uma nova fonte de conflito. Circula também a informação de que o ministério, com o apoio da Agência Nacional de Telecomunicações, estaria disposto a repassar às empresas a infraestrutura da telefonia fixa pertencente à União. A intenção seria ceder a infraestrutura, avaliada em 17 bilhões de reais, em troca de investimentos na expansão da rede de banda larga. Os críticos dizem que Brasília entregará um patrimônio nacional à toa, pois existem outras formas de estimular a ampliação da internet rápida. A respeito, leia artigo de Samuel Possebon, editor da revista especializada Teletime, à pág. 29.

O que mais causou furor no PT foi, no entanto, o desdém do ministro ao debate sobre a mídia. “Há um medo, uma covardia de debater o tema no País. Há a interdição completa desse assunto, nem debater se pode”, diz o deputado Fernando Ferro (PT-PE), que vê o governo Dilma refém das críticas da mídia. “Os proprietários dos veículos de comunicação criaram uma cultura de que qualquer questionamento significa atacar a liberdade de expressão. Esse clima contaminou jornalistas e também o Congresso e o governo. Ninguém pode contrariar esses arautos da liberdade de expressão, mesmo que essa concentração seja o oposto do que o capitalismo que eles defendem propõe, ou seja, a livre competição.”

Para Ferro, o debate é tão interditado que as questões relacionadas à mídia nem chegam ao plenário do Congresso, são barradas nas próprias comissões pelo intenso lobby dos proprietários de veículos de comunicação, muitos deles, por sinal, políticos de profissão. O projeto para coibir a prática dos “jabás” nas rádios, por exemplo, está parado há oito anos nas comissões. Pouco vai adiantar se o projeto nascer no Parlamento, como propõe o PT. “Por parte do Executivo não virá”, acredita Ferro. “E um misto de medo com conivência e cumplicidade. Além de sado-masoquismo, pois o governo paga para ser espancado pelos jornais.”

Muitos se perguntam o que poderia ser 5 feito de fato para democratizar os meios S de comunicação no País ou ao menos desconcentrá-los. Duas iniciativas parecem fundamentais. A primeira é limitar a propriedade cruzada, ou seja, impedir a um mesmo grupo de mídia de controlar ao mesmo tempo rádios, tevês, jornais e internet, a partir de um critério regional. Foi o que Cristina Kirchner fez de maneira radical na Argentina, contrariando os interesses do gigantesco Grupo Clarín, que terá de se desfazer de boa parte de suas concessões.

Essa não é, porém, uma iniciativa exclusiva de governos “bolivarianos” e autoritários, como a mídia brasileira gosta de pintar. Países democráticos e desenvolvidos, os Estados Unidos e toda a Europa Ocidental em particular, limitam a propriedade cruzada por acreditar que a concentração do poder midiático enfraquece a democracia.

Outra iniciativa importante seria o fim do monopólio constitucional da mídia a cidadãos nacionais, vedando a estrangeiros a participação no negócio. É uma situação estranha a brasileira. Desde o fim da ditadura, vários setores econômicos nacionais foram submetidos à concorrência externa, inclusive os bancos. Em geral, a abertura dos mercados sempre foi e continua a ser aplaudida pelas empresas de comunicação. Desde que não alcance seu quintal. Não há setor mais nacionalista com influência no Congresso, pronto a defender a qualquer tempo e hora a necessidade de proteção ao seu conteúdo, ainda que eles deem pouca atenção a dois pilares essenciais ao sistema: a regionalização e a diversidade da programação.

Junte-se à inapetência para mudar as leis de comunicação a mudança nos critérios de distribuição de verbas publicitárias do governo. Sob o comando da jornalista Helena Chagas, as regras e a burocracia da Secretaria de Comunicação da Presidência da República mudaram radicalmente em relação aos tempos de Martins, seu antecessor. Voltaram a ser amplamente beneficiados os maiores grupos de comunicação, os de sempre, que cresceram à sombra de uma espécie de propina hoje institucionalizada, o Bônus de Verificação ou BV (quanto mais uma agência de publicidade programa anúncios em um determinado veículo, mais dinheiro ela recebe de volta).

Existe uma insatisfação crescente, principalmente nas estatais, com os atuais critérios de distribuição da publicidade governamental. Era uma decisão do governo Lula desconcentrar e regionalizar a propaganda oficial. Com Fernando Henrique Cardoso no cargo, praticamente só os veículos de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Minas Gerais recebiam anúncios do governo. Quando Lula chegou ao poder, em 2003, o então ministro-chefe da Secom, Luiz Gushiken, disse a seguinte frase aos responsáveis pelo marketing das empresas e dos bancos estatais: “Vocês obtêm lucro em todos os estados brasileiros. Temos de ser republicanos”. Isso significava que a publicidade oficiai não deveria ir apenas para veículos r dos grandes centros, mas pulverizada 3 para meios de outras capitais e do interior do País. Com Martins à frente da Secom, a estratégia foi mantida. Helena Chagas reviu o critério. “Essa história de “critério técnico” é balela, não tem nada de técnico”, reclama o executivo de marketing de uma estatal. A maior queixa é quanto à falta de autonomia: se um veículo menor procurar a empresa e oferecer um pacote de publicidade, o contrato é barrado na Secom com a exigência de que seja feito com concorrentes do mesmo local. “Um exemplo: para fechar um pacote com um jornal de Varginha (MG), é preciso fazer também em outro jornal de lá, que nem nos procurou. E irreal”, critica o executivo.

A Globo agradece. Nos últimos dez anos, considerados os piores da história do País pela maioria dos principais jornalistas da casa, a família Marinho não tem do que reclamar. Divulgado na quarta-feira 27, o balanço da Globopar, holding do grupo, indica um faturamento líquido de 12,6 bilhões de reais no ano passado, três vezes mais do que no último ano do segundo mandato do governo Fernando Henrique Cardoso. O lucro, de 2,9 bilhões, é apenas 1 bilhão menor do que todo o faturamento de dez anos antes. Poucas empresas brasileiras cresceram tanto. A União deu sua contribuição – e dá cada vez mais. No ano passado, um terço de toda a verba do governo federal, excluídas as estatais, pingou nos cofres da empresa. Foram quase 50 milhões de reais só em anúncios de utilidade pública. Não à toa, os herdeiros de Roberto Marinho (João Roberto, Roberto Irineu e José Roberto) voltaram a figurar, após nove anos de ausência, na lista dos bilionários da revista norte-americana Forbes. Segundo a publicação, o patrimônio pessoal de cada um deles alcança 5 bilhões de reais.

O que diria Roberto Marinho se vivo fosse? Manteria os termos de uma carta aberta, publicada em O Globo em 1989 e endereçada a Lula, na qual dizia não ter nada em especial contra o então candidato? Que se movia unicamente por seu instinto de cidadão? Às críticas de Lula ao poder desmesurado do conglomerado midiático, Roberto Marinho respondeu: “A orientação que imprimo aos veículos que me cabe dirigir visa estritamente à defesa do que julgo serem os reais interesses do País e dos caminhos a serem trilhados para que se possa alcançar o bem-estar do povo”.

Naquela eleição, a Globo apoiou Fernando Collor de Mello. Deu no que deu.

Carta Capital

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Cadernos de Comunicação: Uma iniciativa original sobre a história e a memória da imprensa

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LB

Nestes três primeiros meses de 2013, o projeto dos Cadernos andou muito. Esteve nas mãos de pessoas das letras, de escritores e editores, de professores, estudantes, de grandes jornalistas… de amigos e simpatizantes, que querem ver os livros nas melhores livrarias do país, e porque não do mundo? Todos colaboraram com sugestões, dicas, com contrapontos e críticas… e isso só enriqueceu ainda mais o projeto.

Ainda estamos em busca de patrocínio e investidores que se interessem pelo escopo editorial dos Cadernos de Comunicação. Se você quer ajudar a publicar os Cadernos de Comunicação e seus volumes sobre a imprensa brasileira e a memória da imprensa no Norte fluminense (inicialmente, pois o projeto contempla outros estados e regiões do Brasil, que não apenas o Sudeste e o Rio de Janeiro), envie um e-mail para cadernosdecomunicacao@gmail.com para saber como pode colaborar, e CURTA a página dos Cadernos de Comunicação no Facebook.

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O Forte de Imbetiba nas páginas do jornal A Província

Edicao 82 Inauguração do forte de Imbetiba

LB

Uma década após ser publicado o primeiro jornal de Macaé – o Monitor Macahense – uma das folhas mais importantes da imprensa brasileira – A Província – era editada pelo corajoso pensador, poeta, advogado, escritor, jornalista e abolicionista pernambucano José Mariano. O periódico era produzido na capital Recife, que naquela época disputava um bom posto na comercialização de açúcar com muitas outras cidades produtoras da iguaria, dentre elas, Campos dos Goytacazes, próxima a Macaé, de quem se desvinculou política e administrativamente em 1813.

Atentos à produção do açúcar em todos os pontos do Brasil, seus editores expõem em suas páginas notas sobre a balança comercial dos portos de diversas cidades brasileiras e tudo o que diz respeito à produção e comercialização de açúcar no país e fora dele. Neste contexto, Macaé aparece em muitas páginas do jornal A Província, ora com seu movimento portuário despontando entre os mais impulsionados daqueles tempos, ora como cidade de relevante interesse estratégico para a política econômica nacional, por diversos aspectos. Estar próxima à Capital Federal era um. Ser vizinha de Campos e estar localizada ‘no pé’ das Minas Gerais, outro. O jornal A Província, por isto, destaca Macaé em diversas edições ao longo de sua existência.

Editado entre 1872 e 1933, A Província atravessou o século que abriria as portas da modernidade e desvelou vez por todas a surpreendente cultura dos povos das Américas. Foi o século das ciências da mente e do homem. O século das guerras marcadas por destruições em massa. Guerras criadas com o auxílio do advento de máquinas poderosas, que só puderam existir com o aperfeiçoamento do domínio que o homem passou a exercer sobre a natureza e suas leis.

Dentre as diversas menções que A Província dedicou a Macaé, destaco a primeira, que aparece em 1875 e diz respeito a uma nova tecnologia: o processo de produção de açúcar cristalizado desenvolvido na Fazenda Atalaia. A nota foi publicada na página 2 da edição 680, uma quarta-feira, 15 de setembro.

Porém, meu grifo neste artigo vai para a citação que a folha pernambucana fez à inauguração do Forte de Imbetiba, na edição de quarta-feira, 13 de abril de 1910. A nota chamou atenção para a festa que aconteceria no dia 15 daquele mês por ocasião da inauguração do Forte. E não foi nota telegrafada não, como costumava acontecer naqueles tempos! Foi nota do editor José Mariano, um dos maiores jornalistas – com o rigor da palavra e a ética que a profissão exige – que o Brasil já conheceu.

Monte Frio comemora 400 anos, hoje 

No dia 16 deste mês, o Forte Santo Antônio do Monte Frio (que alguns chamam erroneamente de Monte Feio, segundo a assessoria de comunicação do Exército) comemorou 400 anos de fundação, e hoje, terça-feira, dia 19 de março de 2013, haverá uma grande festa no local para celebrar a data. Porém, mesmo quatro séculos passados, há quem desconheça – macaense ou não – a história deste importante patrimônio arquitetônico tão imponente e simbólico de Macaé.

Logicamente, pelo fato de não haver imprensa no Brasil há quatro séculos, não poderíamos nunca encontrar citação à inauguração do Monte Frio durante esta pesquisa, que neste momento debruça-se apenas em periódicos publicados no Brasil.

Esta primeira fortificação, o Monte Frio, virou ruína e hoje não existe mais. Deste antigo forte erguido com pedras pelos negros escravos, no lado de trás do monte onde hoje está a sede do Forte Marechal Hermes, só restaram a muralha de pedra centenária erguida pelos escravos e os canhões que compunham a artilharia da fortaleza, hoje desativados. Uma prainha discreta precipita-se abaixo de um rochedo, ao lado do Monte Frio, formando uma agradável baía a qual batizaram de Praia das Tartarugas. Área militar, restrita ao acesso do exército.

O Forte Santo Antônio de Monte Frio foi inaugurado em 1613 e desativado em 1859. “No século XVII, o Governo espanhol, ao qual Portugal estava submisso, teve a sua atenção despertada no sentido de combater piratas, que agiam com a cumplicidade de índios e mamelucos.

Na extração do pau-brasil por volta de 1614, o diplomata Gondomar, embaixador da Espanha em Londres, alertava o monarca Felipe II de que aventureiros ingleses se apresentavam para estabelecer e fortificar um porto entre o Rio de Janeiro e Espírito Santo, auxiliados pelos mamelucos Gaspar Ribeiro, João Gago e Manoel de Oliveira, que habitavam o lugar.

Foram tomadas providencias, a fim de prevenir-se contra novas tentativas dos corsários: o Governo de Madri transmitiu instruções ao governador-geral Gaspar de Sousa para que “estabelecesse de cem a duzentos índios numa aldeia sobre o rio Macaé (Miquié na linguagem dos indígenas, primitivamente chamado rio dos bagres) em frente à ilha de Santana e que fundasse um estabelecimento semelhante sobre o rio Seripe (ou Leripe) (atual rio das Ostras), onde o inimigo cortava as madeiras corantes”. E mais: “A cada aldeamento se daria um jesuíta. Devia comandar o primeiro, Amador de Sousa, filho do célebre Arariboia, e o segundo, seu sobrinho Manoel de Sousa”.

