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Cinema e Educação em Rio das Ostras

Posted in Cidade, Educação, Videofonia by ImprensaBR on 25/08/2011
Cinema e Educação em Rio das Ostras
Projeto exibe documentário ‘Pro dia nascer feliz’, de João Jardim
Por Leonor Bianchi
Nesta quarta-feira, a professora Deborah Floresta promove o projeto “Cinema e Educação: a linguagem cinematográfica no processo de construção do conhecimento crítico”. Trata-se do início das atividades do projeto “reflexos da realidade: uma abordagem cinematográfica”, idealizado pela Multiplicadora Tecnológica Deborah Floresta.
O objetivo central do evento é estimular as reflexões acerca da inserção do cinema na prática pedagógica, enxergando a sétima arte como uma excelente aliada para proporcionar uma aprendizagem significativa, bem como um elemento essencial no processo de mudanças sociais.
Além disso, será debatida a função social do cinema. Será que existe neutralidade no processo de produção cinematográfica? O cinema pode motivar mudanças significativas na sociedade? Essas e outras questões serão abordadas pelo historiador e cineasta Alex Côrtes e o jornalista e documentarista Rodrigo Mac Niven no dia 26 de agosto de 2011, sexta-feira, às 13h00.
Para instigar o debate, será exibido o documentário “Pro Dia Nascer Feliz”, de João Jardim. (Veja a programação ao final desta matéria).

Estaria o audiovisual vislumbrando sua primeira possibilidade de diálogo com a Educação de Rio das Ostras?

