!@ {o polifônico, [Jornalismo de Intervenção # Por Leonor Bianchi]

Anima Cine Macaé divulga filmes selecionados para sua primeira edição

Posted in Brasil, Cinema, Cultura, Estado, Macaé, Região, Rio das Ostras, Turismo, TV O Polifônico, Videofonia by ImprensaBR on 07/08/2013

Festival Internacional de Cinema de Animação de Macaé acontecerá de 24 a 30 de agosto

O Anima Cine Macaé, Festival Internacional de Cinema de Animação de Macaé divulga hoje a seleção dos filmes que serão exibidos na primeira edição do festival.

angel

Animação polonesa ‘Angel’, de Agnieszka Skolik.

 

Segundo a curadora do Anima Cine, Leonor Bianchi, a programação foi pensada e construída em cima de uma demanda regional de contato e aproximação com o gênero. “Mesmo com os meios digitais de comunicação, muita gente no interior não conhece outro tipo de animação que não seja os desenhos da Disney e os mangás japoneses. Consideramos este aspecto e preferimos criar um panorama didático, digamos assim, para selecionar as obras. O formato pensado para esta curadoria seguiu a tendência das janelas dos festivais mais significativos de animação que existem hoje no mundo, mas não esquecemos de olhar para o nosso quintal, afinal somos interior, estamos no interior. Macaé é uma cidade transatlântica, mas aqui é interior do Brasil… Exibiremos filmes premiados em Annecy (o maior do gênero no mundo) e tantos outros que estão hoje, neste momento, sendo exibidos no Anima Mundi, o maior festival de animação do Brasil, mas também exibiremos animações locais, de gente de Macaé, a terra do pai da animação brasileira, o mote do Anima Cine Macaé, inclusive! Isso mostra a intenção da Curadoria em dialogar com as produções regionais sem desconsiderar que há uma grande escola de cinema de animação fora do Brasil. Uma escola mais antiga e que merece respeito, mas que hoje, com o acesso às ferramentas de produção de um filme animado, nada perde à criatividade dos animadores brasileiros. Alguns (muitos), inclusive, trabalham lá fora, mas assinam a realização de vários filmes como sendo feitos no Brasil. O Brasil tem se revelado um grande produtor de animação para cinema. A publicidade domina um nicho que acaba fomentando o surgimento de novos realizadores a cada dia”, comentou a curadora do festival.

Foram selecionados 32 filmes, dentre estes, três longas-metragens. A relação dos selecionados e os programas do Festival Internacional de Cinema de Animação de Macaé já está online no site www.animacinemacae.wordpress.com

O Anima Cine é uma realização de Curadoria de Cinema e Escola Livre de Comunicação e Artes.
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Conservação e Preservação do acervo da Hemeroteca do Solar dos Mellos

Página da Hemeroteca Digital de Macaé

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Irregularidades marcaram campanha eleitoral em Rio das Ostras

Posted in Cidade, Editorial, Eleições 2012, Notas, Política, TV O Polifônico by ImprensaBR on 03/10/2012

Chegamos na reta final da campanha eleitoral no município de Rio das Ostras e o que vimos foi uma campanha rasa, feia, suja e completamente irregular. TODOS os candidatos ao cargo de prefeito largaram suas placas nas ruas da cidade em plena luz do dia. Candidatos ao Legislativo também incidiram na irregularidade e abandonaram seus materiais de campanha por aí…

 

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Exclusivo n’O Polifônico: Candidatos ao VI Concurso Púbico de Rio das Ostras fazem manifestação pedindo validação do mesmo

Posted in Cidadania, Cidade, Denúncia, Notas, TV O Polifônico by ImprensaBR on 21/09/2012

Muitas pessoas que fizeram o VI concurso público de Rio das Ostras, suspenso pelo Ministério Público em função de uma série de irregularidade em sua organização, fizeram uma manifestação pacífica nas ruas de Rio das Ostras, nesta sexta-feira pedindo a validação do concurso. Veja o vídeo.

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O Polifônico debate a gestão cultural em Rio das Ostras para os próximos 8 anos. Faça seu vídeo e envie para nós. Queremos saber que política cultural você quer para Rio das Ostras.

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Fora do horário eleitoral na TV, candidato a majoritária de Rio das Ostras coloca nova série de vídeos na Internet

LB

Ninguém viu ainda

Hoje cedo quando assisti aos vídeos que a equipe de MKT político do candidato do PSC ao governo municipal de Rio das Ostras, Alcebíades Sabino, tinha postado no youtube anteontem quando começou o horário político na TV, o índice de visualizações dos mesmos era zero (O).

Fui a primeira a assistir na rede a série de vídeos onde Sabino aparece contando sua história de vida e fala muito da mãe, Dna. Georgina, que dizia que ele tinha boas mãos pras flores.

No que quase podemos chamar de ‘curta-documentário’ sobre a vida pública e privada do candidato, ele conta histórias de sua infância, lembra dos tempos do gerador de luz no Iate Clube de Rio das Ostras, desligado meia noite, recorda a capina com os amigos de pelada para abrir a pequena várzea que depois virou o campo oficial do Rio das Ostras Futebol Clube…

Sentimentalista, o clima do depoimento do candidato. Ele lembra de quando os primeiros veranistas começaram a chegar em Mariléa, que era ainda a antiga fazenda do Bazim.

Lembra do Clube Cerro, mas não lembra que até hoje nunca fizeram um livreto sequer para que sua história fosse contada. Ano que vem o clube fará 50 anos de fundação.

Disse que ele e seus irmãos sustentaram a família catando ostras dos manguezais, diz saber que hoje já não há mais tantas ostras no rio, mas não admite que o rio das Ostras está poluído.

A quem se dirige a fala do vídeo?

