!@ {o polifônico, [Jornalismo de Intervenção # Por Leonor Bianchi]

Roda de Conversa sobre o Plano de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica Macaé/ Ostras

Posted in Macaé, Meio Ambiente, Nova Friburgo, Região, Rio das Ostras by ImprensaBR on 18/07/2013

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Vem aí a 11ª Feira da Terra, em Lumiar

Posted in Cidade, Cultura, Estado, Meio Ambiente, Nova Friburgo, Região, Saúde, Trabalho e Renda, Turismo by ImprensaBR on 01/07/2013

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Está chegando a 11ª edição da Feira da Terra, que este ano acontece em Lumiar, distrito de Nova Friburgo nos dias 26, 27 e 28 de julho. A novidade da programação desta edição da Feira é a realização do I Fórum Intermunicipal de Agricultura, Agroecologia, Alimentação Saudável e Sustentabilidade, que reunirá gestores e trabalhadores rurais de Nova Friburgo,Teresópolis, Macuco, Bom Jardim,Cantagalo, Cordeiro,Santa Maria Madalena,São Sebastião do Alto, entre outros.

Veja mais sobre a programação da 11ª Feira da Terra

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Dia 26 julho

11h – Perfil da Produção da Região Serrana – Lia Caldas- Educadora ambiental, Juliano Palm- Historiador e Reinaldo Queirooz -Prod. Cultural( Casa dos Saberes)
14h – Roda de conversa dos municípios
15h – Sustentabilidade na Produção de Hortaliças – Gerson José Yunes Antônio (Emater)- Eng. Agrôn. eTéc. Regional do Programa Rio Rural
16h – Oficina Cozinha Brasil – SESI
17h – ” Alimentação Saudável – Vanessa Cristina de Paula Lage – Agente de Desenvolvimento Social da Emater- Rio- Trajano de Moraes

27 julho
10h – Sistema produtivo para pequenos produtores agrícolas – Educ. Ambiental Lia Caldas, Historiador Juliano Palm e o Prod. cultural Reinaldo Queiroz
11h – O Desequilíbrio na nutrição de plantas e os agrotóxicos – Eng. Agrôn. Alexandre Jacinto Teixeira- Supervisor Regional da Emater
14h – Oficina Cozinha Brasil – SESI
15h – Palestra do Sebrae
16h- Palestra do Sebrae
17h – Encerramento do Fórum

Para contatar a produção da Feira da Terra, envie email para contato@feiradaterra.org.

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Curso de Cinema Ambiental em Macaé

Posted in Cinema, Cultura, Educação, Macaé, Meio Ambiente, Região, Rio das Ostras, Videofonia by ImprensaBR on 25/06/2013

O Curso de Cinema Ambiental (CUCA) é um projeto desenvolvido pelo Núcleo de Arte, Mídia e Educação (AME) da UFRJ-Macaé. É um curso prático que mistura diversas áreas do conhecimento, uma forma coletiva e criativa de fazer pesquisa com o outro.

O CUCA busca proporcionar uma experiência em equipe visando à elaboração coletiva de filmes ambientais. Uma construção subjetiva das relações entre sociedade, natureza e políticas públicas.

Cada curso é realizado em uma semana, durante esta semana criamos coletivamente o nosso olhar com “personagem” registrado.

PRÓXIMO CURSO: 12 a 16 de agosto de 2013.

Período de inscrição: 01 a 31 de julho de 2013.

SELEÇÃO 6º CUCA

Clique AQUI para baixar o EDITAL DE SELEÇÃO.  

Clique AQUI para baixar a FICHA DE INSCRIÇÃO.

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Termina hoje o período de inscrição para o Festival de Cinema Ambiental da UFRJ Macaé

Posted in Cinema, Cultura, Educação, Macaé, Meio Ambiente, Videofonia by ImprensaBR on 11/06/2013

A programação será composta por mostras competitivas e programas especiais

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Terminam hoje as inscrições de curtas-metragens para a 2ª edição do Festival Cinema Ambiental UFRJ Macaé, que acontece no dia 28 do mesmo mês no campus da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, em Macaé. O festival, por meio da difusão da produção cinematográfica no formato curta-metragem, objetiva incentivar a produção local de filmes e estimular a reflexão e o debate sobre os temas Meio ambiente, Poluição e Impactos ambientais, Indústria de exploração dos recursos naturais e suas consequências, e Imigrações urbanísticas e o crescimento das cidades. As inscrições são gratuitas.

Para realizar a inscrição, o candidato deve ler atentamente o regulamento, preencher a ficha de inscrição disponível no site e enviá-la para o e-mail cineambientalmacae@gmail.com. Será necessário enviar também uma cópia do filme em CD ou DVD por via postal, para o endereço que se encontra no regulamento, ou pessoalmente. Podem se inscrever curtas-metragens de ficção, animação ou documentário, com duração máxima de 15 minutos, produzidos a partir de 2011, e que versem sobre os temas propostos para esta edição do evento. Não serão aceitos filmes jornalísticos nem publicitários.

A mostra competitiva se divide em três categorias: Profissional, destinada à exibição de produções realizadas profissionalmente; Estudante, que exibirá produções realizadas exclusivamente por alunos de nível fundamental, médio ou superior, que estejam cursando seus respectivos anos letivos e devidamente matriculados; e Amador, para a qual não serão exigidos filmes em alta definição, priorizando-se a mensagem passada pela obra. Os vencedores de cada categoria receberão premiação simbólica, um certificado assinado pelo coordenador de extensão da UFRJ Macaé e eventuais prêmios extras. O resultado da seleção será comunicado em 21 de junho, e os selecionados serão informados por e-mail. Para mais informações, acesse o site oficial do Festival Cinema Ambiental UFRJ Macaé.

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Duplicação da BR-101 Norte começou hoje. Os 70 quilômetros novos levarão quatro anos para serem concluídos

Posted in Estado, Infraesturutura, Meio Ambiente, Região by ImprensaBR on 25/04/2013

LB

Com certeza a notícia da semana para toda a Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, é o início, hoje, das obras de duplicação da BR-101, em seu trecho Rio Bonito – Casimiro de Abreu.

Depois de cinco anos, o projeto finalmente teve o licenciamento ambiental emitido pelos órgãos competentes, e as obras de duplicação dos 70,9 quilômetros da importante rodovia que liga o Sudeste ao Norte do Brasil começaram. Hoje, a Autopista Fluminense, concessionária do trecho em questão, iniciou as obras para a construção de mais quatro faixas de rolamento e acostamentos na rodovia. O custo das obras é de R$ 320 milhões, aproximadamente, e a previsão de sua conclusão é fevereiro de 2017.

Hoje, a rodovia tem apenas uma faixa de rolamento em cada sentido e, segundo dados do DER RJ, seu movimento chega a 16 mil veículos por dia.

Licença ambiental demorou cinco anos para ser emitida

As obras tiveram início hoje de manhã no km 194,2, próximo ao trevo de acesso a Rio Dourado, em Casimiro de Abreu. Mais adiante, cumprindo o calendário da obra, em Rio Bonito, será montado um outro canteiro de obras.

No dia 5 de abril, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade se manifestou favorável à duplicação da BR-101 Norte e as atividades licenciadas pelo Ibama, que saíram no primeiro dia do mês.

O projeto de duplicação prevê a construção de uma nova pista, paralela à existente, com duas faixas de rolamento em cada sentido, mais acostamentos, além da implantação de sinalização horizontal (no chão) e vertical (placas). Haverá também dispositivos de segurança, como barreiras de concreto e defensas metálicas. Serão construídos ainda oito trevos em desnível (viadutos) e 11 pontes. As obras vão gerar cerca de 400 empregos diretos, e a mão de obra local terá prioridade.

A duplicação da BR-101 Norte é a obra mais importante do contrato de concessão firmado entre a Autopista Fluminense e a Agência Nacional de Transportes Terrestres. Segundo o Programa de Exploração da Rodovia, ao todo serão duplicados 176,6 quilômetros — do km 84,6 (Campos) ao 261,2 (Rio Bonito).

Trecho Macaé – Campos já está em andamento

O trecho entre Campos e Macaé já está em andamento. Cerca de 400 operários trabalham na duplicação dos 42 quilômetros. Entre o km 132 (Carapebus) e o 144 (Macaé), o trecho já está pavimentado e, segundo a empresa, em breve serão implantados os dispositivos de segurança e a sinalização. Entre o km 102 e o 131, estão sendo feitos serviços de terraplenagem e construídas duas pontes. Já o trecho entre Macaé (km 144) e Casimiro de Abreu (km 190) ainda está em fase de licenciamento ambiental.

A rodovia recebe diariamente cerca de quatro mil caminhões e carretas, que escoam por ali a maior parte da produção agrícola que vem do Nordeste e do Espírito Santo.

Grifo nosso – O que ninguém está comentando nos jornais e nas ruas das cidades da região por onde a obra vai passar é o longo prazo que a licença ambiental da obra demorou para ser emitido e que a mesma terá apenas cerca de 17 quilômetros concluídos a cada ano, até sua data conclusão, 2017!!!

Deputado federal pelo PMDB, o macaense Adrian Mussi, irmão do ex-prefeito Riverton Mussi, hoje, em seu primeiro mandato no Congresso Nacional, já está de olho na campanha para as eleições do ano que vem. Em seu discurso proferido ontem no congresso, ele afirmou ter ido muitas vezes ao IBAMA e a ICMbio para tentar a liberação da licença ambiental da BR-101 e trouxe para si os louros da tão aguardada liberação da mesma. Depois de afirmar em primeira pessoa que ficava feliz por ter conseguido essa licença “e tornado esse sonho realidade”, Adrian disse que estaria presente hoje em Casimiro de Abreu na inauguração da obra da rodovia.

Foto: LB. BR-101 Macaé – Casimiro de Abreu

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Rio das Ostras: Mais uma cidade partida, e o mosquito da Dengue

Ponte sobre o rio das Ostras. Projeto megalômano, que descaracterizou por completo a paisagem rural e praiana da cidade. Foi inaugurada em 2007.

O que essa ponte tem a ver com a cidade? Olha a favelização em segundo plano… assim está minha amada Rio das Ostras…

Agora começa 2013. Começo do novo-velho governo. Será que vai estabilizar ao menos? Infelizmente, não creio não…

É preciso preservar as belezas naturais como lagoas, praias, os morros, as trilhas na mata de tabuleiro… a serra do Pote, as tradições do homem da terra, o pescador, o agricultor de Cantagalo e Rocha Leão…

Hoje, tudo mudou. Pessoas aos montes invadem com tamanha pressão a cidade, que o mangue não resiste. O de cima sobe e o debaixo desce mais a cada dia, a cada ano. É preciso valorizar o ser humano.

Rio das Ostras… que saudade de você como era há 20, 30, 40 anos… mas o progresso te alcançou. De tapera passou à cidade que mais cresceu no Brasil! A vizinha da capital do petróleo. O El Dourado para milhões de famílias de brasileiros, que sonham com a oportunidade de uma vida melhor, mais digna.

Mas que dignidade é essa?

A cidade amanhece sob uma gravíssima notícia: surto de Dengue. Não é a primeira vez que Rio das Ostras aparece no mapa como cidade com altos números de casos de Dengue. Até o momento, 1416 casos de suspeitas de Dengue estão sendo analisados e 75 casos já foram confirmados.

Centro de Hidratação de Dengue

Enfrentando epidemias de Dengue há quatro, cinco anos, os gestores sabiam que precisariam investir mais na prevenção, mas deixaram para investir em um Centro de Hidratação, ou seja, um instrumento para ser colocado em funcionamento quando a epidemia já estiver instalada.

E a prevenção?

Dengue matou duas pessoas na cidade, em 2011

O vídeo abaixo, gravado pela afiliada da Globo Intertv Alto Litoral, com reportagem da jornalista Renata Monteiro mostra bem a realidade que a cidade vem enfrentando quando o assunto é prevenção ao Dengue, ou a falta dela.

Em 2010, foram feitas 802 notificações da doença. Em 2011, quando foi feita a reportagem, Rio das Ostras registrou 289 casos suspeitos de Dengue, 53 casos de Dengue Hemorrágica e duas mortes.

Foi em 2010 e início de 2011, que o governo anterior contratou centenas de pessoas para atuarem como Agentes de Vigilância Sanitária no combate ao Dengue, na cidade. Foi uma farra, colocou todo mundo pra brincar de ser agente sanitário. Na mesma farra, o governo atua culpabilizando a população. O que os gestores não deveriam é conceder licença de obras nas áreas citadas na matéria e em dezenas de outras, que estão em situações semelhantes. O que não deveria ter feito era a troca de lotes no Âncora, Recanto (o famoso Invasão há 20 anos atrás) por votos. E fizeram muito, mas muito isso em Rio das Ostras. Fazem até hoje!!! O bairro Âncora hoje está favelizado não é à toa; deram uma mãozinha pra que isso acontecesse para depois pedir recursos para o Estado e a União.

E a apresentadora da matéria… que chega quase a explodir de felicidade referindo-se ao povo de Rio das Ostras, que estaria feliz, satisfeito com as ações de combate ao mosquito da Dengue. Gente, tá na cara que ela tá comprada! Como a população pode estar satisfeita quando a cidade registra dois mil casos de Dengue e duas mortes? Funciona assim, a matéria tem que ir ao ar porque os dados estão alarmantes, então a Secretaria de Comunicação liga para o veículo e faz um lobbizinho com o editor.. ‘Poxa, Fulano, sabe como é… joga no ar, mas tenta não deixar o drama do cenário ser percebido na matéria senão você acaba comigo. A cidade está em polvorosa!!! Tá morrendo gente, não podemos dizer isso assim… Tenta dar uma levantada…”, e desliga o telefone depois de dizer que enviará um convitezinho para algum jantar, algum final de semana numa pousadinha de Búzios… uma coisa  desse tipo…  e atitudes como essa levam a apresentações lastimáveis como a que essa da reportagem faz… e a gente vê isso todo dia, não é mesmo? Hoje, meio dia ela estará lá rindo da nossa cara enquanto noticia mais uma morte de Dengue na cidade. Tudo uma falta de noção… nessa cadeia…

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Casa Cultural Mata Atlântica, em São Pedro da Serra, faz Roda de Choro com grandes instrumentistas, neste sábado

Num ambiente natural, bem no seio da Mata Atlântica, encontro reúne Chorões para celebrar os ‘novos tempos vindourouros’ e o lançamento das exposições Memória Macaense, e Hemeroteca Digital de Rio das Ostras

Para celebrar o fim de um ciclo e o recomeço de outro com o ‘renascimento do mundo’, a Casa Cultural Mata Atlântica promoverá uma Roda de Choro, neste sábado, 22/12/2012. A iniciativa é do violonista e um dos coordenadores da Casa Cultural Mata Atlântica, Rúben Pereira. Rubinho como é conhecido e integra o grupo de choro Coletivo Só Pra Moer, entre tantas outras ações envolvendo o gênero musical brasileiro.

A roda reunirá instrumentistas de Nova Friburgo, Lumiar, Macaé e de diversas cidades da região. Entre eles, Maurício Barreto, arranjador, professor de música e diretor do Estúdio de Música Livre, em Lumiar.

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Exposições Memória Macaense, e Hemeroteca Digital de Rio das Ostras começam neste final de semana e seguem até fevereiro

Além da roda de choro, quem for à Casa Cultural Mata Atlântica neste dia poderá ver a abertura das exposições ‘Memória Macaense’, feita também pesquisador de história regional, Rúben Pereira, criador do Observatório da Memória Macaense, e ‘Hemeroteca Digital de Rio das Ostras’, organizada pela jornalista e diretora d’O Polifônico (www.opolifonico.wordpress.com), Leonor Bianchi.

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Citação mais antiga feita a Rio das Ostras num livro impresso no Brasil. Foi em 1834. O Volume: Annaes do Rio de Janeiro, escrito por Balthazar da Silva Barbosa.

Ambas as exposições ficarão expostas na galeria de artes da Casa até o início de fevereiro, mas fora dos finais de semana e feriados é preciso agendar a visitar.

A Casa conta ainda com o Empório Mata Atlântica, que serve pratos típicos da serra friburguense, comidas naturais, cachaças especiais e cervejas artesanais. Na lojinha do Empório é possível encontrar produtos artesanais, vinhos, cachaças, cafés especiais, pimentas, chocolates, compotas, geleias, orgânicos, e uma livraria especializada em obras sobre meio ambiente e história fluminense.

Para saber mais sobre a Hemeroteca Digital de Rio das Ostras acesse:

http://www.facebook.com/HemerotecaDigitaldeRiodasOstras

Para conhecer o Observatório da Memória Macaense, acesse:

http://www.facebook.com/memoriamacaense

Para mais informações, acesse a Fan Page da Casa Cultural Mata Atlântica:

http://www.facebook.com/pages/Casa-Cultural-Mata-Atl%C3%A2ntica/458669617502689

ou mande um e-mail para casaculturalmataatlantica@gmail.com

 

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São Pedro da Serra ganha novo espaço de cultura

casa_da_mata_atlanticaFoi inaugurada, no dia 1 de novembro, a Casa Cultural Mata Atlântica. A Casa fica em São Pedro da Serra, Nova Friburgo e está aberta com uma extensa programação cultural.

Na Casa funciona o Empório Mata Atlântica com seu restaurante e a venda de produtos orgânicos, vinhos, pães e bolos integrais, compotas, conservas, cachaças de todo o Brasil e cervejas artesanais. Ainda na lojinha do Empório, podem ser encontrados artigos de vestuário feitos por artesãos de Nova Friburgo, artesanatos brasileiros e uma livraria especializada em história regional e meio ambiente.

