!@ {o polifônico, [Jornalismo de Intervenção # Por Leonor Bianchi]

Todos os políticos são iguais?

Por Celso Vicenzi*

Virou clichê dizer que “todos os políticos e partidos são iguais”. É essa também a impressão de uma grande parcela de cidadãos que aderiu às manifestações em todo o país. Para chegar a essa quase-certeza (ou certeza, para os mais convictos), houve a colaboração intensiva da mídia no dia a dia da cobertura política. É verdade que boa parte dos políticos tem contribuído para que essa percepção prevaleça. Mas esse sentimento quase unânime foi também habilmente construído pelos meios de comunicação. Pura e simplesmente por omissão, por sonegar informação ao leitor, ao radiouvinte, ao telespectador, ao internauta.

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Análise de uma única votação, na Câmara dos Deputados, revela diferenças sobre as quais mídia raramente informa

Não interessa aos donos da mídia dizer “quem é quem” no cenário político nacional, estadual e municipal. Por isso, com raríssimas exceções, a cobertura de votações importantes costuma trazer apenas o resultado, sem mencionar claramente como votaram os partidos, os vereadores, os deputados e os senadores. Pode-se alegar que, nos veículos impressos ou na TV, não há espaço e tempo para tanto detalhamento. Dependendo da importância do que está em votação, por que não? Em que manual está escrito que não pode? Depende de que tipo de jornalismo se queira fazer. Na mídia impressa, certamente há espaço – que não ocupa mais do que um parágrafo – para indicar pelo menos o voto dos partidos. Idem nas TVs e rádios. São informações que não deveriam ser omitidas, sob pena de a população nunca saber como votam os seus representantes nas questões mais essenciais. Quem tem feito esse papel, com as limitações evidentes de alcance, tem sido as redes sociais.

A diferença de posições ideológicas entre os partidos, apesar dos pesares, fica evidente, por exemplo, no caso recente da votação de uma Moção de Repúdio à espionagem norte-americana que acessou bilhões de emails, telefonemas e dados de empresas e cidadãos brasileiros, além do governo. A Moção foi apresentada pelo deputado José Guimarães (PT) e aprovada por 292 votos. No entanto, 86 deputados votaram contra e 12 se abstiveram de aprovar um documento que se posiciona em favor da soberania brasileira e pede uma solução internacional para a violação do direito à privacidade e do sigilo que envolve as relações entre empresas e países. Quem votou “sim” expressou também “concordância com as iniciativas destinadas a criar uma agência multilateral, no âmbito do sistema das Nações Unidas, para gerir e regulamentar a rede mundial de computadores, poderoso instrumento de uso compartilhado da humanidade”. E externou, ainda, “apreensão com a segurança do cidadão norte-americano Edward Snowden, que está refugiado, há dias, no aeroporto de Moscou”.

Certamente há razões para tantos parlamentares manifestarem-se contrários ou absterem-se de apoiar uma moção contrária à violação das leis internacionais, que o governo brasileiro – e outras nações – classificaram como muito grave. O que importa, no caso, não é discutir o mérito. Mas observar que os partidos identificados mais à esquerda votaram unânimes pela aprovação. Quando se identificam os votos, o eleitor tem a chance de saber quem de fato o representa.

Neste caso, dos partidos maiores, votaram unânimes pela Moção o PCdoB (11 votos), PDT (24 votos), PT (70 votos), PPS (9 votos), PRB (9 votos) e PV (8 votos). Foram acompanhados pelo voto uniforme de partidos menores como PEN (2 votos), PHS (1), PSL (1), Psol (2), PTdoB (2) e o voto do catarinense Jorge Boeira (sem partido). Votaram contra: DEM (16 dos 20 votos), PMDB (11 contra e uma abstenção, de um total de 64 votos), PMN (2 contra em 3 votos), PP (17 contra em 24 votos), PR (4 contra e uma abstenção, em 24 votos), PRP (um contra e um a favor), PSB (2 contra e uma abstenção, em 21 votos), PSC (8 contra em 10 votos), PSD (20 contra em 32 votos), PSDB (3 contra e 10 abstenções) e PTB (2 contra em 13 votos).

Se houvesse uma prestação de contas rotineira, certamente seria possível que uma parcela cada vez mais significativa da população compreendesse que, mesmo numa época em que as cores partidárias perderam muito da sua autenticidade programática, é possível, sim, perceber diferenças muito claras entre os partidos e os parlamentares.

Os brasileiros e brasileiras têm o direito de saber como votam os parlamentares. E a mídia do país tem o dever de mostrar. Se não o faz, é porque tem interesse em desinformar. E impedir que o cidadão identifique, com mais clareza, quem de fato o representa.

Fonte: Outras Palavras

*Celso Vicenzi é jornalista, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas/SC, Prêmio Esso de Ciência e Tecnologia (1985). Atuou em rádio, TV, jornal, revista e assessoria de imprensa. Autor de “Gol é Orgasmo”, editora Unisul – ilustrações de Paulo Caruso. Escreve humor no tuíter: @celso_vicenzi. Para contato: vicenzi@newsite.com.br

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Como ludibriar o leitor

Por Luciano Martins Costa*, no Observatório de Imprensa

Uma das vantagens que os jornais supostamente oferecem em relação aos outros meios de informação é o sistema de organização das notícias: elas são distribuídas por seções temáticas, quase sempre agrupadas em cadernos específicos, facilitando a busca do leitor por seus assuntos preferidos.

O fato de esse pacote de informações se renovar diariamente reforça a percepção de uma ordem e uma correlação entre os acontecimentos, o que também funciona para passar ao leitor a confiança de que a cada dia ele está recebendo o que há de mais atual, e que com isso estaria adquirindo um conhecimento objetivo sobre a realidade que lhe interessa.

Por isso, quando a imprensa quebra esse elo, a consequência pode ser desastrosa.

Por exemplo, no domingo passado, o Globo publicou como sendo recente o resultado de uma pesquisa sobre credibilidade da imprensa que havia sido divulgada pela agência de Relações Públicas Edelman quatro meses antes. O estudo, feito anualmente há uma década, dizia que a mídia é a entidade mais confiável para os brasileiros, com 66% de aprovação, contra 64% das empresas, 59% das ONGs e 33% do governo.

O resultado, divulgado no primeiro trimestre deste ano, se refere a levantamento feito no ano anterior, ou seja, é um retrato desatualizado da realidade. Portanto, se apresentado como atual, é uma mentira. E por que razão o jornal carioca venderia aos seus leitores, como se fosse fresco, esse peixe congelado?

Os leitores atentos haverão de perceber que essa publicação, que foi imediatamente reproduzida por outros veículos noticiosos, passa a impressão de que a credibilidade da imprensa aumentou justamente quando caía a reputação de outras instituições, todas atingidas pela onda de protestos que ocorreram a partir de maio, ou seja, dois meses depois de distribuída pela Edelman a pesquisa referente a 2012.

Mas existe outro aspecto a ser considerado nessa questão. A publicação da pesquisa defasada sobre a credibilidade da imprensa foi feita em meio a uma série de outros levantamentos que mostram a queda da popularidade do atual governo.

Produzidos no calor dos protestos que paralisaram as grandes cidades brasileiras, esses estudos foram sendo levados ao público numa cronologia regular, a partir do início de junho, como se fossem resultados de consultas sequenciais, o que pode produzir em muitas pessoas a impressão de que o governo está rolando ribanceira abaixo.

Jogo perigoso

Essa técnica de manipulação é muito conhecida entre os marqueteiros e jornalistas, e costuma ser praticada em períodos eleitorais. Se serve para registrar as mudanças de humor de eleitores em meio às emoções produzidas pela propaganda dos candidatos, esse tipo de cobertura produz distorções fundamentais na percepção de outros contextos que devem ser vistos no longo prazo, como a avaliação da eficiência de um governo.

Funciona assim: o Datafolha produz uma pesquisa, constatando que a presidente Dilma Rousseff sofreu a primeira queda em sua alta taxa de popularidade, perdendo 8 pontos na aprovação popular, mas ainda venceria uma eleição em primeiro turno. Em seguida, os jornais reproduzem a pesquisa destacando declarações de líderes da oposição vinculando o governo às manifestações de rua e prevendo novas quedas de popularidade. Na sequência, nova pesquisa, desta vez com uma queda de 27 pontos porcentuais.

A notícia original, dada pela Folha de S. Paulo, usa o verbo “despencar”, que é repetido por todos os outros veículos, como num túnel de ecos. Novamente, repetem-se as “análises” com base em declarações de políticos da oposição, que vinculam os indicadores aos protestos que se multiplicam nas ruas.

Interessante observar que a mesma sequência de constatações é feita por outra série de pesquisas, estas produzidas para a Confederação Nacional do Transporte, mostrando tendência semelhante. No entanto, os jornais publicam esses resultados, com diferenças de poucos dias em relação aos levantamentos do Datafolha, como se fossem novas prospecções, quando são, na verdade, novas tomadas do mesmo contexto.

Dessa forma, passa-se para o leitor a impressão de que a aprovação do governo está “despencando”, para usar a palavra preferida dos jornais. No entanto, o que está “despencando” é a confiança dos brasileiros no processo democrático.

O fato mais relevante dessas pesquisas, que está sendo omitido pela imprensa, é a declaração de intenção no voto nulo ou em branco. Na última pesquisa do CNT/DMA, a presidente Dilma aparece com mais intenções de voto espontâneo do que o ex-presidente Lula da Silva e o dobro das intenções dirigidas aos possíveis candidatos Marina Silva e Aécio Neves. Na pesquisa estimulada, ela ainda venceria as eleições em dois turnos.

Além disso, a imprensa está escamoteando um dado fundamental nessa pesquisa, a mais recente: na pergunta sobre que partido o entrevistado quer ver na Presidência da República a partir de 2015, a resposta espontânea mostra que 22,1% apontam o PT, apenas 5,6% preferem o PSDB e 2,1% citam o PMDB.

No conjunto dos levantamentos, vistos desde o início de junho, o retrato mostra que o que caiu foi a confiança no processo político: mais de 50% dos brasileiros estariam dispostos a se abster em 2014. Com a redução do total dos votos válidos, ficaria mais fácil influenciar o resultado das urnas – e essa possibilidade parece estar no horizonte estratégico da mídia tradicional.

Mas esse é um jogo muito perigoso.

*Professor licenciado da UFBa

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Educação de Rio das Ostras: Novas leis aprovadas esta semana garantem Regência de Classe e redução da jornada para professores

Com adendo de R$ 580, 69 e redução da jornada de trabalho de 25 para 20 horas, concedido esta semana pelo governo, professores de Rio das Ostras podem se considerar uma categoria forte, ou ao menos respeitada pela administração pública

Por Leonor Bianchi

Com certeza estas são as notícias da semana em Rio das Ostras. Na última edição do Diário Oficial do Município (635) – (leia o DO no site do Polifônico) -, o governo anunciou medidas que beneficiarão os professores da rede pública municipal de ensino. Uma delas trata da publicação da lei 1780/ 2013, que estabelece o pagamento de Regência de Classe (R$ 580, 69) para os professores municipais.

A nova lei da Regência, prevê pagamento dos R$ 580, 69 com data retroativa a primeiro de janeiro deste ano para todos os professores e pagamento integral do benefício em períodos de recesso e férias escolares.

A outra medida anunciada esta semana pelo governo foi a de redução de jornada de trabalho, que favorece professores I e II da rede. A lei equipara a carga horária destes professores e equaciona o problema da diferença de jornadas de trabalho entre os profissionais que desempenham a mesma função. Reduzir a jornada de trabalho ao invés de aumentar os vencimentos dos professores de 25 horas foi a solução encontrada e acordada entre o governo e a categoria. E a opção foi a mais acertada mesmo, já que segue diretrizes do governo federal no que tange a redução da jornada dos professores para 20 horas.

Rio das Ostras tem atualmente 435 professores atuando em regime de 25 horas. Com a redução da jornada para 20 horas, a prefeitura precisará preencher 220 vagas do quadro de professores para atender a demanda atual da rede.

O fortalecimento da categoria representa sua maturidade e capacidade de dialogar e negociar com o poder público

Para quem vinha acompanhando as reivindicações dos professores da rede no que diz respeito a melhorias e adequações trabalhistas para a categoria, sabe que neste último mês, depois de muitos anos,  a mesma apresentou um indicativo de greve. Não sei de onde saiu um cartaz postado no perfil do Sindserv-RO, há uns 20 dias, por um homem que não respondeu minha mensagem quando tentei apurar a informação, e também não vi na rede nada que remetesse ao posicionamento do sindicato dos servidores com relação ao fato.

Se eu quiser interpretar ‘por aqui’… a lei pode ser resultado de uma grande jogada, e insulflada internamente pelo próprio governo. Mas pode ser, também, bom senso, o que, inclusive, espero sinceramente que seja, já que estamos falando de profissionais da Educação que tiveram um Plano de Carreira atropelado recentemente pelo último governo e aprovado nas coxas. A mesma Educação, inclusive, que vai às urnas com seus centenas de profissionais a cada eleição municipal computar em número de votos o mesmo de seu quadro de servidores, praticamente. Não esqueçamos que as políticas nos âmbitos das melhorias para os trabalhadores se dão geralmente em troca de votos e lucro. Seguindo esta lógica, nas administrações públicas, geralmente o maior número de trabalhadores está concentrado nas secretarias de Saúde,  Educação… E, como servidor = votos… por que não conjecturar um contra golpe? Sei lá, nada mais me surpreende, saca?

Vi o governo de Carlos Augusto destratar os professores e profissionais da Educação se utilizando de práticas que envolviam abuso de poder, assédio moral e acabaram por desaguar em muita falta de ética por parte dos gestores da pasta na condução da gestão. Ta aí pra quem quiser ver, explodindo na imprensa local e regional, e nacional!, o caso de superfaturamento em contratos feitos pela Educação de Rio das Ostras envolvendo os nomes do ex-prefeito de Rio das Ostras e da ex-secretária de Educação, Maria Lina Paixão, que ficou os oito anos de seu mandado à frente da secretaria. Uma senhora de seus 80 e poucos anos com quem, diga-se de passagem, conversei muitas vezes depois das entrevistas que fiz com ela. sobre a Educação no Brasil e em Rio das Ostras. Uma pessoa que jamais imaginei estar disponível a tamanha safadeza com dinheiro público. As aparências enganam…definitivamente…

Mas enfim, com relação a ‘Lei da Regência’, pode ter sido sim uma jogada brava sim, e boa, excelente estratégia diria… Falta saber de que lado ela realmente brotou e se as sementes darão frutos ou ervas daninhas…

Folha de pagamento não pode ser paga com royalties

Não diria onerar, pois remunerar melhor servidores não significa ônus para a administração pública e sim investimento para ela mesma e para toda a sociedade, mas quanto será que esse adendo no vencimento dos professores vai custar aos cofres municipais? Isso sem contar que a PMRO precisará de mais 220 professores no quadro pra já, e que este não pode ser pago com recursos de royalties e participação especial.

O fato é que o governo conseguiu sair ganhando com o resultado da negociação com os professores. Mas outro fato que também não podemos esquecer é que e a administração atual não fez nada além do que eu dizia que seria motivo de barganha mais ‘lá na frente’. E o ‘lá na frente’ chegou, foi esta semana. E o acordo saiu. Sabino está bem na foto, mas quem realmente ganhou foi a categoria, que saiu vencedora e mais forte dessa negociação do que esteve nos últimos oito anos.

O que precisa ser rapidamente desmistificado neste episódio é que o prefeito não fez nada que já não tivesse que ter sido feito pelo anterior. Por que digo isto? Qualquer um que está acompanhando a história diria. Mas no meu caso, porque era jornalista do Sindserv-RO no período e vi de perto e pela visão dos servidores como o processo de indicação e aprovação desse Plano de Cargos foi feito.

Na época em que o Plano de Cargos da Educação foi aprovado, meados de 2011, os políticos do município já começavam as articulações para as eleições municipais que viriam em outubro de 2012. O então presidente da Câmara, Carlos Afonso, fez a indicação da lei e ele mesmo a aprovou sem muita conversa com a categoria e a entidade sindical. Então, senhoras e senhores, também não é assim. calma aí! Não estamos diante do feito do ano, mas sim de bom senso, uai. De bom senso e de uma prerrogativa interessante nestes primeiros meses ‘sob nova direção’, a do diálogo. Diálogo entre a administração pública e os servidores. Sobre isto sim devemos refletir. Tomara que esses ventos dialógicos soprem em outras esferas do governo e deste para com a sociedade.

Leia no Polifônico, todo sábado, o Diário Oficial de Rio das Ostras.

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Pré-lançamento do livro ‘A imprensa na cidade que mais cresceu no Brasil: A história recente de Rio das Ostras revisitada em matérias jornalísticas produzidas entre 2005 e 2007’

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É hoje, a partir das 17h, na Concha Acústica de Rio das Ostras.

O registro do cotidiano é tarefa própria da atividade jornalística. Em muitas vezes, esse registro torna-se a mais completa, se não a única documentação dos fatos de uma comunidade. As notícias e o jornalismo acabam por compor, também, o fio da memória local. O jornalismo, mesmo involuntariamente, escreve a história do lugar. Este livro condensa um período importante na história recente de Rio das Ostras, os anos de 2005, 2006 e 2007.

O objetivo desta publicação é reunir informações que permitam à comunidade local (re)conhecer a identidade, a ideologia e o discurso da imprensa local através da recuperação da história social recente da cidade, e apresentar essa memória para quem não conhece ou passou a conhecer a cidade nos últimos quatro, cinco anos.

A história de Rio das Ostras, nestes últimos 21 anos – tempo em que a mesma emancipou-se político-administrativamente de Casimiro de Abreu -, pode ser contada perfeitamente através das páginas dos jornais locais. É claro, devemos considerar que muitos desses jornais servem apenas para a sustentação ideológica dos grupos políticos dominantes no cenário local. Por isso, é preciso estar atento aos discursos enunciados por esses veículos e como eles são interpretados pelos leitores. Afinal, se falamos de construção de um fio narrativo da história local produzido pelos jornais impressos, precisamos saber interpretar seus enunciados e como estão contando a história, sob qual ótica pretendem ‘oficializar’ a história.