A fundação daquelas aldeias muito concorreu para o povoamento de parte até então abandonada da Capitania de São Tomé. Dando sentido prático às determinações do soberano, os jesuítas aldearam no local indígenas de Cabo Frio e os da nação Aitacás (provavelmente um ramo dos goitacás). Já Em 1630 aqueles religiosos que possuíam uma fazenda, que contava com um engenho, colégio e capela, construídos no morro de Santana.

Após 1759, quando foram expulsos os jesuítas em virtude de campanha movida contra sua Ordem pelo marquês de Pombal, ministro de D. José I, as terras foram redistribuídas e, à medida que se fundavam novas fazendas, a população aumentava, desdobrando-se em outras povoações com elementos vindos de Cabo Frio e Campos, na sua maior parte.

Durante longo período Macaé teve papel importante na economia norte-fluminense, funcionando o porto de Imbetiba como escoadouro da produção açucareira da zona campista, para ali transportada através do Canal Campos a Macaé, construído em 1874, e por diversos ramais ferroviários então existentes (Estradas de Macaé, Barão de Araruama, Urbana de Macaé e Quissamã). Essa função extinguiu-se, porém, com a construção da Estrada de Ferro Leopoldina, cujos trilhos passaram a ter preferência para o transporte da mercadoria, o que acarretou o declínio do porto” (1).

O Forte de Santo Antônio de Monte Frio teve suas obras concluídas em 1613. Posteriormente, em 1762, a fortaleza foi reconstruída por Conde de Cunha, por ordem do então Governador do Rio de Janeiro, Francisco de Castro Moraes. Em 19 de novembro de 1859 a fortificação foi desativada por ordem do Ministro da Guerra, Cel. Reformado Sebastião do Rego Barros, por este considerar que o Forte não servia mais à segurança daquele porto e por ser sua conservação extremamente onerosa para o Tesouro Nacional. Em 1893, foi reativado pelo então Presidente da República, Marechal Floriano Peixoto. Nesse tempo, cresciam a cada dia as operações do porto de Macaé e isso fez com que mais atenção fosse dada ao mesmo. A construção de um novo forte é iniciada. Entretanto, a estrada de ferro Leopoldina, com a ligação Rio Bonito – Macaé – Campos absorveu todo o transporte da produção agrícola dessa região, e isso consequentemente acabou baixando os custos desse transporte de mercadorias. É assim, que Macaé vê o comércio marítimo declinar até o fim da licença alfandegária do porto de Imbetiba, em 1903. As obras da Fortaleza seguiram o declínio do Porto. Em consequência dos vultosos gastos públicos (231 contos), entre 1898 e 1900, e, também, por falta de verba, a obra acabou sendo suspensa em meados de 1900.

“Em 1908, o Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca, então Ministro da Guerra, esteve na cidade por ocasião de uma das recepções semanais realizadas no Solar de Monte Elíseo, residência do Coronel José de Lima Carneiro da Silva, neto de Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias. Estavam presentes, além do coronel, outros descendentes do Patrono do Exército Brasileiro. Na ocasião, ficou decidido, como consta em documentos do arquivo do Distrito Federal, que a família de Caxias doaria 30 contos de réis para a conclusão das obras, agora sob um projeto mais reduzido do que o orçado originalmente. O governo, por sua vez, comprometeu-se com mais 15 contos de réis.

Ainda em 1908, o Ministro da Guerra, Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca, determinou a construção de uma bateria alta, no topo do morro da Fortaleza, numa cota de 41 metros. Tal opção deveu-se à exiguidade de recursos para o melhoramento e bem assegurar a sua defesa.

Em 21 de dezembro de 1908, depois de locada a bateria alta no topo do morro pelo tenente-coronel de engenharia José Bevilacquia, as obras foram reiniciadas, dirigidas pelo capitão de engenharia Alberto Lavenére Wanderley. Em 13 de fevereiro de 1909 o primeiro-tenente Feliciano Sodré assumiu as obras até o seu término, com a instalação de quatro canhões Armstrong 152 mm, c/50 TR, montados em reparos Wavasseur, recentemente desativados do Cruzador Tamandaré, da Marinha Brasileira.

O Forte foi inaugurado em 15 de abril de 1910, pelo então Ministro da Guerra o Exmo General José Bernadino Bormann, na presença do Marechal Hermes da Fonseca, Presidente Eleito da República e demais autoridades civis e militares. O presidente eleito e sua comitiva foram recebidos pelo Coronel José de Lima, neto de Caxias, seguindo, posteriormente, de carruagem, até o local da inauguração”. (2)

O jornal macaense O Regenerador deu destaque à inauguração do Forte Marechal Hermes com a seguinte nota: “Ficará gravada, com caracteres indeléveis na história de Macaé, e sua população jamais poderá esquecer tão grandiosa e espontânea vibração de sua alma patriótica”.

Um homem e um jornal republicanos

O editor do jornal A província, José Mariano Carneiro da Cunha, foi um abolicionista com uma história vitoriosa e morreu com homenagens de um herói para o povo do Recife. Nasceu em 1850, no engenho Caxangá, distritozinho de Ribeirão, lugarejo que na época pertencia ao município de Gameleira. O cenário dos engenhos e canaviais permeariam para sempre seu imaginário.

Estudou na Faculdade de Direito de Pernambuco – uma das mais antigas do Brasil – e teve como companheiro de classe Joaquim Nabuco com quem flanava pelas marginais do rio Capibaribe na companhia do amigo em comum Rui Barbosa.

Muito ligado ao seu tempo e aos ideais republicanos, José Mariano começou a escrever para jornais, agremiações, revistas, até que em 1872, no dia 6 de setembro, publica a primeira edição de seu próprio jornal: A Província. O jornal tinha cunho abolicionista e reuniu exponentes da época em sua tipografia, como o escritor Gilberto Freyre, que assumiu sua redação em 1928.

Com um ideal de combate à escravidão, a folha tinha discurso acirrado na defesa dos escravos e acabou ganhando a devida atenção da opinião pública na campanha abolicionista em Pernambuco.

O jornal sairia das ruas em 27 de novembro de 1878 para ser novamente editado seis anos mais tarde. Com o argumento de dar férias aos trabalhos jornalísticos e por outros motivos preponderantes, tais como a necessidade de mudanças de seu formato, que passou a ser maior depois, A Província parou de circular. A folha voltou a ser publicada posteriormente como órgão do Partido Liberal, em 1 de dezembro de 1885. Nesta fase a tipografia estava instalada na rua do Imperador, em Recife, uma das principais galerias por onde transitavam na cidade os homens do poder daquele tempo. Na última década do século XIX, A Província conquistou tanta reputação, que chegou a ser o maior jornal do Nordeste brasileiro, suplantando até o jornal mais antigo de Recife, O Diário de Pernambuco, fundado em 1825 e hoje o jornal Há mais tempo em circulação ininterrupta da América Latina.

Sem interromper sua circulação, uma nova e importante fase d’A Província foi iniciada em 19 de agosto de 1928, quando assume sua direção os jornalistas Gilberto Freyre e José Maria Belo. Lia-se na definição do pensamento dos novos dirigentes: “…tanto quanto órgão de informação e crítica, será A Província um jornal político, ligado pela mais consciente simpatia ao Partido Republicano de Pernambuco”. O jornal passa a ser diário e apoia o governo de Estácio Coimbra, “um jornal quase governista. Mas um jornal governista de métodos os mais puros e limpos”, segundo Gilberto Freyre.

Entretanto, sob a direção, tendo como redator-secretário Sousa Barros e gerente Otávio Morais, findando com a edição de 4 de junho de 1933, sendo vendidos o material tipográfico e a maquinaria.

Um jornalista embalsamado

Dono de uma história política e social magnífica, José Mariano é lembrado pelos pernambucanos e jornalistas de todo o Brasil até hoje. Ano passado fez um século de sua morte, em 8 de junho de 1912. Como legado deixou seus ideal de justiça, igualdade e liberdade.

José mariano integrou um importante núcleo progressista de Recife: o Clube do Cupim, fundado em 1884 e do qual também faziam parte ilustres simpatizantes, como Joaquim Nabuco, Barros Sobrinho, João Ramos, Alfredo Pinto, Phaelante da Câmara, Vicente do Café, e Leonor Porto (esta, fundaria e presidiria, depois, uma outra associação com intuitos semelhantes: a Aves Libertas).

Nessa época, uma pessoa de grande importância na comunidade era a esposa de José Mariano, a recifense Olegaria da Costa Gama. Pela sua bondade e dedicação aos escravos foi chamada de “mãe dos pobres” e “mãe do povo”. Olegaria sempre apoiava os escravos fugidos, roubados das senzalas, ou alforriados. Mesmo quando José Mariano foi preso e sofreu inúmeras humilhações e torturas terríveis, D. Olegaria continuou lutando em prol da abolição da escravatura. Em 1887, durante a campanha ao cargo de deputado geral de Joaquim Nabuco – colega abolicionista – D. Olegaria empenha suas joias para financiar as despesas da eleição.

José Mariano é considerado um orador comunicativo, um abolicionista corajoso, e um dos homens públicos que mais desfrutavam da simpatia popular em Pernambuco. Mesmo quando estava separado do povo e preso, demonstrava suas tendências abolicionistas e republicanas. Possuía atitudes corajosas e o seu nome representava uma bandeira. Conseguiu ser eleito deputado em 1886, mas a eleição é impugnada e José Mariano perde a cadeira.

No dia 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel assina a Lei Áurea que declara extinta a escravidão no Brasil. Junto à opinião pública nacional, consagram-se os líderes da campanha redentora: Joaquim Nabuco, José Mariano, José do Patrocínio, André Rebouças. Pouco mais de um ano depois, a República é proclamada pelo Marechal Deodoro da Fonseca, em 15 de novembro de 1889. A gestão de Deodoro dura somente dois anos e com sua renuncia, o Marechal Floriano Peixoto assume a Presidência da República.

O nome de José Mariano figura entre os deputados à Constituinte, em 1890, e, em 1891, ele é eleito Prefeito do Recife. Pouco tempo depois, Alexandre José Barbosa Lima – considerado um autoritarista e florianista – assume o Governo de Pernambuco. José Mariano lança-se de imediato em sua oposição, publicando uma série de artigos contra o Marechal Floriano Peixoto. Em decorrência disto, ele é preso em sua residência (no Poço da Panela), e trancafiado na fortaleza do Brum sob a acusação de pactuar com a Revolta da Armada.

Entretanto, liberto da prisão, José Mariano assume a cadeira de deputado. A população do Recife gosta muito dele. Todas as ruas e casas, desde o cais do porto até o Poço da Panela ficaram ornamentadas e embandeiradas para saudar o retorno do abolicionista. Na época, inclusive, ele fez um discurso célebre na Câmara, com cinco horas de duração, narrando o martírio vivenciado como prisioneiro.

Mas o clima geral era de muitos conflitos políticos. Nesse contexto, foi covardemente assassinado o famoso jornalista político José Maria de Albuquerque Melo, na rua 24 de Maio, enquanto visitava uma seção eleitoral e protestava contra ilegalidades praticadas pelo presidente da mesa, o chamado Major Pataca. O mesmo dispara vários tiros contra o jornalista e, como não lhe foi permitido o socorro médico, José Maria vem a falecer pouco depois. O incidente abala muito o Recife e repercute em todo o País. De imediato, José Mariano escreve um artigo sobre o assunto, intitulado A tragédia de Pernambuco, que sai publicado no Jornal do Comércio do Rio.

No dia 24 de abril de 1898, em decorrência das complicações de uma gripe, morre dona Olegaria. Ele se achava no Rio de Janeiro e sequer pode assistir aos funerais prestados pela população pernambucana. Esta, que a divinizava, se condoeu muito com o fato. Fala-se que foram muitos os pretos que se suicidaram, envenenando-se ou jogando-se no rio Capibaribe.

Após tal dolorosa perda, José Mariano se afasta das lutas políticas. Em 1899, ele é nomeado Oficial do Registro de Títulos, pelo Presidente Rodrigues Alves, e também é presenteado com um Cartório de Títulos e Documentos, na rua do Rosário, no Rio de Janeiro.

Infelizmente, não muito tempo depois, José Mariano adoece e vem a falecer no dia 8 de junho de 1912. Custeado pelo Estado, o navio Ceará transportou seu corpo embalsamado do Rio de Janeiro para o Recife. No Estado de Pernambuco foi decretado luto por três dias, e houve uma comoção geral em seu enterro. As pessoas jogavam flores em seu esquife e muitas choravam. Para homenagear esse ilustre abolicionista pernambucano, o periódico A Lanceta publica alguns versos, em sua edição de 12 de junho de 1912, que terminam assim: “Chore…chore o Brasil sua grande desdita. Porque o cedro tombou!

Foi erigida em sua homenagem, posteriormente, uma estátua no Poço da Panela, e deram o seu nome ao cais que ladeia uma das margens do rio Capibaribe, no centro do Recife. Seus contemporâneos, contudo, sempre desejaram que ele fosse lembrado como um excelente orador popular, um grande abolicionista e republicano, e, principalmente, um pernambucano que deu tudo de si ao próximo e à Pátria.

Fonte do trecho citado:

(1) IBGE
(2) Ascom Forte Marechal Hermes
Ilustração do jornal: Fundação Biblioteca Nacional

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Empresários dizem ‘não’, mas faturam 12% a mais em 2012

Empresário cara de pau é aquele que eleva seus lucros em mais de 10% ao longo do ano – num período em que o Pais cresceu apenas 1% – e, na hora de negociar reajuste salarial dos empregados, não dá aumento real sob alegação de “crise”. Pois é: muitos donos de jornais, revistas, rádio e TV do Rio são assim.