O documentário fala diretamente com o novo morador de Rio das Ostras. Pessoas que vieram morar na cidade nos últimos oito, nove, dez anos. Nele, Sabino chega a chorar várias vezes enquanto relembra fatos de sua vida em Rio das Ostras.

Fiquei apreensiva quando o escutei dizer que deseja retomar com alguns projetos na cidade, como o de cinema…

Ah, sim, quem está COLADO em Sabino e aparece em quase todos os vídeos que o candidato postou na rede é o ator Cosme dos Santos, indicado por ele para comandar a Fundação de Cultura de Rio das Ostras caso seja eleito.

Olha, que precisamos retomar alguns projetos, sim, precisamos, mas não devemos insistir no que deu errado, e o modelo usado no passado para a execução de políticas para o setor audiovisual  em Rio das Ostras, foi horroroso.

Muito sentimentalista e pouco propositivo o vídeo.

Voltando ao cinema e ao nome que vem sendo indicado para lidar tão diretamente com cinema em Rio das Ostras, fica minha pergunta: que roteiro balela foi esse dese documentário? O cidadão, o eleitor não aceita mais documentários políticos mamão com açúcar como esse não. O vídeo pode ter cumprido uma função de liga identitária entre os antigos e novos moradores… sim, pode!… eu daqui quase chorei com Sabino quando ele contou que seu falecido irmão vinha do Rio e se emocionou ao ver o mar chegando na estrada Serra Mar. Passei minha infância brincando no banco de trás do carro com meu irmão de quem via o mar primeiro quando chegasse nesse mesmo ponto da estrada, quando vinha para Mariléa com minha família nos veraneios dos anos 70 e 80…

De fato, quem não conhece a cidade há mais de 30 anos como eu conheço tende a ficar emocionado com a história do candidato, que mais parece uma saga homérica de quem home (teria que profissão se não fosse político?) do que a trajetória de um pescador muito humilde, como ele mesmo afirma ter sido quando criança e durante a juventude em um dos capítulos do documentário.

Fica a sugestão para o eleitor de Rio das Ostras: Vejam o vídeo com olhos críticos e se perguntem onde foram parar nesse roteiro as questões mais sérias sobre Rio das Ostras? Onde foram parar nesse roteiro os problemas com a educação, a saúde, a cultura, a habitação, o meio ambiente, a empregabilidade, a infraestrutura, a distribuição de água, a segurança pública?

Chega a ser patética a situação que um desses roteiristas contratados pelo candidato criou em um outro vídeo da campanha intitulado “O povo pergunta, Sabino responde”. O roteirista tenta dar um clima de naturalização à repulsa pelo morador de rua quando coloca na fala de uma senhora que faz a pergunta a Sabino, o temor a estes. Ela chega a afirmar que tem medo dos moradores de rua que dormem ao relento na rodoviária e não quer que seus filhos vejam ‘essas pessoas’.

Para quem não faz ideia, em Rio das Ostras há um grupo de pessoas, muitas delas da maçonaria, que querem ver liquidados todas as ciganas e moradores de rua que vem parar na cidade. Eles e seus cachorros de rua… Essa posição já foi inclusive argumento para muita matéria levantada pelo jornal O Polifônico. O fato é que no vídeo, Sabino, para poder falar um pouco sobre sua política assistencialista aos moradores de rua já começa falando: ‘Olha, fulana… nós precisamos entender que essas pessoas são nossos irmãos, eles não tem culpa de serem moradores de rua…”, mas não fala absolutamente nada sobre criar políticas de base para dar condições mínimas de acesso a emprego e moradia a essas pessoas. O resultado no vídeo foi uma interpretação forçosa feita pelo candidato em sua resposta, indicada no péssimo roteiro sugerido pela equipe de redação e vídeo. Não funcionou pra mim, mas tem gente que cai! E como tem! Nesse vídeo mesmo… o povo pergunta e Sab.. responde, há vários jovens se apresentando como defensores mesmo do cara, de suas propostas, de seu retorno ao governo municipal de Rio das Ostras.

De fato a situação não está nada razoável, eleitor riostrense. Serão mais oito anos de cineminha mau redigido nas ruas da cidade. Cinema de Rua com filme estadunidense e roteiros tão ruins como estes desses videozinhos que vi esta manhã sobre nosso provável futuro prefeito.

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Mostra de Cinema em Rio das Ostras recebe inscrições até setembro

Posted in Brasil, Cidadania, Cidade, Cultura, Educação, Região, TV O Polifônico, Videofonia by ImprensaBR on 15/08/2012

Este ano o tema da Mostra Cinema Popular Brasileiro são as ‘Primaveras Audiovisuais’

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Para aonde e porquê marcha a humanidade?

LB

Quem já participou ou participa de algum movimento social ou partido político, provavelmente, já se perguntou sobre o que é capaz de mobilizar as pessoas. Ao mesmo tempo em que a resposta parece escorregadia se mostra bastante palpável em alguns eventos que têm sido amplamente noticiados. No Brasil e no mundo se fala de marcha da maconha, marcha contra as drogas, marcha de Jesus, enfim, eventos que têm mobilizado uma quantidade significativa de pessoas.

Entre março e abril de 1930, Mahatma Ghandi e vários de seus discípulos iniciam uma marcha de protesto contra o domínio britânico na Índia. Naquele contexto, a metrópole britânica havia obrigado a Índia, sua colônia, a comprar bens manufaturados apenas do Reino Unido, proibindo os indianos inclusive de extrair sal em seu país. A marcha durou 25 dias, tinha cerca de 400 quilômetros do interior em direção ao litoral e o grupo parava de cidade em cidade para descansar, de maneira que conquistavam cada vez mais adeptos. Em 6 de abril, junto com cerca de 50 mil indianos, Gandhi foi preso, o que não impediu que a marcha chegasse a seu destino nas salinas em direção a Bombaim.