Escolhemos nos debruçar sobre a história recente do município e de sua imprensa local para entendermos um pouco mais sobre este belíssimo balneário, quem são suas personagens para além do povo, do cidadão comum, do trabalhador que ajuda, diariamente, a construir a cidade que mais cresceu no Brasil nos últimos 10 anos, segundo dados de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Sorrir com dente é tranquilo…quero ver sorrir banguela…

Vale lembrar, que além de subsecretária de Turismo, em Rio das Ostras, na atual gestão, a tal Valéria Pinheiro (amiga íntima do prefeito Sabino) foi jornalista da Secom de Rio das Ostras durante os últimos …. ah, sei lá, 1000 anos! Excluí essa pessoa do meu perfil pessoal há um ano quando ela tb fez um comentário mais infeliz que este, o qual não vem ao caso revelar novamente agora. Desde quando jornalista ganha 10 mil reais, gente? Ela já ganhava na Secom!!!!

Valeu a crítica do Diário Riostrense! Bom senso até pros chapa branca? Estou surpresa, mas não pasma.

Leiam mais em:http://diarioriostrense.blogspot.com.br/2013/04/rio-das-ostras-ofender-concursados.html

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Cadernos de Comunicação: Uma iniciativa original sobre a história e a memória da imprensa

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LB

Nestes três primeiros meses de 2013, o projeto dos Cadernos andou muito. Esteve nas mãos de pessoas das letras, de escritores e editores, de professores, estudantes, de grandes jornalistas… de amigos e simpatizantes, que querem ver os livros nas melhores livrarias do país, e porque não do mundo? Todos colaboraram com sugestões, dicas, com contrapontos e críticas… e isso só enriqueceu ainda mais o projeto.

Ainda estamos em busca de patrocínio e investidores que se interessem pelo escopo editorial dos Cadernos de Comunicação. Se você quer ajudar a publicar os Cadernos de Comunicação e seus volumes sobre a imprensa brasileira e a memória da imprensa no Norte fluminense (inicialmente, pois o projeto contempla outros estados e regiões do Brasil, que não apenas o Sudeste e o Rio de Janeiro), envie um e-mail para cadernosdecomunicacao@gmail.com para saber como pode colaborar, e CURTA a página dos Cadernos de Comunicação no Facebook.

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Rio das Ostras: Mais uma cidade partida, e o mosquito da Dengue

Ponte sobre o rio das Ostras. Projeto megalômano, que descaracterizou por completo a paisagem rural e praiana da cidade. Foi inaugurada em 2007.

O que essa ponte tem a ver com a cidade? Olha a favelização em segundo plano… assim está minha amada Rio das Ostras…

Agora começa 2013. Começo do novo-velho governo. Será que vai estabilizar ao menos? Infelizmente, não creio não…

É preciso preservar as belezas naturais como lagoas, praias, os morros, as trilhas na mata de tabuleiro… a serra do Pote, as tradições do homem da terra, o pescador, o agricultor de Cantagalo e Rocha Leão…

Hoje, tudo mudou. Pessoas aos montes invadem com tamanha pressão a cidade, que o mangue não resiste. O de cima sobe e o debaixo desce mais a cada dia, a cada ano. É preciso valorizar o ser humano.

Rio das Ostras… que saudade de você como era há 20, 30, 40 anos… mas o progresso te alcançou. De tapera passou à cidade que mais cresceu no Brasil! A vizinha da capital do petróleo. O El Dourado para milhões de famílias de brasileiros, que sonham com a oportunidade de uma vida melhor, mais digna.

Mas que dignidade é essa?

A cidade amanhece sob uma gravíssima notícia: surto de Dengue. Não é a primeira vez que Rio das Ostras aparece no mapa como cidade com altos números de casos de Dengue. Até o momento, 1416 casos de suspeitas de Dengue estão sendo analisados e 75 casos já foram confirmados.

Centro de Hidratação de Dengue

Enfrentando epidemias de Dengue há quatro, cinco anos, os gestores sabiam que precisariam investir mais na prevenção, mas deixaram para investir em um Centro de Hidratação, ou seja, um instrumento para ser colocado em funcionamento quando a epidemia já estiver instalada.

E a prevenção?

Dengue matou duas pessoas na cidade, em 2011

O vídeo abaixo, gravado pela afiliada da Globo Intertv Alto Litoral, com reportagem da jornalista Renata Monteiro mostra bem a realidade que a cidade vem enfrentando quando o assunto é prevenção ao Dengue, ou a falta dela.

Em 2010, foram feitas 802 notificações da doença. Em 2011, quando foi feita a reportagem, Rio das Ostras registrou 289 casos suspeitos de Dengue, 53 casos de Dengue Hemorrágica e duas mortes.

Foi em 2010 e início de 2011, que o governo anterior contratou centenas de pessoas para atuarem como Agentes de Vigilância Sanitária no combate ao Dengue, na cidade. Foi uma farra, colocou todo mundo pra brincar de ser agente sanitário. Na mesma farra, o governo atua culpabilizando a população. O que os gestores não deveriam é conceder licença de obras nas áreas citadas na matéria e em dezenas de outras, que estão em situações semelhantes. O que não deveria ter feito era a troca de lotes no Âncora, Recanto (o famoso Invasão há 20 anos atrás) por votos. E fizeram muito, mas muito isso em Rio das Ostras. Fazem até hoje!!! O bairro Âncora hoje está favelizado não é à toa; deram uma mãozinha pra que isso acontecesse para depois pedir recursos para o Estado e a União.

E a apresentadora da matéria… que chega quase a explodir de felicidade referindo-se ao povo de Rio das Ostras, que estaria feliz, satisfeito com as ações de combate ao mosquito da Dengue. Gente, tá na cara que ela tá comprada! Como a população pode estar satisfeita quando a cidade registra dois mil casos de Dengue e duas mortes? Funciona assim, a matéria tem que ir ao ar porque os dados estão alarmantes, então a Secretaria de Comunicação liga para o veículo e faz um lobbizinho com o editor.. ‘Poxa, Fulano, sabe como é… joga no ar, mas tenta não deixar o drama do cenário ser percebido na matéria senão você acaba comigo. A cidade está em polvorosa!!! Tá morrendo gente, não podemos dizer isso assim… Tenta dar uma levantada…”, e desliga o telefone depois de dizer que enviará um convitezinho para algum jantar, algum final de semana numa pousadinha de Búzios… uma coisa  desse tipo…  e atitudes como essa levam a apresentações lastimáveis como a que essa da reportagem faz… e a gente vê isso todo dia, não é mesmo? Hoje, meio dia ela estará lá rindo da nossa cara enquanto noticia mais uma morte de Dengue na cidade. Tudo uma falta de noção… nessa cadeia…

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Empresários dizem ‘não’, mas faturam 12% a mais em 2012

Empresário cara de pau é aquele que eleva seus lucros em mais de 10% ao longo do ano – num período em que o Pais cresceu apenas 1% – e, na hora de negociar reajuste salarial dos empregados, não dá aumento real sob alegação de “crise”. Pois é: muitos donos de jornais, revistas, rádio e TV do Rio são assim.

Os números divulgados pelo projeto Inter-Meios, fornecidos pelos próprios veículos de comunicação, mostram que o setor de TV regional cresceu em 12,3% na comparação entre 2011 e 2012 – levando em consideração os dados de janeiro a outubro. Há dois anos, os patrões de emissoras de TV faturaram pouco mais de R$ 1,6 bilhão com investimento publicitário. Já no ano passado, a cifra foi para R$ 1,9 bilhão.

O rádio também elevou seus lucros. Cresceu 4,37% na comparação entre os dez primeiros meses de 2011 e 2012. Os jornais cariocas acompanharam a onda de crescimento em 4,67%. Mesmo alegando crise e demitindo, os impressos do Rio mantêm a dianteira no quesito aumento de renda na comparação com o mesmo setor em outros estados. No Brasil, a média do crescimento do investimento publicitário nos jornais ficou em 0,99%, apontam os dados do projeto Inter-Meios.

Desde dezembro, os jornalistas cariocas estão em campanha para negociar o reajuste de seus salários no período entre fevereiro de 2013 até o mesmo mês do ano seguinte. O objetivo é repor perdas acumuladas, além de garantir ganho real no aumento dos salários – com um reajuste acima da inflação, que deve fechar em 6,04% em fevereiro, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Assim, a cobrança dos jornalistas é para que o índice de reajuste a ser definido na convenção coletiva seja de, pelo menos, 10%.

Durante o mês de janeiro e fevereiro, a direção do Sindicato tem encontro com o economista do Dieese Jardel Leal. Em pauta, os números da economia tendo em vista as próximas reuniões com os representantes patronais.

Fonte: SJPMRJ

*Texto atualizado às 12h32 de 14 de janeiro de 2013.

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Castilho: ausência de cobertura local debilita a democracia

Posted in Brasil, Comunicações, Observatório da Imprensa Local by ImprensaBR on 08/01/2013

Com a crise no modelo de negócios das empresas jornalísticas, um dos primeiros setores a sentir os efeitos dos cortes foi o do noticiário local — gerando uma lacuna que impede o monitoramento de vereadores, deputados e senadores pelos seus eleitores.

A esperança era que os milhares de blogs, twitters e integrantes de redes sociais pudessem preencher esse espaço, mas a realidade não corresponde à expectativa, pelo menos por enquanto. A maioria dos blogs e perfis no Twitter têm se preocupado mais com as idiossincrasias de seus autores e com questões político-partidárias do que com as necessidades e interesses de comunidades sociais urbanas e rurais.

O vácuo no noticiário local contribui para o isolamento entre os eleitores e os seus representantes em instâncias legislativas, criando condições para que vereadores, deputados e senadores administrem os seus cargos como se fossem um emprego privado, onde o eleitor só entra quando há a necessidade de renovar o mandato.

Este comportamento tornou-se meridianamente claro em episódios como os aumentos salariais autoconcedidos. Os parlamentares, por se sentirem isentos de qualquer preocupação em prestar contas, tomam decisões em beneficio próprio, sem o menor escrúpulo.

É uma situação potencialmente critica, conforme constatou, já em 2011, um informe da Knight Foundation, fundação norte-americana que estuda as consequências da crise na cobertura local. Nos Estados Unidos, a ausência de notícias locais é vista como um fator de enfraquecimento na relação entre governantes e governados, gerando um clima propício ao dirigismo autoritário.

No Brasil, a consequência do mesmo fenômeno é mais próxima da delinquência legislativa, pois serve de pretexto para a generalização do desvio do dinheiro público para fins privados ou corporativos. Também aqui a democracia está sendo minada pela falta de patrulhamento por parte do eleitor, do qual não nos damos conta porque a noção de direitos do cidadão ainda é muito recente entre nós.

A emergência dos blogs como ferramentas a serviço do eleitor é inevitável, mas tomará algum tempo porque implica a mudança de comportamentos e valores ainda muito entranhados na população brasileira. O tempo pode contribuir para que o distanciamento entre governantes e governados chegue a um ponto crítico.

*Carlos Castilho é jornalista e professor.

Fonte: Observatório da Imprensa

Continua no Observatório da Imprensa Local

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Castilho: ausência de cobertura local debilita a democracia

Posted in Brasil, Comunicações, Observatório da Imprensa Local, Outras Fontes by ImprensaBR on 08/01/2013

Com a crise no modelo de negócios das empresas jornalísticas, um dos primeiros setores a sentir os efeitos dos cortes foi o do noticiário local — gerando uma lacuna que impede o monitoramento de vereadores, deputados e senadores pelos seus eleitores.

A esperança era que os milhares de blogs, twitters e integrantes de redes sociais pudessem preencher esse espaço, mas a realidade não corresponde à expectativa, pelo menos por enquanto. A maioria dos blogs e perfis no Twitter têm se preocupado mais com as idiossincrasias de seus autores e com questões político-partidárias do que com as necessidades e interesses de comunidades sociais urbanas e rurais.

O vácuo no noticiário local contribui para o isolamento entre os eleitores e os seus representantes em instâncias legislativas, criando condições para que vereadores, deputados e senadores administrem os seus cargos como se fossem um emprego privado, onde o eleitor só entra quando há a necessidade de renovar o mandato.

Este comportamento tornou-se meridianamente claro em episódios como os aumentos salariais autoconcedidos. Os parlamentares, por se sentirem isentos de qualquer preocupação em prestar contas, tomam decisões em beneficio próprio, sem o menor escrúpulo.

É uma situação potencialmente critica, conforme constatou, já em 2011, um informe da Knight Foundation, fundação norte-americana que estuda as consequências da crise na cobertura local. Nos Estados Unidos, a ausência de notícias locais é vista como um fator de enfraquecimento na relação entre governantes e governados, gerando um clima propício ao dirigismo autoritário.

No Brasil, a consequência do mesmo fenômeno é mais próxima da delinquência legislativa, pois serve de pretexto para a generalização do desvio do dinheiro público para fins privados ou corporativos. Também aqui a democracia está sendo minada pela falta de patrulhamento por parte do eleitor, do qual não nos damos conta porque a noção de direitos do cidadão ainda é muito recente entre nós.

A emergência dos blogs como ferramentas a serviço do eleitor é inevitável, mas tomará algum tempo porque implica a mudança de comportamentos e valores ainda muito entranhados na população brasileira. O tempo pode contribuir para que o distanciamento entre governantes e governados chegue a um ponto crítico.

Por isso, ganha corpo a ideia de uma cooperação entre as empresas jornalísticas e blogueiros preocupados com a cobertura de temas locais. Uma parceria seria ideal porque os cidadãos podem oferecer notícias, imagens e sons cuja coleta sairia muito caro para empresas que estão trabalhando “no osso” em matéria de pessoal nas redações. Por seu lado, as empresas poderiam retribuir oferecendo capacitação técnica para os jornalistas “amadores” melhorarem a qualidade do noticiário publicado em seus blogs.

Quase todos os grandes jornais já criaram espaços para a participação dos leitores, mas isso ainda não configura uma parceria, pois há resistências dos dois lados. As empresas alegam que o treinamento de amadores ou praticantes do jornalismo não é sua função, ao mesmo tempo em que demonstram uma clara má vontade em tratar os leitores em pé de igualdade. Elas aceitam fotos, vídeos e notícias que não poderiam obter por custo, mas a relação pára aí. Por seu lado, os blogueiros se queixam que são usados como mão de obra barata ou gratuita no fornecimento de material local.

Enquanto as duas partes mantiverem essa desconfiança, ambas saem perdendo — os cidadãos, porque continuarão impedidos de monitorar seus representantes legislativos. A imprensa brasileira tem se preocupado ultimamente em patrulhar políticos, mas isso tem sido feito com uma forte influência de interesses corporativos ou eleitorais, o que não contribui para reduzir as reticências dos blogueiros.

Assim, estamos agora num limbo onde a falta de informação local prejudica o exercício da cidadania e impede a imprensa de transformar essa modalidade de cobertura jornalística em fonte de renda num tempo de vacas magras.

*Carlos Castilho é jornalista e professor.
Fonte: Observatório da Imprensa

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Rio das Ostras ganha livro sobre a história recente do município contada através da imprensa local

Em breve, Rio das Ostras terá seu primeiro livro dedicado à história local através do olhar da imprensa regional. Trata-se de ‘A imprensa na cidade que mais cresceu no Brasil – A história recente de Rio das Ostras revisitada em matérias jornalísticas produzidas entre 2005 e 2008′.

O livro faz parte do projeto Cadernos de Comunicação, criação da jornalista e editora deste jornal, Leonor Bianchi. O primeiro volume dos Cadernos abre a Série Memória da Imprensa Riostrense.

A publicação é independente e sairá pela editora #ruap em formato impresso (para demanda) e digital (CD).

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E-mail do Leitor

Posted in Cidade, E-mails do Leitor, Observatório da Imprensa Local by ImprensaBR on 29/09/2012

O Polifônico cobriu uma pauta que a imprensa riostrense parece ter apagado: o VI Concurso Público de Rio das Ostras. Recentemente, pessoas que prestaram o VI Concurso Público de Rio das Ostras estiveram na cidade em um ato-manifesto pedindo que o concurso seja validado.

Muitos leitores d’O Polifônico enviaram mensagens pedindo empenho da imprensa na cobertura dos desdobramentos do caso, que parece ter sido esquecido pelor órgãos de comunicação.

Onde está a imprensa riostrense nesta hora?

No Youtube o nível do debate entre as pessoas que viram o vídeos não é dos mais altos, por isso ainda não me animei a fazer uma espécie de mediação. Veja mais:

Abaixo, a mensagem do leitor Bruno Soares.

Boa Tarde,

Ao ler a matéria sobra a manifestação dos aprovados no VI Concurso da Prefeitura de Rio das Ostras senti a necessidade de manifestar minha indignação sobre esta lamentável situação que se encontra todos os participantes deste concurso.

Meu sonho é morar em Rio das Ostras. Hoje moro no Rio de Janeiro. Ao ficar ciente do edital do concurso , iniciei minha longa jornada de estudos a fim de conquistar a tão sonhada vaga e poder residir na cidade que adoro que é Rio das Ostras. Tanto esforço valeu a pena : fui aprovado . Todos da minha família foram testemunhas da minha alegria desta tão sonhada aprovação. Pois bem , já estava procurando um lugar para residir.  Qual foi minha surpresa e indignação ao ficar ciente do anúncio , por ora não oficial , mas adiante se tornou fato, da suspensão deste concurso.  Parecia algo inacreditável.

Imaginem tantas outras pessoas aprovadas, assim como eu, sentiram e ainda sentem os efeitos desta situção. Quantas pessoas , que vieram de outros estados, estão sentindo e que foram aprovados também, na expectativa de morar numa cidade linda e com estabilidade profissional. Será que eu, assim como todas estas pessoas, que fizeram a prova e passaram da forma mais gratificante: por mérito, não merecem serem nomeadas para o cargo preterido?

E a Justiça para estas pessoas ? Punição é para os infratores, anulação da prova é para quem burlou a prova (como previsto no edital) e não para os inocentes
que fizeram a prova de forma honesta  e foram aprovados.

Afinal a Justiça é cega para todos: inocentes e culpados ???  Todos  considerados inocentes e culpados são iguais perante a Lei?

Peço que os órgãos de imprensa  cobrem das autoridades Justiça ! Vejamos o exemplo que o Supremo Tribunal Federal está dando para a sociedade em relação ao Julgamento do Mensalão: houve pessoas absolvidas , outras consideras culpadas e outras sendo ainda julgadas.