Os números divulgados pelo projeto Inter-Meios, fornecidos pelos próprios veículos de comunicação, mostram que o setor de TV regional cresceu em 12,3% na comparação entre 2011 e 2012 – levando em consideração os dados de janeiro a outubro. Há dois anos, os patrões de emissoras de TV faturaram pouco mais de R$ 1,6 bilhão com investimento publicitário. Já no ano passado, a cifra foi para R$ 1,9 bilhão.

O rádio também elevou seus lucros. Cresceu 4,37% na comparação entre os dez primeiros meses de 2011 e 2012. Os jornais cariocas acompanharam a onda de crescimento em 4,67%. Mesmo alegando crise e demitindo, os impressos do Rio mantêm a dianteira no quesito aumento de renda na comparação com o mesmo setor em outros estados. No Brasil, a média do crescimento do investimento publicitário nos jornais ficou em 0,99%, apontam os dados do projeto Inter-Meios.

Desde dezembro, os jornalistas cariocas estão em campanha para negociar o reajuste de seus salários no período entre fevereiro de 2013 até o mesmo mês do ano seguinte. O objetivo é repor perdas acumuladas, além de garantir ganho real no aumento dos salários – com um reajuste acima da inflação, que deve fechar em 6,04% em fevereiro, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Assim, a cobrança dos jornalistas é para que o índice de reajuste a ser definido na convenção coletiva seja de, pelo menos, 10%.

Durante o mês de janeiro e fevereiro, a direção do Sindicato tem encontro com o economista do Dieese Jardel Leal. Em pauta, os números da economia tendo em vista as próximas reuniões com os representantes patronais.

Fonte: SJPMRJ

*Texto atualizado às 12h32 de 14 de janeiro de 2013.

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Mais de mil jornalistas foram demitidos pelo Brasil afora em 2012

O ano de 2012 foi marcado por enxugamento das redações, principalmente devido ao fim da publicação de veículos e à migração do impresso para o online. Levantamento feito pelo Comunique-se mostra que mais de 1.230 jornalistas foram demitidos nesse período. A maioria das dispensas foi motivada por cortes orçamentários e reestruturações.

Destaque para os 450 cortes promovidos pela Rede TV, quase um terço do quadro total de funcionários. Entre os jornalistas, Rita Lisauskas deixou o canal em janeiro, após ter postado em seu perfil no Facebook uma reclamação sobre os atrasos salariais. Em março, pelos menos oito pessoas foram cortadas do departamento esportivo, o equivalente a 40% do núcleo. A emissora passou o ano em destaque no noticiário, por causa de demissões, atrasos nos salários e pelo não pagamento de benefícios, como o 13º salário.

Na Record foram registradas 70 demissões. A ordem teria sido cortar em 12% os custos de Record News e R7, informação não confirmada pela empresa. No veículo televisivo, 40 jornalistas de Brasília, Santa Catarina e São Paulo deixaram de fazer parte da equipe. Em nota, a emissora afirmou fazer “uma reformulação em sua grade de programação”.

Grandes impressos também enfrentaram problemas. A “Folha de S.Paulo” demitiu ao menos cinco jornalistas. Em junho, a versão online passou a usar a tecnologia do paywall, cobrando pelo conteúdo produzido. Claudio Ângelo e Lucio Vaz (repórteres da sucursal de Brasília), Carolina Vilanova (repórter de ‘Mundo’) e Lucia Valentim (repórter do caderno ‘Ilustrada’) foram dispensados. Ex-correspondente e ex-secretário de redação, Vaguinaldo Marinheiro também perdeu o emprego.

Concorrente da “Folha”, o “Estadão” demitiu 20 jornalistas em fevereiro. Do mesmo grupo, o “Jornal da Tarde” encerrou suas atividades no Dia das Bruxas, 31 de outubro. Em julho, o JT havia dispensado cerca de 20 profissionais e sinalizou que deixaria de circular aos domingos.

Outro impresso que encerrou suas atividades foi o diário esportivo “Marca Brasil”. Os jornalistas que trabalhavam no periódico seriam transferidos para outras publicações do Grupo Ejesa/Ongoing, responsável pelo portal IG e pelas edições dos jornais “Meia Hora”, “O Dia” e “Brasil Econômico”. A empresa não confirmou, mas na redação os comentários eram de que cerca de 70 foram dispensadas. Em dezembro, 13 funcionários de deixaram a companhia.

No segmento das revistas, o Grupo Abril encerrou o ano com 150 demissões, entre jornalistas e funcionários do setor administrativo. A editora também anunciou o fim da revista mensal Quatro Rodas Moto e a dispensa de quatro jornalistas da publicação.

Fonte: Comunique-se

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Três anos de polifonia

Posted in Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 25/12/2012

Em 9 de dezembro de 2012 O Polifônico fez três anos.

Que tantos outros anos venham.

Resistir é preciso!

Rumo à imprensa livre em Rio das Ostras!

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Rio das Ostras ganha livro sobre a história recente do município contada através da imprensa local

Em breve, Rio das Ostras terá seu primeiro livro dedicado à história local através do olhar da imprensa regional. Trata-se de ‘A imprensa na cidade que mais cresceu no Brasil – A história recente de Rio das Ostras revisitada em matérias jornalísticas produzidas entre 2005 e 2008′.

O livro faz parte do projeto Cadernos de Comunicação, criação da jornalista e editora deste jornal, Leonor Bianchi. O primeiro volume dos Cadernos abre a Série Memória da Imprensa Riostrense.

A publicação é independente e sairá pela editora #ruap em formato impresso (para demanda) e digital (CD).

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Mazinho, dono de gráfica e da editora Poema é o novo secretário de Comunicação Social de Rio das Ostras

Posted in Cidade, Comunicações, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 22/11/2012

Amigo íntimo do prefeito eleito em Rio das Ostras, Alcebíades Sabino, Osmar Soares, ou Mazinho, o dono de um pequeno conglomerado de empresas de comunicação da Região dos Lagos (sobretudo em Rio das Ostras) é o novo secretário de Comunicação Social do município. Mazinho enricou nos dois primeiros mandatos de Sabino e hoje é dono da gráfica e editora Poema e de muitas outras pequenas e médias empresas… eu mesma já trabalhei para ele. Foi em 2005 para a revista Tal, editada entre 2004 e 2007 se não me engano, já que a revista, assim como outros materiais editoriais impressos locais não tem periodicidade certa para sair.

Como eu, a maioria dos profissionais de comunicação da cidade de Rio das Ostras já passou por uma das empresas do Mazinho. Funciona como uma espécie de filtro onde ele escolta e escolhe quem seriamos ‘os bons jornalistas ‘para serem cooptados para o tipo de comunicação e de projeto de imprensa que têm em mente. Uma coisa horrorosa! Lembro-me que quando trabalhei para ele, meu salário nunca saia em dia… e pelo que escuto pela cidade de seus funcionários, até hoje ele os mantém no cabresto. Eu certamente ficarei de fora dessa boquinha, não é mesmo tio Mazinho?

Faço ideia de que não teremos bons ventos soprando a favor da imprensa livre em Rio das Ostras. Ao contrário, Mazinho deverá favorecer seus parceiros de imprensa. Ele foi o redator chefe de um dos primeiros jornais impressos de Rio das Ostras na contemporaneidade – o Umas e Ostras -, jornal na época totalmente chapa-branca e que ajudou muito o enriquecimento de seu proprietário.

A ver…

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Rio das Ostras terá uma Hemeroteca Digital: Projeto desenvolvido pelo jornal O Polifônico é pioneiro na imprensa norte fluminense

Estou desenvolvendo um trabalho lindo e necessário.

Bem, eu acho que seja…

É a criação de uma Hemeroteca Digital para disponibilizar tudo o que a imprensa brasileira já publicou sobre a cidade de Rio das Ostras desde os mais remotos tempos da imprensa no Brasil.

O projeto é ousado e ainda corre na base da vontade de fazer, ou seja, sem patrocínio.

Nesta postagem, disponibilizo um pouquinho da pesquisa que estou fazendo na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, cuja catalogação já está concluída.

Na foto da página do Correio da Manhã (editado de 1901 a 1974) vemos a primeira citação a Rio das Ostras feita pelo jornal. A data? Era dia 11 de setembro de 1926!!! Você nem imaginaria que isso pudesse ter acontecido, não… Rio das Ostras estar tão evidente na imprensa dos anos 20 do século XX. Mas esteve. E através deste projeto, estou trazendo toda essa história à tona.

E ainda dizem que Rio das Ostras começou a figurar no cenário nacional apenas em função do petróleo, há 20 anos.

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Rio das Ostras no Observatório da Imprensa

LB

Caros leitores d’O Polifônico,

compartilho com vocês a nota que Dines deu ao Observatório da Imprensa Local no site do Observatório da Imprensa:

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed709_rio_das_ostras_tem_jornalismo_livre_e_independente

Acessem: www.observatoriodaimprensalocal.wordpress.com

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Movimento nacional pede revisão do marco regulatório para as comunicações

Na semana em que o Código Brasileiro de Telecomunicações (CBT) completou 50 anos, entidades da sociedade civil lançaram campanha pedindo revisão do marco regulatório para as comunicações.

A iniciativa intitulada “Para Expressar a Liberdade – Uma Nova Lei para um novo tempo” nasceu em maio deste ano, durante o Seminário Desafios da Liberdade de Expressão, promovido pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC. Porém, a mobilização para a elaboração de uma nova proposta de lei geral para as comunicações no País vem sendo amplamente discutida desde 2009, quando o poder público, o setor empresarial e a sociedade civil se reuniram na I Conferência Nacional de Comunicação.

A ação busca, além da revisão do marco regulatório em vigor, a instauração de um debate democrático para as políticas públicas de comunicação. Um dos principais argumentos trazidos pelos representantes do movimento é o de que o marco atual não promove a diversidade e o pluralismo, nem propicia a prática de princípios constitucionais do setor. Segundo a advogada do Instituto de Defesa do Consumidor, Veridiana Alimont, “a liberdade de expressão se garante quando todos têm condições de se expressar, seja tendo acesso a serviços essenciais, como o acesso à banda larga, seja tendo uma regulação e políticas públicas que garantam a diversidade de vozes e a pluralidade de ideias nos meios de comunicação em geral”.

Apesar das pressões, o Ministério das Comunicações informou que o projeto do novo marco regulatório, apresentado no final do governo Lula, ainda está em análise. Desta maneira, não há previsão de quando será levado à consulta pública.

Sugestão de Fontes

Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC
secretaria@fndc.org.br
Telefone: (61) 3244-0665

Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social
intervozes@intervozes.org.br
Telefone: (61) 3341.3637

Fonte: Andi – Agência de Notícias dos Direitos da Infância

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Fora do horário eleitoral na TV, candidato a majoritária de Rio das Ostras coloca nova série de vídeos na Internet

LB

Ninguém viu ainda

Hoje cedo quando assisti aos vídeos que a equipe de MKT político do candidato do PSC ao governo municipal de Rio das Ostras, Alcebíades Sabino, tinha postado no youtube anteontem quando começou o horário político na TV, o índice de visualizações dos mesmos era zero (O).

Fui a primeira a assistir na rede a série de vídeos onde Sabino aparece contando sua história de vida e fala muito da mãe, Dna. Georgina, que dizia que ele tinha boas mãos pras flores.

No que quase podemos chamar de ‘curta-documentário’ sobre a vida pública e privada do candidato, ele conta histórias de sua infância, lembra dos tempos do gerador de luz no Iate Clube de Rio das Ostras, desligado meia noite, recorda a capina com os amigos de pelada para abrir a pequena várzea que depois virou o campo oficial do Rio das Ostras Futebol Clube…

Sentimentalista, o clima do depoimento do candidato. Ele lembra de quando os primeiros veranistas começaram a chegar em Mariléa, que era ainda a antiga fazenda do Bazim.

Lembra do Clube Cerro, mas não lembra que até hoje nunca fizeram um livreto sequer para que sua história fosse contada. Ano que vem o clube fará 50 anos de fundação.

Disse que ele e seus irmãos sustentaram a família catando ostras dos manguezais, diz saber que hoje já não há mais tantas ostras no rio, mas não admite que o rio das Ostras está poluído.

A quem se dirige a fala do vídeo?

O documentário fala diretamente com o novo morador de Rio das Ostras. Pessoas que vieram morar na cidade nos últimos oito, nove, dez anos. Nele, Sabino chega a chorar várias vezes enquanto relembra fatos de sua vida em Rio das Ostras.

Fiquei apreensiva quando o escutei dizer que deseja retomar com alguns projetos na cidade, como o de cinema…

Ah, sim, quem está COLADO em Sabino e aparece em quase todos os vídeos que o candidato postou na rede é o ator Cosme dos Santos, indicado por ele para comandar a Fundação de Cultura de Rio das Ostras caso seja eleito.

Olha, que precisamos retomar alguns projetos, sim, precisamos, mas não devemos insistir no que deu errado, e o modelo usado no passado para a execução de políticas para o setor audiovisual  em Rio das Ostras, foi horroroso.

Muito sentimentalista e pouco propositivo o vídeo.