Antes disso, no Brasil, a Coluna Miguel Costa Prestes, mais conhecida como Coluna Prestes, foi um movimento liderado por militares, que faziam oposição à Republica Velha e às classes dominantes da época. Teve início em abril de 1925, no governo de Artur Bernardes (1922-1926).

No início da década de 1920, o Brasil vivia sob o domínio das oligarquias rurais e setores médios urbanos, como os militares, por exemplo, que começaram a questionar este poder e a pressionar por mais investimentos nas forças armadas.

O primeiro levante militar ocorreu no Rio de Janeiro, em 1924. Liderado pelos tenentes do exército, ficou conhecido como Tenentismo. surgiu uma nova rebelião, desta vez em São Paulo. Depois de muitos combates contra as tropas fiéis ao governo, os revoltosos se refugiaram no interior do Estado.

Enquanto isso, Luis Carlos Prestes, também militar, organizava outro grupo no Rio Grande do Sul. Em abril de 1925; as duas frentes de oposição: a Paulista liderada por Miguel Costa, e a Gaúcha, por Prestes, uniram-se em Foz do Iguaçu e partiram para uma caminhada pelo Brasil.

Com aproximadamente mil e quinhentos homens, a Coluna Prestes percorreu 25.000 quilômetros. Durante dois anos e meio atravessou 11 estados. Do sul, o grupo rumou para centro-oeste do país, percorreu o nordeste, até o estado do Maranhão. Na volta, os combatentes refizeram o caminho, até chegar à fronteira com Bolívia.

Nas cidades por onde passava, a Coluna Prestes despertava apoio da população e a atenção dos coronéis, que também eram alvo das críticas do movimento. Sempre vigiados por soldados do governo, os revoltosos evitavam confrontos diretos com as tropas, por meio de táticas de guerrilha.

Por meio de comícios e manifestos, a Coluna denunciava à população a situação política e social do país num ato quixotesco de Prestes. Quixotesco, mas qual visionário não seria um Don Quixote? Com sua marcha, a Coluna ajudou a abrir os caminhos para a Revolução de 30, enfraquecendo ainda mais o já fragilizado  sistema oligárquico vigente.

Luís Carlos Prestes tornou-se o ícone desta Marcha e ficou conhecido como “O cavaleiro da esperança”. Ele não foi o principal líder da Coluna. Quem tomou a frente do percurso foi Miguel Costa. Mas Prestes era o idealizador, aquele que alimentava o sentimento de liberdade política, voto secreto e justiça social.

Ainda no Brasil, em 1964, o Presidente João Goulart anunciou suas reformas de base. Em resposta, um movimento denominado Marcha da Família com Deus pela Propriedade conseguiu mobilizar cerca de 300 mil pessoas em repúdio a Goulart e suas reformas. A mobilização surpreendeu e sinalizou aos militares brasileiros que uma fração significativa da população era avessa às políticas de Goulart. Cientes do apoio da classe média e pressionados pelo governo estadunidense, os militares promovem um golpe de estado que lhes dão o comando das rédeas da nação até 1985. O Brasil passa a ser governado através de Atos Institucionais. Nossos avós e pais viveram um período em que valores democráticos, como a liberdade de expressão e participação política foram absolutamente cerceados. Pessoas foram mortas e muitas famílias desconhecem até hoje o destino que tiveram seu parentes, filhos, irmãos senão silenciados nos porões da Ditadura Militar.

No final da década de 1970, tem inicio um lento processo de redemocratização. Nos dias 10 e 16 de abril de 1984 os opositores do regime mobilizam uma enorme massa populacional, integrada também pela mesma classe média que serviu de base para os militares em 1964. Primeiro na Praça da Candelária, no Rio, depois na Praça do Anhangabaú, em São Paulo, são mobilizadas cerca de um milhão de pessoas. É o movimento das “Diretas Já”. Em 1985 a eleição presidencial não foi direta. Foi eleito por voto indireto Tancredo Neves, assumindo a presidência José Sarney, já que Tancredo faleceu antes de tomar posse. Ambos políticos chancelados pelos militares.

No início de 2011, um protesto chamado “marcha das vadias” se espalhou de Toronto, no Canadá, para outras capitais mundiais como um viral. A causa inicial teria sido o fato de um policial ter dito que as mulheres, na Universidade de Toronto, não deviam se vestir como vadias para evitar os estupros no campus.

Em 1987 teve início em Londres a “Marcha de Jesus”, que chegou ao Brasil e hoje coloca em marcha mais de sete milhões de fiéis.

A Primavera Árabe e a Marcha dos Indignados

André Gregório

O ocidente criou para si uma imagem tão forte de ter alcançado democracia perfeita que perdeu por completo a capacidade da autocrítica. No momento que o mundo árabe se rebelou contra seus governantes autoritários e conservadores, através de protestos e até mesmo luta armada, todos os países ocidentais se manifestaram a favor da luta do povo árabe pela liberdade e pelos seus direitos. O ocidente deu até mesmo um nome à essa luta: a Primavera Árabe. No primeiro momento uma atitude nobre por parte do ocidente. Alguns países até se uniram para apoiar a luta do povo líbio contra seu líder.

Alguns meses depois, os representantes dos governos ocidentais vêem o mesmo acontecer em seu próprio quintal. Com protestos na Inglaterra, nos Estados Unidos (Washington, Boston, Chicago, Los Angeles, Miami), no Canadá, Espanha, França, Itália entre outros, a Marcha dos Indignados dá forma de protesto ao grito por liberdade e direitos do povo ocidental. E os mesmos representantes que deram armas à luta pela liberdade do povo árabe , viraram as mesmas armas contra a luta de “seu” próprio povo. Calaram o direito do seu próprio povo de contestar e transformar. Assim como fizeram e estão fazendo os tão criticados líderes árabes.