A proposta levantada pela professora Deborah deve merecer atenção entre educadores e legisladores do município uma vez que o audiovisual, mais especificamente o cinema brasileiro e sua exibição em escolas da rede pública de ensino fundamental é o tema do PL 7507/2010 do Senador Cristovam Buarque.
Em análise pelas comissões de Educação e Cultura; de Constituição e Justiça e de Cidadania, da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei propõe a obrigatória a exibição de filmes audiovisuais de produção nacional nas escolas de ensino básico, por no mínimo duas horas mensais. O texto insere a medida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9.394/96.
Segundo um texto sobre o PL 7507 publicado no site do senador Cristovam Buarque, “a exibição de filmes brasileiros deve ser componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola”. Para o Senador do PDT-DF, a ausência de arte na escola reduz a formação dos alunos e impede que sejam usuários de bens e serviços culturais na vida adulta. “O cinema é a arte que mais facilidade apresenta para ser levada aos alunos nas escolas”, defende Cristovam.
Para o Senador, “os jovens que não têm acesso a obras cinematográficas ficam privados de um dos objetivos fundamentais da educação: o desenvolvimento do senso crítico”.
Veja a tramitação do PL 7507/2010:
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=481377
Buscando caminhos para a ‘liga’ entre uma coisa e outra
Independentemente do que digam os professores sobre o fato de o tempo ser curto para trabalhar em sala de aula a grade curricular exigida pelo Ministério da Educação, quanto mais inserir exibições de cinema nesta grade… o cinema e o audiovisual já estão dentro da escola mais do que podemos imaginar, aliás suas relações nos remetem a experiências remotas no Brasil, aos tempos do extinto Instituto Nacional de Cinema, que depois passou a ser Instituto Nacional de Cinema Educativo, dirigido pelo genial Humberto Mauro nos anos 30. Experiências, que infelizmente não vamos mencionar agora para não perdermos o foco. Leia mais sobre o INCE (http://www.mnemocine.art.br/index.php?option=com_content&view=article&id=167:institutonaccine&catid=42:historia-no-cinema-historia-do-cinema&Itemid=67), ou o breve texto ‘O Instituto Nacional de Cinema Educativo: o cinema como meio de comunicação e educação’, de Rosana Elisa Catelli, Professora da Universidade Estadual de Santa Cruz, Departamento de Letras e Artes (http://www2.eptic.com.br/sgw/data/bib/artigos/b2d62f74fa61d243a02f4e4f8a3ce8c2.pdf), ou este artigo elaborado por Ronaldo Rosas Reis, Doutor em Comunicação e Cultura (UFRJ), Pós-Doutor em Educação (UFMG) e Professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Imagem e Informação da Universidade Federal Fluminense e da Faculdade de Educação da mesma Universidade (http://www.uff.br/ciberlegenda/ojs/index.php/revista/article/viewFile/269/154), ou ainda outro excelente artigo da Doutora em Multimeios, Rosana Elisa, onde ela cita a Alegoria de John Grierson para defender a produção de documentários nos ambientes escolares. Só para ilusatrar… para Grierson, “a possibilidade de aproximação do indivíduo à sua realidade não apenas pela razão, mas também pelo sentimento. Segundo ele, o uso do rádio e de filmes, para a educação de jovens e adultos, traz a comunidade para perto do indivíduo. O filme documentário não ensina o novo mundo pela análise do mesmo, ele comunica o novo mundo mostrando-o em sua natureza viva. Neste sentido, o filme documentário é uma proposta educacional para trazer ao cidadão o mundo, para acabar com a separação entre o cidadão e a comunidade a qual ele pertence”,                                                                – (http://www.fundaj.gov.br/geral/educacao_foco/cinema%20e%20educacao.pdf).
Educadores realizadores?
O que é preciso agora é a formação (por que será que não gosto deste termo?), a capacitação de professores e, posteriormente, dos alunos das escolas públicas à leitura desta linguagem. Ainda um tanto desprezada no Brasil, a formação e especialização de ‘material humano’ para tanto só vem sendo criada de uns 30 anos pra cá. Em nível acadêmico, ainda é muito incipiente.
Este ano, a Universidade Federal Fluminense (Niterói/RJ) abriu um curso inédito; o de Licenciatura em Cinema. A tradição que o Instituto de Artes e Comunicação Social da UFF (IACS) tem em formar grandes ‘trabalhadores do cinema brasileiro’ através de seu bacharelado em Cinema, voltar-se-á, também, a partir de agora, à formação de professores de cinema.
A proposta é mais do que necessária se analisarmos o crescente número de oficinas de vídeo e cinema promovidas por associações culturais em todo o Brasil. Creio que, naturalmente, este seja um dos motes que deve ter embasado a justificativa para a criação do curso, defendida pelos idealizadores do novo curso da UFF.
Parece-me que a Federal Fluminense dá um passo à frente acolhendo esta empreitada de colocar adiante um antigo sonho, que em 2012 tornar-se-á realidade. O vestibular para o curso de Licenciatura em Cinema está aberto até o dia 5 de setembro pelo site… da UFF, que está fora do ar… mais uma vez…
Projetos de Cinema e Escola aparecem em cada esquina. Tudo é Cinema e educação! Mas será que sabem do que estão falando esses produtores que se dizem mentores de projetos educativos, que levam estudantes ao cinema?
Nessa febre das oficinas de cinema, dos festivais de cinema, dos coletivos de realizadores que fazem filmes em cima de qualquer argumento, em qualquer suporte de captação (equipamentos que vão de sofisticadas câmeras digitais de alta definição a aparelhos celulares), começaram a surgir também projetos de exibição de cinema em escolas públicas.
Projetos promovidos com dinheiro público e que levam alunos da rede pública de diversos municípios do estado ao cinema, gratuitamente, passaram a ‘pipocar’ de repente que nem pão fresco às seis da tarde.
Aqui no Rio, intriga-me bastante o formato do projeto ‘Cinema para todos’. Em sua segunda edição e como faz questão de ostentar, consagrando a parceria entre Secretarias de Estado de Educação e de Cultura (iniciada em novembro de 2008) deve distribuir 800 mil vales-ingressos (vale-ingressos são ingressos que as referentes secretarias cedem às escolas públicas de diversos municípios do estado, para que elas usem os com seus alunos em qualquer dia da semana, em sessões de filmes nacionais). São assistidos estudantes de 25 municípios do estado do Rio.
Esses alunos desfilam pela cidade, da escola até a porta da sala e cinema com o uniforme escolar. O ônibus que os leva ao cinema ‘plex’ da vida (muitas vezes localizado dentro um shopping center) é adesivado com uma enorme logomarca dos financiadores do projeto e na sala escura, esses meninos do Brasil assistem quase a mesma coisa que já veem nas novelas da Globo, já que os filmes que são produzidos hoje no Brasil, ainda insistem no forte apelo de usar atores globais para atrair público…
Enfim, além de os filmes que esses estudantes assistem não serem para mim exatamente cinema brasileiro e sim Globo Filmes brasileira, a propaganda pró governo é notória, mas parece que ainda que tratemos aqui de audioVISUAL, há muita gente fechando os olhos para projetos desta natureza, com formatos duvidosos, e muitos malandrinhos, ou melhor, mauriçolas pequenos burgueses metidos a grande produtores, se dando bem.
Cinema na escola
Em minha opinião, em lugar de o estado dar bolsa-cultura para os professores e ingressos de cinema para os alunos da rede pública, deveria incentivar a exibição dentro da unidade escolar, sobretudo de filmes brasileiros, e ainda, investir na formação de pessoas que queiram falar de cinema dentro da escola, do lado dos professores, e há muita gente fazendo isto de maneira precária Brasil à dentro.
A falta de escolas de formação e a precarização dos cursos gratuitos acabam por tornar escassa a mão-de-obra intelectual e, em plena era das redes sociais e da chamada Web 2.0 o cinema só entra na escola quando falta o professor de história.
Estudei a vida toda em escola pública e hoje atuo como formadora livre na educação do interior do estado, contribuindo com conversas e análises com alguns amigos professores sobre a utilização do cinema e dos recursos audiovisuais dentro da escola, em sala de aula, no processo de ensino-aprendizagem… para além do audiovisual como um suporte pedagógico.
O cinema na escola para além da exibição de filmes
Defendo, nessas minhas contribuições, que a linguagem audiovisual tem uma gramática própria e que a mesma precisa ser decodificada. Quem quiser mergulhar na gramática da linguagem audiovisual, muito mais do que assistir um filme, saberá como este material foi construído. A ideia de que conhecendo a gramática audiovisual o professor se coloca potencialmente no lugar do realizador de filmes, facilita e abrevia o debate sobre a entrada do cinema vez por todas na grade curricular dos alunos do ensino fundamental (ao menos), como o ensino de música, que em 2008 passou a ser novamente obrigatório nas escolas de ensino fundamental e médio de todo o Brasil.
Este ano todas as escolas tiveram três anos para se adequar e agora deverão apresentar relatório da disciplina de artes. A Lei nº 11.769, de autoria da Senadora Roseana Sarney, surgiu com a mobilização do Grupo de Articulação Parlamentar Pró-Música (GAP), formado por 86 entidades, como universidades, associações e cooperativas de músicos.  A nova lei altera a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), que determina o aprendizado de arte, mas não especifica o conteúdo.
 Veja mais sobre o Debate de amanhã promovido pela profa. Deborah Floresta:
“Cinema e Educação: a linguagem cinematográfica no processo de construção do conhecimento crítico”.
ESCOLA MUNICIPAL PADRE JOSÉ DILSON DÓREA
Data: 26 de agosto de 2011
Dia: Sexta-feira
Horário: 13:00
Local: Escola Municipal Padre José Dilson Dórea
Endereço: Rua das Camélias, 1015. Bairro Âncora. Rio das Ostras, RJ.
Exibição do documentário “Pro Dia Nascer Feliz”
Mesa de Debate “Cinema e Educação: a linguagem cinematográfica no processo do construção do conhecimento crítico”
13:00 – Abertura
13:30 – Exibição do documentário “Pro Dia Nascer Feliz”
15:00 – Debate sobre a relação cinema e educação, com o Professor Alex Côrtes
16:00 – Debate sobre a função social do cinema, com o documentarista Rodrigo Mac Niven
17:00 – Abertura de inscrições para as perguntas do público
18: 00 – Encerramento e avaliação do encontro
Contamos com a presença de todos!
Deborah Floresta,
Multiplicadora Tecnológica.
Debatedores:
Alex Côrtes (Historiador, Mestre em Educação, Cineasta e Doutorando em Psicologia)
 Rodrigo Mac Niven (Diretor do documentário “Cortina de Fumaça”)
Inscrições:
Os interessados devem mandar um e-mail para o endereço deborahfloresta@yahoo.com.br com os seguintes dados: nome completo, instituição na qual atua e telefone para contato.
Apoio: NÚCLEO TECNOLÓGICO MUNICIPAL
GERÊNCIA DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS
ESCOLA MUNICIPAL PADRE JOSÉ DILSON DÓREA