Voltando ao cinema e ao nome que vem sendo indicado para lidar tão diretamente com cinema em Rio das Ostras, fica minha pergunta: que roteiro balela foi esse dese documentário? O cidadão, o eleitor não aceita mais documentários políticos mamão com açúcar como esse não. O vídeo pode ter cumprido uma função de liga identitária entre os antigos e novos moradores… sim, pode!… eu daqui quase chorei com Sabino quando ele contou que seu falecido irmão vinha do Rio e se emocionou ao ver o mar chegando na estrada Serra Mar. Passei minha infância brincando no banco de trás do carro com meu irmão de quem via o mar primeiro quando chegasse nesse mesmo ponto da estrada, quando vinha para Mariléa com minha família nos veraneios dos anos 70 e 80…

De fato, quem não conhece a cidade há mais de 30 anos como eu conheço tende a ficar emocionado com a história do candidato, que mais parece uma saga homérica de quem home (teria que profissão se não fosse político?) do que a trajetória de um pescador muito humilde, como ele mesmo afirma ter sido quando criança e durante a juventude em um dos capítulos do documentário.

Fica a sugestão para o eleitor de Rio das Ostras: Vejam o vídeo com olhos críticos e se perguntem onde foram parar nesse roteiro as questões mais sérias sobre Rio das Ostras? Onde foram parar nesse roteiro os problemas com a educação, a saúde, a cultura, a habitação, o meio ambiente, a empregabilidade, a infraestrutura, a distribuição de água, a segurança pública?

Chega a ser patética a situação que um desses roteiristas contratados pelo candidato criou em um outro vídeo da campanha intitulado “O povo pergunta, Sabino responde”. O roteirista tenta dar um clima de naturalização à repulsa pelo morador de rua quando coloca na fala de uma senhora que faz a pergunta a Sabino, o temor a estes. Ela chega a afirmar que tem medo dos moradores de rua que dormem ao relento na rodoviária e não quer que seus filhos vejam ‘essas pessoas’.

Para quem não faz ideia, em Rio das Ostras há um grupo de pessoas, muitas delas da maçonaria, que querem ver liquidados todas as ciganas e moradores de rua que vem parar na cidade. Eles e seus cachorros de rua… Essa posição já foi inclusive argumento para muita matéria levantada pelo jornal O Polifônico. O fato é que no vídeo, Sabino, para poder falar um pouco sobre sua política assistencialista aos moradores de rua já começa falando: ‘Olha, fulana… nós precisamos entender que essas pessoas são nossos irmãos, eles não tem culpa de serem moradores de rua…”, mas não fala absolutamente nada sobre criar políticas de base para dar condições mínimas de acesso a emprego e moradia a essas pessoas. O resultado no vídeo foi uma interpretação forçosa feita pelo candidato em sua resposta, indicada no péssimo roteiro sugerido pela equipe de redação e vídeo. Não funcionou pra mim, mas tem gente que cai! E como tem! Nesse vídeo mesmo… o povo pergunta e Sab.. responde, há vários jovens se apresentando como defensores mesmo do cara, de suas propostas, de seu retorno ao governo municipal de Rio das Ostras.

De fato a situação não está nada razoável, eleitor riostrense. Serão mais oito anos de cineminha mau redigido nas ruas da cidade. Cinema de Rua com filme estadunidense e roteiros tão ruins como estes desses videozinhos que vi esta manhã sobre nosso provável futuro prefeito.

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Nota de rodapé para o Cinema Popular Brasileiro

LB

Quem conseguiu ler o post do João Rocha (ele não é meu amigo) no grupo Macaé Cine? Ele cita meu nome e eu fui excluída desse grupo. Rúben Pereira tá aqui lendo essa postagem do meu lado e os caras me excluíram em função da grita que dei semana passada, depois de tentar diálogo centenas de vezes via mensagem fechada com a Thalita, organizadora do projeto, e não obter êxito.

Era pra ser um post, mais um, quem sabe não seria levada a mais um bate bola, ops, bate boca desnecessário nesta rede…

Desnecessário, vírgula!

Aliás, pra quem só lê minhas gritas virtuais e não sabe o que há por trás delas, fique esperto e deixe de ser malicioso(a), pois estas só chegam pro universo virtual aberto, público, depois de eu ter tentado de todas as formas possíveis e imaginárias o diálogo amistoso e saudável, produtivo para todos, e isso é razoável para uma jornalista, que, como todos aqui (todos não afirmaria… tem muita gente perdida na rede ainda, e como tem!!!), tenho, e muito, o que fazer nesta encarnação além de tentar buscar o diálogo com o mundo pelas redes sociais esquizofrênicas…

Netqueta não existe! Essa moda no Brasil de não expor as pessoas pela rede é inviável com o que a rede se propõe a ser! Tem que expor mesmo! O cara luta anos pela lei da transparência no Brasil e no Facebook não admite que os antiéticos sejam revelados e expostos em suas entranhas! Que lógica tem isso? Muita demagogia, sabe. O povo tem o que merece…

E cá pra nós, povo brasileiro, aqui no Brasil ninguém ainda sabe usar a rede dentro de toda a sua potencialidade, não é mesmo? Tem muita gente só apertando enter por aí… e apertando onde não era pra apertar!

Sobre o tal rapaz João Rocha que preferiu falar de mim por traz, excluindo-me de seu grupinho fechado no facebook e na vida real (srsrssr) e sobre seu ‘({[projeto de cinema]}’, o que eu penso a respeito – ainda que ele não tenha me perguntado diretamente e tenha preferido expor o que pensa sobre mim e seu projetinho apenas para seu grupo fechado no face… (srsrsr) -, é que ele não entende realmente o que é e como funciona a cadeia produtiva do cinema, como funciona essa cadeia aqui no Brasil, como funciona essa mesma cadeia nos grotões onde ainda não existe cinema e como funciona essa cadeia nas cidades emergentes onde predominam as salas comerciais.

No meu entendimento ele está brincando de fazer exibição de cinema, e isso é sério pra caramba porque diz respeito exatamente a uma discussão que vem sendo travada há décadas no cinema brasileiro por quem faz a política pública no setor. E ainda que seja enfadonha a indagação: Que cinema queremos? Será que esse rapaz sabe responder isto?

E ele pessoalmente em sua mostra, que quer ele com este cinema? Um festival megalômico, que não deveria atender a um desejo privado, mas sim fundamentar-se no caráter de utilidade pública. O problema é que neste projeto acontece justamente o inverso. O que seus produtores argumentam e tomam como a maior justificativa para  a manutenção do projeto na cidade, não é o clamor dos cinéfilos locais, pois nem isso o cineclube Macaba Doce, que existe há três anos em Macaé, conseguiu criar no cenário dada sua inércia fatal… Eles não tem sequer um público fiel, um público que dissesse: sim, queremos esta mostra em Macaé, pois ela é necessária para a cidade, nela nós nos vemos, com ela nos identificamos! Não. Nesse projeto do João Rocha e amigos, fica clara que a proposta do autor é a autopromoção – haja vista os troféus idênticos aos do Oscar estadunidense e do tapete vermelho colocado na porta do Solar dos Mello, durante a mostra no ano passado, a primeira edição do projeto.

Isso é extremamente sério na medida em que há uma turma que apóia o surgimento de uma mostra em qualquer esquina do Brasil, atualmente. São escolas diferentes. Eu penso mais antes, prefiro me associar a um projeto já existente antes de ousar lançar outro igualzinho em paralelo quase que pra disputar público, um público que, diga-se em negrito, ainda precisa muito ser educado para assistir cinema… Os caras acham bom ter uma mostra em qualquer esquina, mas não oferecem estrutura para isso. Refiro-me ao Estado, aos modelos vigentes de financiamento e ‘apoio’ para estes projetos. Então isso é um dos pontos de um grande debate no setor… só esclarecendo quem dá pitaco sem saber que a coisa tem uma dinâmica outra…

Geralmente essas mostras não geram empregabilidade e não têm sustentabilidade financeira, seus proponentes não têm relações mais consolidadas com os locais onde fazem essas mostras, mas pro relatório que a ANCINE redige no fim do ano, esses cara são bons porque entram pra cadeia e ajudam a criar um falso índice a respeito do cinema nacional e sua cadeia produtiva.

Hoje, no Brasil, a maioria das aferições que a ANCINE faz para a coleta de dados e por fim, a criação de relatórios e índices a respeito do desenvolvimento da indústria são bastante questionáveis, ainda que exista em paralelo e em contraste com isto que afirmei, dentro mesmo do corpo desta agência reguladora, pessoas sérias tentando trabalhar honestamente.

Voltando a grita (a minha), e ao fato de o tal João Rocha ter me excluído de seu grupinho…  ainda tem quem diga que esse povo é do bem… dúvidas? A cada segundo tenho certeza de que não há alguma… quanto mais for expurgada por pessoas como essas, mais perto do que tanto busco encontrar estarei. Quem age comigo desta maneira, ou seja, repelindo-me, livra-me de sua companhia aduladora e medíocre.

Infelizmente Rubinho disse que não vai comentar o post pra não pegar mal pra ele. Agora veja, o cara fala tanto em cultura, defende tanto a cultura e quando tem que abrir a boca, prefere se calar… realmente devo estar tentando diálogo com quem não quer dialogar comigo.

Mas de tudo sempre fica uma mensagem, ainda que secreta dentro de nós…

Por fim, gostei de saber que esses anos todos trabalhando em prol do acesso das populações mais carentes à cultura, à educação, à arte, à comunicação e por fim, ao cinema brasileiro não foram em vão. Ajudaram a iluminar suas mentes e fizeram com que compreendessem que para abrir qualquer pauta sobre o assunto ‘exibição de cinema’, seja em Rio das Ostras, Macaé… região, uma notinha de ropapé a Leonor Bianchi e ao seu Cinema Popular Brasileiro vocês não tem como não dar, ainda que secretamente, entre vocês mesmos.

Humildade é para os sábios, não um dom que todos podem lançar mão.

Obrigada pela nota de rodapé que eu mesma não li… para o bem ou para mal. Para além do bem e do mal estou eu desta lógica binária grega, arcaica. Prefiro o devir no meio do caminho, a sinapse no discurso, um lapso no pensamento…

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Senado toma decisão histórica em defesa do Jornalismo

A FENAJ e seus 31 sindicatos filiados vêm a público agradecer aos 60 senadores brasileiros que, no início da noite de hoje, aprovaram em 2º turno a PEC 33/09, que restabelece a exigência do diploma de curso superior em Jornalismo como condição para o exercício profissional. O Senado, absolutamente sintonizado com a opinião pública e com a categoria dos jornalistas, deu um passo fundamental para a correção de uma decisão obscurantista do STF, que eliminou a exigência do diploma para acesso à profissão. Os jornalistas e a sociedade brasileira agradecem este ato em defesa do Jornalismo.

A FENAJ agradece especialmente ao senador Antônio Carlos Valadares, autor da PEC 33, ao senador Inácio Arruda, que fez a relatoria da matéria, e à senadora Lídice da Mata, que cobrou daqueles que buscavam protelar a apreciação da proposta o compromisso público, assumido há meses, de votá-la. Eles foram incansáveis na defesa da PEC, demonstrando uma compreensão singular da importância do Jornalismo nas sociedades democráticas e do papel do profissional jornalista. Igualmente, agradecemos ao presidente da sessão desta terça-feira, senador Casildo Maldaner, e aos líderes partidários que colocaram a votação da PEC33 entre as prioridades da casa. Também agradecemos a todos os senadores que apoiaram a proposta e que se empenharam pela sua aprovação.

A exigência da formação superior em Jornalismo é uma conquista histórica dos jornalistas e da sociedade. Depois de 1969, quando foi instituída, esta exigência contribuiu decisivamente para modificar a qualidade do Jornalismo brasileiro, representando uma das garantias ao direito à informação independente e plural, condição indispensável para a verdadeira democracia.

O diploma de jornalista foi derrubado da nossa legislação profissional por decisão do STF em 17 de junho de 2009 que permitiu que qualquer cidadão, sem qualquer formação, possa exercer esta profissão de grande responsabilidade social. A decisão da maior corte de Justiça representou um retrocesso não somente para a categoria dos jornalistas, mas para toda a sociedade brasileira, que perde com a desqualificação do Jornalismo.

O Congresso Nacional respondeu de pronto a este processo de judicialização da vida nacional, de caráter nitidamente conservador. No mesmo ano de 2009, foram apresentadas duas PECs restabelecendo a exigência do diploma para o exercício profissional.

Hoje, após a aprovação da PEC 33 no Senado, a categoria e a sociedade voltam suas atenções para a Câmara dos Deputados, que terá de apreciar a PEC 33 em conjunto com a PEC 386, de autoria do deputado Paulo Pimenta e relatoria do deputado Maurício Rands. Ambas têm o mesmo propósito: resgatar a dignidade dos jornalistas brasileiros e contribuir para a garantia do jornalismo de qualidade.

O momento é de comemoração da grande vitória, mas a mobilização dos jornalistas brasileiros, organizada pela FENAJ e pelos Sindicatos de Jornalistas de todo o país, apoiada por entidades do campo do Jornalismo como o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) e a Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), e respalda pela energia contagiante de estudantes de Jornalismo que engajaram-se em manifestações desde a fatídica decisão do STF em 2009 até a vigília no Senado nesta sexta-feira, vai continuar para que a PEC seja aprovada em tempo recorde na Câmara dos Deputados.

A vitória é nossa e a fazem os que lutam!

Diretoria da FENAJ e Sindicatos de Jornalistas do Brasil.

Brasília, 7 de agosto de 2012.