Sem entrar muito no mérito ideológico, cabe ao ocidente perceber que está longe do ideal. Cabe ao ocidente perceber que a evolução social de cada cultura se da a partir dela mesma, e não imposta por uma cultura que se considera superior sem sequer notar que está ruindo de dentro pra fora; apodrecendo.

Primaveras audiovisuais

LB

Temos acompanhado a crescente adesão da juventude nas redes sociais através da Internet e o crescimento, nos últimos anos, de uma série de atos e mobilizações sociais marcadas pela grande rede de comunicação. Ao sair do espaço das redes virtuais e chegar às ruas, os movimentos sociais ganharam força e popularidade, e com eles muitos registros dessas ações cívicas vêm sendo realizados Brasil à dentro.

Um dos temas abordados pelos novos cineastas, documentaristas, são as manifestações sociais, as populações insatisfeitas nas ruas exigindo mudanças de governo, de leis, de sistemas econômicos.

A 9ª Mostra Cinema Popular Brasileiro, querendo dar visibilidade a produções audiovisuais e cinematográficas que tiveram origem em algum manifesto popular.

Pretendemos lançar uma reflexão sobre a democratização das novas mídias digitais no Brasil, a maior capacidade de acesso da juventude aos novos suportes de captação de imagem, e a difusão audiovisual no cenário das mobilizações sociais.

O fato de termos estabelecido este tema não significa que apenas filmes relacionados a ele possam participar da Mostra. O tema é uma inspiração, não deve ser restritivo.

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9a Mostra Cinema Popular Brasileiro abre período de inscrições – Este ano a mostra inova e acontece também pela Internet

Posted in Cidade, Cultura, TV O Polifônico, Videofonia by ImprensaBR on 13/08/2012

A 9a Mostra Cinema Popular Brasileiro abre hoje, dia 12 de agosto de 2012, o calendário das atividades deste ano. As inscrições de filmes podem ser feitas através do site da mostra http://www.mostracinemapopularbrasileiro.wordpress.com.

É a primeira vez que um projeto de exibição de cinema e vídeo da Região dos Lagos acontece presencialmente e também pela Internet. A 9a Mostra Cinema Popular Brasileiro deste ano acontecerá em espaços públicos e privados da cidade, em uma escola municipal, e no site da mostra, possibilitando o maior acesso do público aos filmes participantes com esta última opção.

Homenagem ao jornalista Benoni Alencar

Propondo uma reflexão sobre a democratização das novas mídias digitais no Brasil, a maior capacidade de acesso da juventude aos novos suportes de captação de imagem, e a difusão audiovisual no cenário das mobilizações sociais, a mostra presta uma homenagem ao militante e jornalista morto ano passado em Rio das Ostras, Benoni Alencar.

A iniciativa foi da organizadora da mostra, a também jornalista, Leonor Bianchi. Segundo ela, a homenagem ‘in memorian’ a Benoni Alencar foi criada para que a data de sua morte não seja esquecida e para que seu pensamento não seja silenciado. “Benoni teve uma vida dedicada à busca pelos diretos humanos, pela liberdade, pela democracia, tudo o que estamos tratando nesta mostra. Não poderíamos nos furtar a mencionar seu nome na edição da mostra e fazer ecoar seu grito, que soará eternamente nas mentes dos estudantes, dos ativistas socialistas, dos homens bem. É preciso que Rio das Ostras valorize seus homens de bem e permita que suas histórias não sejam apagadas pelo tempo ou por condições ideológicas conflitantes com as de quem conta a história oficial”, ressalta a jornalista e organizadora da mostra.

Benoni foi líder estudantil na época da ditadura militar e por sua intensa atuação no movimento estudantil foi preso em Teresina. Nesse tempo criou o codinome “Geovane de Valença”. Após perseguições políticas, veio para o Rio de Janeiro, e escolheu a cidade de Niterói para viver com sua família. Na chamada Região Oceânica, em Niterói, escreveu para diversos jornais locais, foi ícone das lutas dos trabalhadores, atuou em partidos de esquerda.

Nos últimos anos vinha defendendo a linha de pensamento apresentada por militantes do PSOL e tornou-se fundador do Núcleo do PSOL Serramar ao lado de jovens militantes de Rio das Ostras e Macaé.

Em sua casa, no Palmital (Rio das Ostras), promovia verdadeiros seminários sobre política, filosofia, sociologia… foram muitos os amigos que ali compartilharam momentos inesquecíveis de grande troca e aprendizagem.

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Rio das Ostras 20 anos, onde está sua tradição? Somos resistentes… Preparando o puça, ou seria… costurando o puça, ou ainda, tramando o puça….

Posted in Cidade, Cultura, Educação, TV O Polifônico by ImprensaBR on 08/04/2012

Em Rio das Ostras, a comunidade de pescadores tradicionais da Boca da Barra ainda inspira meu coração e me enche de esperanças de que esta linda e amada cidade ainda não sucumbiu às mazelas trazidas pelo petróleo, pelo ‘progresso’ e pelo novo morador, que desconhece esta riqueza e suas raízes e faz fila no Poço de Pedra – marco fundador da cidade – para lavar os pés depois da praia.

Por Leonor Bianchi.

Abril de 2012.

Rio das Ostras 20 anos, onde está sua tradição? Somos resistentes…

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O grito da lagoa de Iriry

Posted in Cidade, Meio Ambiente, Polifonia em Poesia, TV O Polifônico, Videofonia by ImprensaBR on 05/02/2012
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Prefeitura enfeita orla de Costazul com banner do projeto de verão

Posted in Cidade, Turismo, TV O Polifônico by ImprensaBR on 26/01/2012
Quem passou esta semana pela orla de Costazul, uma das mais procuradas por turistas que visitam Rio das Ostras nesta época do ano, viu a nova decoração que a prefeitura colocou no local avisando sobre os shows do projeto de verão da cidade, o Ostras Folia. Veja o vídeo.