Na última semana do ano (data a confirmar) acontecerá uma roda de choro com grandes instrumentistas. Além da música, a programação se estende ao cinema com o Cineclube Mata Atlântica, que realiza sessões aos sábados e domingos com entrada franca (acompanhe a programação do Cineclube através da fan page da Casa).

Videoteca Cinema Popular Brasileiro

A Casa Cultural Mata Atlântica guarda o acervo da Videoteca Cinema Popular Brasileiro. São centenas de títulos que podem ser assistidos na própria Casa, nas sessões do Cineclube ou em sessões pré-agendadas.

Os filmes da Videoteca podem ser solicitados para exibições em associações de diversas naturezas, escolas públicas e projetos de diversas naturezas. Para solicitar algum título é necessário enviar um e-mail para a Casa.

A Casa recebe reservas para hospedagem e camping.

Para saber mais sobre a Casa Cultural Mata Atlântica, acesse http://www.facebook.com/pages/Casa-Cultural-Mata-Atl%C3%A2ntica/458669617502689, ou mande um e-mail para casaculturalmataatlantica@gmail.com

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Beira Rio, documentário de Diogo Costa, vencedor da 9a Mostra Cinema Popular Brasileiro é o filme da sessão do Cinelube Cinemofônico desta terça-feira

Posted in Cineclube Cinemofônico, Cultura, Meio Ambiente, Videofonia by ImprensaBR on 27/11/2012

BEIRA RIO (documentário, 2011) from Diogo Costa Pinto on Vimeo.

Direção: Diogo Costa Pinto

Tempo de duração: 43min, Brasil, 2011

Gênero: Documentário

Ano: 2011

País de origem: Brasil

Estado/ Cidade: São Paulo/ São Jose dos Campos

Sinopse: No município de São José dos Campos uma comunidade se instala à beira rio para sobreviver dos benefícios da pesca. São 140 pessoas, a maioria ligada por laços de parentesco, que contam sobre sua identidade, suas dificuldades, sua relação com a família e os vizinhos, suas crenças e aspirações futuras.

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ALERJ autoriza giverno a investir em saneamento na Região dos Lagos

Posted in Estado, Infraesturutura, Meio Ambiente, Região by ImprensaBR on 19/09/2012

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou nesta quarta-feira (19/09), em discussão única, o projeto de lei 1.727/12, que prevê a cessão de R$ 9 milhões pelo Governo do estado, autor do projeto, para ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário do Distrito de Praia Seca. O recurso será repassado em sete parcelas anuais, após a conclusão das obras, à concessionária Águas de Juturnaíba, que presta o serviço nos municípios de Araruama, Saquarema e Silva Jardim, na Região dos Lagos. O texto recebeu a adição de uma emenda determinando que a concessionária apresente relatório de todos os investimentos realizados.

Na mensagem que acompanha o texto, o governador Sérgio Cabral explica que a obra necessita de investimentos maiores do que os previstos inicialmente no contrato de concessão. “E de forma a garantir tanto o equilíbrio do contrato de concessão, quanto a modicidade tarifária dos serviços torna-se indispensável que as obras sejam subsidiadas pelo poder público”, argumenta. O projeto será enviado ao governador, que terá 15 dias para sancionar ou vetar o texto.

Fonte: ALERJ

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Núcleo Ambiental de Vivências Ecológicas: Viaje nesta NAVE

Posted in Editorial, Meio Ambiente by ImprensaBR on 18/09/2012

O jornal O Polifônico foi convidado para conhecer as instalações do NAVE – Núcleo Ambiental de Vivências Ecológicas. O projeto da ambientalista e gestora em Meio Ambiente, Samantha Lêdo, é um belo exemplo de que o homem deve e pode viver em harmonia com o ambiente se souber respeitar o ciclo da natureza.

No sítio da Jabuticaba, Toca da Onça, Lumiar, a uma hora do centro de Rio das Ostras, Samantha Lêdo  desenvolve – ainda em fase de teste – algumas práticas que considera básicas para o bom convívio entre homem e ambiente. Podemos dizer, que a grande militância da gestora ambiental é a promoção da consciência entorno do problema do lixo e como ele mesmo, o lixo, pode deixar de ser um problema para ser solução financeira e de geração de emprego e renda para muitas pessoas e países.

Em fase de teste no NAVE, ela criou uma ‘usina’ doméstica de compostagem orgânica, local onde quer ensinar a comunidade e aos que buscarem no NAVE conhecimentos mais aprofundados sobre o lixo e como lidar com os resíduos, já que em dezembro o Núcleo abrirá para suas atividades educativas e culturais.

Ainda há no Núcleo, além da compostagem orgânica, uma horta de verduras e condimentos, plantio de culturas como milho, mandioca, café.

A expectativa da idealizadora do NAVE é de que tudo esteja organizado até dezembro, data prevista para a abertura oficial do Núcleo e de seu calendário de atividades socioeducativas e culturais, todas integrando a consciência ambiental em seu cerne.

Dentre as atividades culturais que serão oferecidas no NAVE estão a observação de estrelas através de seu Observatório, exibição de cinema – o NAVE é parceiro da Videoteca Cinema Popular Brasileiro, que tem cerca de três mil títulos de filmes de curta, média e longa-metragem nacionais, de países da América Latina e da África, oficinas de música brasileira, de vídeo, entre outras.

Ainda serão oferecidas uma gama de oficinas de reciclagem com objetivos específicos e direcionados para o intento de cada pessoa, ou seja, haverá oficinas de lido direto com a terra, como também aulas de artesanato com materiais reaproveitáveis e/ou naturais.

Ciranda Cultural do NAVE

Música brasileira e comidinha típica da roça estarão no cardápio 

Em breve o NAVE abrirá ao público um empório para venda de comidinhas e uma loja de produtos naturais e orgânicos. A iniciativa visa angariar renda para o término das obras do Núcleo. Por isso, uma turma de amigos e profissionais de diferentes áreas – Samantha é muito bem relacionada e assessorada por amigos competentes de diversas áreas do conhecimento, que são seus colaboradores no Núcleo – está organizando uma grande Ciranda Cultural em torno deste ideal de tornar o NAVE uma realidade.

Em breve divulgaremos a agenda completa desta Ciranda Cultural.

Seja muito bem-vindo ao NAVE e sinta-se em casa… até porque a casa é mesmo sua, a natureza precisa ser de todos nós e todos nós precisamos nos sentir responsáveis por ela.

Mais informações sobre o NAVE no:

http://www.facebook.com/pages/Nave-N%C3%BAcleo-Ambiental-de-Viv%C3%AAncia-Ecol%C3%B3gica/146077945530434

Samantha Lêdo é responsável também pelo projeto Planeta Eco Arte. Saiba mais:

http://www.planetaecoarte.com/

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Deixa o sol entrar

Posted in Articulistas, Cidadania, Macaé, Matheus Thomaz, Meio Ambiente by ImprensaBR on 29/06/2012

Por Matheus Thomaz

Deixa o sol entrar, com este mote as Associações de moradores dos bairros Vivendas da Lagoa e Moradas das Garças somadas à ONG SOS Pecado impulsionaram uma mobilização e luta em defesa da Praia do Pecado. Um trabalho de formiguinha sem demagogias políticas e encampado pelos próprios moradores irá se materializar no sábado dia 30 de junho num grande encontro com corrida, caminhada e passeio ciclístico, a partir das 9h.

O objetivo central da mobilização é reduzir o limite máximo da altura dos prédios construídos nesses bairros. Hoje de acordo com a legislação municipal de Macaé a altura máxima seria de 20 m, embora haja uma desconfiança profunda de que alguns prédios ultrapassem esses limites. Os bairros começam a ficar como paliteiros com prédios e mais prédios que não param de brotar do chão. A especulação imobiliária, uma praga urbana, não se sensibiliza nem um pouco com a preservação de qualquer natureza que não seja sua conta bancária. Esse crescimento desordenado produz num impacto ambiental nessa região que sequer tem seu esgoto tratado, além de logo no início da tarde produzir grandes marcas de sombra na areia atrapalhando o lazer em geral.

A Praia do Pecado é uma das mais belas paisagens de Macaé que deve ser preservada, mas será uma luta árdua que vai precisar de muito mais cidadãos que somente os moradores dos bairros, principalmente por se tratar de um patrimônio da humanidade. Aquela área não é exclusividade dos moradores, pertence a todos! Vamos nos somar a essa ação, participar das atividades que irão acontecer: caminhada, passeio ciclístico e uma corrida. Depois curtir um chorinho na praia e fechar com o bom e velho rock and roll. Mais que só uma praiada é uma ação em defesa deste belo cartão postal.

Maiores informações: http://www.ammgar.blogspot.com.br/

Vamos deixar o sol e preservar essa maravilha de cenário!

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Fórum “Rio das Ostras +20” e expedição ambiental

Posted in Cidade, Educação, Meio Ambiente by ImprensaBR on 14/05/2012

Como atividade preparatória para a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20, que acontecerá entre os dias 20 e 22 de junho, no Rio de Janeiro, o Polo Universitário de Rio das Ostras (Puro) da UFF vai realizar uma expedição ambiental, em que os participantes farão uma visita às Usinas de Beneficiamento de Resíduos da Construção Civil e de Compostagem.

A expedição ambiental faz parte do Fórum “Rio das Ostras +20” que será realizado nos dias 25 e 26 de maio, no Puro, que fica na Rua Recife, s/n, Jardim Bela Vista. As inscrições estão abertas até o dia 16 de maio.

Os participantes contarão com palestras, mesa-redonda e oficinas com o propósito de debater assuntos relacionados ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável do município de Rio das Ostras.

Para inscrever-se no evento assim como para consultar a programação completa, os interessados deverão acessar o site: www.puro.uff.br.

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Rio terá reserva adaptada para receber turistas com necessidades especiais que acompanharão Paraolimpíadas

Posted in Cidade, Esporte, Meio Ambiente, Outras Fontes by ImprensaBR on 24/04/2012
  • Flávia Villela

Rio de Janeiro – A Reserva Biológica União (Rebio União), na região das baixadas litorâneas do estado do Rio de Janeiro, vai passar por obras de acessibilidade para que portadores de necessidades especiais possam passear por cerca de mil dos 3,3 mil metros da trilha do Pilão, no interior da reserva.

O chefe da reserva, Whitson José da Costa Jr., afirmou que a nova trilha, além de atender à população do estado, servirá de espaço de lazer para os turistas brasileiros e do exterior com necessidades especiais que acompanharão as Paraolimpíadas de 2016, evento que ocorrerá após os Jogos Olímpicos, também sediados no Rio. Ele explicou que a ideia do projeto surgiu depois que uma instituição para pessoas com deficiência motora solicitou uma visita à reserva.

“Foi então que vimos quão despreparados estávamos para receber esse público. Após estudo, descobrimos que 14% da população brasileira têm algum tipo de deficiência física e que só na região da reserva vivem cerca de 50 mil pessoas com algum tipo de necessidade especial, privadas de conhecer essas reservas naturais porque não têm acesso a elas”.

O projeto faz parte de um convênio, formalizado no início de abril entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra a Rebio União, a Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro (SEA/RJ) e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). As obras devem começar em junho e a previsão é que estejam prontas no fim do ano.

Com custo de R$ 311 mil, o projeto será financiado pela Secretaria do Ambiente e o Funbio ficará responsável por sua execução.

Além das obras de adaptação nos banheiros, no auditório e na área de exposições para garantir a acessibilidade, os primeiros 900 metros da trilha serão pavimentados e ganharão proteção nas laterais (guarda-corpo). O projeto também inclui a contratação de um profissional para divulgar o novo espaço e incentivar a visitação nas instituições que trabalham com portadores de necessidades especiais na região.

Haverá ainda um guia capacitado para receber visitantes com diferentes necessidades especiais. “O cego, por exemplo, poderá explorar o ambiente também pelo tato e pelo olfato com o auxílio do guia”, informou Whitson.

A Rebio União localiza-se nos municípios de Rio das Ostras, Casimiro de Abreu e Macaé e possui uma área de 2.548 hectares. Habitat do mico-leão-dourado, uma das espécies mais ameaçadas do mundo, a reserva fica a cerca de 160 quilômetros da capital fluminense e é considerada um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica de baixada do estado ainda em bom estado de conservação.

Edição: Davi Oliveira

Repórter da Agência Brasil

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Vicel comemora cinco anos da campanha “Águas Tratadas, Praia Limpa!” com ações na Praia do Centro, em Rio das Ostras

Posted in Cidade, Meio Ambiente by ImprensaBR on 16/03/2012

Motivo é comemorar o Dia Mundial da Água e conscientizar a população sobre o uso racional desse bem

No próximo domingo, 18, às 15h, a Praia do Centro, em Rio das Ostras/RJ, receberá a visita de funcionários da empresa Vicel e seus familiares para ação da campanha “Águas Tratadas, Praia Limpa!”, para marcar o Dia Mundial da Água, internacionalmente comemorado a cada 22 de março.

Durante esta tarde, enquanto realizam ações de recolhimento de lixo e resíduos na areia, será distribuído material de conscientização sobre o uso racional da água aos banhistas. A campanha traz à tona questões ligadas ao desperdício e um alerta sobre a necessidade de gestão sustentável dos nossos recursos hídricos.

O objetivo do Dia Mundial da Água, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992, é voltar a atenção da população global para a importância deste recurso natural e de sua preservação para as gerações futuras. Em 2012, o tema central da campanha é associar a falta de água com a falta de alimentos e lembrar que acabar com o desperdício é missão de todos.

O desperdício de alimentos é desperdício também da água usada na produção, transporte e consumo destes alimentos. Esta é a “pegada” que deixamos no consumo de água e de alimentos. O material distribuído pela Vicel indica a quantidade de água aplicada a cada classe de alimentos e, explica que, a cada vez que desperdiçamos o alimento, desperdiçamos também a água que vai com ele.

Divulgando estes conceitos ligados à “pegada humana” e à consciência ambiental e social, a VICEL, empresa com sede em Rio das Ostras/RJ, que atua no ramo de geração e tratamento de água e efluentes de navios e plataformas, faz repercutir o seu lema “Águas tratadas. Consciência limpa”, com mais esta ação ambiental: “Águas Tratadas, Praia Limpa!”.

O uso indiscriminado da água, bem como a poluição, são os agravantes para que venha deixando de ser rotulada como um bem infindável, como ocorria em décadas anteriores. Passando a ser um recurso em escassez no planeta e que precisa de cuidados.

Informe Publicitário

Fv2 Comunicação Integrada Ltda

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Produtor de água receberá pagamento por serviços ambientais

Produtores rurais, moradores, autoridades e representantes da sociedade civil organizada se reuniram sábado (10/3) no distrito de Lumiar, em Nova Friburgo, na Região Serrana, para o lançamento do Programa Produtor de Água, desenvolvido pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Macaé e das Ostras, com apoio da Unesco, Banco Mundial e dos governos estadual e federal.

O objetivo do programa é estimular, por adesão voluntária, uma política de pagamento por serviços ambientais voltados à produção hídrica no curso do Alto Macaé, atualmente responsável pelo abastecimento dos distritos de Mury, Lumiar e São Pedro da Serra, em Nova Friburgo, além dos municípios de Casimiro de Abreu, Rio das Ostras e Macaé.

A ideia geral é apoiar, orientar e certificar projetos que visem à redução da erosão e do assoreamento de mananciais, proporcionando a melhoria da qualidade, a ampliação e a regularização da oferta de água nesta bacia hidrográfica de importância estratégica para a cadeia produtiva do petróleo.

De acordo com o chefe do escritório local da Emater-Rio, em Nova Friburgo, e presidente do comitê, Affonso Henrique de Albuquerque Júnior, todas as etapas do programa serão amplamente debatidas com a comunidade. Segundo ele, o comitê recomendou à agência que a empresa responsável pela confecção do plano de recuperação da bacia prestigie mão de obra local durante o diagnóstico.

O coordenador de Gestão da Informação do Programa Rio Rural, Marcelo Monteiro da Costa, que representou o secretário de Agricultura e Pecuária, Christino Áureo, disse que o Rio Rural apóia a iniciativa do Produtor de Água e que participará ativamente oferecendo assistência técnica.

Já o gerente de Uso Sustentável de Água e Solo da ANA, Devanir Garcia dos Santos, informou que a região da cabeceira do Rio Macaé será a segunda no Estado do Rio de Janeiro a ter acesso a esse modelo de política compensatória. Para Devanir, o produtor de água precisa ser parceiro desse processo de recuperação ambiental. “Ele é o único com a condição de manter o meio ambiente equilibrado”, resumiu. O representante da agência destacou ainda que os recursos para o pagamento serão oriundos da própria ANA, Petrobras, do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FUNDRHI) e de outras fontes.

A partir do próximo sábado (17/03), haverá quatro oficinas sobre pagamento de serviços ambientais (PSA), onde serão apresentados os métodos de valoração ambiental e os detalhes do diagnóstico que vai apontar o custo de recuperação da bacia hidrográfica.

Participaram do evento professores e estudantes do Instituto Federal Fluminense (IFF); técnicos da Emater-Rio; o secretário de Agricultura de Nova Friburgo, José Carlos Siqueira; o secretário de Meio Ambiente de Nova Friburgo, Eduardo de Vries; o secretário de Meio Ambiente de Macaé, Maxwell Vaz; a especialista em recursos hídricos da ANA, Juliana Ferreira de Freitas; o chefe da APA Macaé de Cima, Carlos Martins; e a gerente de apoio aos comitês de bacias do Inea, Gláucia Freitas Sampaio.