Fonte:SJPMRJ

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Senado aprova diploma obrigatório para jornalistas

O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (7), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC)33/2009 , conhecida como PEC dos Jornalistas. A proposta, aprovada em segundo turno por 60 votos a 4, torna obrigatório o diploma de curso superior de Comunicação Social, habilitação jornalismo, para o exercício da profissão de jornalista. A matéria agora segue para exame da Câmara dos Deputados.

Apresentada pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), a PEC dos Jornalistas acrescenta novo artigo à Constituição, o 220-A, estabelecendo que o exercício da profissão de jornalista é  “privativo do portador de diploma de curso superior de Comunicação Social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação”.

Pelo texto, é mantida a tradicional figura do colaborador, sem vínculo empregatício, e são validados os registros obtidos por profissionais sem diploma, no período anterior à mudança na Constituição prevista pela PEC.

A proposta tenta neutralizar decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de junho de 2009 que revogou a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. De 1º julho de 2010 a 29 de junho de 2011, foram concedidos 11.877 registros, sendo 7.113 entregues mediante a apresentação do diploma e 4.764 com base na decisão do STF.

Debate

A aprovação da PEC, no entanto, não veio sem polêmica. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) lembrou que o STF julgou inconstitucional a exigência do diploma. Para o senador, a decisão do STF mostra que a atividade do jornalismo é estreitamente vinculada à liberdade de expressão e deve ser limitada apenas em casos excepcionais.

Na visão de Aloysio Nunes, a exigência pode ser uma forma de limitar a liberdade de expressão. O parlamentar disse que o interesse na exigência do diploma vem dos donos de faculdades que oferecem o curso de jornalismo. Ele também criticou o corporativismo, que estaria por trás da defesa do diploma.

– Em nome da liberdade de expressão e da atividade jornalística, que comporta várias formações profissionais, sou contra essa medida – disse o senador.

Defesa do diploma

Ao defenderem a proposta, as senadoras Ana Amélia (PP-RS) e Lúcia Vânia (PSDB-GO) se disseram honradas por serem formadas em jornalismo. Para a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a aprovação da PEC significa garantir maior qualidade para o jornalismo brasileiro.

O senador Paulo Davim (PV-RN) destacou o papel da imprensa na consolidação da democracia, enquanto Magno Malta (PR-ES) disse que o diploma significa a premiação do esforço do estudo. Wellington Dias (PT-PI) lembrou que a proposta não veta a possibilidade de outros profissionais se manifestarem pela imprensa e disse que valorizar a liberdade de expressão começa por valorizar a profissão.

Já o senador Antonio Carlos Valadares, autor da proposta, afirmou que uma profissão não pode ficar às margens da lei. A falta do diploma, acrescentou, só é boa para os grandes conglomerados de comunicação, que poderiam pagar salários menores para profissionais sem formação.

– Dificilmente um jornalista me pede a aprovação dessa proposta, pois sei das pressões que eles sofrem – disse o autor.

Valadares contou que foi motivado a apresentar a proposta pela própria Constituição, que prevê a regulamentação das profissões pelo Legislativo. Segundo o senador, se o diploma fosse retirado, a profissão dos jornalistas poderia sofrer uma discriminação.

– A profissão de jornalista exige um estudo científico que é produzido na universidade. Não é justo que um jornalista seja substituído em sua empresa por alguém que não tenha sua formação – declarou o senador.

Agência Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Passos firmes rumo ao Museu do Jornalismo

Durante aproximadamente seis horas, museólogos, pesquisadores, professores e jornalistas discutiram a criação do Museu do Jornalismo no Rio de Janeiro, no Seminário Jornalismo e Memória. Diferentes ideias e sugestões foram lançadas ao longo das quatro mesas de debates do evento, realizado na última quinta-feira (26/7), no Espaço Eliseu Visconti, da Biblioteca Nacional.

O projeto do Museu do Jornalismo é um desdobramento do Centro de Cultura e Memória do Jornalismo, criado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio em 2008, com o patrocínio da Petrobras. “O que a imprensa registra é o registro da memória do País, e a preservação desta memória é de extrema importância para a reflexão e compreensão da sociedade”, destaca a presidente do Sindicato, Suzana Blass.

Durante debate sobre constituição e sustentabilidade de museus, a responsável pelo Museu da República, Magaly Cabral, com 30 anos de trabalho na área, lembrou que abrir diariamente um espaço cultural para visitação não é tarefa fácil. “Mas a proposta do Museu do Jornalismo está muito bem encaminhada e a preservação da memória da imprensa melhora o próprio jornalismo”, afirma Magaly.

A gerente de museus da Secretaria Municipal de Cultura do município do Rio, Andréa Falcão, levantou a possibilidade de o Museu do Jornalismo ser levado ao Memorial Getúlio Vargas, na Praça Luís de Camões, ao lado do Hotel Glória, “num encontro entre a política e a poética”.

O Seminário Jornalismo e Memória foi realizado justamente para se pensar a constituição do Museu do Jornalismo, aos moldes do Newseum (em Washington D.C., EUA), e também a possibilidade de se estabelecerem parcerias para sua criação. Jornalistas com experiência em pesquisa junto a arquivos, Sérgio Cabral e Ruy Castro expuseram o quanto o Brasil perde quando deixa de preservar materiais simples, como recortes de jornais.

“Temos também que detectar pessoas que tenham esses arquivos. Tenho certeza de que naqueles grandes apartamentos em Copacabana há senhores já provectos que possuem acervos importantes”, lembrou Ruy Castro. “E quando eles falecerem, estes arquivos vão acabar num sebo”, completa.

Na última mesa do seminário, que contou com a participação de 70 pessoas na plateia, o ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas Aziz Filho destacou o protagonismo do Rio em sediar um museu voltado para o jornalismo. “Claro que qualquer cidade poderia fazer um Museu da Imprensa, mas no Rio temos facilidades para conseguir peças para o museu. Aqui funcionaram a TV Tupi, o Correio da Manhã, o Jornal do Brasil impresso, e temos a cidade mais fotografada do hemisfério sul.”

O evento também contou com as exposições do presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo; do gerente de imprensa da Petrobras, Lucio Mena Pimentel; da superintendente de Museus da Secretaria de Cultura do estado, Mariana Varzea; e de Walter Santos, representante da Secretaria Municipal de Cultura.

Também palestraram no Seminário Jornalismo e Memória Sérgio Burgi (Instituto Moreira Salles), Pedro Sotero (Museu do Futebol), Alzira Abreu (CPDOC-FGV), Galeno Amorim (Fundação Biblioteca Nacional), Joëlle Rouchou (Casa de Rui Barbosa), Antônio Carlos Sartini (Museu da Língua Portuguesa) e Maria Arlete Mendes Gonçalves (Instituto Oi Futuro). O jornalista Marcelo Beraba participou como mediador.

Foto: Zezzynho Andraddy

Fonte: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

SJPMRJ

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150 anos da imprensa em Macaé – A visão do historiador

Por Ivana Matos Pinheiro Tavares

“A Imprensa em Macaé nasceu numa terça-feira, 1° de julho de 1862, dia em que da tipografia de Seraphim Tavares de Oliveira Nichteroy, à Rua da Boa Vista, saiu o primeiro exemplar de ‘O Monitor Macahense”. O pioneiro do jornalismo nosso, que obedecia à orientação política do Partido Conservador e se intitulava “político, literário, comercial e agrícola” circulava duas vezes por semana; às terças e sextas. Durou até 1870, quando sua tipografia foi à praça, ao que tudo indica por dificuldades financeiras. Como fato importante de sua existência pode ser citada a visita que lhe foi feita, em 5 de julho de 1868, pela Princesa Isabel e pelo Conde d’Eu, quando por aqui estiveram. Visita discriminatória, já que na ocasião circulava outro jornal macaense, “O Telegrapho”.

Discriminação explicável, porém. “Este último era publicação de tendências liberais.” [1]

Em Macaé, na segunda metade do século XIX, mais precisamente 1862, quando um movimento em direção à informação tomou corpo no jornal “O Monitor Macahense”, a sociedade, ainda pouco letrada da época, não imaginava que recebia um instrumento valioso e único na formação da sua expressão cultural.

Entrávamos aos poucos nas transformações tecnológicas que o mundo já rapidamente absorvia e uma nova mentalidade se construiria, mesmo que lentamente, modificando concepções e criando as imposições de uma nova ordem capitalista contemporânea.

O jornal é um veículo que trabalha na difusão de ideias, na transmissão de conceitos, entretenimento e, sem dúvida nenhuma, na acumulação de conhecimento. Ele  em parte se torna  o espelho da sociedade de sua época.

Mesmo com ressalvas à sua parcialidade, pois o jornal é uma fonte indutora à formação da opinião pública, cabendo a cada linha editorial a defesa de interesses de segmentos da sociedade, a importância da mídia escrita se tornou imprescindível a partir de 1929, com o movimento dosAnnales[2], na construção de uma Nova História.

A partir da década de 80, a micro-história ou a História “contada em migalhas” passou a ser observada e utilizada no desenvolvimento historiográfico de modo mais abrangente, onde o papel do jornal passa a ser o de mostrar sua subjetividade e produzir questionamentos que viriam compor um quadro social.

A micro-história revela os conflitos, as negociações, a incerteza do vínculo social. (…) Na historiografia dos últimosAnnales, há um retorno da subjetividade, descentrada, excêntrica, capaz de produzir inovações de sentido.[3]

O surgimento desse novo conceito, menos factualista, não mais fechado em decisões e ideias de grandes homens, passa a ser o instrumento de alargamento das abordagens possíveis dentro de um texto, antes engessado por uma concepção que não abrangia todos os aspectos sociais. Os Annales rompem o padrão da História Política tradicional para a escrita de uma história social, o que iria influenciar na formação de uma nova história política mais antenada com as relações de poder na sociedade. Com isso o historiador pôde problematizar e buscar preencher as lacunas deixadas pela metodologia anterior, descobrindo fatos ou sugerindo questionamentos que ajudam a reconhecer o papel do indivíduo no seu contexto histórico, sua consciência e a sua interligação na construção historiográfica.

Para entendermos melhor o papel do historiador, podemos usar como exemplo um simples anúncio do Jornal Monitor Macahense de 10 de maio de 1867.

Figura 1- Anúncio do Jornal Monitor Macahense 10 de maio de 1867

À primeira vista nos parece um simples anúncio comercial de alguém que quer vender seu produto. Mas acurando o olhar, observando com mais atenção, o historiador pode fragmentar essas informações fazendo uso da hermenêutica / fenomenologia[4]. A hermenêutica mostra o pertencimento do interprete ao seu mundo, habitando e interagindo com ele, interpretando o fenômeno que aparece e não se mostra.

O passado tal como foi só pode ser abordado com a contribuição da imaginação. Não se trata de confundir o real com o irreal, mas de mostrar como o imaginário faz parte da visada do ter-sido, sem enfraquecer o seu realismo. O imaginário tem seu lugar na História na medida em que o passado não é observável.[5]

O anúncio nos fala de alguém, com o nome de Gervasio, que mora na Rua Direita e vende um gênero alimentício que ele alega ser de grande qualidade.  Porém podemos ir além dessas informações.

O anúncio não nos informa o número da casa nem o sobrenome desse indivíduo, o que sugere ao historiador se tratar de alguém bastante conhecido na região e que provavelmente possuía recursos financeiros por morar na principal rua da cidade.

Outro fator que também chama a atenção é a venda desse produto em sua casa, posicionando assim um modelo de produtor rural ( agricultor/ pecuarista) que pode ser ou não um latifundiário ,  produzindo  e comercializando em sua residência, criando um comércio paralelo que não se restringia ao comércio praticado nos empórios. Ou ainda, um intermediário que fazia a ponte com outros produtores da região ou de áreas distantes.

Logo, podemos ter uma nova perspectiva na construção econômica da cidade desse período, confluindo com as variadas vertentes já existentes e resultando em um somatório de dados que fecham os espaços deixados pela macro-história e que revelam tendência e desconstroem mitos como o de se tratar a cidade como uma vila de pescadores antes da chegada da Petrobrás.

Vivenciamos no passado uma economia ativa que nos colocou em 6º lugar em movimentação portuária, escoando os produtos da região para todo o país. E a maldição de Mota Coqueiro nunca passou de uma história triste e mal resolvida do passado Imperial, alimentada pelos folhetins.

Os jornais , juntamente com os documentos  que sobreviveram ao descaso do poder público, nos ajudam a construir essa história social/econômica, proporcionando  uma quadro próximo do real, onde as formas e  as cores vão surgindo conforme as descobertas propostas pelo seu investigador.

Obviamente que a metodologia dos Annales não é única na análise crítica da construção historiográfica, mas com certeza é a que mais nos aproxima do aspecto individual, problematizando a dualidade da natureza/cultura, o lugar do sujeito como ator social e sua responsabilidade direta na multiplicidade das interpretações.

Assim, podemos contar uma nova história macaense, ajudados pela elaboração crítica dos jornais de diferentes épocas e contribuindo com o fechamento de brechas deixadas pelo tempo e que hoje podem ser descritas e mostradas, ajudando a pensar o presente- futuro, orientado pelos passos do passado de um modo problematizante, polêmico, sem, entretanto, legitimá-lo como continuidade, pelo contrário, mas como tempo de aspectos diferentes e de alteridade própria.