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Rio das Ostras evangeliza na rede

Posted in Cidade, Jornalismo de Intervenção, TV O Polifônico, Videofonia by ImprensaBR on 18/12/2011
Todos os dias clipando as principais notícias sobre Rio das ostras em jornais locais, do estado, do Brasil e até de países de fora, faço a mesma visita a vários sites e agências de notícias.
Há meses venho notando que em uma dessas redes de relacionamento e postagem de vídeos, Rio das Ostras aparece nas buscas sempre através de postagens de congregações evangélicas. Fiquei impressionada com um dos últimos vídeos que uma dessas igrejas publicou.
Quem também colocou um institucional sobre as belezas e atrativos de Rio das Ostras na rede foi o governo municipal, provavelmente através de sua Secretaria de Comunicação Social.
O vídeo – muito bem feito, com tomadas aéreas, imagens feitas de dentro da lagoa de Iriry, fala apenas de coisas boas e tenta vender Rio das Ostras como uma cidade perfeita para quem busca um local para passar as festas de fim de ano.
Perfeita só para quem vem, nada deixa, e volta para casa. Para quem mora aqui, trabalha (ou tenta trabalhar) e viver em Rio das Ostras, a realidade tem sido bastante dura e nada tem a ver com as belas imagens mostradas no tal vídeo institucional.
Sem infraestrutura, a cidade espera receber o dobro do número de sua população – hoje de 105 mil pessoas – durante o período de férias de verão. Novamente teremos problemas como falta de água em vários bairros, corte de energia elétrica… prejuízo para inúmeros comerciantes. Isso sem falar na segurança pública. Se em períodos de baixa temporada a guarnição lotada na praça não dá conta, no verão é que não seria suficiente.
Enquanto a prefeitura tenta vender Rio das Ostras como uma cidade perfeita em um dos maiores sites de compartilhamento de vídeos do mundo, quem mora aqui é colocado em último lugar.
Para saber o que é Rio das Ostras e o que a cidade vem enfrentando desde 2005, leia O Polifônico e veja o canal do jornal no Youtube…
Sobre o crescente número de vídeos postados todos os dias por dezenas de novas igrejas evangélicas instaladas na cidade, isto é mais do que o fim dos tempos! É a comunicação servindo para desinformar, para deseducar, para manipular e emburrecer o indivíduo.
Mais que isso, é o sinal de que pouca ou quase nenhuma produção audiovisual vem sendo produzida em Rio das Ostras.
Será mesmo?
LB

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Abaixo a ditadura!!!!!! O Polifônico repudia a ação da Prefeitura de Rio das Ostras no episódio provocado por ela durante a pintura do muro do PURO durante a Semana de Cultura Afro-Brasileira

Abaixo a ditadura!!!!!! O Polifônico repudia ação da Prefeitura de Rio das Ostras no episódio provocado por ela durante a pintura do muro do PURO, na Semana de Cultura Afro-Brasileira do Polo.

Rio das Ostras – Lamentavelmente uma intervenção artística que consistia na pintura de um muro da cidade acabou em desgaste para professores e alunos do PURO e para os artistas convidados pelos organizadores do projeto ‘1a Semana de Cultura Afro-Brasileira de Rio das Ostras’, promovido interdisciplinarmente por docentes e discentes do Polo.

A Semana contou com diversas atividades, dentre as quais, destacamos a presença do grupo de jongueiros ‘Tambores da Machadinha’, de Quissamã, que coroou a todos os presentes na noite de 17 último com uma apresentação visceral, ensinando a professores, alunos e comunidade o valor que precisamos dar à cultura popular brasileira, afro-brasileira. Referências tão próximas e tão distanciadas de nosso cotidiano vieram à tona ali no ‘terreirão do PURO’… Lindo! O jongo deixou a todos inebriados, energizados, enigmatizados, revigorados e prontos para enfrentar qualquer coisa que viesse à frente. Os tambores da machadinha são muito fortes!

Sexta-feira, de manhã, depois de toda a energia compartilhada na noite anterior, levantei cedo como de praxe para honrar os compromissos da extensa agenda da jornalista encarnada em mim… e segui para mais um dia cheio, daqueles, em Macaé. A pauta era um seminário (falcatrua!!!!) de cultura promovido pela Fundação Macaé de Cultura, que reuniu meia dúzia de gatos pingados em torno de um projeto já pronto pela prefeitura e pela Fundação. Gastei meu tempo… mas aprendi alguma coisa… sobre as quais não vem ao caso agora…

Não poderia cobrir o último dia da Semana de Cultura Afro-Brasileira, mas fui ao PURO entregar dois filmes – O vento forte do levante e Clementina de Jesus, a Rainha Quelé – para serem apresentados na sessão de cinema, durante à tarde, na agenda da Semana.

Jornalista de plantão, obviamente aproveitei o ensejo e papeei um tantinho com os dois desenhistas que estavam esboçando uma ilustração no muro de fora do PURO, para pintarem em cima, depois. O muro fica em frente ao cruzamento da avenida dos Bandeirantes com a rua Recife, no Jardim Bela Vista. Quem não conhece? Em frente rola há anos um ponto de prostituição que a fiscalização também, há anos, finge não ver…

Descobri ali dois rapazes, dois brasileiros famintos por conhecimento, por educação, por arte, por liberdade, por cultura, por um espaço para expressarem sua maneira de perceber o contexto no qual estão inseridos…

Sempre correndo, abracei esses brasileiros, agradeci o depoimento que me deram em vídeo e embarquei rumo a Macaé para o seminário falcatrua.

Surpreendentemente, abrindo o facebook horas mais tarde, li um post chocante, o qual me faz estar aqui, agora.

Não sei se posso replicá-lo, mas basicamente ele comenta o final trágico e triste que teve a atividade da pintura no muro do PURO.