Atenciosamente,

Bruno Soares

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Rio das Ostras terá uma Hemeroteca Digital: Projeto desenvolvido pelo jornal O Polifônico é pioneiro na imprensa norte fluminense

Estou desenvolvendo um trabalho lindo e necessário.

Bem, eu acho que seja…

É a criação de uma Hemeroteca Digital para disponibilizar tudo o que a imprensa brasileira já publicou sobre a cidade de Rio das Ostras desde os mais remotos tempos da imprensa no Brasil.

O projeto é ousado e ainda corre na base da vontade de fazer, ou seja, sem patrocínio.

Nesta postagem, disponibilizo um pouquinho da pesquisa que estou fazendo na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, cuja catalogação já está concluída.

Na foto da página do Correio da Manhã (editado de 1901 a 1974) vemos a primeira citação a Rio das Ostras feita pelo jornal. A data? Era dia 11 de setembro de 1926!!! Você nem imaginaria que isso pudesse ter acontecido, não… Rio das Ostras estar tão evidente na imprensa dos anos 20 do século XX. Mas esteve. E através deste projeto, estou trazendo toda essa história à tona.

E ainda dizem que Rio das Ostras começou a figurar no cenário nacional apenas em função do petróleo, há 20 anos.

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Rápida entrevista com candidatos à Prefeitura de Rio das Ostras

Posted in Cidade, Eleições 2012, Observatório da Imprensa Local by ImprensaBR on 06/09/2012

Os candidatos ao governo municipal de Rio das Ostras parecem se esconder dos eleitores. Timidamente aparecem algumas fotos de caminhadas vazias nas ruas de alguns bairros mais populosos na rede social Facebook, mas o eleitor não curte, tampouco compartilha. Nas ruas, muitas placas na região central da cidade, mas nada como já se viu em eleições anteriores em Rio das Ostras.

Hoje, a um mês das eleições, ainda há muita gente sem um candidato, e muita gente sem saber quem são os candidatos à Prefeitura de Rio das Ostras.

Por mais que os candidatos que aí estão não representem uma mudança real para a gestão de Rio das Ostras, é preciso definir o voto.

O Observatório da Imprensa Local aproveita a ocasião oportuna e divulga as entrevistas televisionadas hoje pelo SBT Cidade. Não se trata exatamente de uma entrevista, mas cada candidato respondeu duas perguntas feitas por duas moradores da cidade.

Essa rápida entrevista não dá clareza suficiente sobre as propostas de cada candidato, mas serve como mais um elemento que o eleitor pode ter para subsidiar suas impressões acerca dos candidatos e construir uma opinião sobre em quem deverá votar.

São 5 os candidatos à Prefeitura de Rio das Ostras nestas eleições:

Lena do Âncora – Psol

Zezinho Salvador – PSDC

Sabino – PCS

Eduardo Castro – PR

Elisangela Broder – PTN

Assista

<p><a href=”http://vimeo.com/48972069″>Enrevista com candidatos ao governo municipal de Rio das Ostras SBT 01</a> from <a href=”http://vimeo.com/user13361868″>O Polif&ocirc;nico</a> on <a href=”http://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

 

<p><a href=”http://vimeo.com/48962981″>Enrevista com candidatos ao governo municipal de Rio das Ostras SBT 02</a> from <a href=”http://vimeo.com/user13361868″>O Polif&ocirc;nico</a> on <a href=”http://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

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Rio das Ostras no Observatório da Imprensa

LB

Caros leitores d’O Polifônico,

compartilho com vocês a nota que Dines deu ao Observatório da Imprensa Local no site do Observatório da Imprensa:

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed709_rio_das_ostras_tem_jornalismo_livre_e_independente

Acessem: www.observatoriodaimprensalocal.wordpress.com

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Candidato à prefeitura de Rio das Ostras dá entrevista em rádio local

LB

Entrevista de Sabino concedida hoje cedo a uma jornalista da rádio Estação 104 FM já está circulando na Internet. Para quem não conhece, Sabino se apresenta como servidor público, lembra de sua trajetória na política, que teve início quando da emancipação de Rio das Ostras, há 20 anos. Fala da politicagem que envolve o problema do abastecimento de água do município e diz que tem que se preparar para o futuro. Mais de 25 minutos de entrevista… com menos de 10 perguntas feitas pela jornalista, mas dezenas de muitas perguntas feitas pelos ouvintes, que participaram através do Facebook (será mesmo?), outros por telefone, e-mail… enfim, vale a pena escutar independentemente do destino que dará ao seu voto para prefeito de Rio das Ostras.

http://www.goear.com/listen/a2fd638/entrevista-do-sabino-no-programa-estacao-noticias-na-radio-estacao-104-fm-sabino-20

 

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Movimento nacional pede revisão do marco regulatório para as comunicações

Na semana em que o Código Brasileiro de Telecomunicações (CBT) completou 50 anos, entidades da sociedade civil lançaram campanha pedindo revisão do marco regulatório para as comunicações.

A iniciativa intitulada “Para Expressar a Liberdade – Uma Nova Lei para um novo tempo” nasceu em maio deste ano, durante o Seminário Desafios da Liberdade de Expressão, promovido pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC. Porém, a mobilização para a elaboração de uma nova proposta de lei geral para as comunicações no País vem sendo amplamente discutida desde 2009, quando o poder público, o setor empresarial e a sociedade civil se reuniram na I Conferência Nacional de Comunicação.

A ação busca, além da revisão do marco regulatório em vigor, a instauração de um debate democrático para as políticas públicas de comunicação. Um dos principais argumentos trazidos pelos representantes do movimento é o de que o marco atual não promove a diversidade e o pluralismo, nem propicia a prática de princípios constitucionais do setor. Segundo a advogada do Instituto de Defesa do Consumidor, Veridiana Alimont, “a liberdade de expressão se garante quando todos têm condições de se expressar, seja tendo acesso a serviços essenciais, como o acesso à banda larga, seja tendo uma regulação e políticas públicas que garantam a diversidade de vozes e a pluralidade de ideias nos meios de comunicação em geral”.

Apesar das pressões, o Ministério das Comunicações informou que o projeto do novo marco regulatório, apresentado no final do governo Lula, ainda está em análise. Desta maneira, não há previsão de quando será levado à consulta pública.

Sugestão de Fontes

Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC
secretaria@fndc.org.br
Telefone: (61) 3244-0665

Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social
intervozes@intervozes.org.br
Telefone: (61) 3341.3637

Fonte: Andi – Agência de Notícias dos Direitos da Infância

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Senado toma decisão histórica em defesa do Jornalismo

A FENAJ e seus 31 sindicatos filiados vêm a público agradecer aos 60 senadores brasileiros que, no início da noite de hoje, aprovaram em 2º turno a PEC 33/09, que restabelece a exigência do diploma de curso superior em Jornalismo como condição para o exercício profissional. O Senado, absolutamente sintonizado com a opinião pública e com a categoria dos jornalistas, deu um passo fundamental para a correção de uma decisão obscurantista do STF, que eliminou a exigência do diploma para acesso à profissão. Os jornalistas e a sociedade brasileira agradecem este ato em defesa do Jornalismo.

A FENAJ agradece especialmente ao senador Antônio Carlos Valadares, autor da PEC 33, ao senador Inácio Arruda, que fez a relatoria da matéria, e à senadora Lídice da Mata, que cobrou daqueles que buscavam protelar a apreciação da proposta o compromisso público, assumido há meses, de votá-la. Eles foram incansáveis na defesa da PEC, demonstrando uma compreensão singular da importância do Jornalismo nas sociedades democráticas e do papel do profissional jornalista. Igualmente, agradecemos ao presidente da sessão desta terça-feira, senador Casildo Maldaner, e aos líderes partidários que colocaram a votação da PEC33 entre as prioridades da casa. Também agradecemos a todos os senadores que apoiaram a proposta e que se empenharam pela sua aprovação.

A exigência da formação superior em Jornalismo é uma conquista histórica dos jornalistas e da sociedade. Depois de 1969, quando foi instituída, esta exigência contribuiu decisivamente para modificar a qualidade do Jornalismo brasileiro, representando uma das garantias ao direito à informação independente e plural, condição indispensável para a verdadeira democracia.

O diploma de jornalista foi derrubado da nossa legislação profissional por decisão do STF em 17 de junho de 2009 que permitiu que qualquer cidadão, sem qualquer formação, possa exercer esta profissão de grande responsabilidade social. A decisão da maior corte de Justiça representou um retrocesso não somente para a categoria dos jornalistas, mas para toda a sociedade brasileira, que perde com a desqualificação do Jornalismo.

O Congresso Nacional respondeu de pronto a este processo de judicialização da vida nacional, de caráter nitidamente conservador. No mesmo ano de 2009, foram apresentadas duas PECs restabelecendo a exigência do diploma para o exercício profissional.

Hoje, após a aprovação da PEC 33 no Senado, a categoria e a sociedade voltam suas atenções para a Câmara dos Deputados, que terá de apreciar a PEC 33 em conjunto com a PEC 386, de autoria do deputado Paulo Pimenta e relatoria do deputado Maurício Rands. Ambas têm o mesmo propósito: resgatar a dignidade dos jornalistas brasileiros e contribuir para a garantia do jornalismo de qualidade.

O momento é de comemoração da grande vitória, mas a mobilização dos jornalistas brasileiros, organizada pela FENAJ e pelos Sindicatos de Jornalistas de todo o país, apoiada por entidades do campo do Jornalismo como o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) e a Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), e respalda pela energia contagiante de estudantes de Jornalismo que engajaram-se em manifestações desde a fatídica decisão do STF em 2009 até a vigília no Senado nesta sexta-feira, vai continuar para que a PEC seja aprovada em tempo recorde na Câmara dos Deputados.

A vitória é nossa e a fazem os que lutam!

Diretoria da FENAJ e Sindicatos de Jornalistas do Brasil.

Brasília, 7 de agosto de 2012.

Fonte:SJPMRJ

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Senado aprova diploma obrigatório para jornalistas

O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (7), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC)33/2009 , conhecida como PEC dos Jornalistas. A proposta, aprovada em segundo turno por 60 votos a 4, torna obrigatório o diploma de curso superior de Comunicação Social, habilitação jornalismo, para o exercício da profissão de jornalista. A matéria agora segue para exame da Câmara dos Deputados.

Apresentada pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), a PEC dos Jornalistas acrescenta novo artigo à Constituição, o 220-A, estabelecendo que o exercício da profissão de jornalista é  “privativo do portador de diploma de curso superior de Comunicação Social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação”.

Pelo texto, é mantida a tradicional figura do colaborador, sem vínculo empregatício, e são validados os registros obtidos por profissionais sem diploma, no período anterior à mudança na Constituição prevista pela PEC.

A proposta tenta neutralizar decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de junho de 2009 que revogou a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. De 1º julho de 2010 a 29 de junho de 2011, foram concedidos 11.877 registros, sendo 7.113 entregues mediante a apresentação do diploma e 4.764 com base na decisão do STF.

Debate

A aprovação da PEC, no entanto, não veio sem polêmica. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) lembrou que o STF julgou inconstitucional a exigência do diploma. Para o senador, a decisão do STF mostra que a atividade do jornalismo é estreitamente vinculada à liberdade de expressão e deve ser limitada apenas em casos excepcionais.

Na visão de Aloysio Nunes, a exigência pode ser uma forma de limitar a liberdade de expressão. O parlamentar disse que o interesse na exigência do diploma vem dos donos de faculdades que oferecem o curso de jornalismo. Ele também criticou o corporativismo, que estaria por trás da defesa do diploma.

– Em nome da liberdade de expressão e da atividade jornalística, que comporta várias formações profissionais, sou contra essa medida – disse o senador.

Defesa do diploma

Ao defenderem a proposta, as senadoras Ana Amélia (PP-RS) e Lúcia Vânia (PSDB-GO) se disseram honradas por serem formadas em jornalismo. Para a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a aprovação da PEC significa garantir maior qualidade para o jornalismo brasileiro.

O senador Paulo Davim (PV-RN) destacou o papel da imprensa na consolidação da democracia, enquanto Magno Malta (PR-ES) disse que o diploma significa a premiação do esforço do estudo. Wellington Dias (PT-PI) lembrou que a proposta não veta a possibilidade de outros profissionais se manifestarem pela imprensa e disse que valorizar a liberdade de expressão começa por valorizar a profissão.

Já o senador Antonio Carlos Valadares, autor da proposta, afirmou que uma profissão não pode ficar às margens da lei. A falta do diploma, acrescentou, só é boa para os grandes conglomerados de comunicação, que poderiam pagar salários menores para profissionais sem formação.

– Dificilmente um jornalista me pede a aprovação dessa proposta, pois sei das pressões que eles sofrem – disse o autor.

Valadares contou que foi motivado a apresentar a proposta pela própria Constituição, que prevê a regulamentação das profissões pelo Legislativo. Segundo o senador, se o diploma fosse retirado, a profissão dos jornalistas poderia sofrer uma discriminação.

– A profissão de jornalista exige um estudo científico que é produzido na universidade. Não é justo que um jornalista seja substituído em sua empresa por alguém que não tenha sua formação – declarou o senador.

Agência Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Passos firmes rumo ao Museu do Jornalismo

Durante aproximadamente seis horas, museólogos, pesquisadores, professores e jornalistas discutiram a criação do Museu do Jornalismo no Rio de Janeiro, no Seminário Jornalismo e Memória. Diferentes ideias e sugestões foram lançadas ao longo das quatro mesas de debates do evento, realizado na última quinta-feira (26/7), no Espaço Eliseu Visconti, da Biblioteca Nacional.

O projeto do Museu do Jornalismo é um desdobramento do Centro de Cultura e Memória do Jornalismo, criado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio em 2008, com o patrocínio da Petrobras. “O que a imprensa registra é o registro da memória do País, e a preservação desta memória é de extrema importância para a reflexão e compreensão da sociedade”, destaca a presidente do Sindicato, Suzana Blass.

Durante debate sobre constituição e sustentabilidade de museus, a responsável pelo Museu da República, Magaly Cabral, com 30 anos de trabalho na área, lembrou que abrir diariamente um espaço cultural para visitação não é tarefa fácil. “Mas a proposta do Museu do Jornalismo está muito bem encaminhada e a preservação da memória da imprensa melhora o próprio jornalismo”, afirma Magaly.

A gerente de museus da Secretaria Municipal de Cultura do município do Rio, Andréa Falcão, levantou a possibilidade de o Museu do Jornalismo ser levado ao Memorial Getúlio Vargas, na Praça Luís de Camões, ao lado do Hotel Glória, “num encontro entre a política e a poética”.

O Seminário Jornalismo e Memória foi realizado justamente para se pensar a constituição do Museu do Jornalismo, aos moldes do Newseum (em Washington D.C., EUA), e também a possibilidade de se estabelecerem parcerias para sua criação. Jornalistas com experiência em pesquisa junto a arquivos, Sérgio Cabral e Ruy Castro expuseram o quanto o Brasil perde quando deixa de preservar materiais simples, como recortes de jornais.

“Temos também que detectar pessoas que tenham esses arquivos. Tenho certeza de que naqueles grandes apartamentos em Copacabana há senhores já provectos que possuem acervos importantes”, lembrou Ruy Castro. “E quando eles falecerem, estes arquivos vão acabar num sebo”, completa.

Na última mesa do seminário, que contou com a participação de 70 pessoas na plateia, o ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas Aziz Filho destacou o protagonismo do Rio em sediar um museu voltado para o jornalismo. “Claro que qualquer cidade poderia fazer um Museu da Imprensa, mas no Rio temos facilidades para conseguir peças para o museu. Aqui funcionaram a TV Tupi, o Correio da Manhã, o Jornal do Brasil impresso, e temos a cidade mais fotografada do hemisfério sul.”

O evento também contou com as exposições do presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo; do gerente de imprensa da Petrobras, Lucio Mena Pimentel; da superintendente de Museus da Secretaria de Cultura do estado, Mariana Varzea; e de Walter Santos, representante da Secretaria Municipal de Cultura.

Também palestraram no Seminário Jornalismo e Memória Sérgio Burgi (Instituto Moreira Salles), Pedro Sotero (Museu do Futebol), Alzira Abreu (CPDOC-FGV), Galeno Amorim (Fundação Biblioteca Nacional), Joëlle Rouchou (Casa de Rui Barbosa), Antônio Carlos Sartini (Museu da Língua Portuguesa) e Maria Arlete Mendes Gonçalves (Instituto Oi Futuro). O jornalista Marcelo Beraba participou como mediador.

Foto: Zezzynho Andraddy

Fonte: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

SJPMRJ

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150 anos da imprensa em Macaé – A visão do historiador

Por Ivana Matos Pinheiro Tavares

“A Imprensa em Macaé nasceu numa terça-feira, 1° de julho de 1862, dia em que da tipografia de Seraphim Tavares de Oliveira Nichteroy, à Rua da Boa Vista, saiu o primeiro exemplar de ‘O Monitor Macahense”. O pioneiro do jornalismo nosso, que obedecia à orientação política do Partido Conservador e se intitulava “político, literário, comercial e agrícola” circulava duas vezes por semana; às terças e sextas. Durou até 1870, quando sua tipografia foi à praça, ao que tudo indica por dificuldades financeiras. Como fato importante de sua existência pode ser citada a visita que lhe foi feita, em 5 de julho de 1868, pela Princesa Isabel e pelo Conde d’Eu, quando por aqui estiveram. Visita discriminatória, já que na ocasião circulava outro jornal macaense, “O Telegrapho”.

Discriminação explicável, porém. “Este último era publicação de tendências liberais.” [1]

Em Macaé, na segunda metade do século XIX, mais precisamente 1862, quando um movimento em direção à informação tomou corpo no jornal “O Monitor Macahense”, a sociedade, ainda pouco letrada da época, não imaginava que recebia um instrumento valioso e único na formação da sua expressão cultural.

Entrávamos aos poucos nas transformações tecnológicas que o mundo já rapidamente absorvia e uma nova mentalidade se construiria, mesmo que lentamente, modificando concepções e criando as imposições de uma nova ordem capitalista contemporânea.

O jornal é um veículo que trabalha na difusão de ideias, na transmissão de conceitos, entretenimento e, sem dúvida nenhuma, na acumulação de conhecimento. Ele  em parte se torna  o espelho da sociedade de sua época.