Fonte: Jornal do Brasil

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Limpeza de rua? Cidade limpa em Jardim Mariléa? Alguém sabe me explicar o que está acontecendo?

Posted in Cidade, Meio Ambiente, Notas by ImprensaBR on 13/03/2012

Ve se dá pra engolir? Enquanto Mariléa fica embaixo d’água depois de três minutos de chuva, enquanto moradores do Chácara Mariléa reivindicam o asfaltamento de três ruas importantes para o bairro (a Acerbal Pinto Malheiros, a Aristoteles da Cunha e a José Caridade) recebo este release… enganador. Paliativo…

Projeto de conscientização ambiental chega ao Mariléa
A primeira edição do Projeto Rua Limpa, Cidade Limpa em 2012 será realizada nos próximos dias 16 e 17 de março, no Jardim Mariléa. O evento, que mobiliza centenas de moradores, alunos e profissionais para a causa ambiental, acontece na Rua Jane Maria Martins, entre a Rua Cachoeiras de Macacu e Rua Bom Jardim.

A Gincana Ecológica, sucesso em 2011, volta este ano. A disputa envolve escolas que desenvolvem trabalhos durante toda a semana sobre meio ambiente. No Jardim Mariléa, foram convidadas as escolas municipais Arcebal Pinto Malheiros e Ary Gomes de Marins.
Além de acompanhar a gincana, os moradores também poderão participar de um sorteio.

A cada 10 itens de material reciclável recolhido e levado no dia do evento, o morador receberá um cupom para concorrer a um prêmio, que será sorteado no dia 17. Outra atividade promovida durante os dois dias do projeto é a visitação de casas, realizada por alunos de escolas públicas e técnicos da Prefeitura. O objetivo é orientar e esclarecer sobre alguns temas, como coleta seletiva e reciclagem.

O PROJETO- O Rua Limpa, Cidade Limpa foi criado em 2009 e tem periodicidade mensal. Cerca de 600 pessoas são mobilizadas a cada edição.

Enviado pela SECOM da PMRO

LB

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Produção de petróleo e gás da Petrobras sobe 2,6%

Posted in Brasil, Cidade, Infraesturutura, Macaé, Meio Ambiente, Outras Fontes by ImprensaBR on 24/02/2012
Rio das Ostras é o nome de uma das plataformas responsáveis pelo aumento
São Paulo (AE) – A Petrobras informou nesta sexta-feira, 24, que a produção média de petróleo e gás naturalno Brasil e no exterior em janeiro foi de 2.731,1 mil barris de óleo equivalente por dia (boed). O volume ficou 2,6% acima do registrado no mesmo mês de 2011 e 0,5% maior do que a produção de dezembro de 2011.
Considerando apenas os campos no Brasil, a produção média de petróleo e gás natural alcançou 2.490,5 mil de boed, um aumento de 2,8% em relação a janeiro do ano passado e de 1% na comparação com dezembro de 2011. A produção exclusiva de óleo no Brasil alcançou 2.110,1 mil barris por dia, uma elevação de 2% em relação a janeiro de 2011 e de 1,2% em relação a dezembro.
Em comunicado, a estatal explica que contribuíram para esses resultados a entrada em produção de novos poços nas plataformas P-57, no campo de Jubarte, na P-56, no campo de Marlim Sul, e do Teste de Longa Duração (TLD) de Aruanã, no pós-sal da porção sul da Bacia de Campos, operado pelo navio plataforma FPSO Cidade de Rio das Ostras.
A produção de gás natural dos campos nacionais atingiu 60,4 milhões de m2/d, um aumento de 7,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado e estável em relação ao mês anterior.
Fonte: Agência Estado

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O grito da lagoa de Iriry

Posted in Cidade, Meio Ambiente, Polifonia em Poesia, TV O Polifônico, Videofonia by ImprensaBR on 05/02/2012
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A Prefeitura de Rio das Ostras tentou discrição, mas a ronda jornalística d’O Polifônico denuncia: Gigogas invadem Lagoa de Iriry.

Posted in Cidade, Infraesturutura, Meio Ambiente, Saúde, Turismo by ImprensaBR on 27/01/2012
Mas… teriam vindo com as chuvas de verão essas pragas, ou colocadas pela própria prefeitura na lagoa para filtrar os poluentes da água? Como não temos acesso aos responsáveis pela Secretaria de meio Ambiente, Agricultura e Pesca de Rio das Ostras, pois a Secretaria de Comunicação Social veta qualquer contato do jornal com os gestores públicos da cidade, não temos um depoimento do secretário de Meio Ambiente para saber mais informações sobre a operação de coleta de gigogas na lagoa de Iriry, esta semana.

O que vimos aconteceu na manhã da última quarta-feira, dia 25 de janeiro.
Ficam algumas perguntas… sobre essas gigogas… uma delas é a que mais me intriga: estariam ali essas espécies se multiplicando à custa dos microrganismos despejados diretamente na lagoa, ou em português claro, cocô? Sim, sabemos que as gigogas se alimentam de matéria orgânica e se multiplicam muito rádido quanto mais comem. E, na medida em que engordam, morrem, ficando sem sua função de filtro dos poluentes da água, tornando-se uma praga no ambiente onde está. Além disso, essa espécie aquática abriga em torno de si uma série de espécies de incetos e mosquitos, que impactam o meio ambiente que havia naquele habitat antes dela chegar.
Sabemos que a manutenção periódica dos canais do município, a fim de conter a proliferação de gigogas acontece sempre que essas plantas tomam conta dos canais, mas no caso das gigogas da lagoa de Iriry, elas podem ter aparecido ali com as chuvas e se proliferaram rapidamente dada a grande quantidade de poluentes na água. Ou, o que seria ainda uma lástima, a PMRO teria colocado as gigogas na lagoa justamente para que elas funcionassem como filtros naturais dos poluentes despejados in natura na lagoa.
Não é de hoje que moradores dos bairros Bela Vista, Recreio e Ouro Verde denunciam o despejo do esgoto in natura nas águas da lagoa. Em janeiro de 2010, após crianças passarem mal depois de banharem-se nas águas da lagoa de Iriry, uma equipe do INEA veio à cidade para coletar amostras da água. Os técnicos do Instituto Estadual do Meio Ambiente selecionaram dois locais diferentes para fazer a coleta das amostras e as duas análises feitas; uma para aferir a presença de esgoto na água e a outra para identificar se as algas encontradas na lagoa eram consequência da poluição, deram laudo positivo para as águas da lagoa e o banho foi liberado pelo documento emitido pelo INEA.
Ainda assim, frequentemente recebemos denúncias de que obras no entorno da lagoa despejam seus esgotos na lagoa.
Gigogas = hepatite e diarréia
Em Rio das Ostras, na lagoa de Iriry, vimos uma quantidade enorme de gigogas sendo retiradas da lagoa de Iriry. Não posso afirmar em números essa quantidade, mas em duas horas que permaneci no local, vi mais de seis caminhões como os que estão no vídeo que fiz, saindo da lagoa lotados de gigogas. Para onde foi esse ‘lixo’ também não sabemos.
Enquanto isso, a prefeitura vem, há duas décadas, autorizando novos licenciamentos para obras no entorno da  APA de Iriry sem ter o local nenhuma rede de coleta e tratamento de esgoto.
A lagoa de Iriry se transformou num imenso vaso sanitário a céu aberto e é um dos cartões postais mais belos de Rio das Ostras. Semana passada (22 de janeiro) a prefeitura promoveu ali a Caminhada na Natureza. O evento faz parte do Circuito Internacional de Caminhadas da Anda Brasil com vasta divulgação da imprensa local, regional e com direito a uma notinha até no suplemento ‘Bairros’ do jornal O Globo. No mínimo, o que a PMRO deveria fazer diante dessas imagens que você está vendo abaixo, era enviar uma nota esclarecendo a origem dessas gigogas na lagoa de Iriry neste verão 2012. Afinal, trazer turista para a cidade é uma necessidade econômica, mas lotar pronto-socorro em mais um verão com casos de crianças que passaram mal depois de nadarem na lagoa de Iriry é trabalhar contra o turista, contra os moradores, contra a cidade.
Macaé opta por não fazer um sistema de tratamento de esgoto e coloca gigogas na lagoa de Imboassica para filtrar poluentes despejados no local. Lá, a prefeitura tentou pôr em prática um projeto no mínimo irreverente  e às avessas. Veja você, que ao invés de construir um sistema tratamento de esgoto na cidade, os gestores da capital do petróleo resolveram colocar gigogas na lagoa de Imboassica para que essas plantas fizessem o serviço de despoluição de suas águas, já que muito esgoto é despejado (ainda) na lagoa.
Leia matéria publicada no RJ Intertv em 10/10/2011
Gigogas são utilizadas para filtrar esgoto na Lagoa de Imboassica
A expectativa da ação é melhorar a qualidade da água enquanto o tratamento de esgoto não é concluído na região.
O projeto de fitorremediação na Lagoa de Imboassica, em Macaé, começou há uma semana e tem o objetivo de utilizar gigogas para filtrar o esgoto lançado na água. A expectativa da ação é melhorar a qualidade da água enquanto o tratamento de esgoto não é concluído na região.
O trabalho é feito por um grupo de pescadores voluntários, eles retiram as gigogas das margens da lagoa, colocam as plantas nas canoas e transportam o material até um ponto, onde é despejado o esgoto sem tratamento de um bairro próximo. A área está delimitada por uma corda flutuante para assegurar que as plantas fiquem concentradas.
As gigogas tem o papel de filtrar a água, funcionam como uma esponja absorvendo o material poluente. O projeto deve ter continuidade até a instalação do sistema de esgoto na lagoa, que ainda não tem previsão para ser feito.
O uso da gigoga como alternativa para diminuir os efeitos da poluição não é uma unanimidade. Segundo alguns especialistas, essa planta de origem amazônica, pode se tornar uma praga. O engenheiro ambiental, Júlio César Leitão, explica que a planta se prolifera com muita rapidez e pode provocar um desequilíbrio ecológico se não tiver um rigoroso acompanhamento.
A secretaria de Ambiente informou que é feito o controle para evitar o desequilíbrio ambiental. Além de análises para acompanhar a qualidade da água.
Vídeo: http://intertvonline.globo.com/rj/noticias.php?id=21293

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Em debate o Código de Zoneamento Geofísico de Rio das Ostras

Código de zoneamento ainda não foi votado, mas edificações da cidade já utilizam as novas regras estabelecidas pela lei
Leonor Bianchi
Texto e Foto
Desde agosto do ano passado se arrasta na Câmara Municipal de Rio das Ostras a discussão sobre o novo código de zoneamento do município, criado pelo presidente da casa; o vereador Carlos Afonso Fernandes.
Na época, o idealizador do projeto enfrentou uma grave polêmica pelo fato de o Projeto de Lei Nº 018/2007 – que estabelece novas regras para o zoneamento geofísico, o parcelamento e o uso do solo em Rio das Ostras – ter sido publicado no Diário Oficial do município (edição de 03 a 09 de agosto) nos Atos do Legislativo como lei, ou seja, como se já tivesse sido aprovado pela Câmara, embora não tivesse nem sido levado à votação.

Depois que engenheiros, munícipes e sociedade civil organizada manifestaram insatisfação com o conteúdo da nova lei e com a total ausência de debate público a respeito de um projeto de tamanha importância para o futuro de Rio das Ostras, o presidente da Câmara agendou uma audiência pública e nela justificou detalhadamente sua proposta.
Nesse dia, ficou acordado entre os presentes, que uma comissão de estudos se reuniria novamente após 15 dias para dar continuidade ao debate sobre as adaptações que o texto precisaria sofrer para ir à tribuna ser aprovado, ou não, pelos vereadores.
O período legislativo deste ano teve início na última terça-feira e, ainda, nem o executivo nem o legislativo publicaram uma errata no D.O para corrigir o erro quando da publicação da lei no jornal de 3 de agosto de 2007. Praticamente abafado pelo governo, o assunto foi ficando esquecido. No final de outubro surgiram matérias prioritárias nas pautas da Câmara, como a votação do orçamento deste ano, por exemplo, o que fez o tema ‘código de zoneamento’ ser substituído por outras polêmicas novas no âmbito do próprio orçamento. Com isso, as observações que seriam atribuídas à nova lei pelo ‘grupo de trabalho’ não foram feitas. O entrave impossibilita a (re)elaboração de uma nova redação e sua votação.
Enquanto o imbróglio perdura, alguns construtores erguem os primeiros pequenos arranha-céus de Rio das Ostras. O que pode vir a ser o modelo das futuras edificações que serão feitas na cidade nos próximos anos, até que uma outra lei permita que prédios com mais de 14, 16, 20 andares sejam levantados na cidade. A verticalização já é fato em Rio das Ostras independentemente do vigor, ou não, da lei. Exemplo disso é o edifício que está sendo construído ao lado da rodoviária, na principal via que corta a cidade; a rodovia Amaral Peixoto.
Discordando do projeto do Presidente da Câmara, a bancada opositora do Legislativo comentou ao Tribuna de Rio das Ostras que está trabalhando para vetar qualquer tipo de irregularidade. Na ocasião da audiência pública, vereadores da oposição reuniram-se com a Associação dos Empreiteiros e Funcionários da Construção Civil de Rio das Ostras (Acempro) para estudar o projeto e melhorias para o mesmo, tais como a criação de novas zonas de interesse, limitar o tipo de comércio para cada zona e exigir um estudo prévio de impacto de vizinhança. O GT também apontou a necessidade da criação de um Conselho Municipal de Planejamento Urbano em Rio das Ostras, uma espécie de ‘órgão’ que seria responsável por autorizar e fiscalizar todas as obras do município.
Entenda o que propõe a lei
O Projeto de Lei Nº 018/2007, incentiva a verticalização da cidade ao permitir o aumento do gabarito e a construção de prédios com ate 40 metros, ou, em outras palavras, de 12 andares. Algumas alterações ao texto foram sugeridas quando de seu debate público, pelo grupo de trabalho que foi instituído à época para estudar quais alterações a lei deveria sofrer. A limitação do gabarito em 25 metros, que permite construções de até oito andares em áreas pré-determinadas na lei, e não com 12 pavimentos, como consta do atual projeto, foi uma das alterações apresentadas pelo grupo.
Conflitos com o Plano Diretor
Pelo fato de conter diversos aspectos conflitantes com o Plano Diretor da cidade, o projeto do novo código de zoneamento de Rio das Ostras passou por diversas observações feitas pelo arquiteto e secretário extraordinário de governo, Maurício Pinheiro, ex-responsável pela pasta da Projeto Rio das Ostras Cidade (PRO-URBE).
Presente à audiência pública realizada no ano passado para discutir a lei, o arquiteto pontuou suas observações feitas ao documento, esclarecendo cada um dos tópicos que receberam seu grifo. As áreas de zoneamento foram um deles. O secretário elaborou um relatório relacionando suas discordâncias acerca do projeto e na ocasião frisou que “é importantíssimo não apenas ordenar o que ainda não está ordenado na cidade, mas, mais do que isto, é importante garantir a futura ocupação, de forma ordenada, das zonas da cidade”, o que não está claro no novo projeto, segundo ele.
Publicado originalmente em 2007 no jornal Tribuna de Rio das Ostras.

Leia também a Lei Complementar 004/2006:

Lei Complementar 004_2006 zoneamento rio das ostras

 

Leia também a Lei 194/96

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Menos uma lenda urbana em Rio das Ostras

Posted in Cidade, Cultura, Meio Ambiente by ImprensaBR on 03/01/2012
Autor dos desenhos feitos nas rochas de Mar do Norte revela o mistério dos petróglifos
Dizem os antropólogos que os mitos são necessários em qualquer sociedade. São eles, os mitos, responsáveis por contribuir para a formação cultural de um povo na medida em que edificam uma maneira de viver, uma moral, uma forma de agir capaz de atravessar milênios através dos hábitos, costumes, pela linguagem, pela arte e a religião.
Em Rio das Ostras, quem tinha como uma lenda, um mistério mítico os entalhes desenhados nas pedras da praia de Mar do Norte, precisará contentar-se com a realidade e esquecer o mito.
Hoje à tarde, o escultor dos tais desenhos – Luiz Cláudio Bittencourt – o Dunga -, anunciou em sua página no Facebook que tudo não passou de arte e vontade de adorar a natureza. Não há ali influência alguma de um ser extraterrestre ou de um Deus de outro planeta. Ele assume a autoria dos desenhos feitos nas pedras e diz que revela o mistério depois de tanto tempo no dia em que completa 60 anos acreditando estar dando à humanidade seu presente e agradecimento pelos anos vividos.
Em seu post ele disse: “Grande revelação!!! Leiam e vejam o lindo vídeo atentamente. “Hoje, exatamente hoje, completo meus 60 anos – já não pago cocô e nem xixi nas rodoviárias !!!! Enfim, nesse país, algum ganho !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Aproveito essa data para, com esse novo trabalho sobre os petróglifos de Mar do Norte, fazer a entrega oficial deles a humanidade. Peço aos amigos que o passem a frente para que outras pessoas também o conheçam – a única função dele é encantar e fazer – os criativos – viajar! Fazer essa obra foi um dos bons tempos de minha vida – apesar de toda adversidade. Hoje – sessentão – me revelo como autor dessa obra – deixando os ETs um pouco tristes. Mas, sem dúvida, existem colaboradores que nunca foram vistos – essa é uma obra inspirada. Procurei mostrá-la da melhor forma possível, com uma alma musical escolhida a dedo, um presene ao mundo. Luiz Cláudio Bittencourt – Dunga às 5:26 de uma manhã chuvosa. Que a obra encante e conte histórias.”
Veja o vídeo que Dunga postou com seu post:
Os desenhos nas rochas ficaram tão famosos, que entraram no circuito de caminhadas de Rio das Ostras e foi vastamente divulgado na imprensa regional e até nacional como atrativo turístico.
No site da Prefeitura de Rio das Ostras encontramos um texto que fala sobre os petróglifos de Mar do Norte:
“A localidade de Mar do Norte em Rio das Ostras é um lugar especial pela beleza e diversidade de atrativos. No ano passado, ganhou o primeiro Circuito Permanente de Caminhadas na Natureza que tem como principal atrativo as rochas à beira-mar que contém mais de 80 petróglifos – representações gravadas pelo homem nas pedras.