Os artistas que estavam ali convidados, trabalhando, os alunos e organizadores da Semana de Cultura Afro-Brasileira, a comunidade, eu, todos foram afrontados e constrangidos diante de tamanha falta de educação, bom senso e, sobretudo, de cultura dos gestores públicos de Rio das Ostras.

Agressivamente, segundo fontes, uma junta de fiscais, guardas municipais e até policiais militares abordaram os jovens artistas enquanto pintavam o muro – a ilustração remetia à diversidade étnica e à valorização da cultura afro-brasileira –

As cores usadas na pintura eram o vermelho, amarelo, verde e preto… cores da bandeira da áfrica… só que para os aculturados que os abordaram, provavelmente o tema envolvido era maconha e Bob Marley. Antas!

Criaram uma cena horrível no local, um local onde brotava a liberdade de expressão, a arte, a inocência… agrediram pessoas que trabalhavam e ameaçaram processar a universidade por danos ao patrimônio. De arrepiar!

O Polifônico repudia a atitude dos responsáveis por esta ação vergonhosa. Vemos uma cidade que deseja tanto prestar-se ao arranjo produtivo do turismo, mas permanece cega as suas próprias linhas conceituais, metodológicas, enfim… O que acontece na cidade não fica só aqui e as belas propagandas que só aqui são veiculadas, ao contrário das páginas online d’O Polifônico, não são exibidas em nível nacional… tampouco fora do Brasil… sendo assim, esta mesma prefeitura, que tenta vender ao máximo a imagem de cidade do progresso, despreza incoerentemente a imagem negativa que passa Brasil à dentro e mundo à fora sobre o que de fato acontece nesta ilha imperial.

Hoje cedo recebi um email de um dos rapazes que conheci naquela manhã, pronto para mostrar ao mundo sua arte. Este e-mail também me traz aqui, agora.

“Venho aqui para falar que fui totalmente repudiado pela guarda municipal, em relação aquela linda homenagem que estávamos fazendo no muro do PURO. Foram feitas duas abordagens: primeiro vieram dois guardas na viatura, mas só fizeram algumas  perguntas e foram embora. Depois vieram nos dois cidadãos à paisana (que trabalham na guarda) chegaram de forma totalmente grosseira, sem manter o mínimo de respeito na comunicação já chegaram  me oprimindo nem me deram bom dia !!! Não sei o que eles viram em meus olhos mas seja lá o que foi pelo visto não gostaram muito pois não pararam de olhar-me dos pés a cabeça. Por eu e meu amigo pedir para eles se identificarem eles chegaram em certo ponto a dizer que poderia nos levar presos, pois alegavam que o trabalho artístico que ali estava sendo feito era crime(Homenagem ao dia 20 de novembro )  não sei a que se aplicaria o poder ali mas estava ali dando minha contribuição livre, e voluntaria, Junto aos organizadores do evento, e minha arte foi totalmente repudiada pelo poder publico, olha tem uma aluna que tem um vídeo que mostra a hora em que finalizamos a arte, e que pode ajudar depois vejo e arrumo….  “Não aguento mais essa ausência de respeito e incentivo à  cultura por parte das autoridades.”

Prefiro não dizer qual deles assina o e-mail para não expô-lo. Publico os depoimentos de ambos os artistas com quem conversei naquela manhã (antes do ocorrido – em vídeo) e a fala de indignação de um deles (enviada à redação do jornal O Polifônico via e-mail). Tirem suas impressões.

Diante deste cenário imoral de atuação dos gestores públicos, estimulo os envolvidos no episódio (refiro-me aos artistas e comunidade acadêmica, sociedade sempre!!!) a redigirem com seus termos (eu não presenciei o fato) uma nota de repúdio à ação da Prefeitura de Rio das Ostras no caso, para publicizarmos através deste jornal e em todas as redes possíveis!!!!!

Precisamos gerar o desconforto necessário demandado por essa gangue e passar a mostrar para o mundo como agem esses ratos. Creio que seja mais uma forma de nos articularmos contra posturas oriundas de ações repressivas e cerceadoras, além, é claro, de podermos causar grande incômodo aos que armaram essa armadilha sinistra, divulgando ao mundo como preferem ‘trabalhar’.

Não imagino, de fato, qual seja o sentido, o entendimento, que esta prefeitura tem por ‘cultura’, mas posso afirmar uma coisa: a única cultura que ela conhece é a do temor, do medo, do assédio.

Lamento, minha amada Riodas… o que estão fazendo com você. Lamento, pessoal da Semana de Cultura Afro-Brasileira. Vivi com vocês momentos mágicos e inesquecíveis durante a semana toda e é muito triste acompanhar o que estão fazendo com vocês, com o Polo, com o ganha pão de todos vocês, de todos nós. Lamento, estudantes, por vocês estudarem numa cidade que tem gestores públicos tão irresponsáveis como Rio das Ostras têm, sempre teve… lamento, mas não fico só me lamentando… estamos todos em ação e por isso mesmo incomodamos.

Engulam-nos vivos e absorvam ao menos nossos pensamentos e nossas maneiras de raciocinar. Isso já seria uma prerrogativa menos escrota.

Contem comigo e com o jornal O Polifônico para mais esta batalha!

Preciso de vocês fortes e com vigor!!! Todos vocês! Rumo à 2ª Semana de Cultura Afro-Brasileira de Rio das Ostras!!!

Salve o cinema brasileiro!

Leonor Bianchi

Os entrevistados cederam uso de áudio e vídeo ao jornal.