Os jornais sejam eles do passado ou os que acompanham os fatos do presente, constituem uma importante fonte na preservação do conhecimento, da história e na concentração de diferentes culturas.  Mesmo sabendo que existe uma dualidade intencional no papel que ele exerce, formando ou deformando opiniões, cuja informação é manipulada conforme os interesses políticos/ econômicos /sociais, ainda assim podemos utiliza – lo na construção de teias que, interligadas estruturariam uma fonte de pesquisa importante, integrando hoje a sociedade ao cotidiano mundial, informando e proporcionando uma análise do comportamento, transformando e gerando pensamentos que contribuem para enriquecer o coletivo, sem entretanto excluir  o individual.

[1] PARADA, Antônio Alvarez. Histórias Curtas e Antigas de Macaé, vol. I. Rio de Janeiro: Ed. Artes Gráficas, 1995, crônica 27, pág. 22.

[2] A chamada escola dos Annales é um movimento historiográfico que se constitui em torno do periódico acadêmico francês Annales d’histoire économique et sociale, tendo se destacado por incorporar métodos das Ciências Sociais à História; A escola des Annales renovou e ampliou o quadro das pesquisas históricas ao abrir o campo da História para o estudo de atividades humanas até então pouco investigadas, rompendo com a compartimentação das Ciências Sociais (História, Sociologia, Psicologia, Economia,Geografia humana e assim por diante) e privilegiando os métodos pluridisciplinares.
[3] REIS, José Carlos. O desafio historiográfico. Rio de janeiro. Ed. FGV, 2010. Pg.54
[4] Hermenêutica é ciência que estuda a arte e a teoria da interpretação. Fenomenologia e o sistema filosófico em que se estudam os fenômenos interiores, a essência do ser, da existência.
[5] REIS, José Carlos. Op. Cit., pp.79
IVANA MATOS PINHEIRO TAVARES
Professora de História na rede particular de ensino de Macaé
Graduada em História pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Macaé

Publicado originalmente em

http://pontonulonotempo.blogspot.com.br/2012/07/150-anos-da-imprensa-em-macae-visao-do.html

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Memória e Jornalismo em debate na BN

 

A primeira etapa do projeto Centro de Cultura e Memória do Jornalismo (CCMJ), que reúne acervos como a biblioteca de Joel Silveira, encerra-se no dia 26 de julho. Nesta data, das 9 às 18 horas, será realizado o Seminário Jornalismo e Memória, no Espaço Cultural Eliseu Visconti da Fundação Biblioteca Nacional (Rua México s/nº. Centro).

A entrada no evento é gratuita. Para inscrição, envie e-mail com nome completo para sindicato-rio@jornalistas.org.br, preenchendo o campo assunto com INSCRIÇÃO SEMINÁRIO JORNALISMO E MEMÓRIA.

Representantes de mais de dez entidades ligadas à preservação de acervos e pesquisa – como o Museu da Língua Portuguesa, a Fundação Roberto Marinho e o Instituto Moreira Salles – estarão presentes ao seminário. “Vamos debater o papel da imprensa na constituição da memória do País”, expõe a presidente do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio, Suzana Blass.

O jornalista Sérgio Cabral, um dos criadores do jornal Pasquim, e Alzira Alves de Abreu, do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas, estão entre os debatedores. A programação do seminário conta com três paineis: Museus Públicos e Privados: Constituição e SustentaçãoJornalismo e MemóriaMuseus e Novas Tecnologias.

O CCMJ foi inaugurado em setembro do ano passado, por iniciativa do próprio Sindicato. Na ocasião, foi lançado o livro Memória de Repórter: Lembranças, casos e outras histórias de jornalistas brasileiros – décadas de 1950 a 1980. A obra detalha, por exemplo, a relação dos jornalistas com as fontes e a produção do jornal em época de poucos recursos tecnológicos.

“O Centro de Cultura é um espaço que queremos levar adiante, em parceria com outras instituições, com o objetivo de fomentar um jornalismo de qualidade, ético e mostrar através de debates, exposições temáticas, entre outras coisas, a relevância da imprensa na construção da história do Brasil”, diz a presidente do Sindicato.

No site do CCMJ, jornalistas como Alberto Dines, Bartolomeu Brito, José Hamilton Ribeiro dão seus depoimentos sobre sua trajetória na imprensa. Ao todo são 52 testemunhos de profissionais que fizeram a história dos periódicos brasileiros.

Além de preservação jornalística, o CCMJ também guarda a literatura que passou pelas mãos do jornalista Joel Silveira. São 5 mil livros do acervo pessoal do autor de Eram Assim os Grã-Finos em São Paulo que estão guardados no local.

Visitas e pesquisa no Centro de Cultura e Memória do Jornalismo podem ser agendadas pelo telefone 21 3906-2450 ou pelo e-mail sindicato-rio@jornalistas.org.br. O espaço fica na Rua Evaristo da Veiga 16 / 7º andar, sala 702.

Texto atualizado às 15h23 do dia 17/7/2012.

Fonte: SJPMRJ

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Justiça localiza comprador de acervo da Bloch

A Justiça finalmente localizou o arrematante do acervo fotográfico da Bloch Editores. Luiz Fernando Barbosa foi notificado da decisão do Ministério Público, que o proíbe de vender o material, no dia 30 de junho. Assim, após nove meses, termina um complicado capítulo da novela sobre a extinta empresa de Adolpho Bloch.

Em outubro do ano passado, após o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio entrar com ação sobre o leilão do material pelo fato de a negociação não ter respeitado o direito autoral dos repórteres fotográficos, o Ministério Público decidiu pela antecipação de tutela, obrigando o comprador, que arrematou o arquivo por apenas R$ 300 mil, a manter as fotografias em local de conservação adequada.

Barbosa foi notificado pela Justiça em Miguel Pereira, no bairro de Barão de Javary. No material leiloado, além de cromos e negativos de revistas como Manchete e Fatos & Fotos, estão arquivos de jornais brasileiros e estrangeiros do setor de pesquisa da Bloch Editores, instalado no sétimo andar do histórico prédio da Rua do Russel.

“Tem muita coisa nesse acervo que nem está na internet”, destaca o presidente da Comissão de Ex-Funcionários da Bloch Editores, José Carlos Jesus. São periódicos históricos que documentam momentos importantes do País, como a morte de Getúlio Vargas e a gestão de Juscelino Kubitschek, além das fotografias que trazem o meio século de história noticiado pelas revistas.

Assembleia

Os assuntos da venda do material e a procura pelo comprador foram lembrados na assembleia de ex-funcionários da Bloch Editores, na última sexta-feira (29/6). O encontro também atualizou os profissionais que prestaram serviços à empresa, como jornalistas e gráficos por exemplo, sobre o andamento das ações em busca de seus direitos trabalhistas. Ao todo, são mais de 2 mil no aguardo de decisão judicial.

“Nós todos somos muito gratos às pessoas que vêm nos ajudando para conseguir os nossos direitos”, aponta José Carlos. Entre estas pessoas, o presidente da comissão de ex-funcionários citou a juíza da 5ª Vara Empresarial do Rio, Maria da Penha Nobre Mauro, o promotor público Paulo Cerqueira Chagas, o procurador-geral Luiz Roldão de Freitas Gomes Filho, e a síndica e o contador da massa falida, respectivamente Luciana Trindade da Silva e José Alkimin.

A próxima assembleia está marcada para 27 de julho.

Fotos: Ana Paula Migliari

Site: SJPMRJ

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Os 150 anos da imprensa macaense serão lembrados em seminário

O jornal O Polifônico, a Escola Livre de Comunicação e Artes de Rio das Ostras e o Observatório da Memória Macaense convidam a sociedade a participar e a se mobilizar para a realização do seminário: 150 Anos da Imprensa Macaense: Do Monitor Macahense à Era da Informação Compartilhada e dos Blogs de Jornalismo Independente.

Infelizmente esquecido por toda a imprensa local e regional, que sequer deu uma nota sobre o tema na edição de ontem, o dia em que fora publicado o primeiro jornal macaense, 1 de julho de 1862, é lembrado por nós do jornal O Polifônico como um marco que merece atenção e estudo.

Leia o projeto e participe.

Projeto 150 Anos da Imprensa Macaense

Lembro que os convidados citados no projeto ainda estão sendo contatados por nós, não tendo os mesmos assumido ainda nenhum compromisso definitivo para com o mesmo.

LB

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Posted in Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 19/05/2012

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Seminário Desafios da Liberdade de Expressão, nesta sexta-feira, terá transmissão online

Posted in Brasil, Cidadania, Comunicações, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 03/05/2012

No dia 04 de maio, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC – realizará o seminário “Desafios da Liberdade de Expressão”, em São Paulo. O seminário terá transmissão online (garantida pelo circuito Fora do Eixo) acessível pela página http://www.ustream.tv/channel/fnd.

Os interessados/as poderão interagir e fazer perguntas pelo chat disponível na página.

O objetivo da atividade é envolver um conjunto amplo de entidades e lideranças nacionais para construir coletivamente uma campanha em defesa da liberdade de expressão e por um novo marco regulatório para as comunicações do Brasil.

O evento acontecerá nesta sexta, dia 4, das 9h às 17h30, no auditório do Sindicato dos Engenheiros (rua Genebra, 25 – Centro, São Paulo – SP).

FNDC

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Moradores de Rio das Ostras farão ato pela liberdade

Posted in Brasil, Cidadania, Cidade, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 02/05/2012

No próximo dia 18, sábado, a partir das 14h, na praça José Pereira Câmara, Centro, moradores de Rio das Ostras realizarão um ato pacífico em prol da liberdade. 

Segundo os organizadores da Marcha da Liberdade de Rio das Ostras “a idéia é reunir vários segmentos sociais na praça, num ato pacífico contra as opressões e a favor da LIBERDADE”.

Calma, você não está lendo uma notícia errada. O Ato aconteceu em 2011 e agora, quando faz um ano da Marcha da Liberdade em Rio das Ostras,  publicamos a nota para não deixar a mobilização cair no esquecimento.

Fica a sugestão para a organização de um novo Ato este ano. O jornal O Polifônico apoia a Marcha pela Liberdade!

Texto coletivo dos Organizadores da Marcha da Liberdade de Rio das Ostras

Estamos vivenciando um período de duras repressões aos movimentos sociais, a determinadas categorias profissionais (saúde/ educação/ segurança etc) e a segmentos da sociedade que defendem seus direitos (LGBTT/ negros/ índios/ quilombolas etc). Ao mesmo tempo, o sentido de coletividade vem impulsionando a força popular de mobilização e as pessoas estão indo às ruas expressarem suas reivindicações. A internet torna-se um veículo importantíssimo de comunicação e articulação entre os grupos, transmitindo idéias e promovendo ações que representam estes anseios. Mas isso não basta. Temos que ir para as ruas!

Neste dia 18, Rio das Ostras vai acompanhar o Brasil inteiro promovendo a Marcha da Liberdade. Brasileiros de todos os cantos do país estão convidados a irem para as ruas e, juntos, vamos dizer um basta à repressão e criminalização dos movimentos sociais. Basta à coerção e assédio moral nos locais de trabalho. Basta ao preconceito quanto orientação sexual e religiosa. 

Nossa região sofre grande influência das atividades de exploração de petróleo que, ao mesmo tempo que gera riquezas e “desenvolvimento”, traz consigo uma poeira grossa, que a cultura política local insiste em varrer pra debaixo do tapete ou esconder atrás de monumentais pontes de concreto. Não vamos ser coniventes com aqueles que querem esconder a miséria que existe aqui,que querem apagar a identidade de um povo, que querem nos calar.

Pra quem quiser saber mais:

http://www.marchadaliberdade.org/2011/06/a-marcha-pelo-brasil/

http://www.youtube.com/watch?v=OYUWhvytmJY&feature=player_detailpage

Sobre o Ato:

Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta… que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda…” Nas palavras de Cecília Meireles, somos convidados a nos sensibilizar com algo que, embora pareça tão distante do real, permeia nossas vidas e nos alimenta nessa caminhada.  

E se você ganhasse mal e fosse pra rua protestar por melhores salários e acabasse na cadeia ou com pimenta nos olhos? E se você fosse negro e, ao sair de casa pra trabalhar, alguém te chamasse de vagabundo pelas costas? E se você fosse gay e quisesse dar um beijo na boca do teu amor no meio da Amaral Peixoto em plena luz do dia, você faria? E se você fosse mulher e chegasse numa delegacia pra denunciar que foi espancada pelo companheiro e o policial de plantão te perguntasse, ironicamente, o que você fez pra merecer aquilo? E se fosse natal e teu filho, como todos os amigos da escola, pedisse um Nintendo Ultra Mega de presente e você não tivesse dinheiro pra comprar? E se te perguntassem se VOCÊ É LIVRE, o que você responderia?

Somente sentimos a dimensão de ser livre quando somos, de algum modo, oprimidos. Quando nos são retirados direitos (sejam eles o de ir, o de vir, de falar, de questionar, de ser, de escolher), cala-se em nós a maior capacidade que temos: a de sermos humanos. No mundo das abelhas, por exemplo, existe uma hierarquia natural e inalterável. A rainha nasce e morre rainha, enquanto as operárias passam a vida na labuta da produção do mel. As operárias não questionam esta condição. E a gente, o que faz?

Para que não se cale em nós a condição humana, a opressão precisa ser sentida coletivamente. Se você se sente oprimido sozinho, pouco ou quase nada de seu incômodo será ouvido. A liberdade requer o outro. Somente sentimos a dimensão de ser livre quando somos todos, quando somos juntos. E somente nessa convivência é que praticamos a liberdade. Seja quando nos sensibilizamos pela questão do outro, seja quando pensamos juntos novos caminhos para determinada situação. É nessa troca que começamos a entender as diferenças, não para tolerá-las, porque tolerar implica que talvez sejamos melhores que o outro, mas para VIVER COM. Viver com as diferenças e fazer delas não um motivo para diminuir o outro, mas para fortalecer a todos nós perante as opressões que sofremos histórica e cotidianamente.