Mesmo com ressalvas à sua parcialidade, pois o jornal é uma fonte indutora à formação da opinião pública, cabendo a cada linha editorial a defesa de interesses de segmentos da sociedade, a importância da mídia escrita se tornou imprescindível a partir de 1929, com o movimento dosAnnales[2], na construção de uma Nova História.

A partir da década de 80, a micro-história ou a História “contada em migalhas” passou a ser observada e utilizada no desenvolvimento historiográfico de modo mais abrangente, onde o papel do jornal passa a ser o de mostrar sua subjetividade e produzir questionamentos que viriam compor um quadro social.

A micro-história revela os conflitos, as negociações, a incerteza do vínculo social. (…) Na historiografia dos últimosAnnales, há um retorno da subjetividade, descentrada, excêntrica, capaz de produzir inovações de sentido.[3]

O surgimento desse novo conceito, menos factualista, não mais fechado em decisões e ideias de grandes homens, passa a ser o instrumento de alargamento das abordagens possíveis dentro de um texto, antes engessado por uma concepção que não abrangia todos os aspectos sociais. Os Annales rompem o padrão da História Política tradicional para a escrita de uma história social, o que iria influenciar na formação de uma nova história política mais antenada com as relações de poder na sociedade. Com isso o historiador pôde problematizar e buscar preencher as lacunas deixadas pela metodologia anterior, descobrindo fatos ou sugerindo questionamentos que ajudam a reconhecer o papel do indivíduo no seu contexto histórico, sua consciência e a sua interligação na construção historiográfica.

Para entendermos melhor o papel do historiador, podemos usar como exemplo um simples anúncio do Jornal Monitor Macahense de 10 de maio de 1867.

Figura 1- Anúncio do Jornal Monitor Macahense 10 de maio de 1867

À primeira vista nos parece um simples anúncio comercial de alguém que quer vender seu produto. Mas acurando o olhar, observando com mais atenção, o historiador pode fragmentar essas informações fazendo uso da hermenêutica / fenomenologia[4]. A hermenêutica mostra o pertencimento do interprete ao seu mundo, habitando e interagindo com ele, interpretando o fenômeno que aparece e não se mostra.

O passado tal como foi só pode ser abordado com a contribuição da imaginação. Não se trata de confundir o real com o irreal, mas de mostrar como o imaginário faz parte da visada do ter-sido, sem enfraquecer o seu realismo. O imaginário tem seu lugar na História na medida em que o passado não é observável.[5]

O anúncio nos fala de alguém, com o nome de Gervasio, que mora na Rua Direita e vende um gênero alimentício que ele alega ser de grande qualidade.  Porém podemos ir além dessas informações.

O anúncio não nos informa o número da casa nem o sobrenome desse indivíduo, o que sugere ao historiador se tratar de alguém bastante conhecido na região e que provavelmente possuía recursos financeiros por morar na principal rua da cidade.

Outro fator que também chama a atenção é a venda desse produto em sua casa, posicionando assim um modelo de produtor rural ( agricultor/ pecuarista) que pode ser ou não um latifundiário ,  produzindo  e comercializando em sua residência, criando um comércio paralelo que não se restringia ao comércio praticado nos empórios. Ou ainda, um intermediário que fazia a ponte com outros produtores da região ou de áreas distantes.

Logo, podemos ter uma nova perspectiva na construção econômica da cidade desse período, confluindo com as variadas vertentes já existentes e resultando em um somatório de dados que fecham os espaços deixados pela macro-história e que revelam tendência e desconstroem mitos como o de se tratar a cidade como uma vila de pescadores antes da chegada da Petrobrás.

Vivenciamos no passado uma economia ativa que nos colocou em 6º lugar em movimentação portuária, escoando os produtos da região para todo o país. E a maldição de Mota Coqueiro nunca passou de uma história triste e mal resolvida do passado Imperial, alimentada pelos folhetins.

Os jornais , juntamente com os documentos  que sobreviveram ao descaso do poder público, nos ajudam a construir essa história social/econômica, proporcionando  uma quadro próximo do real, onde as formas e  as cores vão surgindo conforme as descobertas propostas pelo seu investigador.

Obviamente que a metodologia dos Annales não é única na análise crítica da construção historiográfica, mas com certeza é a que mais nos aproxima do aspecto individual, problematizando a dualidade da natureza/cultura, o lugar do sujeito como ator social e sua responsabilidade direta na multiplicidade das interpretações.

Assim, podemos contar uma nova história macaense, ajudados pela elaboração crítica dos jornais de diferentes épocas e contribuindo com o fechamento de brechas deixadas pelo tempo e que hoje podem ser descritas e mostradas, ajudando a pensar o presente- futuro, orientado pelos passos do passado de um modo problematizante, polêmico, sem, entretanto, legitimá-lo como continuidade, pelo contrário, mas como tempo de aspectos diferentes e de alteridade própria.

Os jornais sejam eles do passado ou os que acompanham os fatos do presente, constituem uma importante fonte na preservação do conhecimento, da história e na concentração de diferentes culturas.  Mesmo sabendo que existe uma dualidade intencional no papel que ele exerce, formando ou deformando opiniões, cuja informação é manipulada conforme os interesses políticos/ econômicos /sociais, ainda assim podemos utiliza – lo na construção de teias que, interligadas estruturariam uma fonte de pesquisa importante, integrando hoje a sociedade ao cotidiano mundial, informando e proporcionando uma análise do comportamento, transformando e gerando pensamentos que contribuem para enriquecer o coletivo, sem entretanto excluir  o individual.

[1] PARADA, Antônio Alvarez. Histórias Curtas e Antigas de Macaé, vol. I. Rio de Janeiro: Ed. Artes Gráficas, 1995, crônica 27, pág. 22.

[2] A chamada escola dos Annales é um movimento historiográfico que se constitui em torno do periódico acadêmico francês Annales d’histoire économique et sociale, tendo se destacado por incorporar métodos das Ciências Sociais à História; A escola des Annales renovou e ampliou o quadro das pesquisas históricas ao abrir o campo da História para o estudo de atividades humanas até então pouco investigadas, rompendo com a compartimentação das Ciências Sociais (História, Sociologia, Psicologia, Economia,Geografia humana e assim por diante) e privilegiando os métodos pluridisciplinares.
[3] REIS, José Carlos. O desafio historiográfico. Rio de janeiro. Ed. FGV, 2010. Pg.54
[4] Hermenêutica é ciência que estuda a arte e a teoria da interpretação. Fenomenologia e o sistema filosófico em que se estudam os fenômenos interiores, a essência do ser, da existência.
[5] REIS, José Carlos. Op. Cit., pp.79
IVANA MATOS PINHEIRO TAVARES
Professora de História na rede particular de ensino de Macaé
Graduada em História pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Macaé

Publicado originalmente em

http://pontonulonotempo.blogspot.com.br/2012/07/150-anos-da-imprensa-em-macae-visao-do.html

Comentários desativados em 150 anos da imprensa em Macaé – A visão do historiador

Justiça localiza comprador de acervo da Bloch

A Justiça finalmente localizou o arrematante do acervo fotográfico da Bloch Editores. Luiz Fernando Barbosa foi notificado da decisão do Ministério Público, que o proíbe de vender o material, no dia 30 de junho. Assim, após nove meses, termina um complicado capítulo da novela sobre a extinta empresa de Adolpho Bloch.

Em outubro do ano passado, após o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio entrar com ação sobre o leilão do material pelo fato de a negociação não ter respeitado o direito autoral dos repórteres fotográficos, o Ministério Público decidiu pela antecipação de tutela, obrigando o comprador, que arrematou o arquivo por apenas R$ 300 mil, a manter as fotografias em local de conservação adequada.

Barbosa foi notificado pela Justiça em Miguel Pereira, no bairro de Barão de Javary. No material leiloado, além de cromos e negativos de revistas como Manchete e Fatos & Fotos, estão arquivos de jornais brasileiros e estrangeiros do setor de pesquisa da Bloch Editores, instalado no sétimo andar do histórico prédio da Rua do Russel.

“Tem muita coisa nesse acervo que nem está na internet”, destaca o presidente da Comissão de Ex-Funcionários da Bloch Editores, José Carlos Jesus. São periódicos históricos que documentam momentos importantes do País, como a morte de Getúlio Vargas e a gestão de Juscelino Kubitschek, além das fotografias que trazem o meio século de história noticiado pelas revistas.

Assembleia

Os assuntos da venda do material e a procura pelo comprador foram lembrados na assembleia de ex-funcionários da Bloch Editores, na última sexta-feira (29/6). O encontro também atualizou os profissionais que prestaram serviços à empresa, como jornalistas e gráficos por exemplo, sobre o andamento das ações em busca de seus direitos trabalhistas. Ao todo, são mais de 2 mil no aguardo de decisão judicial.

“Nós todos somos muito gratos às pessoas que vêm nos ajudando para conseguir os nossos direitos”, aponta José Carlos. Entre estas pessoas, o presidente da comissão de ex-funcionários citou a juíza da 5ª Vara Empresarial do Rio, Maria da Penha Nobre Mauro, o promotor público Paulo Cerqueira Chagas, o procurador-geral Luiz Roldão de Freitas Gomes Filho, e a síndica e o contador da massa falida, respectivamente Luciana Trindade da Silva e José Alkimin.

A próxima assembleia está marcada para 27 de julho.

Fotos: Ana Paula Migliari

Site: SJPMRJ

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Os 150 anos da imprensa macaense serão lembrados em seminário

O jornal O Polifônico, a Escola Livre de Comunicação e Artes de Rio das Ostras e o Observatório da Memória Macaense convidam a sociedade a participar e a se mobilizar para a realização do seminário: 150 Anos da Imprensa Macaense: Do Monitor Macahense à Era da Informação Compartilhada e dos Blogs de Jornalismo Independente.

Infelizmente esquecido por toda a imprensa local e regional, que sequer deu uma nota sobre o tema na edição de ontem, o dia em que fora publicado o primeiro jornal macaense, 1 de julho de 1862, é lembrado por nós do jornal O Polifônico como um marco que merece atenção e estudo.

Leia o projeto e participe.

Projeto 150 Anos da Imprensa Macaense

Lembro que os convidados citados no projeto ainda estão sendo contatados por nós, não tendo os mesmos assumido ainda nenhum compromisso definitivo para com o mesmo.

LB

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Protagonize! Jornal perde a pauta do ATO Público em Rio das Ostras e sugere que militantes que estiveram presentes escrevam coletivamente uma matéria jornalística para o veículo

Fiquei de fora e perdi a pauta

Por Leonor Bianchi

Caros leitores do jornal O Polifônico, seria interessante que os militantes se unissem mais uma vez para relatar a quem não pode estar no ato, ontem como o mesmo aconteceu, quem esteve presente, como expuseram as falas, como se portaram as forças sindicais, os servidores públicos, moradores, comerciantes locais… a prefeitura deve ter se infiltrado como sempre faz e mandado a PM e a GM aumentarem a ronda e o efetivo no local. Alguém deu as caras? E os pré-candidatos para o legislativo??? Muitos por perto? E os vereadores que aprovaram a lei da criação das novas quatro secretarias, alguém? A TV cobriu? Quem, quero assistir!!!

Interessa saber como foi o ato e que mensagem ele conseguiu transmitir.

Seria interessante àqueles que foram a redação de uma matéria coletiva com depoimentos de muita gente que esteve na rua, ontem! Quero muito ler sobre o ato no jornal e acho que assim como eu, que não pude estar na praça, muitas outras pessoas também querem, mas como não fui… não tem matéria hoje no jornal… e quem deve ter feito matéria…. além de não ter nem de longe comprometimento com a militância e com o jornalismo, vai reproduzir – como já diz a palavra -, uma réplica, uma cena-simulacro da manifestação.

Lamento mesmo não poder estar com todos, ontem. Outra pauta obrigou-me a não estar lá. Pauta esta tão importante quanto a que caiu por eu tê-la perdido. Por isso, peço, sugiro a todos que façam uma matéria jornalística popular sem neuras academicistas e/ou preocupações com a forma.

O Polifônico está aberto para publicar e não queremos exclusividade, afinal há zilhões de outros jornais e sites que precisam de pautas, que precisam saber o que de fato acontece em Rio das Ostras, e a notícia não pode perder a atualidade. Escrevam e lancem na rede, já!

Relatar faz parte da memória da militância que estamos aprendendo a construir em Rio das Ostras desde o ano passado como o lindo ato do Grito dos Oprimidos!!!!!

Ilustrem a matéria com vídeos, fotos, cartazes!!!!

E Mais, estou fazendo desde já um blog para os movimentos sociais de Rio das Ostras e ‘convoco’ a colaboração de quem quiser. N’O Polifônico já há editoria sobre o assunto (Cidadania, Coluna do Servidor), mas podemos e devemos aprofundar a pauta. Há espaço para tanto e o momento é agora! É a história e a memória da cidade que escolhemos para viver que está em questão, é a nossa vida, somos nós e nossas famílias em questão. Somos nós esse sujeito histórico que precisa ser o detentor da caneta ou dos teclados e dedos que escrevem as páginas da História.

SEJA UM PROTAGONISTA DE SUA HISTÓRIA!

Abraços.

A luta não pode parar!

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“Cabo Frio distribuiu propaganda enganosa a turistas”

Posted in Observatório da Imprensa Local by ImprensaBR on 30/04/2012

“Há controvérsia”, como dizia Pedro Pedreira, o personagem do contra do ator Francisco Milani na Escolinha do Professor Raimundo, de Chico Anysio. O mapa que está sendo distribuído na forma de folheto no balcão da Secretaria de Turismo da Prefeitura de Cabo Frio é muito claro, como mostra a ilustração neste artigo.

“Vamos raciocinar juntos”, dizia Lyndon Johnnson, quando se tratava de assunto controverso. Perguntemos então. O prefeito de Cabo Frio é uma pessoa séria? O Secretário de Turismo de Cabo Frio é uma pessoa séria? As pessoas responsáveis pela montagem do mapa são pessoas sérias? Se o leitor respondeu SIM às três perguntas, deverá, obviamente, responder NÃO às seguintes perguntas. Se o prefeito de Cabo Frio é médico seria ele capaz de receitar para um paciente que tomasse três doses de estriquinina diariamente? Se a receita fosse, por qualquer razão, entregue ao Secretário de Turismo, teria este a coragem de entregá-la ao paciente? Se por alguma razão a prescrição fosse entregue ao Secretário de Turismo, lacrada dentro de um envelope, passada aos responsáveis pelo mapa que a abririam e a lessem, teriam eles a coragem de entrega-la ao paciente?

Respondidas as perguntas pelos que apoiam o prefeito, nos momentos bons e nos momentos difíceis, até que a morte os separe, então o mapa está certo porque quem o elaborou são pessoas sérias, que trabalham para um Secretário de Turismo sempre atento ao que acontece na sua secretaria. Responde a um prefeito sério que acompanha o que acontece na prefeitura que administra.

O mapa não iria parar no balcão da Secretaria de Turismo e ser distribuído, assim, sem mais nem menos. Afinal, onde é que nós estamos?

Há uma controvérsia. Trata-se de propaganda enganosa ou é uma maneira da prefeitura informar, indiretamente, ao mundo inteiro, que afinal resolveu atender os apelos para que o sítio arqueológico onde encontraram o esqueleto da Boop, a indiazinha que habitou a área há dois mil anos, fosse preservada?

Ser ou não ser eis a questão.

E agora?

Ernesto Lindgren

CIDADE ONLINE

30/04/2012

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A cidadania do aplauso I

Posted in Cidadania, Cidade, Editorial, Observatório da Imprensa Local by ImprensaBR on 24/04/2012

Por Leonor Bianchi

Findadas as festas de 20 anos de Rio das Ostras, voltamos à realidade. E que realidade o risotrense encara hoje? Que cenário se desvela nesta cidade linda, de natureza belíssima, de com quase 110 mil habitantes em um ano eleitoral? Vivemos a falácia de que Rio das Ostras é numa cidade pacificada, sem violência, onde a saúde e a educação funcionam, onde as pessoas têm emprego e expectativa de vida, onde a política pública da jovem cidade é feita de forma participativa, onde todos são felizes e vão à festa para juntos serem mais felizes e aparecerem sorrindo (juntos) nas galerias de fotografias (seriam colunas sociais?) da imprensa local.

Diria que para além do conceito de sociedade espetacular, ou sociedade do espetáculo, inserimo-nos, brasileiros, riostrenses, na sociedade do aplauso. Uma sociedade alienada no termo mais chulo que este possa vir a ter, onde os indivíduos não só não participam de absolutamente nada que envolva as decisões de escolha sobre sua vida, a de sua comunidade mais próxima, como tudo o que esse indivíduo conhece são os momentos de lazer e prazer. Uma sociedade afirmada sobre os pilares da cultura descartável, da cultura da promoção (da promoção individual), na qual quem tem mais poder são as celebridades, pois estas ganham destaque na TV, o grande poder político no Brasil. Hoje não só a TV exerce esse poder uma vez que nos surpreendemos com as possibilidades de convencimento para a venda através das redes sociais… estamos na era das mídias digitais. A TV continua sendo o meio de maior penetração nas massas e seu conteúdo (TV aberta) é cada vez mais vulgar, manipulador, e dominado por forças políticas.

Sentir prazer é melhor do que sentir angústia

Se eu fosse da área médica certamente saberia dizer agora como se dão esses processos bioquímicos no organismo humano para argumentar de maneira mais clara o que quero dizer. Além da endorfina, muitas outras enzimas são produzidas no organismo do ser humano no momento da festa, do delírio, do êxtase.

Desde a Grécia Arcaica tomamos pileques homéricos (naquele tempo vinho… hoje o brasileiro proletário bebe cachaça e aos domingos se dá ao luxo de beber uma cervejinha). Era e é necessário (também) ao indivíduo estar entorpecido para suportar a realidade, as chagas, as penas legais, a própria lei, a si mesmo e sua natureza.

Sob a luz da psicologia junguiana os arquétipos do homem, os comportamentos arquetípicos são a base para a compreendermos a narrativa, a trajetória do homem ao longo da história da humanidade, seja no mundo ocidental ou oriental. Mas, também, a elaboração dos arquétipos, sua ‘evolução’ para um outro arquétipo ‘mais evoluído espiritualmente’, socialmente seria o grande desenlace do mistério da vida. Ao indivíduo moderno sobrou o rito à inércia mental e às festas como sua única forma de interagir com o meio ambiente, com outros indivíduos, com os animais, com sigo mesmo e com o divino. A questão é que o indivíduo moderno apenas quer ritualizar, ritualizar, ritualizar. E seus mitos são as celebridades da novela, os cantores sertanejos, os missionários religiosos e os políticos que apadrinham (estes teriam o mesmo status da celebridade na TV dado o seu poder na hierarquia social do grupo).