Os desenhos começaram a aparecer em Rio das Ostras na década de 90, na mesma época em que surgiram outros sinais geométricos pelo mundo, associados a Extraterrestres. Os petróglifos chegaram a ser tema da Revista UFO e do jornal O Globo, por sua possível relação com ETs.

Depois de estudos foi descoberto que as imagens foram feitas pelo homem. Segundo alguns moradores, um artista plástico que deseja se manter no anonimato.

Mas eles estão lá. Desenhos geometricamente perfeitos e que retratam principalmente mandalas e animais. Voltaram a ser pauta do Jornal O Globo e passaram a ser um atrativo turístico dentro do Circuito Permanente de Caminhadas na Natureza. “A divulgação dos petróglifos incrementou a visitação à Mar do Norte”, disse Eraldo Melo, presidente da Associação de Caminhantes de Rio das Ostras.

Mar do Norte fica dentro do Monumento Natural dos Costões Rochosos, unidade de conservação de Rio das Ostras que engloba três praias e cinco ilhas, e portanto, protegida por leis ambientais. Por isso o artista desconhecido encerrou sua produção de petróglifos.

O que são? – Quase todos os continentes tem petróglifos, com exceção da Antártida, e os mais antigos datam de 12 mil anos. São imagens geometrizadas que traduzem algum tipo de língua ritual ou simbólica, que no caso particular de Mar do Norte, virou um tipo de lenda urbana.

As rochas ficam na Praia de Mar do Norte e a visitação é aberta ao público. Quem quiser fazer o percurso do Circuito Permanente, vai caminhar cerca de duas horas até chegar aos desenhos. Mas o passeio vai valer a pena.”

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II Curso de Cinema Ambiental – CUCA, acontece em Macaé de 9 a 13 de janeiro

Posted in Cidadania, Educação, Macaé, Meio Ambiente, Região, Videofonia by ImprensaBR on 03/01/2012
Inscrições estão abertas  até dia 6 de janeiro

CUCA (Curso de Cinema Ambiental) busca proporcionar o trabalho em equipe visando a elaboração coletiva de um produto audiovisual artístico, e com olhar científico sobre o homem no seu tempo e no seu ambiente.  Apresenta-se como uma possibilidade de construção de um conhecimento sobre algo em prol de benefícios para sociedade. Tem como interesse o registro visual e sonoro da realidade da região Norte-Fluminense (RJ), em duas principais vertentes: paisagens naturais (Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba) e paisagens urbanas (cidade do “garimpo”). Propõe estabelecer espaços para debates, discussões e troca de saberes sobre a intervenção do homem na natureza.
Início: 09/01/12 (segunda)
Término: 13/01/12 (sexta)
Horário: 8h às 18h (integral)
Local: Pólo Barreto (NUPEM/UFRJ)
Inscrição: Enviar um email com uma breve apresentação pessoal, mostrando seu interesse pelo Curso de Cinema Ambiental (CUCA).
Email : educacaoufrjmacae@gmail.com
Inscrição até 06/02/12 (sexta-feira).
Realização: Laboratório de Arte, Mídia e Educação (AME) / Universidade Federal do Rio de Janeiro Campus Macaé.

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Abaixo a ditadura!!!!!! O Polifônico repudia a ação da Prefeitura de Rio das Ostras no episódio provocado por ela durante a pintura do muro do PURO durante a Semana de Cultura Afro-Brasileira

Abaixo a ditadura!!!!!! O Polifônico repudia ação da Prefeitura de Rio das Ostras no episódio provocado por ela durante a pintura do muro do PURO, na Semana de Cultura Afro-Brasileira do Polo.

Rio das Ostras – Lamentavelmente uma intervenção artística que consistia na pintura de um muro da cidade acabou em desgaste para professores e alunos do PURO e para os artistas convidados pelos organizadores do projeto ‘1a Semana de Cultura Afro-Brasileira de Rio das Ostras’, promovido interdisciplinarmente por docentes e discentes do Polo.

A Semana contou com diversas atividades, dentre as quais, destacamos a presença do grupo de jongueiros ‘Tambores da Machadinha’, de Quissamã, que coroou a todos os presentes na noite de 17 último com uma apresentação visceral, ensinando a professores, alunos e comunidade o valor que precisamos dar à cultura popular brasileira, afro-brasileira. Referências tão próximas e tão distanciadas de nosso cotidiano vieram à tona ali no ‘terreirão do PURO’… Lindo! O jongo deixou a todos inebriados, energizados, enigmatizados, revigorados e prontos para enfrentar qualquer coisa que viesse à frente. Os tambores da machadinha são muito fortes!

Sexta-feira, de manhã, depois de toda a energia compartilhada na noite anterior, levantei cedo como de praxe para honrar os compromissos da extensa agenda da jornalista encarnada em mim… e segui para mais um dia cheio, daqueles, em Macaé. A pauta era um seminário (falcatrua!!!!) de cultura promovido pela Fundação Macaé de Cultura, que reuniu meia dúzia de gatos pingados em torno de um projeto já pronto pela prefeitura e pela Fundação. Gastei meu tempo… mas aprendi alguma coisa… sobre as quais não vem ao caso agora…

Não poderia cobrir o último dia da Semana de Cultura Afro-Brasileira, mas fui ao PURO entregar dois filmes – O vento forte do levante e Clementina de Jesus, a Rainha Quelé – para serem apresentados na sessão de cinema, durante à tarde, na agenda da Semana.

Jornalista de plantão, obviamente aproveitei o ensejo e papeei um tantinho com os dois desenhistas que estavam esboçando uma ilustração no muro de fora do PURO, para pintarem em cima, depois. O muro fica em frente ao cruzamento da avenida dos Bandeirantes com a rua Recife, no Jardim Bela Vista. Quem não conhece? Em frente rola há anos um ponto de prostituição que a fiscalização também, há anos, finge não ver…

Descobri ali dois rapazes, dois brasileiros famintos por conhecimento, por educação, por arte, por liberdade, por cultura, por um espaço para expressarem sua maneira de perceber o contexto no qual estão inseridos…

Sempre correndo, abracei esses brasileiros, agradeci o depoimento que me deram em vídeo e embarquei rumo a Macaé para o seminário falcatrua.

Surpreendentemente, abrindo o facebook horas mais tarde, li um post chocante, o qual me faz estar aqui, agora.

Não sei se posso replicá-lo, mas basicamente ele comenta o final trágico e triste que teve a atividade da pintura no muro do PURO.

Os artistas que estavam ali convidados, trabalhando, os alunos e organizadores da Semana de Cultura Afro-Brasileira, a comunidade, eu, todos foram afrontados e constrangidos diante de tamanha falta de educação, bom senso e, sobretudo, de cultura dos gestores públicos de Rio das Ostras.

Agressivamente, segundo fontes, uma junta de fiscais, guardas municipais e até policiais militares abordaram os jovens artistas enquanto pintavam o muro – a ilustração remetia à diversidade étnica e à valorização da cultura afro-brasileira –

As cores usadas na pintura eram o vermelho, amarelo, verde e preto… cores da bandeira da áfrica… só que para os aculturados que os abordaram, provavelmente o tema envolvido era maconha e Bob Marley. Antas!

Criaram uma cena horrível no local, um local onde brotava a liberdade de expressão, a arte, a inocência… agrediram pessoas que trabalhavam e ameaçaram processar a universidade por danos ao patrimônio. De arrepiar!

O Polifônico repudia a atitude dos responsáveis por esta ação vergonhosa. Vemos uma cidade que deseja tanto prestar-se ao arranjo produtivo do turismo, mas permanece cega as suas próprias linhas conceituais, metodológicas, enfim… O que acontece na cidade não fica só aqui e as belas propagandas que só aqui são veiculadas, ao contrário das páginas online d’O Polifônico, não são exibidas em nível nacional… tampouco fora do Brasil… sendo assim, esta mesma prefeitura, que tenta vender ao máximo a imagem de cidade do progresso, despreza incoerentemente a imagem negativa que passa Brasil à dentro e mundo à fora sobre o que de fato acontece nesta ilha imperial.

Hoje cedo recebi um email de um dos rapazes que conheci naquela manhã, pronto para mostrar ao mundo sua arte. Este e-mail também me traz aqui, agora.

“Venho aqui para falar que fui totalmente repudiado pela guarda municipal, em relação aquela linda homenagem que estávamos fazendo no muro do PURO. Foram feitas duas abordagens: primeiro vieram dois guardas na viatura, mas só fizeram algumas  perguntas e foram embora. Depois vieram nos dois cidadãos à paisana (que trabalham na guarda) chegaram de forma totalmente grosseira, sem manter o mínimo de respeito na comunicação já chegaram  me oprimindo nem me deram bom dia !!! Não sei o que eles viram em meus olhos mas seja lá o que foi pelo visto não gostaram muito pois não pararam de olhar-me dos pés a cabeça. Por eu e meu amigo pedir para eles se identificarem eles chegaram em certo ponto a dizer que poderia nos levar presos, pois alegavam que o trabalho artístico que ali estava sendo feito era crime(Homenagem ao dia 20 de novembro )  não sei a que se aplicaria o poder ali mas estava ali dando minha contribuição livre, e voluntaria, Junto aos organizadores do evento, e minha arte foi totalmente repudiada pelo poder publico, olha tem uma aluna que tem um vídeo que mostra a hora em que finalizamos a arte, e que pode ajudar depois vejo e arrumo….  “Não aguento mais essa ausência de respeito e incentivo à  cultura por parte das autoridades.”

Prefiro não dizer qual deles assina o e-mail para não expô-lo. Publico os depoimentos de ambos os artistas com quem conversei naquela manhã (antes do ocorrido – em vídeo) e a fala de indignação de um deles (enviada à redação do jornal O Polifônico via e-mail). Tirem suas impressões.

Diante deste cenário imoral de atuação dos gestores públicos, estimulo os envolvidos no episódio (refiro-me aos artistas e comunidade acadêmica, sociedade sempre!!!) a redigirem com seus termos (eu não presenciei o fato) uma nota de repúdio à ação da Prefeitura de Rio das Ostras no caso, para publicizarmos através deste jornal e em todas as redes possíveis!!!!!

Precisamos gerar o desconforto necessário demandado por essa gangue e passar a mostrar para o mundo como agem esses ratos. Creio que seja mais uma forma de nos articularmos contra posturas oriundas de ações repressivas e cerceadoras, além, é claro, de podermos causar grande incômodo aos que armaram essa armadilha sinistra, divulgando ao mundo como preferem ‘trabalhar’.

Não imagino, de fato, qual seja o sentido, o entendimento, que esta prefeitura tem por ‘cultura’, mas posso afirmar uma coisa: a única cultura que ela conhece é a do temor, do medo, do assédio.

Lamento, minha amada Riodas… o que estão fazendo com você. Lamento, pessoal da Semana de Cultura Afro-Brasileira. Vivi com vocês momentos mágicos e inesquecíveis durante a semana toda e é muito triste acompanhar o que estão fazendo com vocês, com o Polo, com o ganha pão de todos vocês, de todos nós. Lamento, estudantes, por vocês estudarem numa cidade que tem gestores públicos tão irresponsáveis como Rio das Ostras têm, sempre teve… lamento, mas não fico só me lamentando… estamos todos em ação e por isso mesmo incomodamos.

Engulam-nos vivos e absorvam ao menos nossos pensamentos e nossas maneiras de raciocinar. Isso já seria uma prerrogativa menos escrota.

Contem comigo e com o jornal O Polifônico para mais esta batalha!

Preciso de vocês fortes e com vigor!!! Todos vocês! Rumo à 2ª Semana de Cultura Afro-Brasileira de Rio das Ostras!!!

Salve o cinema brasileiro!

Leonor Bianchi

Os entrevistados cederam uso de áudio e vídeo ao jornal.

 

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Feira de Artigos Sustentáveis na Tocolândia

Posted in Cidade, Meio Ambiente, Notas by ImprensaBR on 01/11/2011

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As Primaveras da moderna Indaiaçu