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Cinema e Educação: Projeto promove Mesa de Debate “Cinema e Educação: a linguagem cinematográfica no processo do construção do conhecimento crítico”

Posted in Cidade, Educação, Videofonia by ImprensaBR on 21/08/2011
“Cinema e Educação: a linguagem cinematográfica no processo de construção do conhecimento crítico”.
Data: 26 de agosto de 2011
Dia: Sexta-feira
Horário: 13:00
Local: Escola Municipal Padre José Dilson Dórea
Endereço: Rua das Camélias, 1015. Bairro Âncora. Rio das Ostras, RJ.
Exibição do documentário “Pro Dia Nascer Feliz”
Debatedores:
Alex Côrtes (Historiador, Mestre em Educação, Cineasta e Doutorando em Psicologia)
 Rodrigo Mac Niven (Diretor do documentário “Cortina de Fumaça”)
Inscrições:
Os interessados devem mandar um e-mail para o endereço deborahfloresta@yahoo.com.br com os seguintes dados: nome completo, instituição na qual atua e telefone para contato.
Mesa de Debate “Cinema e Educação: a linguagem cinematográfica no processo do construção do conhecimento crítico”
13:00 – Abertura
13:30 – Exibição do documentário “Pro Dia Nascer Feliz”
15:00 – Debate sobre a relação cinema e educação, com o Professor Alex Côrtes
16:00 – Debate sobre a função social do cinema, com o documentarista Rodrigo Mac Niven
17:00 – Abertura de inscrições para as perguntas do público
18: 00 – Encerramento e avaliação do encontro
Apoio:
NÚCLEO TECNOLÓGICO MUNICIPAL
GERÊNCIA DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS
ESCOLA MUNICIPAL PADRE JOSÉ DILSON DÓREA

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