Não se trata mais nem de se embriagar numa parúsia dionisíaca tampouco de reatualizar um mito cosmogônico. Festeja-se o compartilhamento do viver por viver, só. Sem mais questionamentos segue o povo brasileiro, e nessa leva, os riostrenses.

Mas… será que viver ‘éter na mente’ com a sensação de prazer não seria o sinal de um quadro de esquizofrenia social? Na sociedade do aplauso as pessoas negam-se a admitir suas realidades, não enfrentam suas próprias problemáticas e cada vez mais vivem num mundo fantástico; o mundo do futebol, das novelas, do cinema. Vivem (n)um simulacro. Sobre o teatro… para que confrontar-se-iam esses indivíduos com o teatro? Para se odiarem (risos irônicos…)?

A sociedade riostrense precisa estar muito alerta sobre o que é noticiado na imprensa local, sobretudo sob a perspectiva da sociedade do aplauso. O último editorial do jornal do governo, o Resga… mostra que tudo saiu perfeito na festa de aniversário da cidade, que se o governo que está em seu último ano de mandato trouxe para Rio das Ostras artistas de renome internacional não é para as pessoas criticarem e sim, aplaudirem, já que se fossem estes, artistas menos conhecidos na mídia, haveria muito mais insatisfação. E assim, joga para o cidadão, o leitor um debate sobre o nível dos artistas da festa da cidade como se fosse este o principal tema a ser tratado por uma imprensa que se quer legítima e respeitada.

É claro que precisamos sim discutir a festa de aniversário de 20 anos de Rio das Ostras, mas sobre o prisma dos gastos públicos, não pormenorizando se queremos estar inseridos ainda na escolha dos artistas… se queremos ver cantores sertanejos ou se queremos jazz e blues goela abaixo. Contudo, antes de qualquer coisa, precisamos colocar em pauta o que essa festa significou e o que ela deixou de herança para o riostrense, para o comerciante local, para a economia da cidade.

Não fosse o histórico de superfaturamento de eventos na cidade – o que vivemos novamente este ano com a festa dos 20 anos de Rio das Ostras -, moradores e trabalhadores enfrentaram todas as consequências de uma cidade sem governança e sem infraestrutura. Rio das Ostras recebeu mais que o dobro de sua população nos dias da festa da cidade, durante o feriado de Semana Santa, e ainda, os candidatos ao sexto concurso público da prefeitura. Sem estrutura, os visitantes e moradores assistiram a ineficiência deste governo, que, como disse o referente tabloide local, está saindo este ano do executivo. Está saindo e está deixando o que para os cidadãos riostrenses?

Deixa a notícia de que no meio da festa toda outra farra muito maior foi anunciada, mas esta não pelas páginas do tal jornal semanal de Rio das Ostras. Foram criadas quatro secretarias de governo no quadro da prefeitura, cujas mesmas irão demandar cerca de R$ 700 mil apenas em folha de pagamento à prefeitura no orçamento 2012. Por que será que sobre isso o jornal Resga… não fala?

Cidades feitas para serem comercializadas não estarão nunca voltadas para as causas sociais

Rio das Ostras tem características de uma cidade média. E qual a principal característica das cidades médias no Brasil, ou melhor, das capitais e cidades de economia emergentes brasileiras? Sua transformação em uma ‘cidade empresa’. E o que seria uma ‘cidade empresa’ e como isso funciona? Funcionada da forma como estamos vendo agora, por exemplo, nesse escândalo que envolve o governo do Estado do Rio de Janeiro com as empreiteiras Delta, Andade Gutierez e Odebrecht.

O poder público que gerencia a política de Rio das Ostras é uma agência de negócios voltada para os grandes interesses do capital e o cidadão é o último a ser comunicado das decisões neste cenário.

Nas ‘cidades-empresa’, prolifera-se a cidadania do aplauso: o indivíduo escolhe apenas momentos de prazer para se ‘unir’ e expressar sua cidadania, seu patriotismo, seu sentimento de pertencimento social, de ator social. Incapacitado de inserir-se amplamente nos ambientes onde os interesses políticos e sociais são discutidos, orbitam em torno destes e passam a aceitar naturalmente sua exclusão efetiva no âmbito dos debates de interesse público e coletivo. O indivíduo abre mão de exercer sua escolha, de se organizar e aprender a debater sua própria condição humana em sociedade.

Estamos vivendo um mundo de fantasia em Rio das Ostras, cidade onde já foram assassinados o primeiro prefeito, um vereador, um jornalista, um padre. Temos um número elevado de homicídios na cidade, não contamos com infraestrutura das polícias civil e militar e ainda assim apoiamos a maneira como o modelo de segurança pública do Estado está sendo implantado na vizinha Macaé.

Não sou contra a implementação deste modelo de segurança, afinal ele propõe a ocupação para a pacificação, mas lembremos que precisamos estar muito atentos quando a palavra pacificação é colocada em contexto. Precisa-se estar muito atento quando no caso ela vem seguida de outra palavra: ocupação. Ainda que semanticamente estejamos diante de um ‘conceito’ paradoxal (o que não é paradoxal? A História é totalmente paradoxal!), insistimos no modelo padrão implantado pelo estado. O problema não são as ocupações das comunidades comandadas pelo tráfico, mas sim as milícias que se inserem nesses modelos de ocupação, que negociam diretamente com esses grupos. Sabemos que o tráfico não disputa cargos governamentais, mas a milícia sim. No meu entendimento este seria um dos maiores problemas do modelo de segurança pública pacificadora do governo Sérgio Cabral.

Voltando à sociedade do aplauso, precisamos atentar para que cidade queremos, mas precisamos saber anteriormente em qual cidade vivemos, qual sua história política.

Hoje em Rio das Ostras não sabemos ainda os nomes dos candidatos ao governo municipal, ainda que estejamos a poucos meses das eleições de outubro. Essa mesma imprensa que vende festas e comemorações não cita as denúncias graves que envolvem a administração do atual prefeito, nunca comentou, mesmo que de passagem, as mazelas deixadas à cidade pelo ex-prefeito, nem cita o que de real há por traz deste mistério que envolve o silenciamento dos nomes quem podem vir a concorrer este ano ao governo de Rio das Ostras. Apenas especulações e jogadas de marketing de esquina nada estratégicas sobre as benfeitorias do atual prefeito são publicadas em notinhas entre os releases da Secom da PMRO.

Não há crise interna na política riostrense, não há gente resmungando pelo leite derramado nos últimos quatro, oito, doze, dezesseis anos. A cidade continua nas mãos de um mesmo grupo político e a imprensa continua tentando enganar o cidadão que vota na cidade, que vive na cidade, que trabalha na cidade, que lê os jornais da cidade.

O cenário é dos mais inéditos na história da política regional se admitirmos o mais coerente, ou seja, não teremos uma disputa eleitoral em Rio das Ostras.

Leia e reflita sobre o conteúdo dos jornais de Rio das Ostras.

O Observatório da Imprensa colabora nesta análise. Vamos reinterpretar esse enunciado noticiado pelos jornais locais?

Conto com você nessa polifonia.

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Rio das Ostras gastou R$ 1 milhão por dia na última festa de aniversário da cidade

Posted in Cidade, Denúncia, Observatório da Imprensa Local by ImprensaBR on 18/04/2012

Prefeitura deixou de investir cerca de R$ 10 milhões em Saúde, Educação e setores básicos para financiar a festa de aniversário mais opulenta que a cidade já teve

O ‘evento’ durou nada menos que nove dias

Com o título ‘Festa de aniversário de Rio das Ostras é um sucesso‘, a Secom de Rio das Ostras abriu com apelo ‘up’ o release enviado agora à tarde para a imprensa regional sobre os resultados da festa de aniversário da cidade, que finalmente acabou nesta última segunda-feira com o show de Luan Santana e mais vaias ao prefeito.

Com o subtítulo ‘Shows gratuitos agitaram os nove dias de comemorações e reuniram 300 mil no Parque de Exposições’, apavorei-me e corri para cá.

De graça? De graça para quem? A festinha de aniversário de Rio das Ostras foi paga com o seu, o meu, o nosso dinheiro! E foi superfaturada como tudo na PMRO, produzida por uma empresa terceirizada que vai usar esse dinheiro para apoiar você já sabe qual candidatura nessas eleições… e o comentário, esta semana nas ruas da cidade, é que nada deu certo, principalmente nos bastidores. De vaias ao prefeito, a estacionamentos a 20 reais, passando pela falta de segurança suficiente para um público de 65 mil pessoas, à censura da imprensa local durante a cobertura da festa por parte da produção. 

Segue o release da secom…

Sessenta e cinco mil. Esse é o número estimado pela Defesa Civil de pessoas que compareceram ao último dia das comemorações pelo aniversário de Rio das Ostras, nesta segunda-feira, dia 16. O show de Luan Santana atraiu uma verdadeira multidão para o Parque de Exposições e fechou com chave de ouro uma série de shows gratuitos oferecidos pela Prefeitura como um presente aos riostrenses.

Novamente nessa noite, quando o cerimonial anunciou o nome do prefeito de Rio das Ostras, houve vaias. 

No palco, Luan Santana destacou o recorde de público e a importância do evento para sua carreira. “Hoje é uma noite histórica pra Rio das Ostras e pra minha carreira também. A gente tá batendo recorde de público na festa! Mais de 65 mil pessoas aqui hoje!”, falou, animado, o cantor.

Pão e circo:

“O grande êxito dessa festa reflete o sucesso da cidade, referência no País em serviços públicos e em qualidade de vida. A população merece esses dias de alegria e celebração”, disse o prefeito Carlos Augusto.

Foram nove dias de comemorações, que incluíram shows de artistas consagrados. Pelo palco do Parque passaram Victor e Leo, Fernandinho, Cláudia Leitte, Padre Fábio de Melo, Harmonia do Samba, Grupo Revelação, Seu Jorge, Jammil e Uma Noites e Luan Santana. Segundo números da Defesa Civil, cerca de 300 mil pessoas visitaram o Parque nos dias de evento.

Morador que veio de longe…

A riostrense Andréa Martins não se cansava de elogiar a festividade. “Está tudo maravilhoso, os shows são ótimos. Rio das Ostras merece essa festa. A cidade é linda e está cada dia melhor”, acredita. Outros moradores aproveitaram para declarar seu amor ao município. “É uma cidade ótima tanto para trabalhar quanto para se criar uma família”, acredita Renato Alves. “Aquele que vive em Rio das Ostras, não quer sair. A cidade é pequena, mas tem coração de mãe”, acrescenta Reinaldo Mendes.

Puxando o saco dos ambulantes (eleitores)

Os moradores deixaram claro que existem todos os motivos para se festejar os vinte anos da cidade. Mas não foi somente diversão que a festividade trouxe aos riostrenses. Fábio dos Santos, o Fábio do Algodão Doce, por exemplo, é integrante do Programa de Renda Alternativa. Ele diz que este tipo de evento gera lucros para os ambulantes. “As vendas aumentam em 40% pelo menos para a gente. É muito boa essa iniciativa da Prefeitura. A cidade precisa destes eventos porque oferece mais uma opção de lazer além das praias”, disse o ambulante. “Rio das Ostras completa 20 anos dando oportunidade à Renda Alternativa”, concorda André Luis Inácio.

Nos fins de semana, os hotéis, pousadas e restaurantes da cidade ficaram lotados pelos visitantes, atraídos pelas comemorações.

OUTRAS ATRAÇÕES- A festa em comemoração aos 20 anos de emancipação político-administrativa de Rio das Ostras foi realizada entre os dias 8 e 16 de abril, no Parque de Exposições, na Rodovia do Contorno, km 1.

Além dos shows, outras atrações foram oferecidas como o parque de diversões e exposição agropecuária. Uma das novidades da III Exposição Agropecuária foi o concurso do Gado Gir Leiteiro, com a participação de 200 animais de diversas cidades do estado do Rio de Janeiro. Também houve a disputa de equinos e bovinos expostos à visitação, além da mini-fazenda.

Crime! Todos sabemos que não faz bem aos animais ficarem expostos em ambientes como festas como essa. É crime ambiental, mas ninguém vê.

A festividades ainda foram marcadas pela missa solene, Desfile Comemorativo, lançamento do selo e carimbo dos correios em comemoração à data e cavalgada. A realização da Festa da Cidade foi da Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio da Prefeitura de Rio das Ostras.

Aff… estava perdendo o fôlego…

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Rio das Ostras tem um Observatório da Imprensa Local

Posted in Observatório da Imprensa Local by ImprensaBR on 14/04/2012

Rede começa no Facebook e faz análises, críticas, comentários e denúncias sobre o setor e a prática da imprensa regional 

Por LB

Você já ouviu falar em ‘media criticism’, em português ‘crítica à mídia’? É um conceito fundamentado na participação do leitor, do ‘consumidor’ dos conteúdos veiculados pelos mass media na crítica ao que ele lê, vê e ouve nesses respectivos conteúdos.
O grupo Observatório da Imprensa no Facebook foi criado no dia em que o jornal O Polifônico completou dois anos, em 12 de dezembro de 2011.
Para quem não conhece, O Polifônico é hoje a única imprensa livre feita em Rio das Ostras por profissionais de comunicação e jornalismo e independente dos engendramentos políticos articulados entre o poder público e os ditos ‘jornalistas e donos da imprensa local’.

Na contramão dessa metodologia de trabalho, o Observatório da Imprensa Local propõe a análise constante de tudo o que lemos, vemos na televisão, nas revistas, nos panfletos, no rádio, nos outdoors espalhados pela cidade e comecemos a desconstruir o que está por trás desse marketing enganoso e desse jornalismo chapa branca, que vigoram na cidade. Vigoram, mas tendem a minguar na medida em que os leitores se posicionam e se mostram atentos e críticos diante deste dito impávido ‘quarto poder’.
Vamos observar e colocar em debate. Quanto mais gente entrar nessa polifonia crítica, melhor. Só assim poderemos ver (ler) produtos editoriais sérios circulando em Rio das Ostras, onde o conteúdo não esteja vinculado à ideologia dominante do poder governante. Uma imprensa que trabalhe para cidadão e não contra ele.
Esta ferramenta serve ainda, para além de ficar de olho nos jornais locais, aprofundar questões como orçamentos, licitações, contratações, acompanhamento da execução de projetos e ações da Secretaria de Comunicação Social de Rio das Ostras, secretaria milionária e que nenhuma conta presta a todos nós, executando projetos falsários como esse ‘festival de cinema de rua’, cujo mesmo exibe ‘A era do gelo 15’ afirmando ser isto é arte, educação, cultura e o pior, formação de plateia.

O que vemos hoje é um organismo governamental atuando de maneira anti ética ante os veículos de comunicação regional, trocando favores por propagandas da cidade na mídia local, fazendo ‘jabás’ aos montes e tentando promover um projeto de comunicação que mais parece um processo de lavagem cerebral através da difusão em massa das mesmas notícias (releases) em todos os periódicos da cidade. Notícias estas sempre muito positivas quando se fala da cidade, dos gestores públicos, do chefe do Executivo, que sai sempre bem em todas as fotos.

O Observatório da Imprensa Local é um dos projetos de Educação em Comunicação Popular do jornal O Polifônico. Participe. Acesse o grupo no Facebook e contribua com suas observações.

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Jornal ou santinho? Distribuído agressivamente durante desfile de aniversário de Rio das Ostras, um jornal local antecipa campanha política na cidade

Posted in Cidade, Observatório da Imprensa Local by ImprensaBR on 12/04/2012

Um jornal local foi excessivamente distribuído durante o desfile de aniversário de Rio das Ostras, nesta terça-feira. Durante nossa estada na Av. Amazonas, local do desfile, percebemos que muitos, mas muitos mesmo, exemplares eram jogados no chão logo depois de serem entregues às pessoas por mocinhas nada simpáticas.

O dono de todas as bancas de jornal da cidade disponibilizou sua banca de jornal na mesma avenida para servir de ponto de distribuição e concentração dessas meninas que distribuíam o tal jornal.

De onde vem tanto dinheiro para a imprensa justamente em ano eleitoral?

O referente jornal saiu na última sexta-feira, dia 6 de abril, e provavelmente sairá amanhã também, ou seja, a empresa colocou (jogou) nas ruas da cidade três números do jornal na mesma semana.

O que mais me intriga é de onde está jorrando tanto dinheiro para esta mega produção jornalística, já que o comércio local não chega junto e para anunciar uma publicidade de míseros R$ 30, chora pra caramba!

Contratar uma equipe com profissionais da área como jornalistas, editores, revisores, colunistas, fotógrafos, ilustradores, diagramadores, secretários de redação, e a própria impressão do jornal, custa caro, e bem caro.

Político tentou fazer campanha antecipada

Vale outro destaque para este jornal excessivamente jogado goela abaixo dos presentes ao desfile de aniversário de Rio das Ostras: seu conteúdo. Vazio, o jornal apenas trouxe uma entrevista com o ex-prefeito da cidade, que mais uma vez aproveitou a ocasião para se auto exaltar. O que nos leva a pensar que estão usando o jornal como santinho de campanha política e o pior, antes do tempo.

Sinceramente, ter uma imprensa como essa é uma vergonha para nossa cidade!

Esteja atento ao que você lê nos jornais locais.

O Observatório da Imprensa Local está!

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Rio das Ostras ganha um presente inesquecível nos seus 20 anos: Boechat arrebenta com prefeito e vereadores que aprovaram a criação de mais quatro secretarias de governo na cidade

Posted in Cidade, Denúncia, Observatório da Imprensa Local, Política by ImprensaBR on 10/04/2012

Ricardo Boechat, conceituado jornalista da Rede Bandeirantes deu a nota que vocês ouvirão a seguir…

O fato: a criação de mais quatro secretarias de governo em Rio das Ostras.

Não esqueçamos que o jornal RJ News, do grupo do ex-prefeito Acebíades, fechou uma ‘parceria’ com a Band.

Agora… Boechat… logo você se servindo a isso?

Tá estranha essa parceria.