O “inimigo” não é o teu vizinho nem teu colega do trabalho. Ele é uma máquina invisível e constante que vai comprimindo nossas utopias e nossa liberdade em nome dos interesses de quem comanda essa engrenagem. Recuse-se a ser apenas uma peça nisso tudo. E experimente ser quem você é, coletivamente.

Clique aqui e leia o jornal produzido para a Marcha da Liberdade de 2011 em Rio das Ostras. 

Colaborou com o envio do texto: Organização da Marcha da Liberdade de Rio das Ostras

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Assessores de Imprensa do Rio de Janeiro reúnem-se hoje, às 19h, para assembleia

Posted in Comunicações, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 26/04/2012

Os empresários de assessorias de imprensa levaram mais de um mês, a partir da última reunião com os jornalistas, para enviar uma contraproposta que nada acrescenta às negociações. Agora, é hora de a categoria decidir os rumos para a convenção coletiva 2011/2012 de assessores de imprensa do município do Rio.

Nesta quinta-feira (26/4), às 19 horas, está convocada assembleia no auditório do Sindicato dos Jornalistas. O encontro vai debater as cláusulas apresentadas pelo Sindicato Nacional das Empresas de Comunicação (Sinco) e o que vem sendo reivindicado pela categoria.

Jornalista, sua mobilização é fundamental para garantir um bom acordo coletivo! Compareça à assembleia e convide colegas.

Na última contraproposta, enviada pelo Sinco na semana passada, os empresários sugeriram o reajuste de 4,4%, seguindo o índice do INPC de 2010. Este índice – uma grande piada vindo dos patrões, que lucram milhões com o mercado de comunicação – é pelo menos 2% menor que a inflação do último ano. Além disso, o Sinco insiste com o subpiso, propondo incluir no acordo coletivo 2011/2012 o salário de apenas R$ 1.350,00 para jornalistas com até um ano de profissão.

Nos últimos dois meses, diretores do Sindicato dos Jornalistas levaram aos profissionais em agências de comunicação panfletos da Comissão de Mobilização com o título “Piso não é teto!”O material compara o que é reivindicado pelos trabalhadores e o que vem sendo proposto pelos patrões.

Assembleia Assessores de ImprensaQuinta-feira (26/4), às 19 horas, no Sindicato dos Jornalistas(Evaristo da Veiga 16/17, Cinelândia)

Fonte: SJPMRJ

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Prêmio Abdias Nascimento lança catálogo em seis cidades

Posted in Comunicações, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 20/03/2012

Nesta quarta-feira (21/3), Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, as comissões de Jornalistas pela Igualdade Racial do Rio de Janeiro (Cojira-Rio) e do Distrito Federal (Cojira-DF) farão o anúncio oficial do lançamento do catálogo da primeira edição do Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento.

O anúncio será realizado a partir das 10 horas, durante a sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal para a entrega do título de cidadã honorária de Brasília à militante Maria da Graça Santos.

A maratona de lançamentos do catálogo continua no dia 27 de março, em João Pessoa (PB). No dia 30, será a vez de Maceió (AL). Em abril, nos dias 12 e 25, será lançado em Salvador (BA) e Porto Alegre (RS) respectivamente.

No Rio, o evento ocorrerá em maio durante o anúncio da abertura das inscrições para a 2ª edição do prêmio. Na programação em todo o País, será apresentado um documentário com os melhores momentos de 2011. Cada lançamento é resultado da parceria com as Cojiras locais (dos sindicatos de jornalistas da Paraíba, Alagoas e Bahia) e com o Núcleo de Jornalistas Afro- brasileiros, do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul.

O Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento é uma iniciativa da Cojira-Rio, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, e tem o apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). O patrocínio é da Fundação Ford, da Fundação W. K. Kellogg e da Oi.

O objetivo da premiação é estimular uma cobertura jornalística qualificada sobre a população negra brasileira. Lançando em 2011, a primeira edição mobilizou as redações em todo o país. Foram mais de 150 trabalhos inscritos divididos em sete categorias: Mídia Impressa, Televisão, Rádio, Mídia Alternativa ou Comunitária, Internet, Fotografia e Especial de Gênero.

O prêmio é uma homenagem ao ex-senador Abdias Nascimento, um dos ícones no combate ao racismo no Brasil. Além de importante atuação como ativista, artista e político, Abdias foi repórter do Jornal Diário e trabalhou em vários periódicos. Fundou o Jornal Quilombo e filiou-se ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro em 1947. Faleceu aos 97 anos, na noite de 23 de maio de 2011.

Acompanhe as novidades no site Prêmio de Jornalismo Abdias Nascimento.

Foto anúncio dos vencedores da primeira edição do prêmio: Flávia Viana/Oi Kabum

Fonte: SJPMRJ

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Perda salarial dos jornalistas vai além dos índices de inflação

Posted in Comunicações, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 09/03/2012
Levantamento do Dieese a partir de dados do IBGE comprova: o reajuste salarial dos jornalistas não pode ficar atrelado aos índices de inflação. Gastos cotidianos e básicos dos profissionais da categoria tiveram aumento muito superior ao IPCA ou INPC, nos últimos 12 meses.
LEIA MAIS: Patrões não querem saber de segurança para jornalistas
Na educação, por exemplo, os índices cresceram em mais de 10% – 3,3% superior à inflação medida pelo IPCA. Os cursos de idiomas, que fazem parte dos gastos de muitos jornalistas, aumentaram em 13,3% os seus preços no Rio de Janeiro, contra 10,4% na média nacional. Esse índice mostra que para ser um profissional qualificado e atualizado, conforme exigem os empresários, é preciso ter reajuste salarial justo.
Outro exemplo de gasto diário, o transporte público no Rio de Janeiro, teve elevação de 14,9% nos últimos 12 meses, enquanto a média nacional foi de 9,9%. Para os cariocas, as taxas de condomínio cresceram 8,10% e as de água e esgoto, 8,8%. Serviços laboratoriais e hospitalares aumentaram 12,7%.
Assim, atrelar o reajuste salarial à  inflação, conforme pretendem os empresários, resultaria em redução drástica do poder de compra. E, nos últimos dez anos, os jornalistas cariocas já acumularam perdas salariais maiores que 10%. Estes dados vêm sendo expostos aos sindicatos patronais de Jornais e Revistas e de Rádio e TV durante rodadas de negociações.
Pelo levantamento, os profissionais que trabalham em veículos impressos acumularam perdas salariais de 12,60% na última década. Os jornalistas de rádio e TV têm índice próximo: 10,49%.
campanha salarial 2012 da categoria cobra 12% de reajuste, o que resultaria em ganho real de 5,8%, levando em consideração a média da inflação medida pelo IPCA de fevereiro de 2011 a janeiro de 2012 (6,2%). Pesquisa feita pelo Sindicato dos Jornalistas via formulário onlinecom mais de 90 profissionais cariocas aponta que um reajuste salarial que cubra perdas do poder de compra é a principal reivindicação da categoria.

Fonte: SJPMRJ

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Viva a mulher e a imprensa feita por mulheres!!!

Posted in Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 08/03/2012

Hoje, dia da Mulher, faço uma homenagem a uma mulher guerreira, que com sua determinação, coerência, bom senso, humildade e amor, muito amor.. realiza este jornal: euzinha, a polêmica Leonor Bianchi!

 

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Inscrições abertas para segunda ediçao do premio Amrigs de Jornalismo

Posted in Brasil, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 24/01/2012
A segunda edição do Prêmio Amrigs(Associação Média do Rio Grande do Sul) de Jornalismo – Troféu Moacyr Scliar está com inscrições abertas até 15 de maio. Serão premiados trabalhos jornalísticos que contemplem a qualificação dos profissionais da saúde e avanços científicos que possam contribuir para a qualidade de vida da comunidade gaúcha.
Poderão ser inscritas matérias publicadas ou veiculadas durante o período de 1° de janeiro de 2011 a 31 de dezembro de 2011, que serão reconhecidas nas categorias Televisão, Rádio e Jornal. Além dessas categorias, a Amrigs vai ter premiações para o Destaque Veículo de Comunicação e Destaque Editor.
Para se inscrever, o profissional deve ter registro de jornalista. A data da premiação está marcada para 27 de junho, alusiva ao Dia da Imprensa, que será comemorado em 1° de junho.
Serviço: Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail premio@amrigs.org.br ou pelos telefones (51) 3014.2060 e 3062.5222. Em breve, o regulamento estará disponível no site da Associação Médica do Rio Grande do Sul (www.amrigs.org.br).
Portal Imprensa

 

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III Fórum de Mídia Livre mobiliza debates sobre comunicação em Porto Alegre

Posted in Brasil, Cidadania, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 16/01/2012
Evento também reúne experiências da Primavera Árabe e luta palestina
Dias 27 e 28 de janeiro, a Casa de Cultura Mário Quintana, espaço acolhedor do centro da cidade de Porto Alegre (RS), que ja foi moradia do poeta gaúcho que deu nome ao lugar, atrairá jornalistas, blogueiros/as, desenvolvedores e usuários de Software Livre e ativistas da comunicação para fazerem juntos o III Fórum de Mídia Livre. (veja a programação abaixo)
Oficinas e práticas
O ambiente será particularmente propício nesses dias. O Fórum compartilhará espaço com o evento “Conexões Globais”, dedicado a oficinas e práticas de comunicação com uso de internet, e que falará por meio de painéis e webconferências com indignados e indignadas que mundo afora estão utilizando as redes para mudar regimes, contestar políticas autoritárias e defender direitos e democracia direta.
 O Fórum de Midia Livre introduzirá nesse ambiente o debate conceitual e político e as propostas para uma comunicação radicalmente democrática.
É a terceira edição promovida pela comunicação brasileira e exibe uma pauta que vai bem longe de um debate corporativo entre pequenos meios. É estratégica. Acena para o direito à comunicação como estruturante dos debates. Para as políticas públicas como condicionantes da regulação, acesso e democratização da mídia. E para a apropriação tecnológica como um dos horizontes imediatos do movimento e também ferramenta de mobilização.
Movimentos
Participarão organizações chave do movimento de comunicação brasileiro como Intervozes, Centro de Estudos da Midia Alternativa Barão de Itararé e FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Mídia, movimento Blog Prog (blogosfera progressista), publicações como Revista Fórum e Viração, coletivos desenvolvedores de plataformas em software livre, pontos de cultura como Pontão Ganesha de Cultura Digital e Pontão Eco, e iniciativas de comunicação compartilhada como a Rede Viração. Imersão Latina, Coletivo Soylocoporti, além da própria Ciranda e do site WSFTV, entre outros coletivos.
Internacional
Mesmo brasileiro, o Fórum de Mídia Livre mostra claramente que internacionalizou seus diálogos. Terá presenças vindas da Primavera Árabe, para uma ponte com o I Fórum de Mídia Livre no mundo afro-árabe, programado para este primeiro semestre ainda e que será apresentado por Mohamed Legthas, do portal Ejoussour, do Marrocos, ao lado de mídias que atuam na ou sobre a Palestina Ocupada, um estado de apartheid em pelo séculos XXI.
Os debates terão contribuições de palestrantes da América Latina, que avança em políticas democratizadoras do setor e enfrenta enorme bombardeio dos grandes meios de comunicação. E será também o passo inicial de 2012 rumo ao II Fórum Mundial de Mídia Livre, que ocorrerá em junho deste ano, inserida no calendário da Cúpula dos Povos para a Rio + 20.
Programação
Sexta (27)
9h – Abertura
Apresentação de temas e questões em torno de 3 Eixos temáticos:
Mídia Livre e Direito à Comunicação;
Mídia Livre, Apropriação Tecnológica e Redes;
Mídia Livre e Políticas Públicas
10h30 – intervalo
11h – Painel internacional
I FML Primavera Árabe e Midia Alternativa na Palestina
Tarde
14h – Eixo 1 – Mídias Livres e Direito à Comunicação
15h30 – intervalo
16h – Eixo 2 – Mídias Livres, Apropriação Tecnológica e Redes
17h30 – Painel – Protocolo para as Redes Sociais dos Movimentos

 

Sábado (28)
9h – Eixo 3 – Mídias Livres e Políticas Públicas
10h30 – intervalo
11h A Mídia Livre na Rio+20
II Forum Mundial de Midia Livre (II FMML) e A Comunicação na Cúpula dos Povos na Rio + 20
Tarde
14h – Assembléia do III FML
Propostas para os 3 Eixos temáticos
Propostas Protocolo para as Redes Sociais
Propostas para o II FMML
Propostas Comunicação para a Rio+20
Inscrições e Atividades Autogestionadas
http://conexoesglobais.com.br/
Contato
forumdemidialivre@gmail.com
* reproduzido da Ciranda Internacional da Informação Compartilhada

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Da TV Excelsior em 64 às páginas virtuais da polifonia cibernética. A partir deste mês O Polifônico conta com mais um colaborador. Saiba quem é…

Posted in Articulistas, Jornalismo de Intervenção, Zé Guimarães by ImprensaBR on 03/01/2012
A partir de janeiro de 2012 passamos a contar com a colaboração mais do que especial do grande amigo e poeta Zé Guimarães, que ilustrará nossas páginas virtuais com seu bom humor, sua sapiência, sua paixão pelo viver e pelo ser humano. Saiba quem é esta figuraça que foi assistente de Produção da TV Excelsior em 1964!!!