Posted in Brasil, Cultura, Meio Ambiente by ImprensaBR on 21/09/2011
A Primavera chegou. Mas o que O Polifônico tem a ver com isso? É pauta? Sim, claro!  A chegada da Primavera possibilita que sejamos mais tênues, exercitemos a ternura, nos embrenhemos no silêncio verde das tardes multicoloridas ao bel prazer… inspirando nossa alma ao embalo dos ares frescos da brisa primaveril…
E o que diria o poeta mais conhecido desta região, cujo livro, obra única e aclamada tem por título ‘Primaveras’, sobre esses dias atuais? Das ‘modernas’ primaveras na atual Indaiaçu? Certamente… que não há mais o amor, que se perdeu o lirismo, que inexiste a singeleza do sorriso de uma donzela ao tocar-lhe o rosto um raio de sol…
Recebemos a Primavera relembrando um dos poemas mais conhecidos do poeta Casimiro de Abreu, fazendo uma homenagem a mulher que retratou grande parte do que foi até hoje catalogado pelos cientista da Flora Brasileira e deixou um legado ainda pouco conhecido pelos brasileiros: Margaret Mee, e sugerimos ainda, uma visita ao site do projeto Flora Brasiliensishttp://florabrasiliensis.cria.org.br/project. Lá você verá o trabalho magnânimo feito por 65 especialistas de vários países. A Flora brasiliensis foi produzida entre 1840 e 1906 pelos editores Carl Friedrich Philipp von Martius, August Wilhelm Eichler e Ignatz Urban, contém tratamentos taxonômicos de 22.767 espécies, a maioria de angiospermas brasileiras, reunidos em 15 volumes, divididos em 40 partes, com um total de 10.367 páginas.
O livro tem por objetivo desenvolver um sistema de informação online sobre a flora brasileira, tendo como base as imagens digitalizadas em alta resolução das pranchas de famílias selecionadas descritas naFlora brasiliensis de Martius. A digitalização das imagens está sob a responsabilidade do Jardim Botânico de Missouri . Os trabalhos referentes à atualização dos nomes estão sendo coordenados por pesquisadores do Departamento de Botânica do Instituto de Biologia da Unicamp. O CRIA é responsável pelo desenvolvimento do sistema on-line.
Poema Primaveras, Casimiro de Abreu
A primavera é a estação dos risos.
Deus fita o mundo com celeste afago,
Tremem as folhas e palpita o lago
Da brisa louca aos amorosos frisos.
Na primavera tudo é viço e gala,
Trinam as aves a canção de amores,
E doce e bela no tapiz das flores
Melhor perfume a violeta exala.
Na primavera tudo é riso e festa,
Brotam aromas do vergel florido,
E o ramo verde de manhã colhido
Enfeita a fronte da aldeã modesta.
A natureza se desperta rindo,
Um hino imenso a criação modula
Canta a calhandra, a juriti arrula,
O mar é calmo porque o céu é lindo
Alegre e verde se balança o galho,
Suspira a fonte na linguagem meiga,
Murmura a brisa:- Como é linda a veiga!
Responde a rosa: – Como é doce o orvalho!
II
Mas como às vezes sobre o céu sereno
Corre uma nuvem que a tormenta guia,
Também a lira alguma vez sombria
Solta gemendo de amargura um treno.
São flores murchas:- o jasmim fenece,
Mas bafejado s’erguerá de novo
Bem como o galho do gentil renovo
Durante a noite quando o orvalho desce.
Se um canto amargo de ironia cheio
Treme nos lábios do cantor mancebo,
Em breve a virgem do seu casto enlevo
Dá-lhe um sorriso e lhe intumesce o seio.
Na primavera – na manhã da vida-
Deus às tristezas o sorriso enlaça,
E a tempestade se dissipa e passa
A voz mimosa da mulher querida.
Na mocidade, na estação fogosa,
Ama-se a vida- a mocidade é crença,
E a alma virgem nesta festa imensa,
Canta, palpita, s’ stasia e goza.
1º. de julho, 1858
A artista Margaret Mee e sua contribuição à botânica Brasileira:
Década de 1950. Mata Atlântica, arredores da Capital paulista. A inglesa Margaret Ursula Mee prepara- se para realizar uma das suas expedições de pintura botânica. O tema é a flora brasileira. O ponto de partida é Itanhaém, no litoral Sul, onde ainda há áreas de vegetação preservada. Junto com Margaret seguem o marido – Greville Mee – e uma amiga. A caminhada dura alguns dias e exige muito esforço físico, dada a falta de recursos. A ilustradora não dá trégua para as bromélias, observando e documentando tudo o que vê, mesmo quando os parceiros se põem a descansar.
O pouso é nas casas de caboclos e caiçaras, mas a estratégia de alimentação falha e o grupo chega a passar fome. Ao contrário do imaginado, os expedicionários não encontram onde se prover de mantimentos. No trajeto final, sob o sol tropical, são 18 quilômetros de andança pela praia, para depois seguir até a cidade de Registro e então retornar a São Paulo.
Das difíceis experiências iniciais, Margaret Mee extrai lições para transformar em sucesso muitas outras expedições botânicas, realizadas durante mais de 30 anos na Mata Atlântica e, principalmente, na Floresta Amazônica brasileira. Nascida a 22 de maio de 1909, em Chesham, na Inglaterra, a artista vem para o Brasil com o marido em novembro de 1951, e se estabelece em São Paulo, onde já morava sua irmã, Catherine Mary Brown.
Especializada em desenho e design, não demora a fazer as primeiras incursões em áreas urbanas da Capital e no litoral paulista, atrás de plantas nativas para ilustrar. Na primeira aventura pela Floresta Amazônica, em 1956, visita o rio Gurupi e passa por Belém (PA). Essa viagem inaugural à Amazônia lhe confere visibilidade e 25 de suas pinturas integram a primeira exposição, na Casa da Cultura Inglesa, em São Paulo, em 1958. A divulgação abre portas para sua atuação como ilustradora botânica em trabalhos científicos. Em setembro de 1960, Margaret é contratada pelo Instituto de Botânica de São Paulo (IBt) para ilustrar o fascículo da família Bromeliacea da publicação Flora Brasílica.
Como ilustradora científica, seu trabalho se desenvolve diretamente ligado ao dos botânicos Lyman Smith, do Instituto Smithsonian; Oswaldo Handro e Moisés Kuhlmann, ambos do IBt. Com esses pesquisadores, a artista adquire vasto conhecimento sobre as bromélias e finaliza a ilustração de várias espécies. Mas o livro não chega a ser publicado. Algumas dessas obras até são utilizadas no livro The Bromeliads – Jewels of The Tropics (As Bromélias – Jóias dos Trópicos) do norteamericano Lyman Smith, publicado nos Estados Unidos, em 1969. Mas, a própria autora demonstra decepção por tanto esforço tão pouco aproveitado.
O resgate do acervo e o devido valor ao trabalho da artista só vêm em 1992, com a publicação do livro Bromélias Brasileiras, organizado pela também ilustradora botânica Carmen Syvia Zocchio Fidalgo, colega de Margaret no IBt. A edição traz uma coleção de 59 aquarelas com 56 espécies de bromélias de 17 gêneros, plantas representativas de diversos estados do País.
É um trabalho de excepcional valor, pois a família Bromeliaceae é uma das mais numerosas entre angiospermas (plantas que produzem flores e sementes), embora de ocorrência restrita às Américas. Só uma espécie de bromélia não é americana: Pitcairnia feliciana, nativa do Oeste da África. As demais se distribuem desde a Argentina até ao Norte dos Estados Unidos, com tamanhos variáveis, da delicadeza de Tillandsia bryoides – semelhante a um musgo – até o gigantismo de Puya raimondii – cujos maiores exemplares atingem 8 metros de altura!
No Brasil, as bromélias são mais abundantes na Mata Atlântica. Margaret Mee retrata muitas delas durante os 5 anos de trabalho no Instituto de Botânica de São Paulo. Produz pelo menos 80 ilustrações, entre finalizadas e inacabadas, todas cuidadosamente arquivadas em salas especiais climatizadas, junto com outras quase 3 mil ilustrações de vários artistas e áreas diversas da ciência botânica, realizadas desde 1920 até o presente.
“Todos os trabalhos de Margaret Mee para o Instituto de Botânica são maravilhosos. O que muda são as plantas: bromélias têm muitas diferenças em suas formas. Algumas plantas são menores e outras enormes, bem coloridas ou quase sem colorido nenhum”, comenta Maria Cecília Tomasi, ela mesma ilustradora, além de responder pela Seção de Ilustração do IBt.
“O que vale é a técnica da artista, muito rica em detalhes. Nessas ilustrações, Margaret utilizava o guache com a técnica de aquarela. A tinta guache é mais espessa e confere às pinturas um colorido intenso. Sabemos que para os trabalhos do Instituto ela usou o guache porque ficaram guardados os frascos de tintas”.
Em maio de 1965, Margaret Mee inicia uma nova fase na sua iconografia e de militância ambientalista em defesa da Amazônia. O novo destino é o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, para onde vai a convite do paisagista Roberto Burle Marx e do botânico Luiz Emygdio de Mello Filho. Os novos amigos orientam a artista na identificação das espécies por ela descobertas e nos procedimentos para depósito dos exemplares usados em descrições e novos registros.
Trabalhar suas pinturas só a partir de plantas vivas, na floresta, ou de plantas coletadas no ambiente visitado torna-se um diferencial da pintora. Ela cria um estilo pessoal de precisão e profundidade. O trabalho no Jardim Botânico a transforma em uma especialista na flora da Amazônia brasileira. Ao todo, realiza 15 longas jornadas de pintura botânica na Floresta Amazônica, retratando orquídeas, helicônias, bromélias, clúsias, catássetos, cactos e outras famílias. Suas ilustrações ganham várias edições de livros de arte e científicos, no Brasil e no Exterior. Suas exposições percorrem um bom número de países e atraem colecionadores particulares.
Ao mesmo tempo cresce a Margaret Mee ativista ambiental, sempre pronta a denunciar, já naquela época, a destruição da Floresta Amazônica. E seu nome entra para a história mundial da Botânica, com um legado próximo de mil ilustrações e quatro espécies de plantas que a homenageiam, todas bromélias e por ela descobertas: Aechmea meeana, Neoregelia margaretae, Neoregelia meeana, Nidularium meeanum.
Outra espetacular façanha artística da ‘caçadora botânica’ Margaret Mee envolve uma planta conhecida como flor-da-lua. Em expedições ao Estado do Amazonas, a artista ouve falar de uma planta cuja flor só permanece aberta durante uma noite por ano. Em 1982, encontra um exemplar com o que parecia ser uma flor, porém já murcha. Sabia tratar-se de um cacto, identificado no Século 19 por um coletor alemão como Strophocactus wittii (mais tarde reclassificado como Selenicereus wittii).
A realização vem em maio de 1988, quando a artista completa 79 anos. Numa expedição bem planejada, ela parte pelo rio Negro até o arquipélago de Anavilhanas e, num igarapé, localiza plantas prestes a florir. Monta a vigília e, pouco a pouco, a flor-da-lua cumpre seu ritual: abre se lentamente para a pintora, que a tudo documenta à luz de lanterna. À meia-noite, a flor está totalmente aberta. Encantada, a artista só encerra o trabalho às 3 da madrugada. E ainda acompanha, até as 8 da manhã, a flor se fechar – para sempre e por completo.
Os detalhes finais dessa pintura Margaret conclui em junho seguinte, em seu estúdio, no Rio. Em novembro daquele ano, ela lança, na Inglaterra, o livro In Search of Flowers of the Amazon Forests (À Procura de Flores da Floresta Amazônica), com suas aventuras e ilustrações. Duas semanas depois, morre num acidente de carro, em seu país.
Erram, porém, os que consideram encerrada sua carreira. A história da artista apaixonada pela flora brasileira continua com a criação, em 1989, de uma Fundação Botânica Margaret Mee em Londres (Inglaterra) e outra no Rio de Janeiro. Ambas com o objetivo de pesquisar e divulgar a arte da pintora, além de oferecer bolsas de estudos para o aperfeiçoamento de artistas ilustradores. Nesses 20 anos de existência das instituições, 19 artistas brasileiros participaram do programa de ilustração botânica em Londres, por meio do projeto Margaret Mee Fellowship. São 5 a 6 meses de aprendizado com a renomada artista inglesa Christabel King, ilustradora do Royal Botanic Gardens-Kew. Os bolsistas recebem suporte financeiro para hospedagem, alimentação e acesso a museus e exposições.
“Margaret Mee fomentou, tanto no Brasil quanto na Inglaterra, o interesse da sociedade em criar oportunidades para que artistas e cientistas brasileiros pudessem se especializar em Londres, no berço da Botânica, sede do mais importante herbário do mundo”, diz a ilustradora Fátima Selene Zagonel, sócia-fundadora do Centro de Ilustração Botânica do Paraná (CIBP). Fátima fez o curso artístico na Inglaterra, em 1999. De volta a Curitiba, criou o CIBP junto com os demais paranaenses agraciados com a bolsa e outros ilustradores botânicos. O Centro é filiado à Fundação Margaret Mee e funciona como entidade social e educativa, sem fins lucrativos. Organiza exposições, palestras e cursos livres de ilustração botânica para artistas que atuam profissionalmente nos setores industrial, gráfico e acadêmico, com ilustrações para teses e livros científicos.
“A ilustração botânica é, até hoje, a maneira mais fiel de se retratar uma espécie, apesar das técnicas avançadas de fotografia (macro e micro). Todos os recursos tecnológicos são bem-vindos, mas nada substitui o olho e a sensibilidade humana frente ao espécime ao vivo e à luz do dia”, conclui Fátima Zagonel. E esse olhar sempre tem algum toque de Margaret Mee, cujas sensibilidade e paixão até hoje emprestam cores e vida a plantas que de outro modo conheceríamos apenas pelo registro em branco e preto de gênero e espécie.
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Resgate de uma obra excepcional
 
Apesar de morarmos no mesmo bairro, foi graças a uma amiga comum que conheci Margaret Mee. Naquele tempo, no final dos anos 1970, Santa Teresa possuía um charme todo especial, e atraía quase todos os artistas que passavam pelo Rio de Janeiro. Não longe da casa de Margaret existira o Hotel dos Estrangeiros, albergue de Maria Helena Vieira da Silva e Guignard. Espalhados pelo bairro, deixaram suas marcas os artistas Visconti e Emeric Marcier, sem falar no grande núcleo que foi a casa e ateliê de Djanira na antiga rua Mauá. Mas não estou aqui para me alongar sobre Santa Teresa e sim para me deter sobre Margaret Mee, esta personagem que lá veio encontrar seu novo endereço…
Nas tardes de verão, nos reuníamos em torno de uma pequena mesa com tampo de vidro e algumas poucas cadeiras, para tomar chá e usufruir da conversa mansa, educada, com toques de humor bem inglês, que abordava peripécias e aventuras em matas, igarapés, amplos rios e até escarpadas montanhas perdidas nesse imenso Norte de nosso Brasil. Tudo isso acompanhado pela presença sorridente e solícita de seu marido, Greville, que às vezes, com olhar malicioso, deixava escapar também algum detalhe mais engraçado e pitoresco do relato. Apesar de não acompanhá-la em suas viagens desbravadoras, ele as sabia todas. Eram horas agradáveis que passávamos os três ali, a falar de viagens e descobertas.
O trabalho de Margaret – retratar a flora – requer um olhar científico, preciso, porém, o que torna o resultado final particular é este outro dom, o dom do artista que faz com que a espécie aí retratada adquira vida própria e se solte de seu suporte para ter uma tridimensionalidade e uma leveza que a tornam arte, e não somente reprodução científica.
O grande desafio de reencontrar e fotografar a obra de Margaret Mee necessitava, de minha parte, de um mergulho para revê-la e às raízes de toda esta relação. Foi uma tarefa, um caminhar árduo para, palmo a palmo, reconstruir os conhecimentos, encontrar os vários amigos, admiradores e colecionadores que cruzaram os passos da artista e desejaram ter uma obra sua. Entre os amigos e colaboradores, dois merecem uma menção especial: Roberto Burle Marx e Luiz Emygdio de Mello Filho, que não só foram os responsáveis por sua vinda ao Rio de Janeiro, como a auxiliaram na identificação de espécies. Ainda poderíamos citar o importante trabalho feito junto com o famoso botânico Lyman Smith e que resultou na magnífica coleção do Instituto de Botânica de São Paulo, tão bem guardada e conservada por Carmen Fidalgo e, hoje, pela equipe que a sucedeu.
Não posso deixar de registrar aqui, igualmente, o grande legado que permanece vivo e atuante, o multiplicador do talento de Margaret Mee: a formação de novos ilustradores botânicos, inspirados e estimulados por sua obra e apoiados e incentivados pela Fundação que leva seu nome e procura realizar os ideais que pautaram sua vida. Hoje o Brasil conta com um número expressivo de profissionais reconhecidos internacionalmente tanto por sua competência artística como científica, e que em núcleos diversos dentro do País não só aprimoraram seus conhecimentos como criaram escolas para repassar técnicas que aprenderam.
Um pequeno grupo de amigos e admiradores de Margaret Mee empreendeu esta jornada há 18 anos. Hoje, graças ao apoio e entusiasmo de nosso patrocinador, inicia-se o processo de catalogação da obra de Margaret Mee e com sucesso conseguimos agrupar um número significativo de seus trabalhos.
Sylvia de Botton Brautigam integra o Conselho Diretor da Fundação Botânica Margaret Mee desde a sua criação (1989). Foi responsável pela maioria das exposições retrospectivas da artista, buscando divulgar seu trabalho e seus ideais, além de valorizar o papel da ilustração botânica para o conhecimento e a consequente consciência da preservação de nosso meio ambiente.
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Agradecimentos:
Aos colecionadores particulares, pela autorização de reprodução das ilustrações expostas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro durante a mostra Margaret Mee – Um olhar botânico À Seção de Ilustração Botânica do Instituto de Botânica de São Paulo, pela autorização de reprodução de parte do acervo da artista A Sylvia de Botton Brautigam, do Conselho Diretor da Fundação Botânica Margaret Mee, pelo apoio na realização desta reportagem
Saiba mais: 
Fundação Botânica Margaret Mee (RJ): http://www.jbrj.gov.br
Instituto de Botânica de São Paulo: www.ibot.sp.gov.br
Maria Cecília Tomasi: www.botanicaarteecia.com.br
Centro de Ilustração Botânica do Paraná: www.cibp.com.br
Fátima Zagonel: www.fatimazagonel.com.br
Site em inglês sobre Margaret Mee: http://www.margaretmeesamazon.com

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Código Florestal recebe emenda que permite construção de estádios em áreas protegidas

Posted in Brasil, Meio Ambiente by ImprensaBR on 13/09/2011
Obras da Copa não justificam desmatamento de APPs, afirma MPF
Com a previsão de ser votada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal na próxima quarta-feira, 14 de setembro, a reforma do Código Florestal ainda gera controvérsia entre vários setores da sociedade. O polêmico texto já aprovado pela Câmara dos Deputados poderá receber uma emenda, proposta pelo relator do projeto, senador Luiz Henrique (PMDB-SC), que inclui como hipóteses de utilidade pública a construção de estádios e outras instalações para a realização de “competições esportivas municipais, estaduais, nacionais e internacionais”.
Isso significa, na prática, que áreas de preservação permanente, protegidas pela legislação atual, poderão ser desmatadas para a realização de obras para a Copa do Mundo de Futebol e para as Olimpíadas. Para a procuradora regional da República Eliana Torelly, “a emenda revela uma absurda inversão de valores, já que o poder público, que deveria defender o meio ambiente e preservá-lo para as futuras gerações, abre exceção à proteção de APPs para realizar obras destinadas a eventos esportivos, que poderiam perfeitamente ser alocadas para outros espaços não protegidos”.
Uma das medidas estudadas pelo MPF, caso a proposta seja aprovada, é recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), pois o projeto conteria inconstitucionalidades. A solução foi debatida por membros do Ministério Público no IX Encontro Nacional de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural, realizado em Belém entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro.
Durante o evento, procuradores discutiram a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados dando ênfase, principalmente, em questões abordadas pela nota técnica redigida pela 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal (4ª CCR), que trata das áreas de meio ambiente e patrimônio cultural. O texto faz uma análise dos temas mais polêmicos do projeto e rebate as propostas atuais de modificação da legislação.
Um dos argumentos defendidos é que o novo código fragiliza a proteção do meio ambiente ao reduzir drasticamente o padrão de proteção ambiental proporcionado pela legislação em vigor. Para o MPF, isso acontece porque o projeto de lei exclui categorias de áreas de preservação permanente (APPs), permite a redução das reservas legais, diminui as faixas de proteção e retira penalidades para supressões ilegais de vegetação. “O projeto concede uma anistia para todos os produtores rurais que suprimiram vegetação em APP até 22 de julho de 2008”, explica a representante da 4ª CCR na Procuradoria Regional da República da 1ª Região Eliana Torelly. (more…)
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A chegada da Primavera e o Parque dos Pássaros de Rio das Ostras

Posted in Cidade, Meio Ambiente by ImprensaBR on 06/09/2011

O Parque dos Pássaros de Rio das Ostras, localizado em Jardim Mariléa, está abandonado. Num passeio pelo local vimos que uma rampa de madeira que interliga áreas do parque está totalmente sem condições de uso. A passarela de madeira está quebrada em vários pontos, cheia de cupim, com pregos expostos e representa um perigo iminente para os frequentadores do parque, local bastante visitado por crianças e estudantes das escolas da cidade. O pior é que, conversando com uma servidora contratada pela PMRO que fazia fotos da 'esteira de madeira' para ilustrar um relatório sobre os problemas de segurança que a rampa apresenta, ela disse que a SEMAP substituirá a madeira pelo cimento numa 'reforma' que está sendo planejada para ser executada ainda este ano. Aí fica a pergunta: seria esta matéria-prima a melhor opção para o local? Não sei. Parece-me estranho esse formato de Unidades de Conservação (o Parque dos Pássaros para quem não sabe, é uma UC) fincadas no cimento. Fica a reflexão... (Fotos: Leonor Bianchi)