O Observatório da Imprensa local está de olho!

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Depois de 40 anos, Cacau, hoje morador de Rio das Ostras, se reconhece na foto da capa do disco Clube da Esquina

Posted in Cidade, Cultura, Observatório da Imprensa Local, Outras Fontes, Região by lunks on 21/03/2012

Depois de 40 anos, morador de Rio das Ostras, Cacau, repete a cena da foto do disco do Clube da Esquina.

O dia-dia do jornalista depende não apenas de seu bom desempenho mental e ‘elouquencia redacional’, mas sobretudo e antes de tudo de sua criatividade, sua inventividade para criar pautas e desenvolvê-las. Muitos são os argumentos que podem gerar uma pauta.

A invenção de hoje fica por conta da clippagem sobre Rio das Ostras na imprensa nacional e merece destaque na editoria Observatório da Imprensa Local, embora a matéria a seguir não revele nenhum aspecto crítico do leitor para com a mídia local, mas  revela um fato desprezado pela mesma na medida em que todos estão falando do assunto menos nós aqui na cidade!

E não é que inventando pautas e fazendo clippings sobre Rio das Ostras cheguei ao estado de Minas, ou melhor, ao Estado de Minas! Sim, trata-se de jornalão como nós do jornalismo popular costumamos chamar os impressos produzidos por grandes grupos empresariais que visam o lucro acima de tudo através da utilização da comunicação ‘social’ na sociedade moderna.

Mas enfim, o interessante deste enredo todo foi o encontro inacreditável com a matéria da jornalista Ana Carla Brant e do fotógrafo Túlio Santos do jornal Estado de Minas sobre  Cacau e Tonho, os dois meninos que aparecem na capa de um dos discos mais importantes da cultura musical de Minas Gerais e de uma geração belê da qual sou herdeira com muito orgulho: o Clube da Esquina, do coletivo de músicos mineiros liderados por Milton Nascimento e Lô Borges, de 1972.

Fotografados há 40 anos pelo pernambucano Carlos da Silva Assunção Filho – Cafi – a jornalista e o fotógrafo foram para Nova Friburgo atrás da pauta inventada pelo editor de Cultura do EM, João Paulo Cunha.

O resultado é a bela matéria que o leitor d’O Polifônico lerá a seguir contando brevemente a estória desses dois garotos, cujos destinos se distanciaram quando um deles veio morar em Rio das Ostras, onde hoje trabalha como jardineiro.

Não seria, no meu entender, plágio, sugerir, enquanto editora deste jornal, uma entrevista com o Cacau, para saber dele como viveu durante esses 40 anos o menino da foto da capa de um dos discos mais vendidos e curtidos das últimas quatro décadas.

É impressionante ver como o semblante do Cacau pouco mudou de lá pra cá, não?

Para mim, que já morei em Lumiar e conheci o lugar onde foi composta a música que tem o nome do vilarejo, foi emocionante ler esta matéria singela. Vi de perto novamente na minha memória toda a beleza daquela terra de águas e matas abençoadas onde fui muito feliz… mas vi também a pobreza ainda nas vilas mais humildes, a falta de estrutura no atendimento à saúde das famílias que moram em Boa Esperança, São Pedro da Serra, Bocaina dos Blauts, na Sibéria, em Macaé de Cima, Rio Bonito de Cima… a pele maltratada das mulheres que labutam nas lavouras de arroz, feijão, mandioca, banana… o cansaço das crianças que percorrem dezenas de quilômetros para chegar à escola… mas ainda consegui ver beleza nessa memória cruel e árida, pois essas paisagens sempre estiveram floridas e seu povo, por isso, ainda que sofredor, é um povo que se orgulha de ter sido pioneiro, desbravador… e ainda assim, sorri.

Leia a matéria do jornal Estado de Minas:

EM localiza Tonho e Cacau, a dupla que estampou a capa do Clube da Esquina há 40 anos

Meninos continuaram próximos e reviveram a imagem clássica

Ainda mais rápidos do que o habitual, os passos do editor de Cultura, João Paulo Cunha, na manhã de terça-feira, só poderiam significar duas coisas: ou algum artista importante tinha morrido ou… “Achamos os meninos!”. João Paulo acabara de saber que a repórter Ana Clara Brant e o fotógrafo Túlio Santos tinham cumprido a missão que lhes foi confiada na semana passada: percorrer os arredores de Nova Friburgo e localizar, 40 anos depois, os dois garotos que aparecem na capa do Clube da Esquina. A única referência eram indicações um tanto imprecisas do autor da imagem, o fotógrafo pernambucano Cafi, que clicara os garotos a caminho da fazenda da família de um dos letristas do disco, Ronaldo Bastos, e jamais havia os reencontrado.

Munida de cartazes com a reprodução da fotografia, a dupla chegou à Região Serrana do Rio de Janeiro e saiu em busca do objetivo. Conversou com mais de 50 moradores da região. Suposições, negativas, dúvidas… até que uma das entrevistadas, Beth, bateu o olho na foto e, sem hesitar, identificou os garotos. Vieram outras confirmações e o trabalho passou a ser não só localizá-los, mas promover o inédito reencontro. Às 16h de quarta-feira, a repórter ligou para a redação e, eufórica, anunciou que a missão estava cumprida. Depois de escutar o relato, temperado por surpreendentes coincidências e lances inusitados, perguntei a Ana Clara se havia ficado emocionada com o desfecho da busca. E a resposta não poderia ser mais mineira: “Nó! Tirei até uma foto com eles, uai!”.

Com vocês, a história de dois meninos brasileiros que partilharam pães e sonhos numa estrada de terra no início dos anos 1970. Lô e Bituca? Não, Tonho e Cacau. Essa é uma história de poeira, espelho, vidro e corte. Mas é, acima de tudo, uma história com gosto de sol.

– Carlos Marcelo

——–

Nova Friburgo – Você já ouviu falar em Tonho e Cacau? Ou quem sabe em José Antônio Rimes e Antônio Carlos Rosa de Oliveira? Provavelmente não, mas certamente já deve ter se deparado com a fotografia deles por aí. Isso porque os dois Antônios ilustram a capa de um dos discos mais importantes da história da música brasileira: o Clube da Esquina. Passados 40 anos que a câmera de Carlos da Silva Assunção Filho, o Cafi, registrou os dois meninos sentados na beira de uma estrada de terra perto de Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, o Estado de Minas conseguiu localizá-los depois de uma busca que envolveu dezenas de pessoas e teve histórias saborosas.

Durante bom tempo, muita gente chegou a achar que as duas crianças da capa do LP seriam Milton Nascimento e Lô Borges, mas os próprios artistas sempre desmentiram. “A gente chegou a ir atrás deles, mas era muito difícil localizá-los. Eles devem ter caído no mundo”, declarou Cafi antes de a reportagem botar o pé na estrada rumo a Nova Friburgo. Na verdade, “Lô” e “Milton” praticamente nunca deixaram a região conhecida como Rio Grande de Cima, na zona rural da cidade fluminense, onde nasceram e cresceram.

José Antônio Rimes tem 47 anos e curiosamente exerce o ofício de recompositor, responsável por encaixotar, organizar e distribuir as mercadorias na seção de congelados de um supermercado da cidade. Apesar de a reportagem ter percorrido quilômetros até chegar a Tonho, como é conhecido, ele trabalha a um quarteirão do hotel onde estávamos hospedados. O encontro com o “menino branquinho do disco”, como ficou conhecido, foi cercado de expectativas. Os colegas do supermercado já sabiam da história e quando o recompositor chegou até se assustou: “Que tanto de gente é essa? Por que está todo mundo parado?”, espantou-se. Quando viu a capa do disco, não titubeou: “Oh, sou eu e o Cacau. Como é que vocês conseguiram isso? Quem tirou essa foto? Eu me lembro desse dia”, revelou.

Antônio Rimes recorda que estava brincando em um morro de terra removida pelos tratores que ficava próximo a um campinho de futebol, quando Cafi e Ronaldo Bastos passaram dentro de um Fusquinha. “Alguém do carro me gritou e eu sorri. Estava comendo um pedaço de pão que alguém tinha me dado, porque eu estava morrendo de fome, e para variar descalço. Até hoje não gosto muito de usar sapato. Mas nunca soube que estava na capa de um disco. A minha mãe vai ficar até emocionada. A gente nunca teve foto de quando era menino”, disse Tonho, que nunca ouviu falar em Milton Nascimento, tampouco em Clube da Esquina. “É aquele moço que foi ministro?”, indagou.

Já Antônio Carlos Rosa de Oliveira, de 48 anos, o Cacau, conta que não se lembra do exato momento da foto, mas que anos depois, quando morava em Macaé, no litoral norte do estado do Rio, se deparou com a capa do Clube da Esquina em uma loja de discos e desconfiou que se tratava dele mesmo. “Coloquei a mão sobre a minha foto e fiquei reparando aquele olhar. Achei que era eu mesmo e acabei comprando o CD, porque o LP não tinha mais. Até queria um para poder guardar”, frisa Cacau, que durante toda a reportagem não se desgrudou do álbum que pertence a um dos jornalistas do Estado de Minas . “Vou roubar este pra mim”, brincou.

Cacau e Tonho nasceram na fazenda da família Mendes de Moraes, na zona rural de Nova Friburgo, onde os pais trabalhavam como lavradores. Não desgrudavam um do outro e aprontavam bastante, segundo o relato de parentes e vizinhos que ajudaram a reconhecê-los. Jogavam futebol, bola de gude, pegavam frutas nas vendas da região, nadavam na prainha do Rio Grande e nas cachoeiras. Ficaram muito próximos até os 20 anos, quando as famílias acabaram se mudando para bairros diferentes de Nova Friburgo. Tonho ainda vive na cidade com a mãe, a esposa e as duas filhas, mas Cacau se mudou recentemente para Rio das Ostras, na Região dos Lagos, onde presta serviços como jardineiro e pintor.

Mesmo morando a 100 quilômetros de Nova Friburgo, topou reviver com o amigo a clássica fotografia da capa do Clube da Esquina. Não foi fácil localizar o exato lugar, já que a região do Rio Grande sofreu muito com os efeitos da tragédia de janeiro do ano passado e com o tempo. “Isto aqui mudou demais, então não dá para precisar. Quarenta anos não são 40 dias”, filosofou Cacau. Apesar do sol escaldante e da posição desconfortável, eles não se importaram de posar para a máquina fotográfica. “Quer que eu tire o sapato pra ficar parecido? Adoro ficar descalço mesmo! Se tiver um pão, também pode me dar”, pediu Tonho, dando gargalhadas.

Surpresa 
A princípio, Tonho e Cacau ficaram ressabiados com a história de estamparem a capa de um LP e ao saber que a imprensa estava atrás deles. As famílias também desconfiaram. A mãe de Tonho, dona Aparecida Rimes, de 69 anos, a toda hora ligava para saber do filho, com receio de ele ter sido sequestrado. “A gente nunca viu isso por aqui. Mas agora que vocês chegaram à cidade estão dizendo que meu filho está até no computador. Fico preocupada”, admitiu a aposentada.

Cacau revela que só se deslocou de Rio das Ostras para Nova Friburgo porque achava que tinha alguma pendenga familiar para resolver. “Pensei que era coisa de pensão de ex-mulher. Essas coisas. Não acreditei muito nessa conversa de repórter não”, justificou o jardineiro, que é fã de MPB e conhece a obra de Bituca. “Gosto muito de Canção da América. É muito bonita. Mas o que vai acontecer agora que o povo vai descobrir que esse menino do disco não é o Milton Nascimento? Será que vão achar ruim comigo?”, questionou receoso.

Apesar de não compartilharem a intimidade de outrora, vez por outra eles se esbarram por Nova Friburgo e colocam o papo em dia. “A gente não tem tempo, fica nessa correria de trabalho, família. Eu fico no serviço das 6h às 18h, então complica demais encontrar com o pessoal. Cada um tomou o seu rumo, mas sempre que a gente se vê é uma farra. Amigo é amigo, né? Para toda a vida”, destacou Tonho.

Cara do Brasil
Autor da imagem original, o fotógrafo pernambucano Cafi conta como nasceu o clique: “A gente ficava andando com o Fusquinha do Ronaldo (bastos) pelas estradas, tirando foto de nuvens, porque a gente ia criar a nossa empresa, Nuvem Cigana. Uma das nuvens, inclusive, está no encarte do Clube da Esquina”. Ao ver os meninos, decidiu fazer o registro: “Foi como um raio”, lembra Cafi. “ É uma imagem forte. A cara do Brasil. E foi na época em que vários artistas estavam exilados fora daqui. E tinha essa coisa da amizade presente também. O Milton adorou a foto e ela acabou indo para a capa”, relembra Cafi, 61 anos, radicado no Rio de Janeiro.

O clube da busca
Foram necessárias, pelo menos, 53 pessoas para chegar até os dois “garotos”. Porém, algumas tiveram um papel fundamental. O desenrolar do fio da meada se deu quando, a pedido do Estado de Minas, um jornalista de Nova Friburgo, Wanderson Nogueira, anunciou na rádio local sobre a procura. Uma ouvinte da região, a costureira Rogéria dos Santos, de 56 anos, entrou em contato com a reportagem, comunicando que nunca tinha ouvido falar da história do disco, mas conhecia muitos moradores da zona rural que poderiam auxiliar na busca.

Rogéria dos Santos nos levou até a auxiliar de produção Gilcelene Tomaz Ferreira, de 33 anos, pois muitos da cidade desconfiavam que o menino negro do Clube seria alguém da família dela, filho de Severino, um antigo lavrador. Por indicação da mãe de Gilcelene, Helena, chegamos até Erasmo Habata, floricultor da região. Com o LP na mão, assegurou: “Este pretinho não é filho do Severino. Mas este mais branquinho é filho do Laerte Rimes, um lavrador da região. E deve ser o Tonho”, frisou. Outras indicações – pistas falsas – nos levaram a checar várias pessoas, entre elas um paciente internado em clínica psiquiátrica e até um foragido da Justiça.

Na manhã seguinte, partimos atrás de um casal que morou mais de 30 anos na região e conhece todo mundo: a dona de casa Elizabeth Fernandes Silva, de 58 anos, e o pedreiro Fernando da Silva, de 62. “Na época, a dona Querida, que é a mãe do Ronaldo e do Vicente Bastos, lá da Fazenda Soledade, nos mostrou essa foto num pôster. Sempre soube que eram o Tonho e o Cacau. Não temos dúvidas que são eles, porque eles viviam juntos pra cima e pra baixo”, apontou Beth. “Os dois conservam aquele jeitinho. São eles sim e acho que eles vão ficar muito felizes”, opinou Fernando.

E em menos de 24 horas, com a ajuda da população local, finalmente estava desvendado a identidade dos dois meninos da capa do Clube da Esquina. “A gente fica até emocionado. Eles mereciam ser descobertos. É um reconhecimento mesmo com tanto tempo”, resumiu Rogéria dos Santos.

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Depois de 40 anos, Cacau, hoje morador de Rio das Ostras, se reconhece na foto da capa do disco Clube da Esquina

Posted in Cidade, Cultura, Observatório da Imprensa Local, Outras Fontes, Região by ImprensaBR on 20/03/2012

Depois de 40 anos, morador de Rio das Ostras, Cacau, repete a cena da foto do disco do Clube da Esquina.

O dia-dia do jornalista depende não apenas de seu bom desempenho mental e ‘elouquencia redacional’, mas sobretudo e antes de tudo de sua criatividade, sua inventividade para criar pautas e desenvolvê-las. Muitos são os argumentos que podem gerar uma pauta.

A invenção de hoje fica por conta da clippagem sobre Rio das Ostras na imprensa nacional e merece destaque na editoria Observatório da Imprensa Local, embora a matéria a seguir não revele nenhum aspecto crítico do leitor para com a mídia local, mas  revela um fato desprezado pela mesma na medida em que todos estão falando do assunto menos nós aqui na cidade!

E não é que inventando pautas e fazendo clippings sobre Rio das Ostras cheguei ao estado de Minas, ou melhor, ao Estado de Minas! Sim, trata-se de jornalão como nós do jornalismo popular costumamos chamar os impressos produzidos por grandes grupos empresariais que visam o lucro acima de tudo através da utilização da comunicação ‘social’ na sociedade moderna.

Mas enfim, o interessante deste enredo todo foi o encontro inacreditável com a matéria da jornalista Ana Carla Brant e do fotógrafo Túlio Santos do jornal Estado de Minas sobre  Cacau e Tonho, os dois meninos que aparecem na capa de um dos discos mais importantes da cultura musical de Minas Gerais e de uma geração belê da qual sou herdeira com muito orgulho: o Clube da Esquina, do coletivo de músicos mineiros liderados por Milton Nascimento e Lô Borges, de 1972.

Fotografados há 40 anos pelo pernambucano Carlos da Silva Assunção Filho – Cafi – a jornalista e o fotógrafo foram para Nova Friburgo atrás da pauta inventada pelo editor de Cultura do EM, João Paulo Cunha.

O resultado é a bela matéria que o leitor d’O Polifônico lerá a seguir contando brevemente a estória desses dois garotos, cujos destinos se distanciaram quando um deles veio morar em Rio das Ostras, onde hoje trabalha como jardineiro.

Não seria, no meu entender, plágio, sugerir, enquanto editora deste jornal, uma entrevista com o Cacau, para saber dele como viveu durante esses 40 anos o menino da foto da capa de um dos discos mais vendidos e curtidos das últimas quatro décadas.

É impressionante ver como o semblante do Cacau pouco mudou de lá pra cá, não?

Para mim, que já morei em Lumiar e conheci o lugar onde foi composta a música que tem o nome do vilarejo, foi emocionante ler esta matéria singela. Vi de perto novamente na minha memória toda a beleza daquela terra de águas e matas abençoadas onde fui muito feliz… mas vi também a pobreza ainda nas vilas mais humildes, a falta de estrutura no atendimento à saúde das famílias que moram em Boa Esperança, São Pedro da Serra, Bocaina dos Blaudts, na Sibéria, em Macaé de Cima, Rio Bonito de Cima… a pele maltratada das mulheres que labutam nas lavouras de arroz, feijão, mandioca, banana… o cansaço das crianças que percorrem dezenas de quilômetros para chegar à escola… mas ainda consegui ver beleza nessa memória cruel e árida, pois essas paisagens sempre estiveram floridas e seu povo, por isso, ainda que sofredor, é um povo que se orgulha de ter sido pioneiro, desbravador… e ainda assim, sorri.