(more…)

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{ Um 2012 POLIFÔNICO!!! }

Posted in Cidadania, Cidade, Jornalismo de Intervenção, Notas by ImprensaBR on 31/12/2011

{ Um 2012 POLIFÔNICO!!! }

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Rio das Ostras evangeliza na rede

Posted in Cidade, Jornalismo de Intervenção, TV O Polifônico, Videofonia by ImprensaBR on 18/12/2011
Todos os dias clipando as principais notícias sobre Rio das ostras em jornais locais, do estado, do Brasil e até de países de fora, faço a mesma visita a vários sites e agências de notícias.
Há meses venho notando que em uma dessas redes de relacionamento e postagem de vídeos, Rio das Ostras aparece nas buscas sempre através de postagens de congregações evangélicas. Fiquei impressionada com um dos últimos vídeos que uma dessas igrejas publicou.
Quem também colocou um institucional sobre as belezas e atrativos de Rio das Ostras na rede foi o governo municipal, provavelmente através de sua Secretaria de Comunicação Social.
O vídeo – muito bem feito, com tomadas aéreas, imagens feitas de dentro da lagoa de Iriry, fala apenas de coisas boas e tenta vender Rio das Ostras como uma cidade perfeita para quem busca um local para passar as festas de fim de ano.
Perfeita só para quem vem, nada deixa, e volta para casa. Para quem mora aqui, trabalha (ou tenta trabalhar) e viver em Rio das Ostras, a realidade tem sido bastante dura e nada tem a ver com as belas imagens mostradas no tal vídeo institucional.
Sem infraestrutura, a cidade espera receber o dobro do número de sua população – hoje de 105 mil pessoas – durante o período de férias de verão. Novamente teremos problemas como falta de água em vários bairros, corte de energia elétrica… prejuízo para inúmeros comerciantes. Isso sem falar na segurança pública. Se em períodos de baixa temporada a guarnição lotada na praça não dá conta, no verão é que não seria suficiente.
Enquanto a prefeitura tenta vender Rio das Ostras como uma cidade perfeita em um dos maiores sites de compartilhamento de vídeos do mundo, quem mora aqui é colocado em último lugar.
Para saber o que é Rio das Ostras e o que a cidade vem enfrentando desde 2005, leia O Polifônico e veja o canal do jornal no Youtube…
Sobre o crescente número de vídeos postados todos os dias por dezenas de novas igrejas evangélicas instaladas na cidade, isto é mais do que o fim dos tempos! É a comunicação servindo para desinformar, para deseducar, para manipular e emburrecer o indivíduo.
Mais que isso, é o sinal de que pouca ou quase nenhuma produção audiovisual vem sendo produzida em Rio das Ostras.
Será mesmo?
LB

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PEC do Diploma é aprovada no Senado

Posted in Brasil, Jornalismo de Intervenção by ImprensaBR on 01/12/2011
A volta da exigência do diploma de Jornalismo para exercício da profissão está cada vez mais perto. Foi aprovada nesta quarta-feira (30/11) no Senado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/09 , de autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), que estava há três semanas na pauta de votação da Casa.
“Trata-se de um passo gigantesco em busca da exigência do diploma”, destaca a presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, Suzana Blass. “É momento de comemorar com fogos e também de manter a pressão para garantir continuidade à tramitação”, completa.
A PEC do Diploma, que foi aprovada em primeiro turno por 65 votos a favor e 7 contrários, estava desde 2009 sem qualquer movimentação no Senado. Com o posicionamento a favor na Casa, os passos a caminho da valorização da profissão se fortalecem. Em 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela queda da exigência do diploma.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), colocou em votação a proposta às 17h32 desta quarta-feira. O resultado, porém, foi proclamado às 18h17, após muita discussão em plenário. Alguns senadores do DEM, PMDB e PSD tentaram impedir a votação, alegando não haver acordo de líderes. Mas não obtiveram sucesso.
No Congresso, o passo regimental de qualquer PEC é que, depois de aprovada pela primeira vez, ela tenha um interstício de cinco sessões até ficar liberada para votação novamente. Porém, a 33/09 não tem esta necessidade: há cerca de seis meses, um requerimento foi aprovado pelas lideranças do Senado liberando a PEC do Diploma deste interstício.
Assim, em tese, já na semana que vem a proposta pode ir à segunda votação, que no Senado costuma ser algo protocolar, para cumprir formalidades.
Para o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, a expressiva votação foi emblemática: “Representou o desejo do Senado de corrigir um erro histórico do STF contra a categoria profissional dos jornalistas.”
Fonte: SJPMRJ

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Abaixo a ditadura!!!!!! O Polifônico repudia a ação da Prefeitura de Rio das Ostras no episódio provocado por ela durante a pintura do muro do PURO durante a Semana de Cultura Afro-Brasileira

Abaixo a ditadura!!!!!! O Polifônico repudia ação da Prefeitura de Rio das Ostras no episódio provocado por ela durante a pintura do muro do PURO, na Semana de Cultura Afro-Brasileira do Polo.

Rio das Ostras – Lamentavelmente uma intervenção artística que consistia na pintura de um muro da cidade acabou em desgaste para professores e alunos do PURO e para os artistas convidados pelos organizadores do projeto ‘1a Semana de Cultura Afro-Brasileira de Rio das Ostras’, promovido interdisciplinarmente por docentes e discentes do Polo.

A Semana contou com diversas atividades, dentre as quais, destacamos a presença do grupo de jongueiros ‘Tambores da Machadinha’, de Quissamã, que coroou a todos os presentes na noite de 17 último com uma apresentação visceral, ensinando a professores, alunos e comunidade o valor que precisamos dar à cultura popular brasileira, afro-brasileira. Referências tão próximas e tão distanciadas de nosso cotidiano vieram à tona ali no ‘terreirão do PURO’… Lindo! O jongo deixou a todos inebriados, energizados, enigmatizados, revigorados e prontos para enfrentar qualquer coisa que viesse à frente. Os tambores da machadinha são muito fortes!

Sexta-feira, de manhã, depois de toda a energia compartilhada na noite anterior, levantei cedo como de praxe para honrar os compromissos da extensa agenda da jornalista encarnada em mim… e segui para mais um dia cheio, daqueles, em Macaé. A pauta era um seminário (falcatrua!!!!) de cultura promovido pela Fundação Macaé de Cultura, que reuniu meia dúzia de gatos pingados em torno de um projeto já pronto pela prefeitura e pela Fundação. Gastei meu tempo… mas aprendi alguma coisa… sobre as quais não vem ao caso agora…

Não poderia cobrir o último dia da Semana de Cultura Afro-Brasileira, mas fui ao PURO entregar dois filmes – O vento forte do levante e Clementina de Jesus, a Rainha Quelé – para serem apresentados na sessão de cinema, durante à tarde, na agenda da Semana.

Jornalista de plantão, obviamente aproveitei o ensejo e papeei um tantinho com os dois desenhistas que estavam esboçando uma ilustração no muro de fora do PURO, para pintarem em cima, depois. O muro fica em frente ao cruzamento da avenida dos Bandeirantes com a rua Recife, no Jardim Bela Vista. Quem não conhece? Em frente rola há anos um ponto de prostituição que a fiscalização também, há anos, finge não ver…

Descobri ali dois rapazes, dois brasileiros famintos por conhecimento, por educação, por arte, por liberdade, por cultura, por um espaço para expressarem sua maneira de perceber o contexto no qual estão inseridos…

Sempre correndo, abracei esses brasileiros, agradeci o depoimento que me deram em vídeo e embarquei rumo a Macaé para o seminário falcatrua.

Surpreendentemente, abrindo o facebook horas mais tarde, li um post chocante, o qual me faz estar aqui, agora.

Não sei se posso replicá-lo, mas basicamente ele comenta o final trágico e triste que teve a atividade da pintura no muro do PURO.

Os artistas que estavam ali convidados, trabalhando, os alunos e organizadores da Semana de Cultura Afro-Brasileira, a comunidade, eu, todos foram afrontados e constrangidos diante de tamanha falta de educação, bom senso e, sobretudo, de cultura dos gestores públicos de Rio das Ostras.

Agressivamente, segundo fontes, uma junta de fiscais, guardas municipais e até policiais militares abordaram os jovens artistas enquanto pintavam o muro – a ilustração remetia à diversidade étnica e à valorização da cultura afro-brasileira –

As cores usadas na pintura eram o vermelho, amarelo, verde e preto… cores da bandeira da áfrica… só que para os aculturados que os abordaram, provavelmente o tema envolvido era maconha e Bob Marley. Antas!

Criaram uma cena horrível no local, um local onde brotava a liberdade de expressão, a arte, a inocência… agrediram pessoas que trabalhavam e ameaçaram processar a universidade por danos ao patrimônio. De arrepiar!

O Polifônico repudia a atitude dos responsáveis por esta ação vergonhosa. Vemos uma cidade que deseja tanto prestar-se ao arranjo produtivo do turismo, mas permanece cega as suas próprias linhas conceituais, metodológicas, enfim… O que acontece na cidade não fica só aqui e as belas propagandas que só aqui são veiculadas, ao contrário das páginas online d’O Polifônico, não são exibidas em nível nacional… tampouco fora do Brasil… sendo assim, esta mesma prefeitura, que tenta vender ao máximo a imagem de cidade do progresso, despreza incoerentemente a imagem negativa que passa Brasil à dentro e mundo à fora sobre o que de fato acontece nesta ilha imperial.

Hoje cedo recebi um email de um dos rapazes que conheci naquela manhã, pronto para mostrar ao mundo sua arte. Este e-mail também me traz aqui, agora.

“Venho aqui para falar que fui totalmente repudiado pela guarda municipal, em relação aquela linda homenagem que estávamos fazendo no muro do PURO. Foram feitas duas abordagens: primeiro vieram dois guardas na viatura, mas só fizeram algumas  perguntas e foram embora. Depois vieram nos dois cidadãos à paisana (que trabalham na guarda) chegaram de forma totalmente grosseira, sem manter o mínimo de respeito na comunicação já chegaram  me oprimindo nem me deram bom dia !!! Não sei o que eles viram em meus olhos mas seja lá o que foi pelo visto não gostaram muito pois não pararam de olhar-me dos pés a cabeça. Por eu e meu amigo pedir para eles se identificarem eles chegaram em certo ponto a dizer que poderia nos levar presos, pois alegavam que o trabalho artístico que ali estava sendo feito era crime(Homenagem ao dia 20 de novembro )  não sei a que se aplicaria o poder ali mas estava ali dando minha contribuição livre, e voluntaria, Junto aos organizadores do evento, e minha arte foi totalmente repudiada pelo poder publico, olha tem uma aluna que tem um vídeo que mostra a hora em que finalizamos a arte, e que pode ajudar depois vejo e arrumo….  “Não aguento mais essa ausência de respeito e incentivo à  cultura por parte das autoridades.”

Prefiro não dizer qual deles assina o e-mail para não expô-lo. Publico os depoimentos de ambos os artistas com quem conversei naquela manhã (antes do ocorrido – em vídeo) e a fala de indignação de um deles (enviada à redação do jornal O Polifônico via e-mail). Tirem suas impressões.

Diante deste cenário imoral de atuação dos gestores públicos, estimulo os envolvidos no episódio (refiro-me aos artistas e comunidade acadêmica, sociedade sempre!!!) a redigirem com seus termos (eu não presenciei o fato) uma nota de repúdio à ação da Prefeitura de Rio das Ostras no caso, para publicizarmos através deste jornal e em todas as redes possíveis!!!!!

Precisamos gerar o desconforto necessário demandado por essa gangue e passar a mostrar para o mundo como agem esses ratos. Creio que seja mais uma forma de nos articularmos contra posturas oriundas de ações repressivas e cerceadoras, além, é claro, de podermos causar grande incômodo aos que armaram essa armadilha sinistra, divulgando ao mundo como preferem ‘trabalhar’.

Não imagino, de fato, qual seja o sentido, o entendimento, que esta prefeitura tem por ‘cultura’, mas posso afirmar uma coisa: a única cultura que ela conhece é a do temor, do medo, do assédio.

Lamento, minha amada Riodas… o que estão fazendo com você. Lamento, pessoal da Semana de Cultura Afro-Brasileira. Vivi com vocês momentos mágicos e inesquecíveis durante a semana toda e é muito triste acompanhar o que estão fazendo com vocês, com o Polo, com o ganha pão de todos vocês, de todos nós. Lamento, estudantes, por vocês estudarem numa cidade que tem gestores públicos tão irresponsáveis como Rio das Ostras têm, sempre teve… lamento, mas não fico só me lamentando… estamos todos em ação e por isso mesmo incomodamos.

Engulam-nos vivos e absorvam ao menos nossos pensamentos e nossas maneiras de raciocinar. Isso já seria uma prerrogativa menos escrota.

Contem comigo e com o jornal O Polifônico para mais esta batalha!

Preciso de vocês fortes e com vigor!!! Todos vocês! Rumo à 2ª Semana de Cultura Afro-Brasileira de Rio das Ostras!!!

Salve o cinema brasileiro!

Leonor Bianchi

Os entrevistados cederam uso de áudio e vídeo ao jornal.

 

Comentários desativados em Abaixo a ditadura!!!!!! O Polifônico repudia a ação da Prefeitura de Rio das Ostras no episódio provocado por ela durante a pintura do muro do PURO durante a Semana de Cultura Afro-Brasileira

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