 

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Alunos do PURO realizam 6a Mostra de Artes Contemporânea

Posted in Cidadania, Cidade, Cultura, Educação, TV O Polifônico, Videofonia by ImprensaBR on 26/10/2011
O jornal O Polifônico passou pela exposição para ver e saber mais sobre a proposta da Mostra este ano. Desde sua primeira edição acompanhamos o trabalho do professor Áureo Mendonça, que com seus alunos do curso de Produção Cultural, renova os ares dos corredores do prédio onde funciona a UFF, em rio das Ostras, durante os dias da Mostra.
Além de usar o espaço físico no Polo para expor as obras de arte da Mostra (este ano o projeto tem também algumas intervenções dentro do prédio do Polo, como você verá aqui…), o circuito de artes continua nas ruas da cidade, através da 3a edição do Ostra Aberta, que rola dentro da 6a Mostra de Arte Contemporânea.
Diversas intervenções e instalações em espaços públicos estão sendo apresentados para o público que terá até o dia 28 deste mês para conferir de perto obras interessantes de artistas locais e de outras cidades.
A Mostra de Arte Contemporânea está em sua sexta edição e conta com oficinas, worshops, ação educativa com crianças da rede pública e particular, além de 10 dias de exposição com artistas da região, contribuindo na divulgação de trabalhos artísticos locais.
O projeto possui relevância social, pois procura estabelecer um contato significativo entre as crianças com a arte contemporânea, visando a construção de sujeitos críticos, capazes de reconhecer a importância da arte na formação sócio-cultural de um indivíduo.
Veja o vídeo com comentários de alunos e do coordenador da 6a Mostra de Arte Contemporânea do PURO
Veja a programação completa da 6a Mostra de Arte Contemporânea do PURO, que começou dia 24, segunda-feira:

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Filha do jornalista Benoni Alencar pede justiça e agilidade nas investigações sobre o assassinato do pai.

Posted in Cidadania, Cidade, Segurança Pública, TV O Polifônico by ImprensaBR on 29/09/2011

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Luto na redação d’O Polifônico: Morre o jornalista Benoni Alencar

Posted in Brasil, Cidade, Política, Polifonia em Poesia, TV O Polifônico by ImprensaBR on 27/09/2011
Por Leonor Bianchi

Rio das Ostras – O Polifônico está de luto. Morreu subitamente nesta terça-feira, 27, aos 66 anos o jornalista Benoni Alencar. Natural do Piauí foi um homem lutador, que deixa um enorme legado para todos, sobretudo para a juventude de Rio das Ostras, com quem sempre gostou de dialogar em seus últimos anos de vida.

Ícone das lutas dos trabalhadores, atuou em partidos de esquerda durante toda a vida chegando a ser perseguido e preso durante a ditadura militar.

Nos últimos anos vinha defendendo a linha de pensamento apresentada por militantes do PSOL e tornou-se fundador do Núcleo do PSOL Rio das Ostras ao lado de outros jovens militantes.

Em sua casa, no Palmital, promovia verdadeiros seminários sobre política, filosofia, sociologia… foram muitos os amigos que ali compartilharam momentos inesquecíveis de grande troca e aprendizagem.

No dia 12 deste mês estive com Benoni pela última vez. Em uma visita de rotina jornalística para ‘cobrir’ o nosso poder judiciário, nos encontramos no corredor do Fórum e cheguei a indagar: Mas ainda por aqui, camarada? E ele, sorrindo, disse: “Ainda… faltam seis meses, Leonor, para eu conseguir descansar…”

Ele recebia naquele dia o companheiro do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, Vilson Siqueira, que estava em campanha para o pleito da nova direção do sindicato, pela chapa 2, Renovação Já!. Benoni concorria pela chapa na Coordenação de Aposentados, Pensionistas e Segmentos, da Regional Lagos. As eleições acontecerão nos dias 4, 5 e 6 de outubro.

Este ano, em junho tive a oportunidade de registrar um dos últimos momentos públicos de Benoni em plena militância. O contexto era a Marcha da Liberdade e dezenas de jovens e moradores de Rio das Ostras tomaram a Praça José Pereira Câmara.

O jornal Piauí Hoje, deu uma nota sobre o falecimento do jornalista em sua edição online, na qual diz: “Ele foi um grande líder estudantil na época da ditadura militar ao lado de ex-deputado federal Antônio José Medeiros. Na época, por sua forte atuação no movimento estudantil foi preso em Teresina. Após perseguições políticas, fugiu para o Rio de Janeiro, onde morou até hoje. Era conhecido com o codinome “Geovane de Valença”. 

Atualmente, Alencar trabalhava no Tribunal Estadual de Justiça em Rio das Ostras-RJ. Ele também conseguiu ser anistiado pelo Governo Federal como uma das vítimas da ditadura.”

Em 2010 fiz uma sequencia de fotos quando nos encontramos em frente ao Boi na Brasa… o engraçado foi que ele não percebeu que eu estava ali fazendo as fotos e quando finalmente olhou em minha direção, espantou-se! Chegou a dizer depois: “Pensei que era alguém daqueles tempos…” Nos abraçamos e rimos bastante…

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Em 2008, em visita a uns amigos no Maranhão, passeando pela praia de Aracagy, ele escreveu o poema:

Os ventos de aracagy são vários
Tão vários quanto
Cabritos do mar
Os ventos do aracagy
Se aquecem de sol,
Por isso são tépidos
E cabrioleiam por
Entre as pernas das mulheres
Levantando as saias
Aquecendo coxas
Como tépidos cabritos do mar
São moleques
Que arracam das mãos
Um poema
E o levam pra longe
Por pura molecagem
Para se divertir
com a aflição oceânica
São Luís 19/06/08.

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Hoje é o Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes. Será que Rio das Ostras está adaptada para a acessibilidade destas pessoas?

Posted in Brasil, Cidadania, Cidade, TV O Polifônico by ImprensaBR on 21/09/2011

Prefira a via. Interditado.

Observe as calçadas!

Observe os canteiros!

O trajeto de um cadeirante que mora em Jardim Mariléa é árduo.