Leia a matéria do jornal Estado de Minas:

EM localiza Tonho e Cacau, a dupla que estampou a capa do Clube da Esquina há 40 anos

Meninos continuaram próximos e reviveram a imagem clássica

Ainda mais rápidos do que o habitual, os passos do editor de Cultura, João Paulo Cunha, na manhã de terça-feira, só poderiam significar duas coisas: ou algum artista importante tinha morrido ou… “Achamos os meninos!”. João Paulo acabara de saber que a repórter Ana Clara Brant e o fotógrafo Túlio Santos tinham cumprido a missão que lhes foi confiada na semana passada: percorrer os arredores de Nova Friburgo e localizar, 40 anos depois, os dois garotos que aparecem na capa do Clube da Esquina. A única referência eram indicações um tanto imprecisas do autor da imagem, o fotógrafo pernambucano Cafi, que clicara os garotos a caminho da fazenda da família de um dos letristas do disco, Ronaldo Bastos, e jamais havia os reencontrado.

Munida de cartazes com a reprodução da fotografia, a dupla chegou à Região Serrana do Rio de Janeiro e saiu em busca do objetivo. Conversou com mais de 50 moradores da região. Suposições, negativas, dúvidas… até que uma das entrevistadas, Beth, bateu o olho na foto e, sem hesitar, identificou os garotos. Vieram outras confirmações e o trabalho passou a ser não só localizá-los, mas promover o inédito reencontro. Às 16h de quarta-feira, a repórter ligou para a redação e, eufórica, anunciou que a missão estava cumprida. Depois de escutar o relato, temperado por surpreendentes coincidências e lances inusitados, perguntei a Ana Clara se havia ficado emocionada com o desfecho da busca. E a resposta não poderia ser mais mineira: “Nó! Tirei até uma foto com eles, uai!”.

Com vocês, a história de dois meninos brasileiros que partilharam pães e sonhos numa estrada de terra no início dos anos 1970. Lô e Bituca? Não, Tonho e Cacau. Essa é uma história de poeira, espelho, vidro e corte. Mas é, acima de tudo, uma história com gosto de sol.

– Carlos Marcelo

——–

Nova Friburgo – Você já ouviu falar em Tonho e Cacau? Ou quem sabe em José Antônio Rimes e Antônio Carlos Rosa de Oliveira? Provavelmente não, mas certamente já deve ter se deparado com a fotografia deles por aí. Isso porque os dois Antônios ilustram a capa de um dos discos mais importantes da história da música brasileira: o Clube da Esquina. Passados 40 anos que a câmera de Carlos da Silva Assunção Filho, o Cafi, registrou os dois meninos sentados na beira de uma estrada de terra perto de Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, o Estado de Minas conseguiu localizá-los depois de uma busca que envolveu dezenas de pessoas e teve histórias saborosas.

Durante bom tempo, muita gente chegou a achar que as duas crianças da capa do LP seriam Milton Nascimento e Lô Borges, mas os próprios artistas sempre desmentiram. “A gente chegou a ir atrás deles, mas era muito difícil localizá-los. Eles devem ter caído no mundo”, declarou Cafi antes de a reportagem botar o pé na estrada rumo a Nova Friburgo. Na verdade, “Lô” e “Milton” praticamente nunca deixaram a região conhecida como Rio Grande de Cima, na zona rural da cidade fluminense, onde nasceram e cresceram.

José Antônio Rimes tem 47 anos e curiosamente exerce o ofício de recompositor, responsável por encaixotar, organizar e distribuir as mercadorias na seção de congelados de um supermercado da cidade. Apesar de a reportagem ter percorrido quilômetros até chegar a Tonho, como é conhecido, ele trabalha a um quarteirão do hotel onde estávamos hospedados. O encontro com o “menino branquinho do disco”, como ficou conhecido, foi cercado de expectativas. Os colegas do supermercado já sabiam da história e quando o recompositor chegou até se assustou: “Que tanto de gente é essa? Por que está todo mundo parado?”, espantou-se. Quando viu a capa do disco, não titubeou: “Oh, sou eu e o Cacau. Como é que vocês conseguiram isso? Quem tirou essa foto? Eu me lembro desse dia”, revelou.

Antônio Rimes recorda que estava brincando em um morro de terra removida pelos tratores que ficava próximo a um campinho de futebol, quando Cafi e Ronaldo Bastos passaram dentro de um Fusquinha. “Alguém do carro me gritou e eu sorri. Estava comendo um pedaço de pão que alguém tinha me dado, porque eu estava morrendo de fome, e para variar descalço. Até hoje não gosto muito de usar sapato. Mas nunca soube que estava na capa de um disco. A minha mãe vai ficar até emocionada. A gente nunca teve foto de quando era menino”, disse Tonho, que nunca ouviu falar em Milton Nascimento, tampouco em Clube da Esquina. “É aquele moço que foi ministro?”, indagou.

Já Antônio Carlos Rosa de Oliveira, de 48 anos, o Cacau, conta que não se lembra do exato momento da foto, mas que anos depois, quando morava em Macaé, no litoral norte do estado do Rio, se deparou com a capa do Clube da Esquina em uma loja de discos e desconfiou que se tratava dele mesmo. “Coloquei a mão sobre a minha foto e fiquei reparando aquele olhar. Achei que era eu mesmo e acabei comprando o CD, porque o LP não tinha mais. Até queria um para poder guardar”, frisa Cacau, que durante toda a reportagem não se desgrudou do álbum que pertence a um dos jornalistas do Estado de Minas . “Vou roubar este pra mim”, brincou.

Cacau e Tonho nasceram na fazenda da família Mendes de Moraes, na zona rural de Nova Friburgo, onde os pais trabalhavam como lavradores. Não desgrudavam um do outro e aprontavam bastante, segundo o relato de parentes e vizinhos que ajudaram a reconhecê-los. Jogavam futebol, bola de gude, pegavam frutas nas vendas da região, nadavam na prainha do Rio Grande e nas cachoeiras. Ficaram muito próximos até os 20 anos, quando as famílias acabaram se mudando para bairros diferentes de Nova Friburgo. Tonho ainda vive na cidade com a mãe, a esposa e as duas filhas, mas Cacau se mudou recentemente para Rio das Ostras, na Região dos Lagos, onde presta serviços como jardineiro e pintor.

Mesmo morando a 100 quilômetros de Nova Friburgo, topou reviver com o amigo a clássica fotografia da capa do Clube da Esquina. Não foi fácil localizar o exato lugar, já que a região do Rio Grande sofreu muito com os efeitos da tragédia de janeiro do ano passado e com o tempo. “Isto aqui mudou demais, então não dá para precisar. Quarenta anos não são 40 dias”, filosofou Cacau. Apesar do sol escaldante e da posição desconfortável, eles não se importaram de posar para a máquina fotográfica. “Quer que eu tire o sapato pra ficar parecido? Adoro ficar descalço mesmo! Se tiver um pão, também pode me dar”, pediu Tonho, dando gargalhadas.

Surpresa 
A princípio, Tonho e Cacau ficaram ressabiados com a história de estamparem a capa de um LP e ao saber que a imprensa estava atrás deles. As famílias também desconfiaram. A mãe de Tonho, dona Aparecida Rimes, de 69 anos, a toda hora ligava para saber do filho, com receio de ele ter sido sequestrado. “A gente nunca viu isso por aqui. Mas agora que vocês chegaram à cidade estão dizendo que meu filho está até no computador. Fico preocupada”, admitiu a aposentada.

Cacau revela que só se deslocou de Rio das Ostras para Nova Friburgo porque achava que tinha alguma pendenga familiar para resolver. “Pensei que era coisa de pensão de ex-mulher. Essas coisas. Não acreditei muito nessa conversa de repórter não”, justificou o jardineiro, que é fã de MPB e conhece a obra de Bituca. “Gosto muito de Canção da América. É muito bonita. Mas o que vai acontecer agora que o povo vai descobrir que esse menino do disco não é o Milton Nascimento? Será que vão achar ruim comigo?”, questionou receoso.

Apesar de não compartilharem a intimidade de outrora, vez por outra eles se esbarram por Nova Friburgo e colocam o papo em dia. “A gente não tem tempo, fica nessa correria de trabalho, família. Eu fico no serviço das 6h às 18h, então complica demais encontrar com o pessoal. Cada um tomou o seu rumo, mas sempre que a gente se vê é uma farra. Amigo é amigo, né? Para toda a vida”, destacou Tonho.

Cara do Brasil
Autor da imagem original, o fotógrafo pernambucano Cafi conta como nasceu o clique: “A gente ficava andando com o Fusquinha do Ronaldo (bastos) pelas estradas, tirando foto de nuvens, porque a gente ia criar a nossa empresa, Nuvem Cigana. Uma das nuvens, inclusive, está no encarte do Clube da Esquina”. Ao ver os meninos, decidiu fazer o registro: “Foi como um raio”, lembra Cafi. “ É uma imagem forte. A cara do Brasil. E foi na época em que vários artistas estavam exilados fora daqui. E tinha essa coisa da amizade presente também. O Milton adorou a foto e ela acabou indo para a capa”, relembra Cafi, 61 anos, radicado no Rio de Janeiro.

O clube da busca
Foram necessárias, pelo menos, 53 pessoas para chegar até os dois “garotos”. Porém, algumas tiveram um papel fundamental. O desenrolar do fio da meada se deu quando, a pedido do Estado de Minas, um jornalista de Nova Friburgo, Wanderson Nogueira, anunciou na rádio local sobre a procura. Uma ouvinte da região, a costureira Rogéria dos Santos, de 56 anos, entrou em contato com a reportagem, comunicando que nunca tinha ouvido falar da história do disco, mas conhecia muitos moradores da zona rural que poderiam auxiliar na busca.

Rogéria dos Santos nos levou até a auxiliar de produção Gilcelene Tomaz Ferreira, de 33 anos, pois muitos da cidade desconfiavam que o menino negro do Clube seria alguém da família dela, filho de Severino, um antigo lavrador. Por indicação da mãe de Gilcelene, Helena, chegamos até Erasmo Habata, floricultor da região. Com o LP na mão, assegurou: “Este pretinho não é filho do Severino. Mas este mais branquinho é filho do Laerte Rimes, um lavrador da região. E deve ser o Tonho”, frisou. Outras indicações – pistas falsas – nos levaram a checar várias pessoas, entre elas um paciente internado em clínica psiquiátrica e até um foragido da Justiça.

Na manhã seguinte, partimos atrás de um casal que morou mais de 30 anos na região e conhece todo mundo: a dona de casa Elizabeth Fernandes Silva, de 58 anos, e o pedreiro Fernando da Silva, de 62. “Na época, a dona Querida, que é a mãe do Ronaldo e do Vicente Bastos, lá da Fazenda Soledade, nos mostrou essa foto num pôster. Sempre soube que eram o Tonho e o Cacau. Não temos dúvidas que são eles, porque eles viviam juntos pra cima e pra baixo”, apontou Beth. “Os dois conservam aquele jeitinho. São eles sim e acho que eles vão ficar muito felizes”, opinou Fernando.

E em menos de 24 horas, com a ajuda da população local, finalmente estava desvendado a identidade dos dois meninos da capa do Clube da Esquina. “A gente fica até emocionado. Eles mereciam ser descobertos. É um reconhecimento mesmo com tanto tempo”, resumiu Rogéria dos Santos.

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Produtor de água receberá pagamento por serviços ambientais

Produtores rurais, moradores, autoridades e representantes da sociedade civil organizada se reuniram sábado (10/3) no distrito de Lumiar, em Nova Friburgo, na Região Serrana, para o lançamento do Programa Produtor de Água, desenvolvido pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Macaé e das Ostras, com apoio da Unesco, Banco Mundial e dos governos estadual e federal.

O objetivo do programa é estimular, por adesão voluntária, uma política de pagamento por serviços ambientais voltados à produção hídrica no curso do Alto Macaé, atualmente responsável pelo abastecimento dos distritos de Mury, Lumiar e São Pedro da Serra, em Nova Friburgo, além dos municípios de Casimiro de Abreu, Rio das Ostras e Macaé.

A ideia geral é apoiar, orientar e certificar projetos que visem à redução da erosão e do assoreamento de mananciais, proporcionando a melhoria da qualidade, a ampliação e a regularização da oferta de água nesta bacia hidrográfica de importância estratégica para a cadeia produtiva do petróleo.

De acordo com o chefe do escritório local da Emater-Rio, em Nova Friburgo, e presidente do comitê, Affonso Henrique de Albuquerque Júnior, todas as etapas do programa serão amplamente debatidas com a comunidade. Segundo ele, o comitê recomendou à agência que a empresa responsável pela confecção do plano de recuperação da bacia prestigie mão de obra local durante o diagnóstico.

O coordenador de Gestão da Informação do Programa Rio Rural, Marcelo Monteiro da Costa, que representou o secretário de Agricultura e Pecuária, Christino Áureo, disse que o Rio Rural apóia a iniciativa do Produtor de Água e que participará ativamente oferecendo assistência técnica.

Já o gerente de Uso Sustentável de Água e Solo da ANA, Devanir Garcia dos Santos, informou que a região da cabeceira do Rio Macaé será a segunda no Estado do Rio de Janeiro a ter acesso a esse modelo de política compensatória. Para Devanir, o produtor de água precisa ser parceiro desse processo de recuperação ambiental. “Ele é o único com a condição de manter o meio ambiente equilibrado”, resumiu. O representante da agência destacou ainda que os recursos para o pagamento serão oriundos da própria ANA, Petrobras, do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FUNDRHI) e de outras fontes.

A partir do próximo sábado (17/03), haverá quatro oficinas sobre pagamento de serviços ambientais (PSA), onde serão apresentados os métodos de valoração ambiental e os detalhes do diagnóstico que vai apontar o custo de recuperação da bacia hidrográfica.

Participaram do evento professores e estudantes do Instituto Federal Fluminense (IFF); técnicos da Emater-Rio; o secretário de Agricultura de Nova Friburgo, José Carlos Siqueira; o secretário de Meio Ambiente de Nova Friburgo, Eduardo de Vries; o secretário de Meio Ambiente de Macaé, Maxwell Vaz; a especialista em recursos hídricos da ANA, Juliana Ferreira de Freitas; o chefe da APA Macaé de Cima, Carlos Martins; e a gerente de apoio aos comitês de bacias do Inea, Gláucia Freitas Sampaio.

Fonte: Jornal do Brasil

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PRF apreende carga roubada em depósito de material de construção em Campos

Posted in Cidade, Observatório da Imprensa Local, Região by ImprensaBR on 09/03/2012

Agentes chegaram ao depósito depois de encontrar caminhão roubado

Agentes da Polícia Rodoviária Federal recuperaram nesta quinta-feira (8) em Campos dos Goytacazes, no norte do Estado, parte da carga roubada de um caminhão na última terça-feira (6) em Rio das Ostras, na baixada litorânea.

O caminhão foi encontrado na quarta-feira (7) na BR-101, estrada que liga o Rio de Janeiro ao Espírito Santo.O caminhoneiro está desaparecido. Com os dados da empresa de rastreamento, os policiais descobriram que a carreta ficou parada por cerca de duas horas na porta de um depósito de material de construção no bairro Parque Aurora. Eles foram ao local e encontraram várias peças que faziam parte da carga. O caminhão tinha 602 caixas d’água, uma carga avaliada em aproximadamente R$ 90 mil.

Quando os policiais chegaram ao depósito, encontraram parte da carga sendo transferida para outro caminhão. O dono do depósito explicou que tinha feito uma encomenda de algumas caixas d’água. Ele comprovou a negociação com a apresentação de notas fiscais. Mas na hora da entrega os ladrões, que se fingiam de entregadores, disseram que a loja estava fechando e que ele poderia ficar com toda a carga pagando parcelado. A nota fiscal seria entregue outro dia.

Os policiais apreenderam o caminhão com a carga e levaram para a Delegacia do Centro (134ª DP). Os agentes investigam o envolvimento de um policial militar com a loja de material de construção.

Outro caminhão recuperado

Na manhã desta quinta-feira, agentes da Barreira Fiscal também recuperaram na BR-101, em Mato Alto, outra carreta roubada. Desta vez o crime aconteceu no Espírito Santo e o caminhão ainda estava com a carga, avaliada em R$ 100 mil de produtos alimentícios e domésticos.

Os agentes abordaram o veículo em uma fiscalização de rotina e, enquanto verificavam a documentação da carreta, o motorista fugiu. O caminhoneiro conseguiu fugir logo depois que os criminosos anunciaram o assalto e registrou o crime em uma delegacia no Espírito Santo.

Fonte: R7

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Atleta mirim da escolinha de futebol do Fluminense de Rio das Ostras é manchete na imprensa depois de ganhar autógrafos de Fred e Thiago Neves

Posted in Cidade, Esporte, Observatório da Imprensa Local by ImprensaBR on 27/02/2012

Lágrimas sensibilizam funcionários, e criança tricolor conhece ídolos

Yuri Mateus, de 10 anos, ganha chance de entrar no ônibus da delegação, carregado por Diguinho, e tira fotos com Fred e Thiago Neves

A compra de ingressos nas Laranjeiras para a final da Taça Guanabara entre Fluminense e Vasco, domingo, às 16h (de Brasília), seguia com tranquilidade, próxima ao horário de saída do ônibus com os jogadores da sede do clube para a concentração. Até que o choro de um menino chamou a atenção. Ele queria tirar foto com seus ídolos e, ao perceber que não conseguiria, debulhou-se em lágrimas.

A paixão pura de Yuri Mateus, de 10 anos, sensibilizou os funcionários do clube que cuidavam da venda de ingressos. Ele ganhou uma chance de ouro de entrar no ônibus do Fluminense, carregado por Diguinho, para tirar fotos e ganhar autógrafos de seus ídolos, principalmente Fred e Thiago Neves.

Acompanhado da mãe, Anigmara Garcia, Yuri chegou de Rio das Ostras especialmente para acompanhar os treinamentos do Fluminense nos dias que antecedem a final da Taça Guanabara. Na sexta-feira, foi bem recebido no portão do estacionamento por alguns jogadores, mas não encontrou Fred e Thiago Neves. Desta vez, conseguiu.