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ANA lança diagnóstico atualizado da situação da água e de sua gestão

Posted in Brasil, Meio Ambiente by ImprensaBR on 16/08/2011
Por Raylton Alves
Em 19 de julho, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, apresentaram ao País o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil – Informe 2011 durante coletiva de imprensa. O estudo apresenta a situação mais atualizada da água no Brasil em vários aspectos, como: disponibilidade hídrica, qualidade da água e gestão de recursos hídricos. A publicação está disponível na íntegra em: http://conjuntura.ana.gov.br/conjuntura/.
Com dados consolidados até dezembro de 2010, o estudo da ANA, que atende a uma demanda do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), é uma ferramenta de acompanhamento sistemático e anual da condição dos recursos hídricos e de sua gestão em escala nacional, por regiões hidrográficas, em temas fundamentais para o setor de recursos hídricos, como: volume de chuvas; ocorrência de eventos hidrológicos críticos (secas e cheias); disponibilidade hídrica nas diferentes regiões do Brasil; os usos múltiplos da água (irrigação, saneamento e hidroeletricidade, por exemplo); qualidade das águas; a evolução dos comitês de bacias; o planejamento, a regulação e a cobrança pelo uso dos recursos hídricos. (more…)

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Das leis de um país de ninguém

Posted in Brasil, Meio Ambiente, Política by ImprensaBR on 25/05/2011

Um luto sem fim
O dia 24 de maio de 2011 deverá ser lembrado para sempre na história do Brasil. Infelizmente, não como uma data especial, de conquistas para o futuro democrático e mais igualitário do país. Pelo contrário. A memória e os livros de história deverão sempre remeter a esta fatídica terça-feira como um momento de luto absoluto. Afinal, se, pela manhã, a pátria tupiniquim conheceu o seu mais novo Chico Mendes com os brutais assassinatos do ativista ambiental e coletor de castanha, José Cláudio Ribeiro da Silva, e de sua mulher, Maria do Espírito Santo da Silva, à noite foi a vez do conforto da Câmara dos Deputados votar a favor da destruição da floresta embrulhada sob a forma de relatório do neoruralista Aldo Rebelo (PCdoB/SP).
Hoje cedo, uma emboscada tirou a vida de um dos principais defensores da Floresta Amazônica. Zé Claudio, como era conhecido, voltava para casa com sua mulher no Pará. Tal Chico Mendes, ele também denunciava o corte ilegal de madeira e recebia inúmeras ameaças de morte. O governo nunca ligou, a polícia tampouco. Nesta terça, sua morte foi capa do britânico The Guardian, que relatou a luta ao mesmo tempo silenciosa (ao menos para a imensa maioria da população nacional) e em alto e bom som deste homem que tinha um único interesse: proteger o que o ser humano, por natureza, não tem o direito de destruir.
De noite, a milhares quilômetros do Pará, outro crime contra a humanidade foi praticado, este amplamente noticiado em tempo real pelos veículos de comunicação e membros da sociedade civil: a aprovação acachapante da reforma desleal de uma das legislações ambientais mais rigorosas e importantes de todo o planeta. Em Brasília, no Congresso Nacional, após uma sucessão de guerras verbais, bravatas e confusões nas últimas semanas, 410 deputados federais disseram sim ao projeto da bancada ruralista, que não beneficia a ninguém – a não ser a eles próprios e seus pares, senhores do agronegócio. Os pequenos produtores, o MST, a Via Campesina, até a Contag, estes são contra, assim como bravos 63 deputados.
O retrato do que aconteceu nesta terça-feira é simples e todos conhecem: Cândido Vaccarezza, líder do governo, e Paulo Teixeira, líder do PT, disseram que não concordavam com relatório do Aldo, mas confirmaram que o partido da presidente votaria a favor do relatório (vergonha moral, diga-se de passagem); a tentativa firme, embora frustrada, do PSOL e do PV de anular a votação; o apoio quase em uníssono para o fim da Reserva Legal em propriedades com até quatro módulos fiscais e a anistia a desmatadores (o que ainda pode mudar, pois a emenda 164, que passa aos estados a responsabilidade de definir ocupação consolidada em Áreas de Preservação Permanente, será votada – e o PT afirma que será contrário. Mas, a esta altura do campeonato e com tantas decepções, por que acreditar?).
A decisão dos deputados, escolhidos por nós, população brasileira, mancha a história e pune o futuro. O desmatamento vai multiplicar, e agora será praticamente legalizado; a biodiversidade se verá amplamente afetada; e o Brasil não conseguirá atingir as metas de redução nas emissões de carbono prometidas em plena COP-15, na Dinamarca. Mas não é só. As tragédias naturais ganharão proporções geométricas, enquanto a falta de água se espalhará para todas as regiões. O preço é muito alto, e querendo ou não, teremos que pagar.
Pouco importa se estamos em pleno Ano Internacional das Florestas, cunhado pelas Nações Unidas, ou se a Semana Nacional da Mata Atlântica começa amanhã. Também de nada vale a proximidade do Dia Mundial do Meio Ambiente ou os preparativos para a Rio+20, quando veremos quais acordos da Rio 92 foram ou não cumpridos. Para o benefício imediato de alguns, vale tudo. E sabe quem encheu os pulmões para dizer isto? Eu e você, nas últimas eleições.
Que o luto de hoje não se restrinja aos três dias e à bandeira erguida a meio mastro. As conseqüências, de tão graves, pedem muito mais.

Instituto Terra

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O Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica abre inscrições para seu X Edital de chamada de projetos com abrangência em toda a Mata Atlântica

Posted in Brasil, Meio Ambiente by ImprensaBR on 12/05/2011

Serão investidos até R$ 500 mil no apoio à criação de novas reservas e à elaboração e implementação de Planos de Manejo
  
 
O Edital com todas as informações necessárias à inscrição de projetos está disponível em: http://www.sosma.org.br/link/XEditalRPPNs.rar 

As propostas devem ser encaminhadas até dia 20 de junho de 2011 (data de postagem) para: 
  
Programa de Incentivo às RPPN da Mata Atlântica
A/C Mariana Machado
Avenida Paulista, 2073, Condomínio Conjunto Nacional, Torre Horsa 1 – 24º Andar – CJ 2407/2408, bairro Bela Vista
CEP: 01311-300 – São Paulo – SP 
 
Dúvidas podem ser esclarecidas no email programarppn@sosma.org.br  ou pelo telefone 11 3262-4088 ramal 2226 
 
Contamos com seu apoio na divulgação do edital. 
  
Enviado por Mariana Machado
Programa RPPN/Áreas Protegidas

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Especialista brasileiro premiado por atuação em hidrologia diz que gestão da água no Brasil é ruim

Posted in Brasil, Economia, Entrevista, Infraesturutura, Meio Ambiente, Política by ImprensaBR on 18/04/2011

Segundo Carlos Eduardo Morelli Tucci, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, só 15% da água usada no Brasil tem tratamento adequado, com eliminação de impurezas
Referência mundial na pesquisa científica sobre recursos hídricos, Carlos Eduardo Morelli Tucci, professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e engenheiro civil por formação, anda às voltas na identificação dos principais problemas de recursos hídricos no Brasil. Para isso, tem entrevistado gestores e especialistas e já pode esboçar algumas estatísticas: do que se usa de água no país, só 15% têm tratamento, eliminação de impurezas.
E mais: o tratamento de esgoto deve chegar a 40% da água usada para esse fim. A falta de tratamento é o que mais afeta a disponibilidade hídrica, segundo Tucci, porque o esgoto contamina os próprios mananciais de abastecimento de água. Ele enfatiza: esse é um problema de governo. Afinal, água sem tratamento que volta para os rios traduz-se em doenças, principalmente quando ocorrem enchentes. Além disso, Tucci lembra: o mundo caminha para uma urbanização perto dos 70%. “A gestão urbana é a grande questão brasileira. Oitenta e oito por cento da população brasileira é urbana”, destaca o pesquisador. (more…)

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Saiba mais sobre o trabalho da Câmara Temática “Duplicação da BR-101”

Posted in Brasil, Cidadania, Infraesturutura, Meio Ambiente, Região by ImprensaBR on 11/04/2011

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Exposição em Rio das Ostras revela detalhes da grandiosidade da natureza

Posted in Cidade, Meio Ambiente by ImprensaBR on 10/03/2011


 
Mostra faz parte do projeto Natureza e Arte e começa dia 17
         
         A beleza de uma semente, a delicadeza de um inseto. As telas do artista Aroaldo de Oliveira revelam a natureza a partir de seus detalhes na exposição “Detalhes da Perfeição”, em cartaz a partir de 17 de março, quarta-feira, no Parque dos Pássaros, em Rio das Ostras. A mostra é a nova edição do Projeto Natureza e Arte, promovido pela Prefeitura e segue até 3 de abril.
         Serão 15 obras expostas, telas produzidas em técnicas de pastel e aquarela. Segundo o artista, a mostra revela os minúsculos e esculturais seres em movimentos diante da natureza, formada com a plenitude da perfeição.
         “Toda natureza é uma gloriosa obra-prima com riquezas de detalhes. Pretendo revelar detalhes dessa tão profunda criação e, de algum modo, comunicar à consciência humana uma nova mentalidade em torno da perfeita obra-prima, que expressa a sensibilidade e amor do Criador”, resume o artista.
         Aroaldo de Oliveira é artista plástico e desenhista e um talento local, morador de Rio das Ostras. Autodidata, ingressou no universo da arte na adolescência. Seu trabalho pauta-se pela constante busca pela perfeição em suas pinturas com tinta acrílica, a óleo e aquarelas e nos traços de seus desenhos, com carvão, pastel e até bico de pena.
         Em seu currículo, tem exposições importantes, como mostra de quadros impressionistas no Espaço Cultural do Metrô do Rio, em 1983, e no Salão do Hotel Sheraton, em São Conrado, em 1990.
         Aroaldo de Oliveira tem obras na África, Japão, Argentina, Alemanha e Estados Unidos, mas pretende ver seu trabalho espalhado pelo Brasil. O pintor elogia o Governo Municipal de Rio das Ostras pela valorização dos talentos locais.
         NATUREZA E ARTE – A exposição “Detalhes da Perfeição” integra o Projeto Natureza e Arte, que combina expressões artísticas e consciência ambiental. É promovida pelo Núcleo de Educação Ambiental – Neam, uma parceria entre as secretarias de Educação e de Meio Ambiente. O projeto apresenta expressões artísticas em edições mensais, que acontecem no Parque dos Pássaros.
 
Serviço
 
Exposição “Detalhes da Perfeição”
De 17 de março a 3 de abril
De 9h às 17h
Parque dos Pássaros
Rua Petrópolis, s/no, Jardim Mariléa

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Guardas de Rio das Ostras contêm incêndio em reserva ambiental

Posted in Meio Ambiente by ImprensaBR on 23/02/2011

Agilidade da Defesa Civil e Inspetoria de Proteção Ambiental evitou que mais hectares de terra fossem destruídos 
Mais uma vez a Defesa Civil e a Inspetoria de Proteção Ambiental (Inpa) da Secretaria de Ordem Pública e Controle Urbano conseguiram ser rápidas, evitando um dano maior à área de Itapebussus, uma Unidade de Conservação municipal. Um incêndio iniciado na tarde de sábado, 19, devastou cerca de 20 hectares da Unidade de Conservação, mas foi controlado pelos agentes. A ação do fogo cessou na manhã de segunda-feira, dia 21.
O foco do incêndio foi próximo à trilha que dá acesso à praia da Enseada das Gaivotas. Técnicos da Defesa Civil e da Inpa não descartam a hipótese de o fogo ter sido provocado por ação humana, mas o laudo só pode ser constatado pela perícia especializada.
Para aumentar a proteção à área, a Secretaria de Ordem Pública e a de Meio Ambiente pretendem fechar uma trilha existente no local, que foi aberta entre a vegetação artificialmente para dar acesso de banhistas ao mar.
UNIDADE DE CONSERVAÇÃO – A Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) de Itapebussus é uma das quatro Unidades de Conservação (UC) do município e conta com 907 hectares. No local habitam espécies de flora e fauna em risco de extinção, como a planta de restinga Jacquínia e o sabiá da praia.

Fonte: Secom PMRO

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População de Rio das Ostras se mobiliza contra a poluição

Posted in Cidade, Meio Ambiente by ImprensaBR on 15/02/2011

Ação no sábado, 19, conscientiza comunidade sobre importância da redução das emissões de gás carbônico
 
No próximo dia 19, sábado, o Núcleo de Educação Ambiental – Neam da Prefeitura de Rio das Ostras se une aos alunos do curso de Meio Ambiente da Escola Técnica Profissionalizante (ETP) para sensibilizar a população quanto aos riscos da poluição. No evento “Cidadania Ambiental no Trânsito”, técnicos vão estar nas ruas do Centro da cidade, chamando a atenção de todos para a necessidade da redução da emissão de gás carbônico (CO2), responsável pelo aquecimento global. O grupo vai conversar com motoristas e pedestres e distribuir lixeirinhas para carro.

Segundo os especialistas, atitudes simples de cada cidadão, como a diminuição do uso de veículos automotores, o consumo consciente de energia e o plantio de árvores, podem conter o aumento da temperatura do planeta e a poluição atmosférica.

“Rio das Ostras participa de uma mobilização mundial pelo controle das emissões de gás carbônico. A Prefeitura investe na Educação Ambiental e em ações para controle da poluição. No entanto, os resultados concretos dependem das atitudes de cada cidadão. A cidade não é industrial; a maior parte das emissões de CO2 é gerada pelos veículos”, explicou o secretário de Meio Ambiente, Max Almeida.

ECO DICAS – Atitudes individuais podem salvar o Planeta, como dar preferência ao transporte coletivo; evitar o uso do carro em horário de engarrafamento; substituir o carro por andar a pé ou de bicicleta quando possível; praticar a “carona solidária” e incentivar os outros a fazer o mesmo; dar preferência à utilização do álcool como combustível; manter o carro com pneus calibrados e motor regulado, o que reduz o consumo de combustível. E, claro, não atirar lixo pela janela, ajudando a manter a cidade limpa.

PROGRAMA MUNICIPAL – A ação do Núcleo de Educação Ambiental, formado por técnicos das secretarias de Meio Ambiente e de Educação, soma-se ao Programa de Neutralização das Emissões de Gás Carbônico, da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca. Pelo Programa da Prefeitura, a área do antigo lixão foi transformada no primeiro Bosque de Neutralização de CO2 da região. A Secretaria de Meio Ambiente também já criou outro bosque com a mesma finalidade. Ao todo, são 37 mil m2 de área verde destinada à captura de gás carbônico da atmosfera.

Fonte: Secom PMRO        

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Cidinha em discurso ambiental: deputada quer impedir comercialização e uso de boias luminosas em pesca

Posted in Estado, Meio Ambiente, Notas, Política by ImprensaBR on 10/02/2011

 Preocupada com a poluição causada pelas pilhas usadas em boias luminosas
 usadas como suporte para iscas, a deputada Cidinha Campos (PDT) criou o
 projeto de lei 1.121/07, aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio
 (Alerj), nesta quarta-feira (09/02), em segunda discussão. Ele proíbe o
 uso, fabricação e comercialização do equipamento que, segundo a
 parlamentar, constantemente libera pilhas e baterias, que são poluentes,
 no mar. “Fui procurada por um grupo que faz pesca submarina e eles me
 relataram um fato impressionante: no costão de Guaratiba, viram duas mil
 pilhas amontoadas. E todos sabemos o quão prejudiciais para o meio
 ambiente elas são”, relatou Cidinha, que especificou no texto que as
 boias que serão proibidas são aquelas que comportam pilhas ou baterias. O
 texto seguirá para o governador Sérgio Cabral, que terá 15 dias úteis
 para sancionar ou vetar a proposta. O descumprimento da norma implicará
 em apreensão do material e multa de mil Ufirs para o pescador. Já o
 estabelecimento que produzir ou vender o produto poderá ter sua inscrição
 estadual cassada.

Fonte: Alerj

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Rio das Ostras apresenta exposição de arte em areia

Posted in Cidade, Cultura, Meio Ambiente by ImprensaBR on 08/02/2011

Mostra entra em cartaz 16 de fevereiro, no Parque dos Pássaros

O projeto Natureza e Arte, promovido pelo Núcleo de Educação Ambiental de Rio das Ostras – Neam, lança a exposição “Arte com Areia”, na quarta-feira, 16 de fevereiro. Mandalas, brazões e quadros orientais criados a partir de grãos de areia estarão expostos no hall do Parque dos Pássaros até 13 de março. A entrada é gratuita.

As obras do artista Silva D´Areia, nascido na cidade de Areia, na Paraíba, são influenciadas por diferentes épocas e movimentos artísticos, como Impressionismo, Cubismo e Surrealismo.

O artista passou a criar suas mandalas na década de 80, motivado por um documentário sobre os monges do Tibet, que faziam mandalas com areias coloridas. Silva ficou impressionado com a precisão, simetria e cores dessa arte.

“Esta mostra eterniza o elemento da terra, a areia, que em pequenas quantidades resulta em obras de arte como mandalas, brazões, quadros orientais, baguás, entre outros”, explica o autor.