Por Leonor Bianchi e Rúben Pereira
O Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes foi instituído pelo movimento social em Encontro Nacional, em 1982, com todas as entidades nacionais. Foi escolhido o dia 21 de setembro pela proximidade com a primavera e o dia da árvore numa representação do nascimento de nossas reivindicações de cidadania e participação plena em igualdade de condições.

Esta data é comemorada e lembrada todos os anos desde então em todos os estados; serve de momento para refletir e buscar novos caminhos em nossas lutas, e também como forma de divulgar nossas lutas por inclusão social.

Em Rio das ostras, a realidade dos cadeirantes é dura como mostra o vídeo feito por nossa equipe, hoje, em jardim Mariléa. Dona Verli, uma senhora idosa, acometida por um AVC, que voltava da fisioterapia, reclama da dificuldade de locomoção nas ruas do bairro.

Registramos calçadas estreitas, com canteiros que dificultam a passagem dos cadeirantes, com restos de matérias usados em obras (que diariamente brotam no bairro) e com muito lixo.

Falta de conceituação impede deficientes de obter direitos

Por Tisa Moraes

O que caracteriza um portador de deficiência física? E quais direitos uma pessoa que não se enquadra nas definições existentes – e ainda insuficientes – deixa de ter? Estes e outros temas que ainda atravancam a igualdade de condições entre indivíduos deficientes e os demais serão debatidas na 12ª Semana de Prevenção às Deficiências, que será promovida entre 18 e 24 de setembro em Bauru.
Por mais que possa parecer uma necessidade meramente formal, a conceituação sobre o assunto é importante para ampliar a conquista de direitos deste público, segundo defende o advogado Eduardo Jannone da Silva, coordenador do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Comude), entidade organizadora do evento. Até dois meses atrás, por exemplo, um indivíduo com visão monocular (que enxerga apenas com um dos olhos) não era considerado deficiente e, portanto, não podia gozar de benefícios como o sistema de cotas para ingressar no mercado de trabalho ou em concursos públicos.
Mas, mesmo quando são amparados pela lei, muitos deficientes ainda deixam de usufruir de uma série de direitos por total falta de conhecimento. “E essa semana tem justamente o objetivo de esclarecer quais são estes direitos, para que estas pessoas comecem a buscá-los”, pontua Silva, que também é coordenador da Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Bauru.
Um avanço em relação à conceituação do que caracteriza a pessoa deficiente foi o decreto presidencial número 6.949, assinado em agosto de 2009, que adotou para o Brasil as diretrizes da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Convenção de Nova Iorque). De maneira ampliada, o texto do documento descreve pessoas com alguma limitação como aquelas que “têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas”.
Também obrigou os estados brasileiros a promover a inserção deste público na vida econômica, social e cultural. “Antes, (para a lei que definiu a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência) havia apenas a deficiência física, auditiva, visual, mental e múltipla. Agora, este entendimento é bem mais abrangente e inclui, por exemplo, pessoas com fissura labiopalatal, para citar uma realidade presente em Bauru”, detalha Silva.
Julgamento
Ele destaca que, após a adoção da Convenção de Nova Iorque, pela primeira vez o Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar um caso que poderá colaborar para a definição de deficiência no Brasil. Trata-se de um recurso ajuizado por uma rede supermercadista que questiona a determinação deste conceito para cumprir a lei de cotas na contratação de funcionários.
“O julgamento deve acontecer ainda neste semestre. Será uma oportunidade ímpar para o STF definir quem são as pessoas com deficiência. Se isso ocorrer, o ganho será enorme”, considera.
A ampliação do conceito, na avaliação do coordenador, poderá colaborar para o estabelecimento de políticas afirmativas nas áreas de educação e saúde que, embora tenham avançado, ainda estão longe de ser ideais. “Algumas reivindicações, aos poucos, vem sendo alcançadas, como as vagas de estacionamento reservadas, rampas de acessibilidade e contratação de cuidadores e intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais) nas escolas. Mas ainda há carências a serem superadas”, aponta.
A ausência de estatísticas sobre o número de deficientes em Bauru é outro entrave para que as políticas públicas neste setor avancem, na opinião de Silva. Realizado no ano passado, o Censo 2010 não contemplou este levantamento direcionado e, até o momento, não há uma estimativa aproximada de quantos e onde estão os deficientes da cidade.
“Entendo que esta informação ajudaria a racionalizar e melhor direcionar os recursos utilizados atualmente pelo poder público em benefício das pessoas com deficiência. Essa logística, atualmente, ainda precisa ser sistematizada”, lamenta.

Fonte: http://www.jcnet.com.br

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Exclusivo: vídeos mostram estudantes e professores do PURO manifestando repúdio ao descaso do prefeito Carlos Augusto para com a comunidade acadêmica. Eles exigem condições mínimas de estrutura para o funcionamento do Polo e abrem pauta de reivindicações.

Posted in TV O Polifônico, Videofonia by ImprensaBR on 30/08/2011
Exclusivo: vídeos mostram estudantes e professores do PURO manifestando repúdio ao descaso do prefeito Carlos Augusto para com a comunidade acadêmica. Eles exigem condições mínimas de estrutura para o funcionamento do Polo e abrem pauta de reivindicações.
Divulgamos na íntegra todos os vídeos gravados durante a manifestação dos estudantes e professores do PURO com apoio da sociedade local, na noite da última quarta-feira, 24 de agosto, em frente ao campi da universidade, no bairro Jardim Bela Vista.
Há ainda muitos pontos a serem esclarecidos. Quem deverá pagar pela omissão? Onde está o motorista da motocicleta que atropelou a estudante de Serviço Social, Maria Clenilda? Quem são os responsáveis por esse acidente e como vamos cobrar que respondam pela morte desta pessoa?
Assista aos vídeos, comente e compartilhe!

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