– Fiquei muito triste quando o Thiago Neves foi para o Flamengo. Agora, estou feliz novamente – disse Yuri, sem conseguir conter as lágrimas e tremendo de nervosismo depois do encontro com os ídolos. – Se um dia eu for jogador, e o Flamengo quiser me contratar, pode pagar o que for. Eu não vou.

Volante em uma escolinha do Fluminense em Rio das Ostras, Yuri se dedica em campo da mesma forma como faz na torcida. Seus pais, temerosos pela sua saúde, sequer cogitaram levar o menino ao Engenhão no domingo, mas começam a planejar a primeira vez do jovem torcedor em uma decisão.

– Ele passa mal. Num jogo em Macaé (contra o Cabofriense, no Carioca de 2011), ele gritava desesperadamente. Foi a única vez que o levamos. O Yuri é assim, muito emotivo. No time da escolinha, quando um jogo estava empatado, correu tanto uma vez em campo que chegou a desmaiar. A gente fica preocupado – disse Anigmara, hospedada na casa de uma prima no Rio de Janeiro.

Ao entrar no ônibus, Yuri foi rapidamente reconhecido por Rafael Sobis e Bruno, que na sexta-feira tentou consolar o garoto, que não conseguiu contato com alguns jogadores, na saída das Laranjeiras. Com Diguinho como espelho para o seu futuro, sonha vestir a camisa do Fluminense – e a mãe garante que ele é uma promessa.

– Ele joga muito. E não é por ser meu filho – brincou Anigmara, que só não gostou da atitude de Deco e Rafael Moura na sexta-feira. – Eles nem abriram o vidro do carro. Se o Yuri não saísse da frente rapidamente, poderia ter sido atropelado.

Fonte: Globo Esporte

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Afinal, estaria Rio das Ostras de fato voltada para o receptivo de turistas de transatlântico?

Posted in Cidade, Observatório da Imprensa Local, Turismo by ImprensaBR on 19/02/2012

O jornal O Dia divulgou hoje uma matéria na qual revela o aumento de turistas de todo mundo aportando de navio (transatlânticos) no Rio de Janeiro. No final, o jornalista apresenta um dado da secretaria de Estado de Turismo dizendo que o destino de grande parcela desses turistas são cidades da serra fluminense e da Região dos Lagos, como Cabo Frio e Rio das Ostras.

Mês passado conversei com um empresário de muito respeito do setor de turismo, que escolheu Rio das Ostras para ampliar seus negócios no ramo de hotelaria. O dono do hotel Villarejo, de Rio das Ostras, João Batista, com mais de 63 viagens de transatlântico ao redor do mundo afirmou que esse tipo de turismo não traria grandes encrementos à economia de Rio das Ostras. Segundo ele, o turista de navio não gasta em terra porque o navio já tem tudo o que o passageiro busca numa viagem assim. O que esse turista compra em terra são pequenas lembrancinhas. João comentou que hoje em dia é caro demais para a empresa pagar a ancoragem do navio no cais do Rio. Alguns pacotes preferem rotas com pernoites numa cidade mais barata na Argentina.

Mas não é essa a mesma concepção do vice-prefeito, Broder, que recentemente deu uma entrevista ao jornal de Macaé Expresso Regional anunciando a contrução de um mega porto para a recepção de navios de grande porte de turismo, ou seja, transatlânticos. Assim como ele, outros empresários da cidade compartilham da iniciativa que poderia ser mais um equívoco entre os tantos já praticados pela administração pública local.

Antes de elaborar mega projetos que não atendem às necessidades da cidade e de sua mega população de quase 120 mil pessoas, os gestores públicos deveriam estudar mais e ouvir mais quem entende no negócio.

Leia matéria publicada hoje no jornal O Dia (more…)

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Rio das Ostras, acorda!!! Picciani vem aí! PMDB divulga nominata para pleito 2012 na cidade

Posted in Cidade, Eleições 2012, Notas, Observatório da Imprensa Local, Política by ImprensaBR on 14/01/2012

O serviço de clipping d’O Polifônico funciona quase… 24 horas…

No Plantão deste sábado, vejam vocês, leitores d’O Polifônico e do Observatório da Imprensa Local , encontramos saindo do forno… mais uma para o bafão do verão 2012 em Riodas… depois do carnaval… os foliões serão pierrôs… erros… erros.. erros…

A imprensa polifônica está de olhos atentos à propagenda eleitoral feita irregularmente.

Fiquem de olho também!

O texto abaixo foi extraído do site do pseudo jornal Fala Rio das Ostras.

Em Rio das Ostras,Falta de outros candidatos e desunião das oposições.

Leva Dep SABINO a ter vantagem no início da corrida eleitoral para prefeito de Rio das Ostras.

O PMDB de Rio das Ostras precisa urgentemente marcar uma reunião com seus pré-candidatos, com seus militantes e com sua executiva para ser tratado uma estratégia nas próximas eleições . O PMDB é o pa…rtido que tem a prefeitura, se olharmos pelo dia a dia da rua , o governo pode não ser ótimo, mas , também não é péssimo. A figura do prefeito ….., quem tinha que vir a público explicar o índice dele, é a secretaria de comunicação e minha amiga querida Lilian , que é dona da agência de publicidade da prefeitura. E mesmo assim somos o maior partido de Rio das Ostras. Temos três vereadores eleitos : Vereador Neco, mesmo de uma eleição para outra, perdendo mais de quinhentos votos , pode vir a ser o puxador de legenda; Vereador Robinho, mesmo perdendo alguns aliados de muita importância nas campanhas anteriores, continua trabalhando firme para recuperar a perca;Vereador Ademir da farmacia , é um outro quadro, segundo dados está meio atrapalhado sobre imóveis que alugou para a prefeitura, pode vir a ter dificuldade. Na chapa de pré-candidadtos do PMDB, temos a secretaria Rosemarie , mais ao mesmo tempo dois grandes aliados dela irão ser canditados; a Fernanda do ancora sai pelo PPS ; o Kadu é a aposta jovem do PMDB de Rio das Ostras, e vai ter o apoio do Marcos Vinicius, filho do governador Sérgio Cabral. Temos o Alan machado fazendo um belo trabalho no turismo, mas vem de duas derrotas, entretanto é uma pessoa do bem.
A chapa dos pré-candidatos já está pronta, queremos imediatamente uma reunião para sabermos que tipo de estrategia utilizaremos para a próxima eleição.

CHAPA DO PMDB:

ADEMIR DA FARMACIA
ALAN MACHADO
APARECIDA VERDAN
BRUNO (EDUCAÇÃO FISICA)
CARLOS FRANÇA
CLAUDIA
CLEUSA
COLONIA
DEYSE
DRª. VERA
DR. FEITOSA
ELZINHA
EMILSON
FABIO (MAR DO NORTE)
FELIPE (AMIGO DE FABRICA)
HUGO MELLO do FALA RIO DAS OSTRAS
IRIS
ISAIAS
VIEIRA
KADU
BAGUEIRA
MARIA LUIZA
MARINS
MARIO
NECO
NEUSA
NIVALDO MARAES
PATRICIA
PEDRO BOMBA
RÉGIO
ROBINHO
RONALDO
ROSEMARIE
SANDRÃO
SONIA POP
MAURICIO RADIO
SR. EDEMILSON
GAÚCHO
VENNI
ZEGUIAR

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Turismo de Rio das Ostras no fundo do poço

Posted in Cidade, Observatório da Imprensa Local, Turismo by ImprensaBR on 10/01/2012

Enfileirados, turistas aguardavam sua vez para lavar os pés no marco de construção da cidade.

Georreferenciamento de pontos históricos, monumentos e espaços públicos de Rio das Ostras: Uma sugestão criativa e didática em educação para o turismo
Pesquisando sobre patrimônio público na Internet, encontramos muita coisa interessante. Não sei o que fazem as pessoas que trabalham no Turismo, que nunca leram sobre como transformar a visita do turista num passeio histórico pela cidade, afinal quem viaja, além de entretenimento, busca conhecimento.
Em São Paulo, uma experiência me chamou atenção recentemente. Jornalistas e artistas catalogaram todos os monumentos artísticos espalhados pela cidade e depois montara um site onde eles pudessem ser acessados através de um sistema de georeferenciamento, ou seja com localização no mapa da cidade. Clicados da web ou do celular, pois o aplicativo permite acesso de celulares também, uma caixa de diálogo se abre na tela com o nome do escultor da obra, ano em que ela foi feita e quando foi inaugurada no local público, e uma série de outras informações sobre o monumento.
O site da prefeitura não saiu na imprensa local outro dia como sendo um dos mais acessados e bem feitos por aí? Poderiam pedir aos desenvolvedores do mesmo que fizessem um projeto semelhante para ajudar a educar quem procurasse informações sobre turismo na plataforma virtual. Mas esse site está ali pra nada também…
Outra sugestão é que a Secretaria de Comunicação Social ao invés de bancar um projeto de 550 mil reais para exibir blockbuster, poderia lançar um edital, agora em 2012, desafiando os munícipes (na UFF tem um grande contingente de alunos que estudam ciência da computação) a desenvolverem uma plataforma local de georreferenciamento dos pontos históricos e monumentos históricos de Rio das Ostras. Mas isso ela não faz…
Identidade e pertencimento
O Poço de Pedras, para os turistas, lava-pés pós-praia, foi construído no século 18 por escravos. Na época, o local era conhecido como Largo de Nossa Senhora da Conceição. Foi o Poço de Pedras o marco da construção da primeira vila que se formou na localidade.
O Poço que conhecemos hoje obviamente não é original. Com as obras de urbanização da praia do Centro nos anos 90, não sei se antes da emancipação de Rio das Ostras ou depois, o antigo Poço de Pedras foi destruído. No lugar, foi edificado poço que conhecemos hoje e as esculturas da senhora com a menininha e o cachorro. Detalhe da sandália avaiana que a senhora está usando nada condiz com a vestimenta típica do período retratar na cena ali apresentada, passada no século 18! A gafe foi feita pela equipe de incompetentes que atuava (alguns ainda não largaram o osso) na Fundação Rio das Ostras de Cultura, nos idos do ano 2000, gestão do senhor Sabino, que se diz tão preservador das memórias da cidade.
Lamentavelmente, sem incentivar pesquisas sobre a história da cidade, a prefeitura cita há anos os mesmos dizeres sobre o poço. Fala de sua funcionalidade, mas em momento algum dá ênfase a sua importância para todo o povoamento aqui instalado. Ele servia para abastecer o cantil de água dos viajantes que paravam para buscar remanso na tapera que era isso aqui. Só dizem isso. A significação do Poço de Pedra na comunidade jamais fora lembrada… quanto mais a contextualização desse monumento numa cidade moderna, onde nada faz referência ao século 18. Fica complicado!
Leia mais sobre o projeto de georreferenciamento de obras de arte em São Paulo:
http://www.jornalismodigital.org/2011/07/making-of-arte-fora-do-museu/

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Morador de Rio das Ostras posta vídeo na internet denunciando estado de calamidade em seu bairro

Não é de hoje que as ruas do bairro Chácara Mariléa precisam de atenção especial do governo. Ainda em fase de crescimento, de construção de novas habitações, a Chácara Mariléa ainda não tem estrutura básica para isso. É nesse bairro que está localizada a ETE da cidade, segundo a própria prefeitura, uma das estações de tratamento de esgoto mais preparadas e eficazes do Brasil.
Veja a série de vídeos que gravei há um ano na rua Cambuci: 

Rua Cambuci

Chácara Mariléa... e suas ruas Cambuci, Aristóteles da Cunha e Acerbal Pinto Malheiros preservam os ares de roça dos tempos em que a Petrobras ainda não havia aportado em Macaé.

A rua Cambuci fica logo atrás daquela margem do rio das Ostras.

Cambuci com Aristóteles da Cunha.

Rua Almir Ventura, próxima a rua Cambuci.

Foi nesse bairro que o prefeito Carlos Augusto fez sua festa de 51 anos, em 2011, atormentando a paz dos moradores locais como eu, por exemplo, que fui obrigada a passar a tarde do sábado da festa do senhor todo poderoso prefeito de Rio das Ostras ouvindo uma péssima cantora desafinada tentando cantar… e depois fui obrigada ainda a ouvir os 20 minutos de fogos pirotécnicos queimados deliberadamente. Um verdadeiro absurdo. Muita falta de respeito pela vizinhança! Mas para amenizar, o prefeito ficou na porta da casa das pessoas vizinhas ao local da festa-churrascada convidando-as para a mesa farta. Pão e circo sempre.
O jornal O Polifônico já mostrou várias fotos das ruas Cambuci, Aristóteles da Cunha, Acerbal Pinto Malheiros completamente alagadas, mas isso foi no verão de 2011. Sem nada feito na local, um ano depois o quadro piorou e na Cambuci, rua da ETE e por onde passam as kombis que fazem o transporte coletivo dos moradores do bairro, o caos é total.
Um morador do bairro, indignado com a situação calamitosa no local, publicou esse vídeo na internet para chamar atenção dos gestores para a precariedade enfrentada por quem reside em Chácara Mariléa. Ele pede atenção do prefeito, manda chamar a moradora antiga do bairro, Sônia Tojal, que quer ser vereadora no município, para que ela veja a cena, mas obviamente, até agora…  será que foi ouvido?
Veja o vídeo postado pelo morador:

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Em debate o Código de Zoneamento Geofísico de Rio das Ostras

Código de zoneamento ainda não foi votado, mas edificações da cidade já utilizam as novas regras estabelecidas pela lei
Leonor Bianchi
Texto e Foto
Desde agosto do ano passado se arrasta na Câmara Municipal de Rio das Ostras a discussão sobre o novo código de zoneamento do município, criado pelo presidente da casa; o vereador Carlos Afonso Fernandes.
Na época, o idealizador do projeto enfrentou uma grave polêmica pelo fato de o Projeto de Lei Nº 018/2007 – que estabelece novas regras para o zoneamento geofísico, o parcelamento e o uso do solo em Rio das Ostras – ter sido publicado no Diário Oficial do município (edição de 03 a 09 de agosto) nos Atos do Legislativo como lei, ou seja, como se já tivesse sido aprovado pela Câmara, embora não tivesse nem sido levado à votação.

Depois que engenheiros, munícipes e sociedade civil organizada manifestaram insatisfação com o conteúdo da nova lei e com a total ausência de debate público a respeito de um projeto de tamanha importância para o futuro de Rio das Ostras, o presidente da Câmara agendou uma audiência pública e nela justificou detalhadamente sua proposta.
Nesse dia, ficou acordado entre os presentes, que uma comissão de estudos se reuniria novamente após 15 dias para dar continuidade ao debate sobre as adaptações que o texto precisaria sofrer para ir à tribuna ser aprovado, ou não, pelos vereadores.
O período legislativo deste ano teve início na última terça-feira e, ainda, nem o executivo nem o legislativo publicaram uma errata no D.O para corrigir o erro quando da publicação da lei no jornal de 3 de agosto de 2007. Praticamente abafado pelo governo, o assunto foi ficando esquecido. No final de outubro surgiram matérias prioritárias nas pautas da Câmara, como a votação do orçamento deste ano, por exemplo, o que fez o tema ‘código de zoneamento’ ser substituído por outras polêmicas novas no âmbito do próprio orçamento. Com isso, as observações que seriam atribuídas à nova lei pelo ‘grupo de trabalho’ não foram feitas. O entrave impossibilita a (re)elaboração de uma nova redação e sua votação.
Enquanto o imbróglio perdura, alguns construtores erguem os primeiros pequenos arranha-céus de Rio das Ostras. O que pode vir a ser o modelo das futuras edificações que serão feitas na cidade nos próximos anos, até que uma outra lei permita que prédios com mais de 14, 16, 20 andares sejam levantados na cidade. A verticalização já é fato em Rio das Ostras independentemente do vigor, ou não, da lei. Exemplo disso é o edifício que está sendo construído ao lado da rodoviária, na principal via que corta a cidade; a rodovia Amaral Peixoto.
Discordando do projeto do Presidente da Câmara, a bancada opositora do Legislativo comentou ao Tribuna de Rio das Ostras que está trabalhando para vetar qualquer tipo de irregularidade. Na ocasião da audiência pública, vereadores da oposição reuniram-se com a Associação dos Empreiteiros e Funcionários da Construção Civil de Rio das Ostras (Acempro) para estudar o projeto e melhorias para o mesmo, tais como a criação de novas zonas de interesse, limitar o tipo de comércio para cada zona e exigir um estudo prévio de impacto de vizinhança. O GT também apontou a necessidade da criação de um Conselho Municipal de Planejamento Urbano em Rio das Ostras, uma espécie de ‘órgão’ que seria responsável por autorizar e fiscalizar todas as obras do município.
Entenda o que propõe a lei
O Projeto de Lei Nº 018/2007, incentiva a verticalização da cidade ao permitir o aumento do gabarito e a construção de prédios com ate 40 metros, ou, em outras palavras, de 12 andares. Algumas alterações ao texto foram sugeridas quando de seu debate público, pelo grupo de trabalho que foi instituído à época para estudar quais alterações a lei deveria sofrer. A limitação do gabarito em 25 metros, que permite construções de até oito andares em áreas pré-determinadas na lei, e não com 12 pavimentos, como consta do atual projeto, foi uma das alterações apresentadas pelo grupo.
Conflitos com o Plano Diretor
Pelo fato de conter diversos aspectos conflitantes com o Plano Diretor da cidade, o projeto do novo código de zoneamento de Rio das Ostras passou por diversas observações feitas pelo arquiteto e secretário extraordinário de governo, Maurício Pinheiro, ex-responsável pela pasta da Projeto Rio das Ostras Cidade (PRO-URBE).
Presente à audiência pública realizada no ano passado para discutir a lei, o arquiteto pontuou suas observações feitas ao documento, esclarecendo cada um dos tópicos que receberam seu grifo. As áreas de zoneamento foram um deles. O secretário elaborou um relatório relacionando suas discordâncias acerca do projeto e na ocasião frisou que “é importantíssimo não apenas ordenar o que ainda não está ordenado na cidade, mas, mais do que isto, é importante garantir a futura ocupação, de forma ordenada, das zonas da cidade”, o que não está claro no novo projeto, segundo ele.
Publicado originalmente em 2007 no jornal Tribuna de Rio das Ostras.

Leia também a Lei Complementar 004/2006:

Lei Complementar 004_2006 zoneamento rio das ostras

 

Leia também a Lei 194/96

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