NATUREZA E ARTE – o projeto Natureza e Arte, do Núcleo de Educação Ambiental, é uma parceria entre as secretarias de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca e de Educação. A iniciativa divulga as expressões culturais de Rio das Ostras e, ao mesmo tempo, estimula a consciência de conservação ambiental.
 
Serviço:
Exposição “Arte com Areia”
De 16/02 a 13/03
Horário: 9h às 17h
Parque dos Pássaros
Rua Petrópolis s/no, Jardim Mariléa

Fonte: Secom PMRO

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Notas para uma crítica pela esquerda à postura governamental nas últimas grandes tragédias climáticas

Posted in Brasil, Estado, Infraesturutura, Meio Ambiente by ImprensaBR on 19/01/2011

Por: Jorge Borges, geógrafo, assessor técnico
Colaborador do núcleo Psol Rio das Ostras
TT @jorgeborgesrj

No que tange à interpretação dos porquês de tanta morte e desgraça em virtude das chuvas e outros eventos naturais, muito tem me preocupado o lugar comum no qual tem caído muita gente boa da esquerda não acomodada, da esquerda fora dos esquemas palacianos. Mesmo sendo público e notório que nossas cabeças pensantes nos partidos, sindicatos e movimentos, dos mais combativos aos mais conformados, sejam meio avessos a questões mais técnicas, não dá pra negar que é preciso uma certa cultura técnico-científica para embasar a abordagem política do modo como as tragédias nossas de cada ano vem sendo analisadas. Nada einsteiniano, mas o pensamento tem que ir bem além do senso comum que ora se impõe.

Cabral e Dilma: velhas práticas, velhos discursos, novas tragédias.

 Num primeiro momento, vemos a ex-esquerdista presidenta Dilma reproduzir o discurso já ensopado do neo-caudilho Sérgio Cabral, onde a “culpa” pelas dezenas de mortes no cataclisma da região Serrana seria dos moradores que buscam as “áreas de risco” para se instalarem e dos prefeitos e outros políticos demagogo-populistas que criam as facilidades para que essas práticas se reproduzam. Tal infâmia nos remete, de imediato, à tragédia do ano passado, já quase esquecida, onde outras dezenas de famílias perderam tudo ou quase tudo, numa tempestade que se abateu sobre a região metropolitana e até hoje os sobreviventes sentem na pele a dor da perda e do abandono por parte desses mesmos que lhes imputam, novamente, a “culpa”. Naquela oportunidade, nunca é demais lembrar, tanto o morfético Cabral quanto seu samael municipal, Eduardo Paes, levantaram exatamente a mesma tese, que serviu para legitimar investidas das mais violentas, nefastas e sobretudo ilegais contra as comunidades pobres da capital e de Niterói, ao longo de 2010, com apoio de Lula.

Aspeio sem pudor a palavra “culpa” e a expressão “área de risco” porque estas formam exatamente o X da questão, principalmente se queremos depurar o que nos inundam todos os dias a mídia porcorativa papa-defuntos, baseada no que nos ofendem os atuais mandatários dos poderes públicos municipal, estadual e federal. A culpabilização dos pobres e dos políticos que os encobrem possui dois objetivos claros, no discurso hegemônico sobre as chuvas.

Em primeiro lugar, essa estratégia discursiva joga mais uma cortina de fumaça sobre suas próprias irresponsabilidades, deslocando qualquer possibilidade de cobrança estrutural, comportamental das excelências que agora fazem cara de choro na frente das câmeras.  É impossível negar as práticas recorrentes de politiqueiros locais e suas artimanhas para a conquista dos votos dos mais humildes e sem opção. Entretanto, e o outro lado?

Esqueçam os quinhentos milhões gastos nos últimos cinco anos para compra de armas, munições e veículos blindados que ajudam a levar nossas estatísticas de segurança pública acima das guerras do mundo! Esqueçam os trinta bilhões que o governo federal quer enterrar num projeto de trem de alta velocidade ligando as duas megalópoles brasileiras para atender a não-se-sabe-quem! Esqueçam outros tantos milhões desviados do fundo de conservação ambiental do estado do Rio para construção do museu da família Marinho! A culpa é dos prefeitos que permitiram isso ou aquilo no passado, dos vereadores que defendem isso ou aquilo no presente, e dos pobres que vão morar em “área de risco” desde sempre!

Não interessa se, apesar de uma intensidade semelhante, as chuvas dessa semana foram de uma dimensão infinitamente maior do que a do ano passado, pela duração e pela extensão que atingiu. Não interessa se, como fica claro pelas imagens, mesmo as editadas, que foram bairros inteiros literalmente por água abaixo, levando consigo esperanças, sonhos, Vidas. Pelo discurso de gente como Cabral e Paes, teríamos que remover toda a malha urbana de Nova Friburgo, Teresópolis e parte significativa de Petrópolis e outros municípios da Serra do Mar. O que interessa é deslocar a culpa e esquecer que nossos mandatários, desde sempre, adotam muitas prioridades, menos a de assumir suas responsabilidades e fazer o que tem que ser feito nas suas alçadas.

Um plano de prevenção e ação em desastres não existe. Quais são as rotas a serem utilizadas em caso de calamidade em nossas cidades? Quais estruturas teremos disponíveis para pronto atendimento? Dois helicópteros cedidos pelas forças armadas? Meia dúzia de bombeiros nacionais que levam 60 horas para chegar a uma localidade destruída? Por que, ao invés de colocar a polícia cercando os mercados e depósitos de mantimentos, ali ao lado dos famintos e sedentos desabrigados, não se adota uma política de distribuição imediata dos víveres com a devida e justa indenização a seus proprietários? Mais além, qual é o sistema de monitoramento que pode acionar esse inexistente sistema de pronto atendimento?

Sistema de monitoramento? Com cerca de cem milhões de reais poderíamos ter, há pelo menos dez anos, um sistema de radares meteorológicos que monitorasse toda a Serra do Mar e suas regiões adjacentes. Radares semelhantes aos dos grandes aviões, que enxergam dentro das nuvens, analisam as correntes de vento e umidade em micro-escala e conseguem fazer previsões sobre intensidade, extensão e localização de grandes chuvas com várias horas de antecedência. Quantos radares desse tipo temos no Estado do Rio de Janeiro? O mais próximo, a menos que eu esteja enganado, fica em São José dos Campos, há quase 500Km de distância. Parece caro? Bom, fala-se em quinhentos milhões o custo APENAS para a reconstrução de Teresópolis, agora, em 2011…  Com essa rápida reflexão, já podemos pensar em outras “culpas” não é mesmo?

Tragédias se repetem ano a ano… Por todo o Brasil – Santa Catarina (2008)

E quanto às àreas de risco? Eis a segunda saída pela tangente dos nossos nababescos governantes. Pelo que me lembro da literatura mais especializada, o risco é sempre um fator probabilístico. Logo, é algo relativo e não absoluto. Também muito diferente da forma como tratam os nobres executivos do nosso Estado. Então, vimos, só agora, que Nova Friburgo inteira é uma área de risco? Não sabíamos disso antes? Foi culpa dos diversos prefeitos? Mas até as prefeituras estavam em área de risco!

Num mapeamento de riscos sério, um dos elementos a serem levados em conta no cálculo do risco é exatamente o tamanho do evento danoso. Os entendidos nas estatísticas meteorológicas sabem que certos eventos de maior intensidade, os eventos cataclísmicos, são probabilisticamente menores do que os de menos intensidade. Existem certas intensidades que se repetem aproximadamente a cada dez anos, outras a cada quarenta, cinquenta anos. Algumas intensidades são estimadas ocorrências a cada dez mil anos. Por isso, no cálculo de um risco de escorregamento de terras, por exemplo, o técnico vai ter que levar em conta não apenas as condições do terreno, mas tem que apontar o grau de risco para algumas faixas de intensidade de chuvas indicando a partir de qual intensidade aquele terreno apresentará os maiores graus de risco. O risco máximo seria, então, a probabilidade mais próxima de 100% de ocorrer um desabamento de acordo com determinada intensidade de chuva em determinado período. É óbvio que um terreno que tenha alta probabilidade de escorregamento mesmo nas chuvas mais brandas, esse sim é uma área de risco grande, quase um risco absoluto. Mas esses casos costumam ser extremamente limitados, pontuais em relação ao padrão médio das nossas encostas.

No caso do cálculo de riscos de inundação, ao analisar o perfil topográfico e o relevo regional, o analista sério vai produzir uma escala dizendo, para cada intensidade de chuvas, quais áreas e em que altura serão inundadas. Esse é um mapeamento relativamente simples de ser feito, que poderia estar contido, por exemplo, na leitura técnica que embasa os planos diretores municipais ou no zoneamento ecológico-econômico do Estado. E aí voltam as perguntas: Quem fez esse mapeamento, em nível de detalhe, no Estado do Rio nos últimos anos? Quantos planos diretores foram feitos no Estado levando esses dados em conta? Qual a atitude dos governos federal e estadual para garantir que os municípios façam ou utilizem esse tipo de informação nas suas estruturas de planejamento? Quem coordena os parcos e esparsos esforços municipais nesse sentido? No caso específico do Estado do Rio, como andam os órgãos de planejamento, ambiente, estatísticas e cartografia?

Nesse último aspecto, Sérgio Cabral e Carlos Minc vêm promovendo um verdadeiro desmanche. O INEA, instituto estadual do Ambiente, vem sendo reformado desde a década passada – já com os atuais mandatários – através de um convênio com a Firjan (o que dispensa comentários) e do enxugamento do que eram a antiga FEEMA, o IEF e a SERLA. Hoje, no Estado do Rio, não existe um lugar sequer onde se consiga consultar licenças expedidas, EIAs Rimas ou relatórios de cumprimento de condicionantes ambientais.  O sistema meteorológico do estado do Rio não possui sequer uma página na internet… A extinta fundação Cide, que poderia ser o “IBGE” e o “INPE” do estado do Rio, agora jaz nos escaninhos da Fundação CEPERJ, nascida da também extinta Escola do Serviço Público. Ou seja, o órgão que teria a função de embasar e detalhar todo o planejamento territorial do Estado foi fundido com o órgão que organizava concursos e promovia cursos de formação e qualificação nas mais diferentes áreas da administração pública estadual. Tudo a ver.

A lei do Zoneamento Ecológico-Econômico, criada em 2003 e defenestrada em 2007 pelo mesmo ex-ambientalista Carlos Minc, é um engodo anti-constitucional que só serviu aos interesses das plantadoras de eucalipto se fazerem ainda mais presentes no Estado, tilintando talheres sobre as áreas onde ainda vemos alguma Mata Atlântica em pé.

Isso pra não falar no Código Florestal que tramita em Brasília, sob a batuta do anti-Comunista Aldo Rebelo, e que será o tiro de misericórdia no que resta dos nossos biomas, faixas marginais de proteção e áreas de proteção permanente. Estes e outros instrumentos da política ambiental estão sendo sucessivamente esterilizados desde a ascenção do eixo do mal PT-PMDB que vem calando as gargantas mais críticas do nosso país com uma força talvez maior que a da própria ditadura militar.

Em suma, para muito além de culpar as famílias que se instalam nas vertentes mais frágeis de nossas encostas, ou nas curvas de nível mais baixas de nossas planícies, é importante lembrar que existem ações estruturais, de amplo espectro, que vêm de cima para baixo na escala do poder, e que são infinitamente mais capazes de evitar ou minorar qualquer desgraça climática em nosso país do que supõe o vil senso comum da mídia porcorativa.

Aos camaradas mais críticos, sugiro que tentem olhar essa questão das chuvas numa escala mais ampla. Não dá pra ficar só olhando pro barranco desmoronado e se perguntando como aqueles pobres coitados foram parar ali. É preciso ver em amplitude e radicalidade tanto os fenômenos da natureza, quanto a capilaridade do jogo político que agora chora lágrimas cínicas para o mundo ver em alta definição. É preciso apurar responsabilidades com vontade, até o final. É preciso encadear os fatos, encarar a complexidade. Sem isso, vamos continuar meramente fazendo panfletos para entupirem os bueiros e causar ainda mais transtornos à população.

Já está mais do que na hora de a esquerda não cooptada sair do discurso e partir para a investigação, para a denúncia qualificada, para a elaboração de projeto alternativo não apenas à bolsa-banqueiro, mas também para o enfrentamento de questões como essa, que atingem, do mesmo modo que a sangria financeira, a todos nós.

 

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Entidades de Rio das Ostras se mobilizam para ajudar vítimas das chuvas no estado

Posted in Cidadania, Cidade, Infraesturutura, Meio Ambiente by ImprensaBR on 14/01/2011

A tragédia provocada pelas chuvas na região serrana do estado está mobiliando frentes também em Rio das Ostras. O Rio das Ostras Futebol Clube está promovendo campanha de arrecadação de roupas e alimentos. Para doar, é só entregar donativos na secretaria do Clube.

O projeto Natação no Mar também está organizando uma corrente para ajudar as vítimas. Na próxima terça-feira, 18, a partir das 07h00, em sua sede, integrantes e amigos do projeto realizarão uma mobilização para receber donativos. A coordenadora do projeto, Izabel Tomaz ressalta alguns itens importantes para serem doados: água, produtos de higiene (inclusive absorventes e fraldas descartáveis para todas as idades), toalha, lençol, travesseiro, brinquedos, sandálias, roupa intima.

Doações ainda podem ser feitas na sede da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Rio das Ostras, no Centro. Todas as doações serão encaminhadas a Diocese de Nova Friburgo, que está abrigando as vítimas da tragédia.

LB

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UNI-AMACAF vai à justiça contra construção de shopping de grande porte no bairro das Palmeiras

Posted in Meio Ambiente, Região by ImprensaBR on 12/01/2011

A União das Associações de Moradores de Cabo Frio (UNI-AMACAF) entrou com duas representações na Justiça, a fim de tentar impedir a imediata construção do Shopping Park Lagos no bairro Palmeiras, em Cabo Frio, sem uma ampla discussão com a comunidade local, alegando ser aquela “a última área de preservação permanente que resta às margens da enseada das Palmeiras na laguna de Araruama”. A entidade espera trazer a discussão para o bairro através da realizão de Audiência Pública, e assegurar a proteção de pelo menos parte da área, adquirida pela João Fortes Engenharia, como Reserva Legal.

Apesar de não ter ainda a Licença de Instalação da prefeitura de Cabo Frio, solicitada através do processo 1502, o lançamento do shopping está anunciado para acontecer ainda neste mês, e sua conclusão prevista para 2.012 . O empreendedor afirma já estar de posse do “nada a opor” do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), através do ofício nº 270/2010, e da Licença Prévia do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) nº OO3079. A certeza é tanta que os primeiros desmatamentos na área já começaram, para instalação do stand de vendas.

Leia mais em: http://www.revistacidade.com.br

 

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Posted in Meio Ambiente by ImprensaBR on 27/12/2010

Continuamos a homenagem às aves devoradas nas ceias de final de ano...

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MPF/RJ consegue a demolição de quiosques em Arraial do Cabo

Posted in Meio Ambiente, Região by ImprensaBR on 22/12/2010

Após ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro (RJ), a Justiça determinou em decisão liminar a demolição de 12 quiosques instalados na faixa de areia da Praia do Pontal em Arraial do Cabo. A prefeitura também deve fechar o estacionamento no local, já que, a exemplo dos quiosques, não tem autorização do órgão ambiental competente e está localizado em área da União. Os quiosques devem ser demolidos até o próximo dia 31 de dezembro. A multa diária em caso de descumprimento da determinação é de R$ 1 mil. Outro pedido do MPF acatado pela Justiça foi o de uma nova vistoria de fiscais do Ibama para avaliar a situação atual da praia. Em maio do ano passado, o local foi vistoriado pelo Ibama, que autuou os donos de quiosques. (more…)

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Aves presas, aves livres… ave aves de riodas…

Posted in Meio Ambiente by ImprensaBR on 16/12/2010

Meio Ambiente faz palestras em comemoração aos seis anos do Parque dos Pássaros

Por Leonor Bianchi

Imagine-se livre… asas ao vento… você é um pássaro e pode sentir o vento tocar suas penas e fazê-lo flutuar pelo céu deste imenso Brasil…

Tiziu

Agora, imagine-se voando em um local determinado por alguém, que escolheu trancá-lo numa gaiola gigante, de onde você pode olhar o mundo todo, mas não pode fazer parte dele… voa dentro da gaiola, apenas…

O viveiro gigante do Parque dos Pássaros é uma escolha polêmica feita pelos gestores públicos para ‘atrair turistas’ com o discurso ambiental politicamente correto alicerçado em argumentos que vão desde a preservação de espécies condenadas à extinção e a recuperação de aves debilitadas à possibilidade de avanços científicos nas pesquisas de reprodução em cativeiro.

Sanhaço

Questiona-se muito a prática de ‘engaiolar’ aves em um viveiro como o de Rio das Ostras e, sem querer entrar no mérito da questão, a prática de prender aves em uma gaiola para que sirvam de atrativo aos olhos humanos aflora uma sensação sinistra em mim.

As aves do Parque dos Pássaros clamam por liberdade! Há seis anos estão ali, presas… e a prefeitura ainda se orgulha, e muito, do mega viveiro… segundo ela, ‘o maior da América Latina”.

Não sei que tanto esse ‘querer ser o maior’ em tudo… mas enfim, ‘eles’ querem persistir neste enredo… e para frisar bem os seis anos do Parque dos Pássaros, a Secretaria de Meio Ambiente, agricultura e Pesca de Rio das Ostras fará uma comemoração. Será que vão comemorar a longevidade do pássaro mais velho que abriga o mega viveiro? Aliás, por que não homenageiam a pobre ave? De qual espécie será o pássaro mais antigo do Parque dos Pássaros? Observe que são coisas distintas; a ave com mais idade, e a que está a mais tempo morando no viveiro…

Canário da Terra. Foto de Cláudio Márcio Lopes

As ‘comemorações’ começam na segunda, dia 20. O biólogo Jorge André fará uma palestra, no Parque dos Pássaros, às 9h00, sobre o tema “Áreas protegidas no município”. Além do biólogo, técnicos da Secretaria farão palestras sobre “Animais peçonhentos”, “Recuperação de áreas degradadas, manejo e enriquecimento da biodiversidade da Mata Atlântica e Restinga”, “Ocorrência de tartarugas marinhas na região costeira de Rio das Ostras” e “Diversidade de aves no município”.

O município de Rio das Ostras possui quatro Unidades de Conservação: Área de Proteção Ambiental da lagoa de Iriry, Monumento Natural dos Costões Rochosos, Área de Relevante Interesse Ecológico de Itapebussus e o Parque Natural Municipal dos Pássaros. Além dessas áreas, parte da Reserva Biológica União está em Rio das Ostras, que também tem influência na APA do rio São João.

Recesso

O Parque dos Pássaros estará fechado nos próximos dias 24, 25, 31 e 1, para recesso de final de ano. Nos domingos, 26 de dezembro e 2 de janeiro, o espaço funcionará normalmente. 

Em Rio das Ostras, cativeiros de aves silvestres são mais comuns do que se imagina

Recentemente uma pessoa foi presa em Costa Azul, numa casa que abrigava um cativeiro com 15 aves silvestres. Após uma denúncia feita no dia 16 de novembro, a Inspetoria de Proteção Ambiental (Inpa) da Secretaria de Ordem Pública e Controle Urbano e do Batalhão de Polícia Florestal, com apoio da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, resgataram os pássaros, dentre eles, sanhaços, tico-ticos, canários da terra, tizius e trica-ferros. Este último chega a valer R$ 6 mil, o que motiva o tráfico de aves.

As aves resgatadas foram levadas para o Parque dos Pássaros, onde estão sob observação, até que possam ser encaminhadas ao Centro de Triagem do Ibama.

Trica Ferro

Segundo os policias do Batalhão Florestal, pessoas que mantém pássaros em cativeiro sem autorização podem ser autuadas através da lei de crimes ambientais 9605, artigo 29. Denúncias devem ser feitas pelos telefones do Batalhão de Polícia Florestal, 22 2774-8372 ou da Guarda Municipal, 153.   

O dono do cativeiro denunciado está respondendo por crime ambiental, e deverá pagar uma multa que pode chegar a R$7,5 mil.

Em Jardim Mariléa, na rua Duque de Caxias, em frente à Estação de Tratamento de Esgoto, uma dessas casas de modelo estadunidense mantém há mais de três meses uma placa com os dizeres “vendo aves silvestres’, pregada no portão. Não sei como não a ‘guarda ambiental’ não bateu lá ainda… como assim, vendo aves silvestres? É legal o comércio? O setor de Fiscalização da Postura, poderia averiguar a ‘denúncia’, aproveitando o aumento do efetivo de pessoal nas ruas da cidade às vésperas do Natal. Fica aí a sugestão, a denúncia… e a recuperação desses pássaros postos à venda seriam um motivo real para comemorar a liberdade das aves de Rio das Ostras.

Entreposto de peixe de Rio das Ostras: Obras paralisadas e sem previsão de término

Posted in Denúncia, Infraesturutura, Meio Ambiente by ImprensaBR on 13/12/2010

No pátio, crianças brincam entre destroços de embarcações, e vândalos depredam o local

Por Leonor Bianchi

As obras do entreposto de peixe de Rio das Ostras começaram em maio 2007. Na época, a Secretaria de Comunicação Social da prefeitura anunciou que o complexo, que compreende um estaleiro artesanal, uma fábrica de gelo e uma central de beneficiamento do pescado ficaria pronto em seis meses. Entretanto, às vésperas de 2011, quase quatro anos depois, a obra não foi sequer finalizada e o local onde funcionará, um dia, o entreposto de pesca de Rio das Ostras, transformou-se num espaço para diversão de crianças, que correm diversos riscos de acidentes entre destroços de embarcações abandonas e em reforma, e de vândalos, que picham as paredes das instalações do que deveria ser o local de recebimento e fornecimento das cerca de 15 toneladas de pescado produzidas pelos quase 300 pescadores que trabalham na pesca artesanal na cidade.

Vista do Entreposto de Pesca da ponte de madeira sobre o rio das Ostras

Com 2 mil 711 m2, o empreendimento, que segundo a prefeitura atende aos requisitos ambientais, de higiene e segurança do trabalho, não oferecendo risco de poluição ao meio ambiente, sobretudo ao rio das Ostras, cuja margem está à frente do entreposto,  ordenará e padronizará os processos de desembarque, armazenamento, tratamento e escoamento do pescado.

O estaleiro funcionará em um galpão, para construção, reparo e manutenção das traineiras de pesca. A central de beneficiamento será um espaço para recepção, congelamento e limpeza dos peixes. O pescado é embarcado para comercialização no próprio local, que terá dois estacionamentos, para caminhões e carros de passeio.

‘Entrespera’

A obra, que deveria facilitar trabalho e gerar renda para os pescadores e receita para o município está parada e ninguém comenta o assunto. Há dois anos, aproximadamente, um núcleo de jovens estudantes da Universidade Federal Fluminense de Rio das Ostras fez um curta-metragem chamado ‘Entrespera’, indagando justamente a necessidade da obra, suas implicâncias em termos ambientais e sociais e, sobretudo, econômicos, já que a pesca artesanal, embora sucateada, resiste em Rio das Ostras, e ainda é a principal fonte de renda para centenas de famílias tradicionais da cidade.

Necessita suplementação?

Recentemente, o secretário Secretário Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca de Rio das Ostras, Max Almeida, pediu recursos federais para o setor. No encontro que teve com o ministro interino da Pesca e Aquicultura, Cleberson Carneiro Zavaski, durante o 5º Congresso Extraordinário da Confederação Nacional do Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos, na Pesca e nos Portos, Max “pediu uma atenção especial do Ministério recém-criado para os pescadores do município e solicitou verbas para equipar o entreposto de pescado que está sendo construído pela Administração Municipal”, segundo informou um release da Secom.     

Cabe a pergunta: uma obra desta importância para a economia e a valorização da cultura local não recebeu a devida atenção, por quê? Suplementar a verba estimada para a referente obra após quatros anos de executada sua primeira licitação não seria, no mínimo, falta de planejamento dos gestores públicos, que desmereceram a relevância do empreendimento?

Estado investiu R$ 17 milhões no setor, em 2010

Semana passada, o governo do estado anunciou os investimentos no setor pesqueiro em 2010: R$ 17 milhões. O informe foi feito pelo secretário estadual de Agricultura, Christino Áureo, durante o Seminário Perspectivas para o Desenvolvimento do Setor Pesqueiro, promovido pela FAERJ – Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Estado do Rio de Janeiro, no último dia 10, no Centro do Rio de Janeiro.

A lei que isentou do ICMS toda a cadeia produtiva da pesca, promulgada pelo governador Sérgio Cabral, em março de 2010, permitiu que esse recurso chegasse diretamente nas mãos do setor.

Para Áureo, “A medida está desonerando a atividade, que vinha perdendo fôlego e provocando a migração de diversas empresas para outros estados”.

Durante o evento, a Secretaria, através da FIPERJ – Fundação Instituto de Pesca, divulgou ainda os resultados apurados nos três primeiros meses de coleta de dados da Estatística Pesqueira, que está sendo realizada pelo Estado em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura. Os números iniciais, levantados em embarcações da pesca industrial apenas nos municípios de Cabo Frio, Niterói e Angra dos Reis já apontam a produção média mensal de 10 mil toneladas de pescado no estado.

Christino Áureo lembrou que Santa Catarina, maior produtor brasileiro de pescado, produz 157 mil toneladas ao ano e que, baseado nos dados preliminares da pesquisa, o Rio de Janeiro deverá ao fim do levantamento estar entre os primeiros estados do país, no que diz respeito à produção.

“Nossos desafios para os próximos anos são promover melhorias na infraestrutura de desembarque de pescado, na operacionalização e logística do setor e adequação dos terminais existentes às exigências sanitárias”, frisou.

No seminário foram discutidas também as linhas de crédito específicas para a pesca. O Banco do Brasil está firmando convênio com a Fiperj, autorizando a fundação de pesca, vinculada à secretaria de Agricultura, a elaborar projetos para armadores e pescadores artesanais acessarem financiamentos disponíveis para o setor naquela instituição financeira.

O presidente da Fiperj, Antônio Emílio adiantou ainda que já existem entendimentos com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico para a implantação de financiamento específico para o setor através da Investe Rio.

Leitura polifônica…

Minha visita ao entreposto de pesca aconteceu na última tarde de domingo, quando passeava pela cidade, fazendo fotos de um belo entardecer às margens do rio das Ostras. De repente, fotografando as traineiras, próxima ao quiosque do Serginho, me deparei com uma cena hilariante: três meninos as gargalhadas brincando no pátio do entreposto de pesca, andando de skate prá cima e prá baixo na rampa de acesso ao mesmo. A curiosidade foi maior e o instinto jornalístico nem se fala. Uma obra pública ali, às margens do rio que dá nome à cidade, abandonada, servindo de local para lazer de adolescentes…

Domingo à tarde... meninos andam de skayte no pátio do Entreposto... maravilha de diversão!

... mas sem segurança alguma...

Mas foi adentrando o local, cujos portões encontravam-se deliberadamente escancarados e sem a observância de nenhum vigilante*, que percebi o real ‘da coisa instalada ali no cenário’.  Não eram apenas crianças que encontravam diversão no local. Pichadores e vândalos provavelmente já passaram pelas salas ainda no cimento aparente da estrutura do que deveria ser o entreposto.

 

Em um prédio onde deverá funcionar a câmara frigorífica do entreposto, um caiaque fica seguramente guardado ao lado de uma tarrafa e outros pertences. Em outra edificação menor, uma das ‘salas’ guarda quatro extintores de incêndio. Todas as portas deste prédio estavam trancadas, mas as do frigorífico não.

Área interna do prédio que deverá acomodar o frigorífico

 

Depois de percorrer o entorno da obra e aferir que nosso dinheiro é jogado às traças na mais lavada cara de pau dos gestores públicos municipais, dei por encerrado o ensaio fotográfico e encaminhei-me de volta ao portão de acesso do entreposto, que desta vez estava sendo trancado por um tiozinho, que mora ali mesmo, na cabine de uma velha traineira.

Tentando diálogo, perguntei se era ele quem tomava conta do local, mas olhando prá baixo, rapidamente ele disse que não. Apenas murmurou algumas palavras e virou-se de costas, voltando para a pedra onde estava sentado fumando seu cigarrinho de palha: “Depois, se alguém se machuca aí, como é que eu fico”, resmungou o senhor com a aparência cansada…

 

Hora de fechar o acesso livre

Acabou a brincadeira...

A visão do descaso do poder público com o dinheiro do contribuinte está registrada num breve ensaio fotográfico onde o leitor poderá ver a situação de esquecimento na qual se encontra não só esta obra pública, como a cidade de Rio das Ostras por inteiro, pois o que vemos nessas imagens são a foto de Rio das Ostras na tarde deste último domingo, ampliada e emoldurada. Basta saber se você pregará o quadro na parede ou não?

*Uso a palavra vigília não no sentido do controle, tampouco da própria observância dominante. Nenhuma vigília que atenda ao controle é sadia. Refiro-me ao cuidado do local, o qual deveria ser oferecido pelo Município e da segurança das crianças, que sem a presença de nenhum maior de idade ou adulto, estão expostas de forma iminente a qualquer tipo de acidente.

Parque dos Pássaros recebe mostra de esculturas em argila e pinturas

Posted in Cultura, Meio Ambiente by ImprensaBR on 10/12/2010

Artista Paula Rigo expõe peças no Parque dos Pássaros

Esculturas em argila e pinturas assinadas por Paula Rigo vão ser expostas a partir da próxima quinta-feira, dia 16, no Parque dos Pássaros. Com uma obra original e criativa, a artista procura resgatar a cultura afro-brasileira, em toda a sua diversidade de cores e formas, usando a arte para lutar contra os preconceitos. A mostra reúne 15 peças e integra o projeto “Natureza e Arte”, do Núcleo de Educação Ambiental do Município (Neam).
Paula Rigo que, além de artista plástica, é psicóloga e pedagoga, nasceu em Salvador, na Bahia. Ela lamenta ter começado “tardiamente a trilhar os caminhos da arte” mas, ainda assim, vem se destacando em todas as exposições das quais participa. Recebeu prêmios nas mostras da Sociedade Brasileira de Belas Artes, Clube Naval, Corpo de Fuzileiros Navais, Forte de Copacabana, Associação Brasileira de Desenho e Artes Visuais,  e Escola Superior de Guerra.
A artista dedicou-se inicialmente apenas à escultura em argila, mas aos poucos começou também a fazer pintura e desenho. Quanto à primeira técnica, diz que a escultura “é uma forma de expressão muito rica, na qual podemos nos reescrever, assim como na psicanálise”.
 
SERVIÇO:
Projeto Natureza e Arte
Mostra “Consciência Colorida”
Parque dos Pássaros
Rua Petrópolis, s/nº, no Jardim Mariléa
Visita de terça-feira a domingo, das 9h às 16h
Até o dia 9 de janeiro
 
 

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FRICINE

Posted in Cultura, Meio Ambiente, Região by ImprensaBR on 02/12/2010

O Festival Internacional de Cinema Socioambiental, que se inicia na segunda feira, 6 de dezembro, às 19 horas e segue até o domingo, dia 12 de dezembro vai ter, além da exibição de instigantes filmes em 3 sessões diárias, mesas redondas, debates com estudiosos e autoridades de todo Brasil, oficinas de capacitação de professores em audiovisual e shows com Cláudio Nucci e Hamilton de Holanda.
 
Confira a programação de Shows, debates e mesas redondas: (more…)

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Trailer do filme ‘Sejão Bem Vindos’

Posted in Meio Ambiente, Videofonia by ImprensaBR on 01/12/2010

Descendo o rio Macaé. Uma abordagem poética da degradação ambiental. imagem e música somente!!!

Esse vídeo representa a degradação do rio Macaé.

Ele foi produzido para concorrer ao festival do minuto com o tema água.

Entretanto não foi possível vincular ao festival devido aos problemas técnicos do site.

Venho utilizando em aulas e palestras sobre o tema. Na minha dissertação de mestrado fiz um estudo sobre os impactos no estuário do rio Macaé influenciado pela indústria petrolífera, essas imagens ficaram na minha cabeça durante as idas constantes a esse ecossistema. Logo, resolvi mostrar para outras pessoas o que eu estava vendo.

São dois momentos:
1. o rio natural – Parte de cima (EM CIMA)
2. o rio degradado – Parte de baixo (EM BAIXO)

 Rafael Costa, Realizdor – rafael@pilotofilmes.com.br

consulta pública para discussão da proposta de ampliação da Reserva Biológica União

Posted in Meio Ambiente by ImprensaBR on 30/11/2010

AVISO DE CONSULTA PÚBLICA


 
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) em cumprimento ao Artigo 22o. da Lei No. 9.985/2000 e ao Artigo 5o. do Decreto 4.340/2002 convidam: Órgãos Ambientais, Entidades Públicas Federais, Estaduais e Municipais, Organizações Não Governamentais, Proprietários de Terras, Representantes dos Setores Produtivos e a Comunidade em geral para participarem de consulta pública para discussão da proposta de ampliação da Reserva Biológica União.
 
A proposta a ser apresentada e discutida na consulta pública abrange áreas dos seguintes municípios localizados no Estado do Rio de Janeiro: Rio das Ostras, Macaé e Casimiro de Abreu e, será realizada na data, horário e local a seguir:
 
Município de Casimiro de Abreu (RJ)
 
Dia 07 de dezembro de 2010, às 18:00 horas, no Pavilhão de Esportes, na Praça Feliciano Sodré s/no., Centro.
 
Sua presença é muito importante.
 
Whitson José da Costa Junior
Chefe da REBIO UNIÃO/RJ – ICMBio
(22)2777-1115/1113
(22)9833-4500

Leia ainda:

http://br.viarural.com/servicos/turismo/reservas-biologicas/reserva-biologica-uniao/default.htm

 

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PL enfraquece política ambiental

Posted in Brasil, Meio Ambiente by ImprensaBR on 30/11/2010

Brasília – O projeto do novo Código Florestal, em trâmite no Congresso Nacional, chamou atenção da mídia e da sociedade, por seus efeitos danosos ao meio ambiente. Porém, com conseqüências ambientais tão, ou ainda mais desastrosas, o atual Projeto de Lei Complementar nº 01/2010, segue praticamente anônimo na grande mídia e nos debates da sociedade civil. O projeto que já foi aprovado na Câmara e agora está prestes a ser aprovado no Senado, pode desestruturar toda a política nacional de fiscalização ambiental, enfraquecer o Ibama e aumentar o desmatamento. (more…)

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